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Chapter 2 | Theoretical Framework and Literature

2.4 Risks of Corporate Venture Capital

2.4.1 Relational and performance risks - from literature

Contando com seis volumes e produzido por agência estadual da administração indireta (o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG) em convênio com a Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai (CIBPU), o Diagnóstico da Economia Mineira (DEM) representa tanto a culminância da tradição de estudos técnicos politicamente orientados no Estado como, ao mesmo tempo, corresponde ao esgotamento do modelo até então existente. Possui, nesse sentido, tanto os traços que caracterizam os demais programas aqui abordados como, no limite, imprime nova lógica para ações futuras do poder público mineiro no âmbito do planejamento regional.

Provavelmente, a principal característica que o relaciona aos documentos anteriores seja a premência da classificação de Minas Gerais como região eminentemente subdesenvolvida. Valendo-se de conceituação estabelecida pela CEPAL, sobretudo por ter parcela considerável de seus realizadores cursado especializações nesta agência, o documento determina, logo em sua introdução, aquilo que os demais registraram, conquanto sem a mesma sofisticação teórica obtida pelo “Diagnóstico”. Assim, o baixo grau de industrialização e de urbanização de Minas Gerais e sua estrutura de produção quase exclusiva de produtos primários, que permeiam os documentos anteriores, são elementos reconsiderados pelo “Diagnóstico” na medida em que se determina, taxativamente, que

O sistema econômico-social de Minas Gerais apresenta todas as características de subdesenvolvimento, quer no seu aparelho produtivo como no seu quadro institucional. Os sintomas mais evidentes são o predomínio da atividade agropecuária, a enorme diferença de produtividade entre o obreiro rural e o urbano, o baixo grau de urbanização e a prevalência de um código de valores patrimonialista e, pois, arcaico. (DEM, vol. 1, 1969: 21)

Além disso, a ideia de espoliação de Minas Gerais especialmente pelos estados vizinhos era retomada de forma definitiva, determinando no limite o próprio mecanismo de produção do subdesenvolvimento regional na medida em que

O Diagnóstico reafirmava a concepção de secular exploração de Minas Gerais: primeiro na mineração, depois no fornecimento de minério e produtos primários para os polos industriais e, por fim, na exportação de insumos industrializados e de energia elétrica para a industrialização de São Paulo (Godoy, Barbosa e Barbosa, 2010: 352).

183 Sendo filiado àquela tradição que remonta ao menos ao Parecer da Sociedade Mineira de Engenheiros, de 1938, o “Diagnóstico” possui, contudo, algumas características distintivas que devem ser relevadas: i) é seguramente o documento com maior elaboração técnica de todos os demais; ii) restringe-se à construção de um amplo e vertical quadro avaliativo da economia regional sendo bastante contido em relação às sugestões e projetos – conquanto existam – e, iii) caracteriza a emergência da categoria profissional do economista na dianteira do processo decisório do planejamento do desenvolvimento econômico regional, em relação sobretudo ao engenheiro.121

Desse modo, apesar de sua qualidade técnica avançada para o período de sua produção,122 não pode ser equiparado aos programas anteriores essencialmente dedicados ao planejamento no que tange à produção de propostas efetivas de intervenção por possuir determinantemente caráter avaliativo. Ao mesmo tempo, no entanto, pode ser comparado com esses mesmos documentos no tocante à compreensão geral do papel desempenhado pelo poder público, pelo empresariado e pelo corpo técnico regionais na agenda do desenvolvimento econômico mineiro. Em outras palavras, se o “Diagnóstico” não estabelece projetos específicos, normas e prazos por serem cumpridos, determinando uma agenda executiva rígida, delimita o papel específico dos atores no novo desenho econômico regional, sobretudo ao apontar os vícios de uma economia em situação de atraso relativo aparentemente irremediável.

Ademais, as características que se avolumam no documento, ao apontar para uma economia regional desarticulada e fragilizada, sugerem grave conjunto de problemas, beirando o inexorável. A construção de cenário absolutamente desabonador, seja da economia ou dos grupos de poder e de influência mineiros, e o apontamento de futuro deletério para Minas Gerais levou, ao cabo, a que se alcunhasse o grupo realizador do “Diagnóstico” de “os profetas da catástrofe” (Andrade, 1980: 64; Diniz, 1981: 157).

121 É preciso pontuar, nesse sentido, que isso não significa que, a partir de então, os engenheiros deixaram

de participar do processo de forma absoluta e, inclusive, a conduzi-lo individualmente (INDI e BDMG foram, ao longo da década de 1970, presididos também por engenheiros). O fenômeno que aqui se esboça diz respeito especialmente às arenas decisórias e a influência da perspectiva de uma ou outra categoria no processo, como grupo e núcleo de conhecimento específicos.

