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Publikums holdninger til Posten, postkontorene og postpolitikken

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Kapittel 3 Posten Norge

3.1 Publikums holdninger til Posten, postkontorene og postpolitikken

A indústria alimentar faz uso corrente de ficocolóides em formulações alimentares, como será debatido na Subsecção 3.3.2. No que diz respeito ao uso de algas marinhas, as unidades fabris voltam-se mais para a produção dos ficocolóides, em si, e de alimentos tradicionais, tais como aqueles que acabamos de elucidar na subsecção anterior (McHugh, 2003; Fleurence, 2016).

Nas últimas décadas, houve um crescente interesse no seu uso como ingrediente em formulações alimentares, devido aos benefícios nutricionais do consumo de algas; preocupações relacionadas com o meio ambiente e o crescimento da população mundial também impulsionaram essa tendência (Mouritsen, 2012a). É claro que a assimilação dessas matérias primas teria que ser feita de maneira lenta e gradual, isto é, não se pode esperar que as pessoas passem a consumir algas em bases diárias de uma hora para outra. Uma estratégia bastante adotada, com algum sucesso, foi a de incorporar as algas sob a forma de farinha, que poderia ser empregada de diversas maneiras: fina em produtos de panificação ou massas, granulada, como substituta do sal ou condimento, em aplicações diversas (McHugh, 2003).

Nota-se que grande parte dos estudos sobre novos produtos com algas foca mais em suas propriedades funcionais, dietéticas e reológicas do que no aproveitamento de seu potencial em termos aroma e sabor. Dentre os produtos alimentícios referenciados na literatura, temos: salsichas "frankfurter" (Himanthalia

elongata, Phaeophyceae), empadas de carne (Undaria pinnatifida, Phaeophyceae) e porco

(Saccharina japonica – anteriormente denominada Laminaria japonica, Phaeophyceae), carne de frango reestruturada (H. elongata), massas alimentícias (Monostroma nitidum,

Sargassum marginatum e U. pinnatifida, Phaeophycea), pães (Kappaphycus alvarezii,

54 Intergovernmental Institution for the Use of Micro-Algae Spirulina Against Malnutrition (IIMSAM);

Rhodophyta), etc. (Kadam and Prabhasankar, 2010; Mamat et al., 2014; Freitas et al., 2015).

Figura 3.6 Aplicações com Algas na Indústria Alimentar

[Adaptado de: Roohinejad et al. (2016)]

Além disso, há uma série de possíveis aplicações para as algas na indústria alimentar, conforme pode ser visto na Figura 3.6, dentre as quais se destacam as seguintes (Freitas et al., 2015; Rioux, Beaulieu and Turgeon, 2017):

 Emprego de compostos com atividade antioxidante – em especial, polifenóis e compostos fenólicos, como as catequinas, os flavonóis e os florotaninos;

 Emprego de compostos com atividade antibacteriana – em especial, alguns polissacarídeos sulfatados, como a laminarina, a fucana e a ulvana;

 Concentrados e hidrolisados proteicos, e peptídeos bioativos55;

 Enriquecimento com ácidos gordos polinsaturados (ω-3), através de emprego das macroalgas em ração animal;

 Suplementação com vitaminas (A, B12 e C), seus precursores (betacaroteno) e

minerais (Ca, Mg, K, I, etc.);

 Fonte de pigmentos naturais – carotenoides, como a astaxantina, a luteína e a fucoxantina, ficobiliproteínas, como a ficoeritrobilina e a ficocianobilina, além das clorofilas;

 Fonte de fibras dietéticas solúveis e insolúveis;

 Fonte de substâncias edulcorantes dietéticas (manitol) e sais hipossódicos de algas (Saccharina japonica).

Muitas dessas aplicações para a indústria ainda encontram-se em fase experimental, e a legislação em vigor na União Europeia, em especial no que concerne aos alimentos funcionais, figura como uma barreira à sua implementação.

