4. Metodikk, datagrunnlag og studieobjekter
4.4. Beskrivelse av case
4.4.2. Forutsetninger
Em janeiro de 1908 o Expositor Cristão apresenta As Regras da Egreja com o objetivo de fazer com que a comunidade vivesse um ano em harmonia com os princípios da Igreja, afirmando que estas regras estavam embasadas nos textos bíblicos e que exprimiam a vontade de Deus a respeito da vida humana. Assim as regras são introduzidas:
“Resisti ao mal, andae no caminho de rectidão e soffrei, qual bom saldado, tudo quanto vos possa sobrevir de desagradável e acabrunhador, por amor de Jesus”. Eis as nossas Regras Geraes como se acham em nosso livrinho de Doutrina e Disciplina, que todo o bom methodista deve possuir e estudar (Auto não identificado. In: Expositor Cristão, 02 de janeiro de 1908, p. 3).
Neste texto é destacado em primeiro lugar o que não se deve fazer, ou seja, o que se deve evitar para ter uma vida saudável diante da comunidade e de Deus, entre estas regras está: “Não fazendo mal algum, evitando males de toda a sorte, especialmente os que são mais geralmente praticados, tais como, - Embriagar-se, ou tomar bebidas alcoólicas a não ser em casos de necessidade” (Autor não identificado. In: Expositor Cristão, 02 de janeiro de 1908, p. 3).
No exemplar seguinte do Expositor Cristão do dia 09 de janeiro de 1908, é apresentada uma matéria na sessão temperança sobre O Alcoolismo na Inglaterra, onde trata da questão desastrosa provocada pelo alcoolismo e deixa de ser um problema acadêmico e passa a ser um problema de ordem política, como segue: “O atual governo está disposto a encetar a campanha contra a maior praga que afflige aquelle paiz” (09 de janeiro de 1908, p. 3). Embora o texto manifeste o desejo daquele país em seguir ações adotadas recentemente em outros como Estados
Unidos, Japão e Finlândia para a igreja brasileira ele serve apenas como alerta sutil sobre os danos que o uso e a comercialização de bebidas alcoólicas causam à sociedade de um modo geral. Este artigo não pode ser visto oficialmente como uma ação orientadora para os crentes metodistas.
No início de fevereiro O. Carnut publica no Expositor Cristão, um artigo denominado de Vinho fermentado e vinho sem álcool. Neste discorre sobre a existência do teor alcoólico nos vinhos citados nas Sagradas Escrituras, em diálogo com a afirmação de alguns abstinentes de seu tempo, considerando a reflexão sobre a existência ou não do álcool no vinho utilizado na Santa Ceia. Esta discussão permanece em outros exemplares do Expositor Cristão, e, no mês de abril ele publica Os ensaios bíblicos relativos ao vinho, onde apresenta vários textos bíblicos que destacavam o consumo do vinho, como se vê abaixo a introdução do artigo:
Encontramos na Bíblia, relativo ao vinho, um abundante material histórico do povo hebreu. Era um povo viticultor importante que tinha suas leis, observâncias e costumes relativos aos vinhedos, colheitas, etc. para elles o vinho era, como ainda é considerado por muitos, não só nos paizes vinícolas, mas em todo o mundo civilizado, um alimento de summa importância (CARNUT, O. In: Expositor Cristão, 09 de abril de 1908, p. 4).
No dia 23 de abril de 1908, o Expositor publica que: “Nos E.U.A há 6 estados em que a manufatura e venda de bebidas alcoólicas é prohibida por lei. Em outros estados há muitos municípios onde, com a lei de Local Option, existe a mesma lei prohibitiva. Assim talvez a metade de toda a área povoada do paiz gosa desta proteção legal contra os perigos de bebedice”. Da mesma forma de outras notícias, esta não vem acompanhada de nenhuma reflexão e também não apresenta a posição da Igreja no Brasil.
Carnut encerra sua série de artigos sobre o vinho na publicação do Expositor do dia 07 de maio de 1908, com o seguinte título: As precipitações e os exemplos de
abstinência na Bíblia, onde discorre sobre alguns exemplos de abstinência e
também da precipitação em interpretar o texto bíblico para forçar a abstinência do leitor. Ele cita como exemplo de abstinência genuína o...
