Forskningsspørsmål, disposisjon og avgrensninger
2. DEMOKRATITEORIER I UTDANNINGSFELTET
2.2 Avpolitiserende trekk innenfor demokratiutdanning
2.2.2 Reduksjon 2): Fra politikken selv til dens forutsetninger
No setor residencial, o crescimento do consumo de eletricidade está associado à incorporação de novas unidades consumidoras. Em 2007, foram ligadas 1,9 milhão de novas residências à rede de distribuição (EPE, 2008). Além disso, esse crescimento se deve ao aumento do uso de equipamentos elétricos nas residências. Em 2006, as vendas de eletroeletrônicos cresceram 8,54% (ELETROS, 2007)89 em comparação com o ano
anterior. De acordo com o levantamento, os fabricantes nacionais de equipamentos da chamada linha branca, que inclui geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupas, comer- cializaram 13,74% a mais do que em 2005. Também se destacaram as vendas de aspira- dores de pó, que aumentaram 17,36%, e cafeteiras com filtro, com vendas 20,35% mai- ores. Dados da EPE indicam que, em 2006, houve um crescimento de 14% no uso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos considerando os segmentos residencial, comercial, de serviços e nas instalações de poder público (TOLMASQUIM, 2007).
Esse crescimento nas vendas tem sido favorecido pela queda nas taxas de juros, amplia- ção dos prazos dos crediários, maior estabilidade no emprego e melhora na massa sala- rial (ELETROS, 2007). A expectativa da entidade era que esse crescimento se intensifi-
casse ou pelo menos se mantivesse nos anos seguintes.
A relação de causa e efeito entre consumo de energia e aumento dos rendimentos
87 Os dados relativos à população foram obtidos no site do IBGE (www.ibge.gov.br) e se referem ao mês
de abril de 2007. O consumo de eletricidade da área de concessão da AES Eletropaulo, referente a 2006, foi informado pela empresa. O consumo total de eletricidade no país naquele ano foi obtido no site da EPE (www.epe.gov.br). Os sites foram acessados em 17 de outubro de 2007. Para efeito da comparação, considerou-se desprezível o fato de os dados relativos à população se referirem a 2007 e os relativos ao consumo de eletricidade a 2006.
88 Nessa comparação foram considerados dados relativos ao consumo per capita por ano e não relativos
ao consumo por domicílio e por mês, como se verifica na Tabela 5.1. Isso porque o objetivo desses dados é apenas mostrar a disparidade de uso de eletricidade na região de interesse desta pesquisa e no restante do país.
89 No início de 2008, a Eletros estava reestruturando seu departamento econômico e não divulgou os re-
é bem conhecida e estudada na literatura relativa à economia da energia, conforme des- crito por SOYTAS E SARI (2003). Dentro da ótica brasileira atual, esse fenômeno está
dentro do que o governo chama de social-desenvolvimentismo, um modelo econômico baseado no crescimento econômico sustentado (puxado por investimentos, mas sem gerar dívidas ou déficits), aumento do consumo de massa e obtenção de superávits na balança comercial (FERNANDES, A., 2007). No que diz respeito em particular ao aumen-
to do consumo, a mesma fonte indica que a idéia é que o crescimento estimulado da economia possibilite a criação de mais empregos e o aumento da massa salarial. Isso deve permitir um aumento do poder aquisitivo de segmentos da população brasileira que, somado ao aumento de ofertas de crédito para os extratos de média e baixa rendas e aos programas sociais de transferência de renda, deve estimular o aumento do consumo. O crescimento das vendas de eletrodomésticos também pode ser associado ao aumento de equipamentos disponíveis no mercado. Consulta aos sites dos 26 associados à Eletros90 mostra que essas empresas produzem um total de 59 produtos. Há equipa- mentos de todos os tipos e para as mais diversas aplicações.
Essa diversidade de produtos pode ser considerada o resultado da revolução do- méstica descrita por GREENWOOD ET AL. (2005), que foi registrada no início do século
XX particularmente nos Estados Unidos e Europa e, posteriormente, se expandiu para outros países, entre os quais o Brasil. As casas começaram a receber equipamentos co- mo aquecedores centrais, ferros elétricos, secadoras, congeladores e geladeiras, máqui- nas de costura, máquinas de lavar e aspiradores de pó, entre outros equipamentos. Dentro da dinâmica apresentada por FERNANDES A. (2007), esses equipamentos elétri-
cos estão se popularizando cada vez mais no Brasil e já começam a ser encontrados em boa parte das residências de baixa renda. Mas, apesar dessa popularização, a estrutura de consumo de energia entre as diferentes classes sociais no país ainda é bastante desi- gual, conforme descrito em BERMANN (2001).
A popularização e o aumento do uso desses equipamentos devem se refletir na participação da eletricidade no total de energia consumida nas residências, que passará a responder por 60,3% do total de energia usada, como mostra a Tabela 5.3.
Tabela 5.3 - Estrutura do consumo de energia no setor residencial (em milhares de tep e %)
Recurso usado 2005 Participação 2030 Participação
Lenha 8.235 37,7% 4.890 12,1% GLP 5.713 26,2% 10.277 25,4% Querosene 17 0,1% 47 0,1% Gás 191 0,9% 715 1,8% Eletricidade 7.155 32,8% 24.385 60,3% Carvão vegetal 517 2,4% 147 0,4% Total 21.827 100% 40.461 100% Fonte: EPE, 2007c.
Por trás desses dados, também se manifesta um aumento das exigências de con- forto. Essas exigências estão relacionadas ao uso de água quente, como mostrado no Capítulo 4, e ao uso crescente de outros equipamentos, como aparelhos de ar condicio- nado. GHISI ET AL. (2007) afirmam que isso deveria ser motivo de grande preocupação
no setor residencial, já que, embora o índice de posse desses equipamentos ainda seja muito baixo, são responsáveis por um consumo de eletricidade significativo, principal- mente no verão. Os autores mostram que, no final da década passada, esses aparelhos gastavam 10% da eletricidade usada nas residências. Na época, a presença do aparelho variava de 3% a 11% do total de residências, de acordo com a região do país (GHISI ET AL.,2007). Informações mais recentes indicam que os aparelhos de ar condicionado já
estão em 16% das residências do país e respondem por 20% da eletricidade usada no setor residencial (PROCEL, 2007).
Além disso, CARLSSON-KANYAMA ET AL. (2005) reforçam a tendência de aumen-
to do consumo de eletricidade nas residências ao mostrarem que esses níveis variam com a idade dos habitantes. Eles indicam que habitantes mais idosos têm comportamen- tos mais eficientes em termos de gastos de energia do que as pessoas mais jovens. Isso foi verificado, por exemplo, nos hábitos de uso de lavanderias e sistemas de aquecimen- to doméstico.