Entre os grupos que não apresentaram evidência de influência em políticas públicas observa-se que se destacam na fase 1 por serem menos interdisciplinares (03 grupos), por trabalharem mais atividades em comum (03 grupos), por possuírem objetivos diversos (02 grupos), por trabalharem várias áreas ambientais (02 grupos); além de um grupo que só trabalha em âmbito municipal, um grupo em que seus membros somente têm contato anual e um grupo que utiliza muitas ferramentas de comunicação, mas que não é da área ambiental.
Oito grupos possuem interação internacional que contribui na formação de pessoal, intercâmbio, publicações, fomento, participação em projetos de pesquisa, utilização de laboratórios. Os demais (11 grupos) não possuem (Apêndice 11).
Catorze grupos consideram-se interdisciplinares por: participarem pesquisadores de dois departamentos com perfis distintos entre si; por constituírem-se por várias áreas; haver interação de atividades; desenvolver uma pesquisa interdisciplinar financiada pela FAPESB; por haver discussões sobre diferentes propostas de pesquisa, oriundas de diversas áreas; inserir a perspectiva interdisciplinar nas pesquisas; estabelecer envolvimento, discussões e produções com o perfil interdisciplinar; usar técnicas de caracterização em áreas diferentes; estabelecer discussão acadêmica; contemplar atividades múltiplas nas atividades de projetos em desenvolvimento; permitir o intercâmbio das decisões e resultados; inserir pessoas de diferentes áreas que possam contribuir nos projetos. Cinco grupos não se consideram interdisciplinares (Apêndice 11).
O papel do líder para 13 grupos é: propor temas; escolher os projetos e linhas de pesquisa, que são discutidas com os demais pesquisadores do grupo, tendo-se como referências as pesquisas similares em desenvolvimento no exterior; propor as ideias e a forma como o grupo se desenvolve; avaliar as possibilidades e escolher os parceiros e os alunos; manter o foco do grupo; adequar as pesquisas aos objetivos do grupo; coordenar o programa de mestrado; coordenar e orientar; criar mecanismos e canais de conversas e
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colaborações, buscando que um ator possa auxiliar a linhas afins; Coordenar as atividades de campo e a coleta de dados. Um grupo informa que a influência é mútua, tanto na produção coletiva, quanto nas discussões, que muitas vezes orientam caminhos teóricos a serem seguidos, bem como os métodos utilizados. Seis grupos não apresentaram papel do líder (Apêndice 11).
Onze grupos informam possuir conformação de rede por: possuir produção científica coletiva e grupos de discussão dentro da universidade; estar interligado com outros grupos da universidade, bem como ter participantes de outras instituições e buscar parcerias com outras instituições de pesquisa e ensino; terem tido contatos, pesquisas e parcerias com Universidades diversas; possuir pesquisadores de várias instituições; por ser um grupo de pesquisa multi-institucional e multidisciplinar; ter colaboração de pesquisas com vários pesquisadores de diferentes universidades, sendo uma rede informal; estar inserido em áreas específicas do conhecimento; envolver várias instituições de pesquisa; haver integração vertical de pesquisas, e horizontal de ações, ou seja, as pesquisas de um ator servem de substrato e subsidio para outro, onde as ações são construídas em grupo, com as propostas sendo submetidas e discutidas com todos; haver propostas de projetos com a participação dos membros; por agregar distintas instituições e conter distintos enfoques (Apêndice 11).
Nove grupos não se consideram redes por: necessitar de maior tempo de existência e consolidação de alguns projetos de pesquisa; faltar interação efetiva e duradoura com outros grupos; falta de tempo dos integrantes do grupo, uma vez que os pesquisadores são horistas; faltar amadurecimento das pesquisas e desenvolvimento de uma maior interlocução com outros grupos; existir uma dispersão dos membros com outras linhas de pesquisa; faltar maior comunicação, pois apesar do grupo estar formado, a maioria continua trabalhando isoladamente (Apêndice 11).
Nove grupos informam participação em editais de redes, sendo sete contemplados e dois ainda não contemplados. São citados editais da FINEP- subvenção, FINEP-CTPETRO, FABESB, CNPq, Capes e Cyted, RENAMI (rede de nanotecnologia do CNPq), CTHidro 46. Dez grupos não participam uma vez
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que: o grupo de pesquisas ainda é limitado e não tem condições neste momento de executar um projeto maior (estão em fase de doutoramento); falta uma chamada específica; existem exigências burocráticas; não há disponibilidade de tempo do grupo para elaboração de projetos desse nível; há deficiência organizacional do próprio grupo; falta informação; há dificuldade de se encaixar nos editais (Apêndice 11).