Exemplo dos rechabitas e Jonadab, que conheceram o grande benefício resultante da mesma e livremente a abraçaram. ‘E puz diante dos filhos dos rechabitas taças cheias de vinho, e copos, e disse-lhes: Bebei vinho. Porém elles disseram: Não bebemos vinho; porque Jonadab, filho de Rechad nosso pae, nos mandou, dizendo: Não beberei vinho, nem vós, nem vossos filhos perpetuamente, nem edificareis casa, nem semeareis semente, nem plantareis vinha, nem a possuireis; mas habitareis em tendas, todos os vossos dias, para que vivaes muitos dias sobre a face da terra, em que vós
andaes peregrinando’ (Jerem. 35:5-7) (CARNUT, O. In: Expositor Cristão, 07 de maio de 1908, p. 2).
Neste último artigo ele deixa claro que a sua intenção não é apresentar-se a favor ou contra o beber vinho, é, porém, uma forma de esclarecer que não se pode usar os textos Bíblicos para afirmar uma posição. Uma vez que a Igreja Metodista no Brasil neste tempo manifestava-se contrária ao consumo do álcool como forma de bebida, Carnut encerra assim o seu estudo:
Terminamos, pois, este estudo resumido, sobre o vinho na Bíblia, em que unicamente fomos verificar os factos que se nos offerecem... tal qual como Ella se acha na mão do povo, sem recorrermos a outros livros, guiando-nos unicamente pela lógica e bom senso, para mostrar que outra interpretação sem forçá-la, não se pode dar a toda estas passagens que examinamos e pela quaes verificamos, que na Bíblia não há referencia de vinho sem álcool, que o uso do vinho era geral e que também há diversos exemplos de abstinência.
Porém, para que não se argumente, com este material a favor do uso moderado, e contra a abstinência, e para que ninguém me possa accusar de incoherente, como parece a primeira vista, escreverei em breve um artigo sobre ‘A abstinência baseada na Palavra de Deus’ (CARNUT, O. In: Expositor Cristão, 07 de maio de 1908, p. 3).
No exemplar seguinte vem um artigo de J. R. Carvalho intitulado Temperança, onde busca explicar o tema e propor uma posição clara para os crentes metodistas em relação a bebida alcoólica. Assim escreve:
... Temperança significa moderação, porém como a moderação não é bastante para a perfeita abstenção, precisamos de outro meio cujo effeito realize o nosso ideal.
Em nossa última licção de temperança referindo-nos ao texto áureo, que dizia: ‘No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará’, demonstramos por estas palavras, quão mortifra é na verdade qualquer bebida alcoolisada seja ella qual for, mesmo fraca e suave ao paladar de quem a bebe (CARVALHO, J. R. In: Expositor Cristão, 14 de maio de 1908, p. 2).
A tônica do texto é dizer que a bebida alcoólica é nociva ao ser humano e distancia-o da vontade de Deus, sendo traiçoeira e danosa. Ele encerra o artigo dizendo: “Eis porque nos animamos a publicar estas linhas cujo fim é, não só despertar os methodistas, como todo o irmão em Christo, a se absterem totalmente do grande dragão que devora o corpo e alma da humanidade” (CARVALHO, J. R. In: Expositor Cristão, 14 de maio de 1908, p. 2).
Após estes escritos o tema do alcoolismo voltou a aparecer no Expositor Cristão do dia 27 de agosto, na publicação do artigo de Alcides Carneiro, sob o título de O Alcoolism. De todos os textos apresentados até então este é o mais desafiador
e porque não dizer provocador. Nele, o autor desperta os ministros para uma tomada de posição, pois assim como ele mesmo diz: “Dia a dia, na proporção que se desenvolve o progresso material de nosso país, na mesma proporção desenvolve-se o consumo de bebidas alcoólicas, ceifando vidas ainda ao florescer e levando a ruína completa caracteres de muita gente” (27 de agosto de 1908, p. 3). Neste texto ele destaca a presença do álcool como influenciador da violência física contra pessoa e também do grande índice de mortes por ele provocadas. Questiona também a posição da Igreja Católica, principalmente o seu envolvimento com o poder público e o porquê dela não se manifestar contrária a este mal. Depois conclui o texto com uma pergunta:
E vós, ministros do Evangelho? Dar-se-á caso que se estenda a vós a mesma pergunta? Ah! si não nutríssimos a certeza de que vos estais incompatibilizando com muitos commerciantes de bebidas por não consentirdes a sua comunhão com a Egreja; si não estivéssemos convicto de que muitas vezes préagaes a uma congregação limitada por não quererdes acceitar no seio da Egreja os bicheiros e jogadores, accusar-vos-iamos da mesma falta de caridade do espírito e de sentimentos patrióticos; e d’aqui, sob a dor pungente de ver homens robustos de toda a classe social, alcoolizados, vomitando impropérios, baixando a condição dos brutos irracionaes; d’aqui , envolto nas tristezas, que nos vão n’alma de brazileiros e de christão, ao ver bandos de crianças e grande parte de nossa mocidade já tão cedo gastos pelo álcool; d’aqui vos rogamos, em nome do bem-estar de nosso povo, incrédulo ou religioso, catholico ou protestante; em nome do bem estar futuro de nossa Pátria, que combataes cheios de coragem patriótica, enfrentando as perseguições de alguns sacerdotes da Egreja Romana, que combataes, sob o Estandarte de Jesus Christo, o alcoolismo e o jogo, que são os factores proeminentes nos males sociais (CARNEIRO, A. In: Expositor Cristão, 27 de agosto de 1908, p. 3).
