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5. Resultater

5.2. Demontering, ombruk og resirkulering: verdikjeder og anvendelser

5.2.3. Resirkulering

Após a leitura dos documentos impressos produzidos pela Igreja no decorrer do tempo em que o Credo Social é a expressão escrita da doutrina social da Igreja, e visto que, embora se tenha varias anotações, apenas uma é interpretação prática do Credo Social como instrumento orientador para o combate aos vícios, digo ao consumo excessivo do álcool como bebida.

O Credo Social pode contribuir para uma aproximação sensível do crente com o Evangelho do Senhor Jesus, “ele une em si a ênfase na glorificação de Deus e na

promoção da cidadania”, conforme afirma Renders. Isto faz com que o exercício da fé seja praticado de forma coerente e diretamente ligada ao que se aprende no convívio de fé cristã.

Trazendo a memória a conceituação do termo pastoral, uma vez que no contexto brasileiro segundo Silva, “a pastoral deixa de ser uma ação do povo de Deus voltada para dentro da comunidade, para ser uma ação do povo no espaço maior, onde eventos acontecem na realidade cotidiana” (SILVA, 2003, p: 80). “É uma ação intencional, sistemática e organizada coletivamente. É fruto do esforço missionário da Igreja que busca mudanças, vislumbrando novos tempos na perspectivas do Reino messiânico de Deus” (CASTRO, 2000, p: 105).

Realizar uma leitura do Credo Social com vistas a garimpar uma práxis pastoral e missionária é uma tarefa desafiadora e estimulante, isto porque o documento é rico em detalhes e também em pistas para um viver digno, coerente e no contexto da dependência alcoólica, um viver sóbrio. Uma vez que a presente pesquisa busca uma aproximação entre o teórico e prático, apresentando uma práxis a partir do Credo Social voltada ao cuidado pastoral diante da dependência alcoólica, analisarei apenas uma ação apresentada no 12º tópico do Item V –

Problemas Sociais, com vistas a conceituação de práxis religiosa feita por Casiano

Floristan, considerando o seguinte enfoque,

1. A práxis é ação criadora e não meramente reiterativa. Para que a ação seja

criadora é necessário certo grau de consciência crítica no agente que atua e um certo nível de criatividade que reflita no realizado. A práxis criadora é inovadora frente às novas realidades ou novas situações. O ser humano é desafiado a criar ou inventar, não basta repetir ou imitar os resultados. 2. A práxis é ação reflexiva e não exclusivamente espontaneidade. A práxis criadora exige uma elevada reflexão de consciência critica. Para superar o nível de espontaneidade da prática é necessário um alto grau de reflexão. Necessitamos ser críticos: saber o que buscamos e a aonde vamos, entretanto, cautelosos nos passos que damos. Por isso a transformação em muitos aspectos não poderá ser nem tão rápida, nem tão radical como às vezes imaginamos.

3. A práxis é ação libertadora e não alienante. A ação humana é práxis na medida em que se ajusta a um projeto de libertação. O fim de toda atividade prática ou de toda práxis é a transformação real do mundo natural ou social, cuja realidade deve ser uma nova realidade mais humana e mais livre.

4. A práxis é ação radical e não meramente reformista. A práxis propõe transformar a organização e direção da sociedade, mudando as relações econômicas, políticas e sociais. Como a sociedade está dividida em classes sociais, nasce uma luta de classes entre si. Assim emerge a atividade política, que é a luta objetiva nutrida de ideologia. A práxis política alcança sua forma mais elevada na práxis radical, a saber, a que intenta transformar

na raiz as bases econômicas e sociais na qual se assenta o poder das classes dominantes para construir uma nova sociedade58.

Vale considerar que práxis é ação e esta ação pode ser vista como criadora,

reflexiva, libertadora e por fim radical. A seguir passo a analisar uma afirmação

cristã sustentada nos documentos da Igreja como uma ação que deve ser desenvolvida literalmente, ou seja, cumprida por todos os metodistas brasileiros. Segue-se o tópico 12 do Item V – Problemas Sociais do Credo Social.