122 Embora, atualmente, sua qualidade técnica seja considerada frágil inclusive para parcela de seus

184 Foi Fernando Antonio Roquete Reis quem, ao lado de Élcio Costa Couto e Álvaro Fortes Santiago, coordenou os estudos que se converteram no “Diagnóstico”.123

Economista formado em 1958 pela Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, na qual lecionou desde então, e, no período, diretor do Departamento de Estudos e Planejamento (DEP) do BDMG, Fernando Reis possui papel determinante não apenas na produção do compêndio, bem como em sua origem. Segundo Cintra & Andrade (1980: 27), os esforços de organização de uma ampla avaliação da economia regional nasceram sobretudo da necessidade de se fomentar, dentro do Banco de Desenvolvimento, o grupo de especialistas formado por macroeconomistas que “não se

sentiram à vontade para tomar decisões sobre que projetos financiar ou onde localizá- los, sem contar com ampla base de referência”. É nesse sentido que o DEP, departamento voltado aos estudos e ao planejamento da economia regional (e plenamente composto por economistas), vai se destacando do DAP, o Departamento de Análise de Projetos, predominantemente composto pelos engenheiros, e dedicado preferencialmente à avaliação dos pedidos de financiamento levados ao Banco.124 No limite, portanto, é desse modo que internamente ao BDMG os economistas passam a ocupar espaço de destaque na construção do projeto de desenvolvimento regional, embora no plano da administração indireta de Minas enfrentassem a concorrência com a CEMIG, ainda órgão forte no que tange ao planejamento da economia mineira e

123 Compõem o grupo de realizadores do Diagnóstico da Economia Mineira: i) Dos quadros do BDMG -

Abílio Santos, Álvaro Fortes Santiago, Angelina M. Rezende Dias, Antônio Luiz Portugal Moura, Carlos Eduardo Côdo Aroeira, Clélio Campolina Diniz, Dalmart Chaves Ivo, Eduardo Beluco Marra, Élcio Costa Couto, Fernando Antônio Roquete Reis, Geraldo Sebastião Silva, Gelmar B. J. Costa, Henrique Oswaldo de Carvalho, João Ribeiro Filho, José Cummings Abubakir, Luiz Carlos Vieira da Silva, Luciano Rogério de Castro, Marneu Ferreira Starling, Oto Jacob, Ronald Castello Branco, Sérgio C. Miranda Lana, Teodoro Alves Lamounier, Wilson Catello Branco; ii) da CIBPU - Hilton Livieiro Pezzoni; iii) de outras entidades – Carlos Alberto Macedo Rocha, David Márcio S. Rodrigues, Fernando Corrêia Dias, Fabiano Marques dos Santos, Feliciano Costa Araújo, Getúilo Vargas Barbosa, José Armando de Souza, Jose Murilo de Carvalho, Jose Birchal Wanderley, Paulo Roberto Haddad; iv) colaboradores dos quadros do BDMG - Álvaro Luiz da Motta Pelegrino, Chaquik Haddad, Flávio Saliba Cunha, Hugo Mazzochi, Ivo Andrez Horta, Leon Menache, Maria Augusta Roque da Silveira, Maria Malla Dutra Reis, Màrcio Augusto de Menezes, Marcos Eolo de Lamounier Bicalho, Mário de Abreu Castello Branco, Ronaldo Barreto, Vilma Maria Tessele e Zélia Maria de Moura Mello; v) colaboradores não pertencentes aos quadros do BDMG - Antônio Afonso Carrara de Melo, Antônio Pereira Dias, Edmar Rodrigues, Edson Medeiros, José Alberto Magno de Carvalho, José Mendonça de Almeida Filho, Maria do Carmo Ottoni, Magno Pavlowsky, Manuel Arruda, Paulo Henrique Sampaio Vianna, Rogério P. P. Mascarenhas, Ealter Fuad Couri e Walter Lopes.

185 essencialmente caracterizada pelo predomínio da categoria profissional do engenheiro.125

Parece mesmo indissociável, portanto, a compreensão do quadro coevo que produz documento da envergadura do “Diagnóstico” da própria disputa estabelecida intra-elite técnica mineira pela dianteira de processo decisório do planejamento do desenvolvimento econômico regional, não obstante a leitura produzida divirja menos no essencial do que aparentemente poderia ser suposto. E, também, parece evidente que tais preocupações norteiam efetivamente a atuação do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais como agência de financiamento do desenvolvimento de Minas Gerais.