No mês seguinte, Carneiro volta a escrever sobre o alcoolismo e desta vez chamando toda a comunidade para lançar-se contra o consumo da bebida alcoólica, descrevendo que “os vícios são o flagello da humanidade; quando um individuo atira-se a qualquer vicio e, em pouco, começa a sentir as consequências inevitáveis de sua desgraça, innumeras causas são apresentadas como justificativas do seu mal, e logo no seio de sua família começa a transparecer um movimento estranho, cujo epilogo é o pranto constante e o desespero” (24 de setembro de 1908, p. 4). A sua afirmação fica clara no texto, para ele é tarefa de cada um combater os vícios em especial o alcoolismo. Este foi o último artigo publicado no ano de 1908 sobre o tema do alcoolismo.
Passando para o ano de 1918, ano em que o Credo Social foi assimilado pela Igreja Metodista Episcopal’ Sul e consequentemente adotado pelas Igrejas brasileiras. Neste ano existe uma preocupação muito grande com o tema, visto que
em várias publicações do Expositor Cristão aparece o tema sob o título da Temperança. Cabe então ler e analisar alguns destes com vistas a observar as propostas apresentadas nestes artigos.
Já no primeiro exemplar do ano aparece um artigo assinado por Christian Advocate, onde fala da proibição do álcool como bebida em alguns países da Europa e também da aprovação no Congresso Americano de um projeto de emenda à Constituição daquele país proibindo a fabricação ou a venda de bebidas alcoólicas dentro do seu território.
S. A. B.56 publica em 21 de fevereiro uma nota com o título O Álcool – caso: O
álcool em julgamento, neste texto ele apresenta uma lista de onze afirmações
contrárias ao álcool como bebida, com segue abaixo:
1ª A Lei: ‘O trafico em licores não tem o direito inerente de existir’.
2ª Os Tribunaes: ‘A bebida alcoólica é a causa principal de crimes e pobreza’. 3ª Os Médicos: ‘A bebida alcoólica é a causa principal das doenças’.
4ª O Commercio: ‘A bebida alcoólica produz incompetência e inefficiencia’. 5ª O Lar: ‘A bebida alcoólica destróe a felicidade e a prosperidade’. 6ª A Egreja: ‘A bebida alcoólica é o inimigo principal da religião’. 7ª A Escola: ‘A bebida alcoólica é o inimigo principal da educação’. 8ª A Maternidade: ‘A bebida alcoólica envenena as fontes de vida’.
9ª A Economia: ‘A bebida alcoólica desperdiça viveres e rouba o trabalho’. 10ª A Conservação: ‘A bebida alcoólica é sempre destrutiva, nunca construtiva’.
11ª O Patriotismo: ‘A bebida alcoólica tem desqualificado uma grande porcentagem de moços chamados à bandeira, e como diz o general Lenard Wood, é o inimigo mais terrível do soldado’.
Sentença: ‘A bebida alcoólica, devido a este testemunho, precisa ser banida da raça humana’. Adaptado do Christian Advocate por S.A.B. (Expositor Cristão, 21 de fevereiro de 1918, p. 6).
Já no mês de março é dado sequência a publicação de uma série de artigos na coluna Temperança, deixando sempre claro que o álcool e o inimigo maior da humanidade e ressalta a importância de enfrentá-lo com vistas a sua extinção. Assim como diz Mario Brant no artigo Os piores inimigos publicado em 28 de março:
A muitos parecerá hoje uma utopia sonhar o Brasil liberto do álcool, emancipado da ‘cachaça’. Mas ha três annos também era impossível prever que os Estados Unidos reformariam a sua Constituição para extinguir o fabrico, commercio, importação e consumo de bebidas alcoólicas (BRANT, M. In: Expositor Cristão, 1918, p. 4-5).
