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Regjeringens myndighet – oppnevne syv av ni medlemmer av styret for

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Domstolene og forvaltningen

Boks 8.1 Regjeringens myndighet – oppnevne syv av ni medlemmer av styret for

No início da primeira sessão, a Dra. Odete Nunes começou por apresentar cada elemento da equipa de técnicos presente e clarificar que numa primeira fase dois deles se encontrariam mais numa posição de observação, menos interventivos (Dr. António Correia e Dra. Martina Lopes) enquanto que os dois restantes seriam mais participantes no decorrer das sessões do grupo (Dra. Odete Nunes e Dr. Tito Laneiro). De seguida foram explicadas quais as principais regras inerentes ao bom funcionamento do Grupo Psicoterapêutico:

- O Grupo tem inicio em Fevereiro e irá decorrer em duas fases, sendo que cada uma delas tem a duração de 6 meses (à excepção de Agosto);

- O Grupo tem um carácter dinâmico, sendo que a qualquer altura podem ocorrer desistências e/ou entrar novos elementos, desde que o número total não ultrapasse os dez (10) utentes;

Sessão

Data 11 Fevereiro 09

Hora 10h30

Técnicos

Dra. Odete Nunes Dr. Tito Laneiro Dr. António Correia Dra. Martina Lopes Pacientes

José Figueira Fernando Teixeira

Ilídio Pinheiro Manuel Cristo Manuel Vaz Lourenço

- O grupo terá a duração de uma hora e meia, com início às 10:30h e final às 12 horas. Mesmo que o início seja mais tarde a hora de terminar mantém-se. É importante que se faça um esforço no sentido da pontualidade horária.

- Se por algum motivo um dos elementos não poder estar na sessão é conveniente que contacte previamente com o serviço, para que na sessão seguinte essa informação possa ser transmitida ao Grupo. Desta forma evita-se que se possam fazer inferências (por exemplo: “Será quer faltou por causa do que eu disse na última

sessão?”);

- Este trata-se de um espaço em que se pode falar de todo e qualquer assunto que o sujeito considere importante para si, salvaguardando sempre o respeito pelo outro;

- É esperado que tudo o que seja falado no decorrer das sessões permaneça neste círculo restrito, mas que caso seja comentado/passado para fora do Grupo, este facto possa ser trazido para a próxima sessão (por exemplo: “ Comentei com a minha

esposa o que falámos na última sessão em relação à agressividade que tenho, pensava que era só eu…”);

- Ter especial atenção ao tempo das intervenções, é importante que todos tenham oportunidade de expressar as suas ideias e sentimentos.

. Manuel Cristo – Monopolizou quase toda a sessão. Grande necessidade de falar e de contar os seus feitos de guerra. Manifestação de sentimentos de revolta e de injustiça em relação ao Exército que, segundo o próprio, nunca soube reconhecer a sua entrega e devoção ao serviço militar.

. Francisco Carmo – Pouca tolerância a ideias contrárias á sua. Dificuldade em controlar o impulso de falar, sobrepondo-se ao discurso dos outros. Posição provocatória em relação à Liga dos Combatentes, a qual, no seu ponto de vista, deveria fazer muito mais pelos combatentes.

. José Figueira – muito próximo do Ilídio Pinheiro e Fernando Teixeira. Tentando por sempre um ponto de ordem e chamando a atenção dos outros para o facto de terem de respeitar os tempos de fala para cada um. Grande ponderação nas suas intervenções no sentido de diminuir alguma tensão existente.

. Fernando Teixeira – Nunca entreviu durante toda a sessão, manifestando porém uma forte tensão em relação ao que ia sendo falado. Maxilares muito serrados, com o olhar sério focado no chão ou no tecto, com movimentos rápidos e determinados na cadeira, mostrando desconforto. No final da sessão confidenciou com um dos técnicos que por várias vezes durante a sessão esteve para sair do Grupo, por se encontrar muito incomodado com o que estava a ser dito. Acabou por não sair pois, segundo o próprio, não queria demonstrar falta de respeito.

. Manuel Lourenço – Esteve sempre muito atento a tudo o que foi dito durante a sessão. Em estado de agitação psicomotora, dando por várias vezes a entender que queria falar mas acabando por só o fazer já mesmo no final da sessão.

. Ilídio Pinheiro – Bastante interventivo. Alguma tensão estabelecida com o Francisco Carmo. Manifestou ansiedade e algum desconforto.

SUMARIZAÇÃO

Toda a sessão girou em torno da problemática das vivências de guerra e das questões políticas que lhe estão associadas.

Todos os elementos fizeram uma breve apresentação pessoal ao Grupo sendo que, em termos gerais, a maioria dos elementos se restringiu a informações como o nome, idade, local onde moram e local onde estiveram durante o Ultramar, em que Companhia e Batalhão e qual a especialidade a que pertenciam.