As avaliações das atividades do grupo são feitas por dez grupos através de: avaliação formal anual da produção do grupo, como um todo (publicações, projetos, orientações, etc); discussão no grupo e documentação por meio de atas das reuniões; publicações e trabalhos concluídos; seminários internos; reuniões periódicas; relatório; da divulgação das pesquisas; índice de publicações e de formação de recursos humanos; avaliação anual projetos enviados; workshops. Nove grupos não fazem avaliação de suas atividades (Apêndice 11).
A relação entre o conceitual e o operacional é informada por cinco grupos por: aplicação de algumas pesquisas á área da saúde; haver o direcionamento e desenvolvimento de pesquisas de cunho tecnológico e de aplicação industrial; atingir a população de baixa renda; por participação em congressos e seminários de iniciação científica; periódicos, livros, congressos e cursos. Catorze grupos informam não haver elo do conceitual com o operacional em suas pesquisas (Apêndice 12).
Para onze grupos há direcionamento nos resultado das pesquisas uma vez que: é uma preocupação do grupo apresentar possibilidades de aplicação prática para os conhecimentos gerados; há contribuição na solução de problemas ambientais reais e atuais; há tentativa de que os resultados das pesquisas tenham aplicação na sociedade; o conhecimento adquirido em parte pelas pesquisas básicas, certamente direcionam à definição das outras pesquisas de cunho tecnológico; a aplicação é sempre visada e assim, ha preocupação com os custos operacionais; há o reforço ou modificação de conceitos quando submetidos ao pragmatismo das intervenções in loco; há desenvolvimento de análises; pretende-se ajudar a tomada de decisão pelos agentes de planejamento municipal; é feita a divulgação dos resultados das
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pesquisas; as pesquisas básicas são estendidas em pesquisas aplicadas; trata- se de um tema que exige vivência e coleta de material para alcançar os resultados almejados. Oito grupos não direcionam os resultados das pesquisas (Apêndice 12).
O fortalecimento da discussão política não ocorre em doze grupos, no entanto, para sete grupos:‖ a própria discussão é política em si e leva a este fortalecimento; houve a implantação de uma associação que tem se constituído em espaço formal para a discussão da política de P&D na área; o fortalecimento é feito por meio da conscientização das classes menos privilegiadas nos estudos realizados nas três áreas de atuação da pesquisa atual, porém, não é tarefa fácil. Muitas vezes o cidadão está mais interessado em vencer as dificuldades do cotidiano, e discussões sobre a sua participação efetiva na área do saneamento, por exemplo, fica em segundo plano; o fortalecimento dar-se-á pelas mobilidades e missões científicas executadas entre os membros institucionais e execução de mini-cursos, palestras e expedições com o envolvimento da pós-graduação; dá-se através da conscientização da importância da pesquisa para o País; há capacidade, o que não significa que a mesma seja utilizada devidamente; ela entra nas discussões do grupo, em se tratando da política de fomento à pesquisa e a educação (Apêndice 12).
Indagados se haviam obstáculos à pesquisa aplicada foi citado por dezesseis grupos: Financeiros; disponibilidade de tempo; reconhecimento da área; logístico; apoio institucional; pessoal; da instituição e o sistema que exige publicações; cooperação entre docentes da mesma universidade; pouca relação universidade e Empresas; burocracia universitária; fraca visão das empresas; falta de acesso a internet com uma velocidade de conexão alta; distância dos locais de eventos nacionais, encarecendo a mobilidade; estrutura burocrática universitária; necessidade de interação com empresas; pessoal qualificado; distancia dos núcleos produtivos, indústria; infra-estrutura laboratorial na instituição ainda inexistente para pesquisas na área do grupo; descontinuidade do fomento; dificuldade de se encaixar em alguns editais. Três grupos não possuem obstáculos, sendo que, para um, a pesquisa aplicada faz
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parte da política do campus e, para o outro, como a área de pesquisa do grupo consiste principalmente de projetos de cunho tecnológico, há um ilimitado espaço para sua atuação, principalmente em parceria com indústrias (Apêndice 12).