12 - Dentre os problemas que afetam a sociedade estão os chamados vícios, como: o uso indiscriminado de entorpecentes, a fabricação, comercialização e propaganda de cigarros, bebidas alcoólicas, a exploração dos jogos de azar, que devem ser alvo de combate tenaz já pelos efeitos danosos sobre os indivíduos como também pelas implicações sócio-econômicas que acarretam ao País.

Reconhecer e enunciar os vícios como problemas que afetam a sociedade pode ser uma ação criadora, a partir do momento em que se afirma que o uso excessivo destas substâncias acarreta o mal tanto aos usuários quanto aos que estão a sua volta, e, a partir daí criar respostas que auxiliem e promovam mudanças de comportamento na vida daquele/a que fazem o uso, como também na vida daqueles/as que fabricam e comercializam tais substâncias.

A identificação dos vícios proporciona uma ação reflexiva, porque, considerando que em nossos dias tanto a fabricação quanto a comercialização de substâncias como o tabaco e álcool são lícitos, apresentá-los como únicos a prejudicarem a saúde humana não é o suficiente. Devemos, como diz Floristan “ser críticos: saber o que buscamos e aonde vamos, entretanto, cautelosos nos passos

58 1. La praxis es la acción creadora y no meramente repetitivo. Para ser creativo es necesario grado de

conciencia crítica en el agente que actúa y un cierto nivel de creatividad que refleja el lugar. La praxis creativa es innovador en la cara de las nuevas realidades o situaciones nuevas. El hombre es el desafío de crear o inventar, no simplemente repetir o imitar a los resultados.

2. Praxis es la acción y no sólo la espontaneidad reflexiva. La praxis creativa exige una mayor conciencia de la reflexión crítica. Para superar el nivel de la espontaneidad de la práctica requiere un alto grado de reflexión. Tenemos que ser críticos: buscamos conocer y hacia donde vamos, sin embargo, cauto en los pasos que damos. Por lo tanto la transformación en muchos aspectos puede ser ni tan rápido ni tan radical como a veces se imaginaba.

3. Praxis no es alienante y liberación de la acción. La acción humana es la praxis en el que quepa un proyecto de liberación. El final de cada actividad o práctica de cualquier práctica es la verdadera transformación del mundo natural o la realidad social que debe ser una nueva realidad más humana y más libre. 4. Praxis es la acción radical y no meramente reformista. La Praxis propone transformar la organización y dirección de la sociedad, el cambio de las relaciones económicas, políticas y sociales. Cómo es la sociedad dividida en clases sociales, se plantea una lucha de clases entre ellos. De esta manera surge la actividad política que es la lucha de la ideología alimentada objetivo. La práctica política alcanza su máxima expresión en la praxis radical, a saber, que trata de transformar la raíz social y económica cimientos sobre los que descansa el poder de las clases dominantes para construir una nueva sociedad. (FLORISTAN, 1993, p. 179-180)

que damos. Por isso a transformação em muitos aspectos não poderá ser nem tão rápida, nem tão radical como às vezes imaginamos”.

Combater os vícios é uma ação libertadora, isto porque toda ação que visa a extinção de qualquer forma de dependência é libertação transformadora, é viver livremente no mundo natural e social.

Analisar os efeitos danosos que os vícios, no caso a síndrome da dependência do álcool, causam nos indivíduos bem como as implicações sócio- econômicas que acarretam ao país no combate destes é uma ação radical, uma vez que a práxis religiosa propõe transformar a organização e direção da sociedade, mudando as relações econômicas, políticas e sociais.

Desta forma, reconhecer o tópico 12 e cumpri-lo é práxis religiosa, isto porque nele está contido a ação criadora, reflexiva, libertadora e por fim radical, segundo o pensamento de Casiano Floristan.