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6. Analysis and Discussion of RQ3-5

6.3 Lean Relationship Management

6.3.1 Rationalizing the Extent of Supplier Relationships

Segundo a pesquisa de Skulmoski et al. (2007), a metodologia mais utilizada em trabalhos de investigação contempla 3 rondas, embora se concluam bastantes estudos em apenas uma ou duas rondas, comprovando a eficácia do esquema de desenvolvimento do processo, utilizado em alguns projetos de investigação dos seus alunos graduados, como a seguir se apresenta:

Figura 2 - Processo Delphi convencional de três rondas Fonte: Adaptado de Skulmoski et al. (2007)

A Figura 2 - Processo Delphi convencional de três rondas representa a metodologia recomendada com base na literatura consultada (Adler & Ziglio, 1996; Delbeq et al., 1975; Linstone & Turloff, 1975, citados em Skulmoski et al., 2007), definindo a pergunta de investigação e mencionando que a mesma pode ser codesenvolvida pelo aluno com a ajuda do supervisor, ou a própria experiência na área do investigador contribuir muitas vezes para a sensibilidade das necessidades de pesquisa acerca do tema. No entanto, é sempre necessária uma revisão de literatura, para determinar se existem lacunas teóricas. A tecnica de Delphi foi e continuará a ser uma metodologia importante na recolha de dados com uma diversidade e variedade de aplicações para pessoas que pretendem recolher informação de outras que estão envolvidos em determinado tópico de interesse (especialistas) e possam transmitir o seu conhecimento para o mundo real (Hsu & Sandford, 2007), utilizando métodos de análise qualitativa (Fletcher & Marchildon, 2014) e/ou quantitativa (Asioli et al., 2012) que pode só por si ser suficiente para responder à pergunta de investigação ou poderá ser apenas uma componente da generalidade do projeto de investigação (Soares, 2010).

A seleção dos participantes para definição da amostra é uma componente crítica do processo uma vez que é a partir da opinião dos especialistas que se obtêm os resultados (Ashton 1986; Bolger & Wright 1994; Parente, Anderson, Myers, & O’Brien, 1994, citados emSkulmoski et al., 2007), havendo por isso 4 requisitos a considerar na escolha dos participantes nomeadamente, o conhecimento e a experiência na área de investigação; a capacidade e vontade de participar; disponibilidade para participar assim como possuir

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habilidades de comunicação efetiva (Adler & Ziglio, 1996, citados em Skulmoski et al., 2007).

O desenvolvimento do questionário para a primeira ronda requer muito cuidado e atenção na sua formulação para que os respondentes possam perceber o verdadeiro sentido das questões. Daí a necessidade de realizar um estudo piloto para ajustamento do questionário, verificando se está percetível e para trabalhar alguns aspetos de procedimento. Após a realização da primeira ronda, os resultados são analisados de acordo com o paradigma de codificação qualitativa ou estatística, originando mapas que podem melhorar significativamente a compreensão e facilitar a inteligência coletiva em rondas subsequentes (Lindstone & Turloff, 1975, citados em Skulmoski et al., 2007). As respostas da ronda 1 são a base das questões da ronda 2 e as respostas da ronda 2 são a base das questões da ronda 3, com perguntas adicionais para verificação dos resultados, permitindo entender os limites da investigação e a dimensão dos resultados. A maioria das alterações ocorrem na transição da primeira para a segunda ronda e o processo pode ficar completo em apenas duas rondas se o consenso for alcançado, referindo que se o número de rondas exceder quatro, as taxas de resposta podem ser muito baixas (Hanafin, 2004).

Por sua vez, Singh (2013) apresenta um processo de três rondas, tendo construído a questão de partida complementando a revisão de literatura com a aplicação de uma metodologia de brainstorming que consistiu em 3 “conference call” através do Skype, entre todos os intervenientes e diversas conversas “one-on-one”, bem como trocas de mensagens por e-mail, de onde resultaram 20 questões. O próximo passo foi fazer um pré teste do questionário na Universidade da Africa do Sul com seis académicos e três médicos, de onde resultou o refinamento das questões, iniciando-se aí o processo das 3 rondas de respostas.

Figura 3 - Processo Delphi online com 3 rondas (Singh, 2013)

Fonte: Adaptado de Singh (2013)

Como mostra o fluxograma da Figura 3 - Processo Delphi online com 3 rondas (Singh, 2013), no final da terceira ronda foi colocada uma questão aberta aos especialistas solicitando que listassem até 5 obstáculos que considerassem pertinentes para a resolução do problema. A técnica de escolha dos especialistas foi uma opção não aleatória, com base nos conhecimentos de cada participante em função das questões em estudo. O processo decorreu através de uma aplicação de código livre online (LimeSurvey) em que os especialistas apenas conseguiam responder às questões formuladas na primeira ronda caso tivessem lido e aceite o termo de consentimento.

Singh (2013) refere ainda que à medida que os especialistas submetiam as suas respostas, automaticamente era emitido um e-mail através da aplicação confirmando a adição de uma nova. No final de cada ronda, os dados foram exportados a partir da base de dados e adicionados a uma tabela projetada para calcular a resposta média do grupo para cada

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questão, apresentando a resposta de cada indivíduo e a pontuação média para cada questão. Foi então solicitado aos respondentes que reavaliassem a sua resposta com base na sua própria pontuação, bem como a pontuação média de todos os participantes, tendo o procedimento sido repetido uma terceira vez, para consolidar o consenso.

Não existindo na literatura consultada uma opinião clara acerca do critério de paragem na procura do consenso, destaca-se o método utilizado por Madaleno (2012) que se baseia nos trabalhos de Greatorex e Dexter (2000), Day e Bobeva (2005) e na análise dos valores do desvio padrão e do coeficiente de variação. Day e Bobeva (2005) indicam que com uma mudança de opinião inferior a cerca de 15% existe uma estabilidade na opinião e foi alcançado o consenso.