Foi evidente alguma tensão no Grupo inerente à enorme vontade de falar que todos manifestaram. Contudo, parece que a o facto de ser a primeira sessão, a falta de conhecimento e confiança no outro, impedia uma exposição do que pretendiam falar.

De certa forma esta postura e tensão inerentes a esta sessão relembraram o sentimento que muitos expressam nos acompanhamentos individuais, quando apresentam queixas focalizadas nos depoimentos de outros camaradas que, segundo os combatentes, não descrevem os acontecimentos de forma verídica e que isso lhes causa um mal-estar ainda mais acentuado.

De uma forma geral, ficou a ideia de que estavam mais com vontade de falar e ser ouvidos do que com capacidade de ouvir e compreender o outro.

Muitos são combatentes que têm processos de DFA que se arrastam há vários anos, que manifestam sentimentos de grande revolta e injustiça e que acreditam que são desprezados e que “ninguém os ouve”. Parece que viram neste Grupo um espaço em que podem finalmente falar e ser ouvidos mas, nesta primeira sessão, ainda é prematuro para entender que o outro também tem a mesma vontade e que há que aprender a ouvir também.

Houve momentos em que a tensão foi mais evidente, sobretudo entre o Ilídio Pinheiro, Fernando Teixeira e José Figueira em relação ao Francisco Carmo no que respeita a questões políticas de sustentabilidade da guerra do Ultramar e do pós 25 de Abril.

Os principais aspectos que se evidenciam da dinâmica do Grupo desta primeira sessão prendem-se com:

- Haver muita vontade de falar e expressar os sentimentos de revolta e injustiça transversais á maioria dos combatentes presentes o que, por um lado faz com que não se respeite quando os outros falam e muitas vezes se sobreponham conversas paralelas, e por outro lado não exista ainda disponibilidade/capacidade para ouvir o outro e perceber que ele também tem sentimentos que precisa partilhar e que até poderão ser semelhantes aos seus.

- Focalização na problemática da guerra e sobretudo nas experiências individuais. Manifestação de dificuldade em compreender que os outros tiveram, embora por vezes dentro de contextos semelhantes, vivências diferentes que resultaram em visões distintas de outras existentes no Grupo.

Foi devolvido ao Grupo que cada um dos presentes teve experiências diferentes e que é natural que cada um tenha opiniões distintas em alguns aspectos. Porém, cabe a cada um de nós sermos capazes de respeitar a posição que o outro tome e que é precisamente da riqueza da diversidade de opiniões e pontos de vista que se pode evoluir e aprender.

A nível técnico salienta-se que os três técnicos entraram já depois de os pacientes se encontrarem na sala das sessões, o que fez com que a disposição física da sala não fosse a ideal, isto é, em vez de os técnicos terem ficado distribuídos por entre os pacientes, ficaram os pacientes de um lado e os técnicos de outro. Isto pode ter levado a que se sentissem mais pressionados, em situação de avaliação e não olhassem para nós como partes integrantes do mesmo grupo a que pertencem.

A falta de controlo e impulsividade fez com que tivessem dificuldade em respeitar o tempo em que os camaradas falavam. Houve manifesta ansiedade de terem muito para dizer e de nem sempre estarem de acordo em todos os pontos de

O facto de um dos técnicos acompanhar os participantes depois do Gp não é vantajoso na medida em que atrasa a reunião técnica depois da sessão e, por outro lado, faz com se prolongue os diálogos do Gp fora do contexto apropriado e não promove a auto-disciplina face ao cumprimento das regras do grupo.

Neste espaço em que foram acompanhados à Biblioteca da Liga dos Combatentes, aproveitaram para dizer o que não tinham gostado durante a sessão. O Fernando Teixeira afirmou que não sabia se voltava a vir ao grupo porque tinham sido dito coisas que ele não gostou e que por várias vezes esteve para se ir embora da sala, mas acabou por não o fazer por uma questão de respeito.

O José Figueira sentiu necessidade de salientar o facto de não se terem respeitado os tempos para cada um falar e sugeriu que seria bom se cada um tivesse um tempo fixo para falar.

O Ilídio Pinheiro e o Fernando Teixeira partilharam da mesma ideia, mostrando- se bastante indignados com algumas ideias que outros participantes manifestaram, e sobretudo a forma como o fizeram.

Tentar uma melhor gestão dos tempos de intervenção de cada um dos participantes e não os acompanhar depois de a sessão ter terminado.

LIGA DOS COMBATENTES

CENTRO DE ESTUDOS E APOIO MÉDICO, PSICOLÓGICO E SOCIAL – LISBOA GRUPO PSICOTERAPÊUTICO 1

Sessão

Data 25.2.09

Hora 10:45h

Técnicos

Dra. Odete Nunes Dr. Tito Laneiro Dr. António Correia Dra. Martina Lopes Pacientes

José Figueira Fernando Teixeira Francisco Venâncio

In document Den tredje statsmakt NOU (sider 80-83)