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Evaluering av Innstillingsrådet

In document Den tredje statsmakt NOU (sider 109-112)

Utnevnelse av dommere

11.3 Evaluering av Innstillingsrådet

Escala de Intrusão e Evitamento (IES)

Autor: Horowitz, Wilner & Alvarez (1979) Nome Original: Impact of Event Scale

Esta escala foi então construída pois os autores acreditavam que a investigação da resposta humana ao stress requer uma avaliação tanto dos acontecimentos de vida como do seu impacto subjectivo. Desta forma, o que seria necessário, seria a elaboração de um instrumento que seja capaz de mensurar o grau actual do impacto subjectivo experimentado pelo sujeito como resultado de um acontecimento específico (Horowitz, Wilner & Alvarez, 1979). Neste sentido, McGuire (1990) referido por Hutchings & Devilly (2006), defende que este instrumento foi desenhado de forma a reflectir a intensidade do fenómeno pós-traumático.

Horowtiz, Wilner & Alvarez (1979) criaram, então, este instrumento como forma de medir o stress subjectivo actual resultante de um acontecimento específico, sendo que pressupõem que as respostas ao acontecimento traumático se podem agrupar em dois grupos: os fenómenos intrusivos e os fenómenos de evitamento. Segundo os autores, “a intrusão é caracterizada por pensamentos e imagens indesejadas, sonhos

perturbadores, irrupção massiva de sentimentos e comportamentos repetitivos. As respostas de evitamento incluem a supressão de pensamentos, negação dos significados e consequências do evento, embotamento afectivo, inibição do comportamento e actividade contrafóbica” (Horowitz, Wilner & Alvarez, 1979, p. 210).

Sundin & Horowitz (2002) referem ainda que tendencialmente, os fenómenos de intrusão e evitamento são alternantes no mesmo período de tempo. Desta forma, o comportamento evitante resulta muitas vezes de um controlo inconsciente que funciona em prol da restauração do equilíbrio emocional, impedindo dessa forma, a irrupção massiva de emoções e a consequente desorganização, no entanto, estes

esforços defensivos tendem a ser quebrados devido à presença dos fenómenos intrusivos.

A IES é uma escala de auto-preenchimento, constituída por 15 itens, sendo que pode ser utilizada para mensurações múltiplas num período de tempo (Corcoran & Fischer, 1994 cit. Hutchings & Devilly, 2006). Dos 15 itens apresentados na escala, 7 referem-se a fenómenos de intrusão (como pensamentos intrusivos, pesadelos ou sentimentos indesejados) e os restantes 8 itens referem-se a fenómenos de evitamento (como evitamento de sentimentos, ideias ou situações ou embotamento afectivo). Nesta escala, todos os itens estão relacionados com um stressor específico (Horowitz, Wilner & Alvarez, 1979).

Os itens referentes a ambos fenómenos (intrusão e evitamento) encontra-se organizados de forma aleatória. Os itens deverão ser cotados em função da frequência de ocorrência dos fenómenos descritos em função de 4 critérios (Nunca, Raramente, Algumas Vezes e Muitas Vezes, sendo que na cotação estes deverão ser cotados respectivamente com 0, 1, 3 e 5 pontos). O sujeito deverá responder em função do que sentiu nos últimos 7 dias. A pontuação da sub-escala referente aos fenómenos de intrusão é obtida através dos itens 1, 4, 5, 6, 10, 11 e 14, e a pontuação total poderá variar entre os 0 e os 35 pontos. A pontuação da sub-escala referente aos fenómenos de evitamento é obtida através dos itens 2, 3, 7, 8, 9, 12, 13 e 15, e a pontuação total poderá variar entre os 0 e os 40 pontos. A soma das pontuações totais destas duas sub-escalas corresponderá ao total da escala. As pontuações do total da escala deverão ser interpretadas a partir dos seguintes valores:

1. 0 a 8 pontos – ausência dos fenómenos (grupo subclínico); 2. 9 a 25 pontos – impacto mínimo;

3. 26 a 43 pontos – impacto moderado; 4. 44 a 75 pontos – impacto severo.