Uma sondagem recente da base de dados XTC56, dedicada à indexação de produtos alimentícios inovadores que são postos no mercado, reportou diversos novos produtos contendo macroalgas, lançados em 2015 e 2016. Figuraram na lista itens como: "crips" de algas marinhas57, mistura láctea em pó enriquecida com algas (Fucus sp., Ascophyllum sp., Laminaria sp.)58, biscoitos com algas marinhas59, puré de batata instantâneo com alga "dulse" (Palmaria palmata)60, "tagliatelle" com alga esparguete-do-mar (Himanthalia elongata)61, tártaro de algas (Ulva sp., P. palmata, H.

55 Peptídeos bioativos contêm, usualmente, de 3 a 20 resíduos de aminoácidos, sendo sua atividade

baseada na composição e sequência desses aminoácidos. Em muitos casos, eles estão relacionados com algumas funções biológicas. Até a presente data, numerosos estudos conduzidos reportaram um potencial antioxidante nos hidrolisados proteicos feitos a partir de macroalgas (Freitas et al., 2015).

56 XTC Database. Disponível em: http://www.xtcworldinnovation.com/ (Acessado em: 01/06/2017)

57 Annie Chun’s (EUA). Disponível em: https://anniechun.com/products/ (Acessado em: 01/06/2017)

58 Spécialités SUPPLEX (França). Disponível em: http://supplex.fr/gamme-bio/43-supplex-cao-bio.html

(Acessado em: 01/06/2017)

59 Bio-Darma (Espanha). Disponível em: http://www.bio-darma.com/en/cookies-with-seaweed/

(Acessado em: 01/06/2017)

60 Supersec (França). Disponível em: https://supersec.com/en/products/seaweed/sp/algapurare/

(Acessado em: 01/06/2017)

61 Seamore (Holanda). Disponível em: https://seamorefood.com/iseapasta/

elongata) e salada de "wakame" (Undaria pinnatifida) (Rioux, Beaulieu and Turgeon,

2017).

Porém, em 2014, cerca de 40% da colheita mundial foi representada pelas algas empregadas comumente na culinária japonesa, o que mostra que a indústria investe sobretudo em formulações com as espécies já difundidas em alimentação (Rioux, Beaulieu and Turgeon, 2017). Infelizmente, ainda existe um grande hiato entre o que vem sendo desenvolvido ao nível de pesquisa e o que, de facto, se transforma em novos produtos alimentares.

A única empresa portuguesa a trabalhar com aquicultura de macroalgas, a Alga+ possui, para além das algas secas e frescas, uma linha de flor de sal com algas sob a marca "Tok de Mar". A marca "Sea Originals", da mesma empresa, é voltada para produtos de talassoterapia.

Na Espanha, destacam-se as empresas Algamar62 e Porto Muiños63, ambas na Galícia, possuido uma gama mais alargada de produtos, tais como: infusões; condimentos (sal e misturas); "dry mix" para salada ou sopa; mistura de algas com arroz ou quinoa, massas alimentícias, crackers e biscoitos, patês, molhos e tártaros; conservas de algas, puras ou associadas com outros ingredientes marinhos.

Algumas microalgas, sobretudo a "spirulina" (Arthrospira platensis e A. maxima) e Chlorella sp. (Chlorophyta), vêm sendo largamente utilizadas para consumo humano e suplementação alimentar – particularmente pelo seu alto conteúdo de proteínas, ácidos gordos polinsaturados e vários minerais. Essas algas, de uma maneira geral, não possuem muito sabor ou textura, razão pela qual pode-se afirmar que as microalgas não são especialmente interessantes para propósitos culinários, exceto pela sua capacidade de colorir preparos. Por outro lado, as macroalgas são alimentos de grande potencial gastronómico, devido a seus atributos sensoriais únicos (Mouritsen, 2012a). É exatamente esse o assunto que será debatido na subsecção a seguir.

62 Algamar | Produtos Biológicos & Outros; Disponível em:

https://www.algamar.com/productos/ecologicas.php?id=6 (Acessado em: 01/06/2017).

63 Porto Muiños | Produtos; Disponível em: http://www.portomuinos.com/produtos_produtos.php?

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