Em 9 de maio, a coluna Temperança trás um artigo sem assinatura que trata a Bebida Espirituosas – afirmações espantosas de eminnetes brasileiros. Um texto que descreve a forma em que o Brasil está lidando com o mal da bebida alcoólica e
os impactos que esta causa na saúde do povo brasileiro. Discorre sobre as consequências do uso abusivo do álcool no organismo segundo pesquisas médicas realizadas ao redor do mundo. Este artigo serve mais que um alerta ao leitor do que uma orientação propriamente sobre como tratar a questão. Na mesma linha, no próximo exemplar publicado, Walter G. Borchers apresenta um relato sobre o que dizem os médicos da França sem relação a bebida espirituosa. Neste texto são apontados sete notas sobre o dano causado pelo alcoolismo, e, como ilustração, segue apenas o último item: “Para resumir, as bebidas espirituosas constituem o mais terrível inimigo da saúde do individuo, da felicidade da família e da prosperidade nacional” (16 de maio de 1918, p. 6). Este artigo provocou uma reação do Sr. Theodomiro G. Campos, que fez questão de comentá-lo e responder positivamente ao mesmo, assumindo um desejo de combater os males causados pelo álcool e para isto ele apresenta alguns trechos de uma palestra realizada no Quartel General da Brigada Policial do Rio de Janeiro, pelo então Capitão Carlos da Silva Reis, denominada: O demônio do álcool. Na sua conclusão ele faz questão de destacar que “os vícios são indesculpáveis n’um verdadeiro crente em Christo”.
Novamente no dia 27 de junho é publicada uma pequena nota sobre as
bebidas espirituosas e a resistência, de Walter G. Borchers, referindo-se a
resistência física do alcoolista. Não foi uma nota orientadora, foi sim, porque não dizer, apenas uma informação curiosa. Em 04 de julho, outra nota com o título: As
bebidas espirituosas reduzem o valor militar do soldado, mais um alerta sobre a
diminuição dos reflexos e habilidades daqueles que fazem uso excessivo da bebida alcoólica. Na sequência publicou no outro exemplar do dia 11 de julho, o artigo O
uso das bebidas espirituosas reduz a força intelectual do bebedor, onde trata do
resultado de pesquisas realizado por um professor da Universidade de Christiana, realizada entre os alunos e a sua capacidade de decorar, após uso ou não da bebida. No início do mês de agosto apresenta uma afirmação de que As bebidas
espirituosas prejudicam a saúde e aumentam a mortalidade, também resultado de
uma pesquisa cientifica. Posteriormente, no início de setembro, novamente ele apresenta um artigo, também resultado de uma pesquisa, sob o título: As bebidas
espirituosas e a degenerescência, em que verificou-se que o alcoolista está mais
sujeito a enfermidades crônicas e a problemas de saúde mental do que pessoas que não bebem. A conclusão deste artigo foi apresentado no exemplar da semana
seguinte, destacando os males sociais causados pelo uso excessivo da bebida alcoólica.
Em 28 de novembro, Walter volta a escrever na coluna Temperança e desta vez com a intenção de chamar a atenção da sociedade para o fato de que a partir de janeiro do ano seguinte entraria em vigor a proibição do álcool em 25 Estados da América do Norte, além de apresentar o extrato de uma matéria do jornal Estado de São Paulo, escrita por Mario Pinto Serva, em que escreve que o “alcoolismo é talvez o maior inimigo da humanidade e, mais que qualquer outro fator, causador de miséria, de sofrimento e de necessidade”. Neste artigo ele desafia ao leitor a...
...combater o alcoolismo na razão direta da violência com que elle victima tantos entes humanos que poderiam ser úteis ao paiz, à família e a si mesmo. Uma medida legislativa pode, pois, salvar milhares de vidas, restituir a felicidade a muitos lares, desarmar o braço de muitos assassinos, evitar milhares de crimes, melhorando as condições Moraes da sociedade, diminuindo a população dos hospícios e das cadeias (BORCHERS, W. G. In: Expositor Cristão, 28 de novembro de 1918, p. 3).
O último artigo ligado a coluna da Temperança está datado de 19 de dezembro com uma pequena nota sob a afirmação de que O uso do álcool agrava a
moléstia.