Relativamente às suas qualidades psicométricas, a IES apresenta uma consistência interna que varia entre 0.79 e 0.92, com uma média de 0.86 para a sub-escala referente aos fenómenos intrusivos e 0.90 para a sub-escala referente aos fenómenos de evitamento. Horowitz, Wilner & Alvarez (1979) referem ainda que a IES apresenta valores do Coeficiente de Alfa de 0.78 para a sub-escala da intrusão e 0.82 para a sub-escala de evitamento, com uma correlação de 0.42 (p>0.0002), o que indica que, de facto, as sub-escalas se encontram relacionadas apesar de medirem dimensões distintas.

Um estudo posterior, realizado por Sundin & Horowitz (2002) revelou que a consistência interna da sub-escala de intrusão variava entre 0.72 e 0.92 com um Coeficiente de Alfa igual a 0.86 e a sub-escala de evitamento apresentava uma consistência interna que variava entre 0.65 e 0.90 com um Coeficiente de Alfa igual a 0.82. Segundo estes autores, as sub-escalas da IES apresentam-se como consistentes, o que indica que cada uma delas mede um constructo homogéneo.

Deve ser feita ainda uma ressalva para o seguinte ponto: apesar de se considerar que a IES é um instrumento válido para a mensuração de sintomas da PTSD, esta deve ser utilizada apenas para esse fim e não para a mensuração da PTSD propriamente dita, sendo um dos motivos, o facto de que esta apenas mede os sintomas de intrusão e evitamento, não tendo em conta os fenómenos de hiperactivação (ver capítulo anterior, Power & Dalgleish, 1997) incluídos nos critérios da DSM-IV (Sundin & Horowitz, 2002).

Modelo 1 e 2 para efeitos de DFA

Muitos dos pacientes que recorrem aos serviços prestados pelo CAMPS tentam ver o seu sofrimento e empenho durante a guerra recompensados, mesmo que simbolicamente, através do seu reconhecimento como Deficientes das Forças Armadas (DFA).

Este estatuto é atribuído a quem manifeste alterações psicológicas relacionadas com PTSD que foram potenciadas, agravadas ou adquiridas em campanha durante o seu serviço militar.

Para tal, o paciente deve, integrado na Rede Nacional de Apoio criada apara o efeito, de através do seu médico de família proceder ao preenchimento do Modelo 1 (Anexo 4). Este Modelo 1 servirá para a marcação de uma nova consulta na especialidade de Psiquiatria para o preenchimento do Modelo 2.

O que se tem verificado, em termos nacionais, é que são várias as dificuldades com que utentes se deparam para conseguirem o preenchimento do Modelo2 nos mais variados Hospitais e Centros de Saúde. São diversos os factores que têm sido apontados: desconhecimento do Modelo2, falta de recursos humanos para o seu preenchimento, falta de tempo para o preenchimento, discordância do psiquiatra em reconhecer o PTSD como psicopatologia, entre outros. Nestes casos, tal como quando a marcação da consulta de Psiquiatria ultrapassar os 60 dias, o preenchimento do Modelo 2 poderá passar para a responsabilidade do CEAMPS da Liga dos Combatentes ou outras instituições de Apoio aos Ex-combatentes do Ultramar, na presença de uma declaração que ateste os motivos para a impossibilidade de preenchimento do Modelo 2.

A presente bateria de testes tem por finalidade demonstrar a presença do chamado “stress de guerra” ou seja, Perturbação de Stress Pós-Traumático que se confirme ter sido contraído ou agravado durante a sua presença em cenário de guerra em zona 100% (zona de combate).

O caso prático AV1 que se segue, surge no seguimento do INT1 apresentado anteriormente. São três relatórios distintos que se apresentam: os dois primeiros têm por finalidade a integração do processo de Modelo 2 visando a possível obtenção da qualificação como Deficiente das Forças Armadas (DFA).

O terceiro será facultado a uma Junta Médica para efeitos de reforma por invalidez.

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