Fundado em 1962, no governo de Magalhães Pinto, após quase uma década de discussões acerca de um modelo de banco público regional destinado a tal empresa, o BDMG se confrontou, a princípio, com duas dificuldades nucleares: sua capitalização126 e a necessidade de estabelecer bases precisas de atuação. O conjunto de questões primordiais apresentado na introdução do documento revela, portanto, a preocupação de responder a esta necessidade.

Como definir uma coerente política de financiamento à indústria, sem conhecer a realidade deste setor ou de suas inter-relações com os demais setores da economia?

De que modo alocar racionalmente os recursos, espacial ou setorialmente, sem uma visão ampla da economia mineira?

Como definir as necessidades de investimento sem se ter sequer uma ideia do volume de inversões anuais realizadas pelo Estado?

De que maneira prever a capacidade de reação do setor privado sem se ter pelo menos uma avaliação de suas possibilidades para formar poupanças?

Como dimensionar a capacidade de absorção de investimentos da economia sem o conhecimento de seus recursos naturais e humanos?

125 De acordo com Diniz (1981: 158), do BDMG e da CEMIG saiu a maioria absoluta dos quadros que, na

década de 1970, ocuparam espaços determinantes na agenda do poder público regional e inclusive federal, de sorte que “O BDMG e a CEMIG formavam a grande matriz institucional da tecnocracia

mineira. Na década de 1970, praticamente todos os postos-chave de comando da área econômica estadual estavam sob o controle do grupo originário destas duas instituições”.

126 O problema da integralização do capital do Banco é recorrentemente tratado nas atas tanto do

Conselho de Administração da instituição como nas da Diretoria ao longo dos cinco primeiros anos de funcionamento. O então presidente Paulo Camilo de Oliveira Penna assegurava, por exemplo, em reunião realizada em 18/12/1963, que “não contávamos com tão grande retardamento no processo de

integralização do nosso capital. (...) Chegamos, todavia, a uma situação verdadeiramente aflitiva, facilmente evidenciada pelos recursos irrisórios que nos foram oferecidos até agora” (Ata 66, 18/12/1963:83). A questão da capitalização do BDMG representou problema grave no princípio das atividades da agência, provavelmente retardando as atividades do DEP e seus estudos que, posteriormente, resultariam no “Diagnóstico” pois, segundo alguns entrevistados, este departamento era o mais dispendioso da instituição. Representando problema inclusive de ordem política, a integralização do capital somente foi resolvida em 1968, na presidência de Hindemburgo C. Pereira Diniz, por sinal genro do então governador de Minas, Israel Pinheiro da Silva.

186

De que maneira medir os efeitos multiplicador e acelerador das inversões realizadas sem conhecer a magnitude das componentes da renda e do produto?

Com avaliar a sua própria capacidade para captar recursos senão através de um conhecimento mais perfeito das fontes financiadoras, especialmente o Estado?

De que modo elaborar medidas coerentes sem um conhecimento sistemático do aparelho administrativo governamental e de seu funcionamento?

E, finalmente, como definir o seu esquema de atuação sem o conhecimento preciso da formas como tradicionalmente atua o Governo em Minas (Diagnóstico, vol.1, 1969: 8-9).

O Diagnóstico da Economia Mineira deve ser compreendido, portanto, como documento característico da ação do economista em Minas Gerais, que encerra a tradição de documentos politicamente orientados sublinhando o subdesenvolvimento regional, notadamente do período determinado pela ação dos engenheiros, na medida em que inaugura em Minas, concomitantemente, a era do planejamento compreensivo (Cintra & Andrade, 1978: 28), gerando conjunto de dados e análises que, a partir da década de 1970 com o primeiro Plano Mineiro de Desenvolvimento Econômico e Social (I PMDES), permitirão ascensão definitiva do economista ao centro decisório da economia regional.

Deve-se ressaltar, contudo, que ao demarcar definitivamente esta ascensão, o “Diagnóstico da Economia Mineira” também caracteriza o momento máximo de união dessa categoria, na medida em que seus desdobramentos levarão a uma cisão no grupo: de um lado, aqueles para quem o desenvolvimento deveria ser global, também dedicado aos problemas sociais e apostando na desconcentração espacial da economia mineira (para o qual o I PMDES é a síntese e o Gabinete de Planejamento e Coordenação do governo estadual o lócus) e, de outro lado, o grupo dedicado ao modelo concentrador baseado na forte expansão econômica e na industrialização pesada (cuja política determinante apoiou-se irrestritamente no capital estrangeiro e na concentração econômica com eixo em Belo Horizonte e tendo por lócus o Instituto de Desenvolvimento Industrial – INDI) (Diniz, 1981: 158).