Nenhuma outra anotação foi registrada pelo Expositor sobre o alcoolismo neste ano. Cabe destacar que na sua maioria apenas dois textos foram vistos como exortativos e orientadores ao leitor, digo ao crente metodista sobre a necessidade de se manter abstêmio ao álcool como bebida.
No ano em que o Credo Social foi colocado na parte especial dos Cânones, o ano de 1922, nenhuma anotação sobre o alcoolismo foi encontrada no Expositor Cristão.
Passo assim a analisar o ano de 1930, o então ano da autonomia da Igreja. No mês de fevereiro o Expositor Cristão transcreve na íntegra um artigo da Sra. Eunice G. Weaver sobre uma de suas viagens e o encontro com o Dr. William E. (Pussy-foot) Johnson. Nele, ela escreve a respeito de como este ilustre conferencista apresenta uma palestra em alto mar para aqueles/as que estavam a bordo. O texto apresenta a visão do conferencista sobre o mal do álcool como bebida e da necessidade de evitá-lo e respaldou-se em dados concretos de que após a Lei da Temperança nos Estados Unidos as classes proletárias passaram a viver uma vida melhor e mais prósperas.
Já no dia 19 de março é apresentado um testemunho de D. M. Wolf, sob o título Porque meu pae se tornou abstinente, onde o autor descreve o motivo que levou o seu pai a abandonar de vez a bebida alcoólica, escreve ele:
Ora, as bebidas não me attraem. Posso beber ou deixar de beber, mas o mesmo talvez não se dê com meu filho.
Ai de mim, se elle criar amor as bebidas alcoólicas. Não quero que meu exemplo seja a causa de sua perdição. Não beberei mais, com o auxilio de Deus. Assim fez meu pae, e eu sempre senti grande respeito por elle, porque se tornou um abstinente por amor de mim (WOLF, D. M. In: Expositor Cristão, 19 de março de 1930, p. 5).
O mesmo exemplar traz uma matéria com o título Testemunho valioso que enfatiza uma tentativa de convencimento de que a Lei Seca não alcançou o seu objetivo e que a mesma não é viável lá nos Estados Unidos. Este artigo afirma que isto não é verdade e tem a finalidade de exortar aos crentes que não devam desanimar de buscar a abstinência também em solo brasileiro.
Em 02 de abril, D. Menezes Wolf, apresenta um testemunho sobre o uso da bebida alcoólica ressaltando o dano causado pela mesma na vida de um jovem que, acostumado com a bebida dentro de sua casa, foi obrigado a abandonar tudo por causa da dependência. Neste texto destaco a introdução que diz: “É opinião de muitos que beber um pouco não faz mal algum; não se lembram. Porém, de que se estão envenenando aos poucos e satisfazendo um desejo que pode acarretar tristeza aos seus queridos e desgraça para si mesmo” (02 de abril de 1930, p. 6).
Só um pouco, este é o título de uma brincadeira publicada em 18 de junho, e,
conta o texto que:
Um senhor rogava a um amigo, que costumava exceder-se nas bebidas, que assignasse um voto para deixar esse vicio. – O senhor bebe? Perguntou-lhe o amigo. – Só um pouco, foi a resposta. – E depois de beber esse pouco, o senhor tem vontade de beber mais? – Absolutamente não; se assim acontecesse, não beberia nem um pouco. – Portanto o senhor bebe o suficiente para satisfazer? – Assim suponho. – Eu também bebo o sufficiente para me satisfazer. O Senhor deseja um pouco, e bebe pouco. Eu desejo muito, e bebo muito. O senhor podia mais facilmente abandonar o seu “pouco” do que eu o meu “muito”, e, no entanto, o senhor quer que eu me abstenha, enquanto o senhor se satisfaz (Autor não identificado. In: Expositor Cristão, 18 de junho de 1930, p. 5).
Cabe ressaltar que este texto não tem nenhum cunho orientador, mas sim uma crítica ao momento em que se fala de abstenção do álcool como bebida. Em contrapartida o exemplar publicado no final do mês de julho traz um artigo que fora publicado no jornal secular denominado A Repressão ao Alcoolismo buscando
informar sobre uma proposta de lei que circulava no Congresso Nacional sobre o consumo de bebida alcoólica no Brasil, em que existe a afirmação:
Não teremos a lei secca, de certo, mas daremos um grande passo de ordem social procurando, tanto quanto possível, restringir o uso das bebidas no