Destaca-se que acerca do grau de aplicabilidade das pesquisas dos grupos 16 grupos informam grau entre médio e alto e apenas três grupos informam baixo grau (Apêndice 12).
Em sete grupos os membros dos grupos são permanentes. Os estudantes, na maioria, tendem a permanecer na mesma linha de pesquisa, mesmo após ter concluído seus projetos. Nesse caso, os novos mestres e doutores, ao conseguirem emprego, têm procurado iniciar pesquisas na mesma área em outras instituições. Isto tem feito contribuído para o aumento das pesquisas. Os grupos restantes (12 grupos) citam que muitos alunos desligam- se do grupo ao finalizarem suas pesquisas. Em um caso o fato dos professores trabalharem por hora contribui para não permanência no grupo (Apêndice 13).
Para maioria desses grupos (15 grupos) existem critérios para integrar grupo, quais sejam: mesmos interesses de pesquisa e estar disposto a compartilhar conhecimentos e aceitar sugestões; estar ligado a algum dos projetos desenvolvidos pelos laboratórios participantes do grupo de pesquisa, ou estar sendo orientado por um dos professores integrantes do grupo; desenvolver pesquisas na mesma área, além de ser produtivo; ter disposição para a pesquisa e sair-se bem nas disciplinas; sejam profissionais ligados à alguma atividade relacionada as três áreas; ter um projeto de pesquisa aprovado pelo fundo de apoio à pesquisa da Universidade ou bolsa pesquisa do governo do estado; propostas de pesquisa devem estar vinculadas a projetos de iniciação científica, mestrado, doutorado ou pós-doutorado; ter trabalho de investigação definido em uma das linhas de pesquisa do grupo; fazer parte do corpo docente ou do corpo discente do programa de mestrado; ter formação em ciências afins com a área de especificidade; possuir conhecimentos básicos prévios; critérios de produção, de afinidade à linha, de contribuição adicional às atuais linhas; envio de pelo menos 1 projetos por semestre;especialização na área (Apêndice 13).
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Os recursos financeiros são obtidos das seguintes instituições: agências de fomento à pesquisa nacionais – CNPq, Capes e Finep; agências de fomento à pesquisa dos estados - FAPEMAT, FAPESP,FAPERJ, FAPERGS, FAPESB; bolsa pesquisa com recursos do governo estadual, Fundect e Fiocruz; instituições de ensino - Centro de Pesquisa , universidades, FAPs – fundos de apoio à pesquisa, prestação de serviços técnicos; recursos próprios do pesquisador; empresas privadas (Apêndice 13).
Os motivos de criação dos grupos são: para congregar pesquisadores da universidade e de outras instituições com interesses comuns de pesquisa; integrar pesquisadores de diferentes linhas de pesquisa; dar suporte a pesquisas de temas comuns; para independência de ideias e de ações em relação ao grupo original; para suprir as necessidades de estudos ambientais e empreendimentos sociais da faculdade; para gerar e articular pesquisas na área de conhecimento; para definição de novas linhas de pesquisa, decorrentes do amadurecimento natural de pesquisas em desenvolvimento; para se integrar na rede de novos doutores; para fortalecer ações em comum e possibilitar aproximação de linhas e propostas de pesquisa; por demanda de projetos CNPq, FINEP e FAP/FUNDECT; por necessidade de investigação multidisciplinar; para potencializar as ideias em busca de soluções (Apêndice 13).
Somente quatro grupos informam possuírem uma estrutura formal e essa geralmente segue o modelo do CNPq, que consiste em: coordenação- liderança atuante, com vice-líder atuante, e demais pesquisadores bastante ativos; coordenação geral, coordenação saneamento e coordenação de educação profissional (Apêndice 13).
As áreas de pesquisa informadas são: gestão social; aplicação de tecnologias de sistemas de automação e controle na solução de problemas ambientais; saúde e meio ambiente; materiais e meio ambiente; eletroquímica ambiental e corrosão; meio ambiente e empreendedorismo social; projeto do produto (design); meio ambiente; análise regional; física - materiais fotônicos; espacialidades e territorialidades urbanas contemporâneas; erosão de solo e monitoramentos de microbacias de drenagem; pesquisa básica e aplicada;