Como documento politicamente orientado dedicado ao desenvolvimento regional o “Diagnóstico” destaca-se, justamente, pela ênfase negativa com que caracteriza o propalado subdesenvolvimento de Minas Gerais, sublinhando seu caráter

187 de economia doente.127 Nesse sentido, lembra muito o Plano de Recuperação Econômica e Fomento da Produção, de 1947, por seu tom sombrio e, curiosamente, dele faz referência como o mais lúcido – embora frágil e pouco abrangente – de todos os documentos que, pontualmente, foram produzidos regionalmente com o intuito de alterar o quadro de atraso relativo da economia mineira, todos sem sucesso, entretanto.128

Ao longo dos estudos apresentados, mas notadamente nas linhas destacadas como as dezenove teses que configuram a introdução do primeiro volume (e que ao seu modo representam um sumário do discurso político apresentado pelo “Diagnóstico”) a economia mineira, já classificada como subdesenvolvida, será ainda apresentada em “situação adversa”, tendo suas indústrias como “meras extensões do parque industrial

que veio a fixar-se em torno dos polos paulistas e guanabarianos”. Minas, com todos os predicados que a conformavam em “região periférica”, acabava pondo “por terra os

ingentes esforços de investimentos infra-estruturais a que se dedicou”, não sem antes se dispor, aos olhos do país, como parte de “um arbitrário Centro-Sul desenvolvido”, ficando, portanto, fora dos “estímulos inexpugnáveis de que se lançou mão em favor do

Norte e do Nordeste”. Assim que a “hegemonia do setor primário”, tendo por base o “solo acidentado e ácido”, historicamente objeto de “exploração predatória, daí

advindo erosão”, levava Minas ao quadro coevo, salientando o documento que

Pior que o diagnóstico das condições sociais e econômicas de Minas

Gerais só o são as perspectivas. (...)

Embora dispondo de custos os equipamentos infra-estruturais, e próxima do eixo industrializado do país, Minas não pode, por si só, viabilizar ritmo mais confortador de desenvolvimento (...) (DEM, vol.1, 1969: 23 – grifo nosso)

127 O paralelo entre o termo diagnóstico, essencialmente ligado à medicina, para trabalho que aborda

economia em estado fragilizado e doente é apresentado por Godoy, Barbosa & Barbosa (2010), embora se considere a evidente utilização do termo em outros documentos correlatos. Alguns indícios, entretanto, sugerem que, se o termo não foi escolhido para sublinhar característica de doença da economia mineira, posteriormente foi essa a sua utilização. De sorte que, na edição de 05 de janeiro de 1969, o editorial do jornal “Diário de Minas” consideraria que “O Diagnóstico da Economia Mineira está feito. Espera-se,

agora, a receita para a cura dos males” enquanto na edição de 13 de janeiro de 1970 a Revista “O Cruzeiro” trazia publicidade oficial do Governo de Minas em que um médico, segurando um estetoscópio, possuía encimada em sua imagem a frase: “Depois do „diagnóstico‟ o remédio: estamos

trabalhando” (apud Godoy, Barbosa & Barbosa, 2010: 343-345)

128“Por diversas vezes buscaram-se, em Minas Gerais, interpretações do processo econômico-social do Estado. O „Plano de Recuperação Econômica e Fomento da Produção‟, elaborado em 1947 pela equipe do então Secretário da Agricultura, Indústria e Comércio, Dr. Américo Renê Gianetti, situa-se como uma das tentativas mais lúcidas nesse campo. Em nenhum documento, no entanto, se encontra uma análise mais abrangente, mais ampla, que possibilite a visão integral da economia em todas as suas inter- relações”. (DEM, vol.1, 1969: 12)

188 Tendo discurso sombrio que remete ao Plano de Recuperação de 1947, por outro lado, também possui paralelo evidente com o Plano de Eletrificação de Minas Gerais de 1950, notadamente no que tange a sua preocupação ampliada com os variados eixos da economia regional e a necessidade de sua pesquisa. Desse modo, é argumento comum a ambos os documentos a necessidade de produção de estudos específicos que, no conjunto, conformem o quadro geral da economia mineira, de modo que

Um órgão de planejamento ou agência financeira não pode ter a pretensão de trabalhar racionalmente, se não contar com o conhecimento preciso das principais variáveis que explicam o funcionamento da economia. (...) A formulação de um modelo explicativo de comportamento de uma economia, ainda que incompleto e simplificado, coloca-se, assim, como tarefa de fundamental importância em qualquer época e lugar. A sua simples existência permitirá orientação mais segura para as decisões de governo e da iniciativa privada. (DEM, vol. 1, 1969: 11)

Nesse sentido, a observação ao Quadro 4, atinente ao sumário do “Diagnóstico”, revela a extensão das preocupações de seus formuladores.

