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Prosessen med å gjøre et utvalg

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2.4  Forskningsprosessen

2.4.3  Prosessen med å gjøre et utvalg

Como já mencionado neste trabalho, as ações ambientais hoje em dia nas indústrias são, em geral, concentradas no nível intraorganizacional. A noção de simbiose industrial apresenta-se como outra perspectiva de gestão, alternativa à visão anterior. À semelhança da metáfora utilizada pela EI, adota-se um conceito da biologia para denominar essa nova perspectiva, no caso, a simbiose, termo que descreve a associação entre dois ou mais organismos que vivem em comum (DE BARY, apud EHRENFELD e CHERTOW, 2002).

Na biologia, uma relação simbiótica pode ocorrer de três diferentes maneiras. A primeira assume a forma de mutualismo, desenhando relações em que todos os organismos envolvidos se beneficiam da associação. A segunda forma é o comensalismo, quando um organismo se beneficia sem que haja alteração da situação dos outros. Por último, o parasitismo, quando um simbionte, o hospedeiro, é prejudicado enquanto o outro, o parasita, se beneficia. Dessa forma, o conceito de simbiose industrial utilizado descreve a cooperação entre firmas organizada pelos princípios biológicos da simbiose, porém, restrito ao mutualismo e comensalismo, sempre visando à utilização ótima das entradas de materiais e produtos (NEHM e ULHØI, 2002).

Chertow (2000, apud CHERTOW, 2007, p. 12) define SI como o “envolvimento de indústrias tradicionalmente separadas em uma abordagem coletiva para a vantagem competitiva envolvendo intercâmbio físico de materiais, energia, água e subprodutos”. O sucesso desse tipo de atividade depende da capacidade de cooperação, integração e sinergias entre indústrias de uma mesma localidade geográfica. Nesse sentido, os parques industriais ecológicos são uma manifestação concreta do conceito de simbiose industrial.

A autora aponta ainda uma diferença quando comparado com conceito biológico descrito por Nehm e UlhØi (2002): para que a simbiose industrial seja caracterizada como tal, faz-se necessária a presença de, no mínimo, três empresas diferentes envolvidas no processo, intercambiando, com, pelo menos, dois recursos diferentes20 (CHERTOW, 2007).

Salmi (2006, p. 1696) defende que o termo simbiose industrial pode ser permutado por outros, como parques ecoindustriais, ecossistemas industriais e metabolismo industrial. Essas diferentes denominações possuem uma compreensão única:

      

20 A intenção da autora é distinguir as relações de simbiose industrial de outros tipos de intercâmbio de materiais,

Todos tendem a descrever mudanças em um padrão de sistemas individualizados, cada um processando seus próprios fluxos de materiais, para um sistema onde há uma integração dos fluxos de material das companhias que compõem o sistema (SALMI, 2006, p. 1696).

Cunhados por diversos autores para falar praticamente da mesma coisa, a quantidade de terminologias tende a dificultar a disseminação do conceito e das ferramentas de EI, tanto dentro quanto fora da comunidade acadêmica (NEHM e ULHØI, 2002, p. 7). Porém, como será visto mais à frente, apesar da noção de SI ser cara à classificação de parque industrial como ecológico, não se pode restringir o conceito de parque ecoindustrial à troca de materiais, energia e água.

Chertow (2000, p. 321) define uma taxonomia de cinco tipos diferentes de intercâmbio de materiais, água e energia:

1. Por meio de intercâmbio de dejetos (tipo 1): essa forma de troca é tipicamente de uma via e se foca normalmente no estágio final do ciclo de vida do produto. Envolve somente a troca de materiais, e não água e energia.

2. Dentro de uma fábrica, empresa ou organização (tipo 2): empresas de grande porte muitas vezes se comportam como se fossem unidades separadas e podem desenvolver uma aproximação com a simbiose industrial realizando intercâmbio de materiais, energia e água dentro da própria empresa.

3. Entre firmas colocalizadas em um Parque Industrial Ecológico (tipo 3)21: nesse caso, empresas e outras organizações instaladas em uma industrial comum, como um distrito industrial, podem realizar o intercâmbio de energia, água e materiais, podendo ir mais longe, intercambiando, inclusive, informação e serviços como a obtenção de licenças, transporte e marketing.

4. Entre firmas locais que não estão co-localizadas (tipo 4): nesse caso, os simbiontes não estão ligados fisicamente. Porém, a proximidade entre as empresas permite que eles tirem vantagem do material gerado, água e fluxos de energia. 5. Entre firmas organizadas virtualmente ao longo de uma região mais ampla (tipo

5): em função do alto custo de movimentação dos materiais, muitos poucos negócios se enquadrarão no perfil teórico da simbiose industrial. Dessa forma, esse quinto tipo de intercâmbio depende de ligações virtuais no lugar da exigência

      

21 Em função dos custos e dificuldades encontrados no transporte de muitos desses materiais, há uma maior

probabilidade de ocorrência da SI quando os envolvidos nas trocas, as empresas, encontram-se colocalizadas em um Parque Industrial Ecológico (PIE).

de co-localização. Enquanto PIEs virtuais ainda são baseados por relações somente entre empresas, essa quinta modalidade de troca permite que os benefícios da SI sejam expandidos e abranjam a economia de uma comunidade, cujo potencial para a identificação de trocas de subprodutos é significativamente elevado simplesmente com o aumento do número de firmas que podem ser envolvidas.

Ehrenfeld e Chertow (2002, p. 341) afirmam que os tipos 3 e 5 podem ser prontamente identificados como simbioses industriais. Neste estudo, o tipo 3, referente às relações entre firmas em um mesmo parque industrial, será a focada.

Dentro dessa nova perspectiva do sistema industrial, aspectos como colaboração e possibilidades sinergéticas são indispensáveis para o alcance de um ecossistema industrial. No próximo item, serão discutidas essas manifestações em empresas co-localizadas em um mesmo parque industrial, o que se convencionou denominar Parque Industrial Ecológico, conceito responsável pela aplicação das ideias de colaboração e sinergia entre empresas. Etapa importante para o alcance dos objetivos deste trabalho, deste ponto em diante apresenta-se o embasamento essencial para o completo entendimento do conceito de PIE, em toda sua flexibilidade e complexidade.

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