Quadro 4 – Sumário do Diagnóstico da Economia Mineira

Volume I – Diagnóstico Apresentação 3

Razões, Histórico e Metodologia 7

Introdução 17

Um modelo analítico 21

Formação Histórica

Evolução Econômica 49

Evolução Social 81

Comportamento dos Grandes Agregados 105

Demografia 143

Infra-estrutura

Transportes 157

Energia 161

Serviços Sociais Básicos 167

Agropecuária

Agricultura 169

Pecuária 173

Indústria 177

Setor Público/Serviços

Atuação do Setor Público 185

Comércio e Bancos 197

Volume II – O Espaço Natural Tomo I: Textos

Tomo II: Anexo cartográfico

Caracterização do espaço natural 3

Geologia 15 Relêvo 69 Hidrografia 111 Condições Climáticas 149 Pedologia 169 Fitogeografia 189 Regionalização 207

Volume III – População e Infra-estrutura Demografia 3

189

Saúde e Assistência 77

Transportes 89

Energia Elétrica 149

Abastecimento de água e rede de esgotos 203

Volume IV – Agropecuária Situação agrícola de Minas Gerais 3

Produção agrícola 29

Distribuição fundiária 89

Mecanização 115

Pecuária 119

Volume V – Indústria Comportamento 3

Indústria extrativa mineral 33

Transformação dos minerais não metálicos 67

Metalurgia

Metalurgia dos minerais ferrosos 101

Metalurgia dos metais não ferrosos 148

Indústria mecânica e de material elétrico 171

Indústria de madeira 203 Indústria têxtil 217 Calçados 233 A indústria alimentar 249 A indústria açucareira 285 A indústria de laticínios 325 A indústria do abate 343

Volume VI – Serviços e Setor Público Comércio 3

Setor bancário 35 Comunicações 67 Ótica financeira 107 CEMIG 165 CAMIG 189 CASEMG 205 FRIMISA 219

Fonte: Diagnóstico da Economia Mineira, vol.1, 1968.

A ampla gama de temas tratados pelo documento informa muito sobre a extensão de suas preocupações na medida em que permite, ao observador, perceber seu forte predicado técnico. Portanto, se Lucas Lopes, ao introduzir o Plano de Eletrificação, afirmava que “Planejar é o inverso de improvisar” (PEMG, vol. 1, 1950: 02), Hindemburgo Chateaubriand Pereira Diniz, então presidente do BDMG, sugeria ser preciso fugir da intuição.

Procurou-se, como primeiro objetivo, conhecer a realidade sobre que operamos a fim de não continuarmos submetidos à contingência de termos de adotar diretrizes operacionais a partir de critérios inspirados pela intuição. (DEM, vol.1, 1969: 07)

Não se submeter aos critérios inspirados pela intuição, nesse sentido, representava revestir o estudo de uma abordagem histórica acerca de cada tema tratado, seguida de uma avaliação do quadro contemporâneo e das principais perspectivas

190 futuras.129 Metodologicamente, esse mecanismo foi seguido tanto na leitura conjunta apresentada nas dezenove teses introdutórias como nos estudos específicos apresentados.130 Além disso, essas monografias se caracterizam pela grande quantidade de dados, mapas, quadros e tabelas arrolados, compilando informações espaçadas e espalhadas por pesquisas, órgãos e secretarias variadas bem como as produzindo, quando da ausência de fontes confiáveis.

O Diagnóstico, nesse sentido, apresenta um modelo analítico em que procura evidenciar o encaminhamento dos estudos apresentados. Sugere, como já se avaliou aqui, “uma situação típica de subdesenvolvimento”, com “predomínio da atividade

agrária” e uma indústria “com crescimento inferior ao brasileiro” no período. A isso se atribuía o “atraso agravado”, produto também de “uma rede viária desnorteada” e de uma “precária rede urbana mineira, formada, em sua grande maioria, por

aglomerados de reduzida dimensão” o que, no limite, levava ao quadro demográfico negativo e à constatação de que “Minas exporta mineiros”. A isso se soma uma indústria dinâmica com capitais públicos ou privados externos e outra, tradicional, em que “é plausível a suposição de que têm sido escassas as inversões”, anotando-se também um “crescente saldo negativo das transações bancárias”, considerando-se