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Elevenes begrensinger i møte med skolens forventninger

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A relação de interdependência em um ecoparque industrial não se limita àquela entre empresas ou entre estas e natureza. O sucesso dessa conexão é somente uma das etapas do processo de desenvolvimento ecoindustrial, dependente ligado ao conceito de desenvolvimento sustentável e, portanto, preocupado também com a abrangência social de suas ações.

Cada aspecto da sustentabilidade agregada ao conceito de PIE envolve uma variável em comum: a ideia de relacionamento. Sabe-se que um desses relacionamentos, os ciclos virtuosos observados nas relações entre empresas para redução do impacto ambiental, é iniciativa crucial para a concretização do conceito de PIE. Porém, sua ação individual não garante o sucesso da mudança de modelo proposta: outro aspecto marcante na ideia de desenvolvimento ecoindustrial reside na relação entre indústria e comunidade no entorno. Nesse sentido, Cohen-Rosenthal (2002, p. 3) é enfático:

O embasamento ecológico do desenvolvimento ecoindustrial, com sua ênfase nos sistemas holisticamente entrelaçados, invariavelmente inclui as interconexões entre indústria e comunidade. Um desenvolvimento ecoindustrial não pode verdadeiramente obter sucesso sem a ajuda, contribuição, satisfação, aceitação e suporte da comunidade local.

A relação entre comunidade e outros membros do processo é enfatizada por Lowe (2001), quando afirma que qualquer PIE é interdependente com a comunidade ao seu redor e nela confia para a obtenção de recursos humanos e naturais, serviços e relações de troca.

Ao rever os conceitos de parques industriais ecológicos expostos ao início deste capítulo, fica clara essa preocupação de melhoria do desempenho não só econômico e ambiental, como talvez se esperasse de uma ferramenta estratégica de gestão ambiental. Neles é inegável o interesse em promover a maior participação social no processo, resultando a construção de relações mais sustentáveis e completando a intenção conceitual de atender a todas as esferas do tripé da sustentabilidade.

De acordo com a Indigo Developement (2006), as empresas que participam do parque industrial ecológico “buscam melhorar seu desempenho ambiental, econômico e social colaborando entre si na gestão de questões ambientais e de recursos”. Para o Conselho Presidencial dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Sustentável, a cooperação entre empresas no molde dos PIEs leva “a ganhos econômicos e ambientais, e a aumentos

eqüitativos de recursos humanos para os negócios e para a comunidade local” (PCSD, 1996). O Conselho resume: o desenvolvimento ecoindustrial busca “construir relações econômicas, sociais e ambientalmente sustentáveis”.

A importância de envolvimento da comunidade é destacada de duas maneiras. Primeiro, ao enfatizar os processos cooperativos entre os diversos participantes do processo de desenvolvimento ecoindustrial. Segundo, focando na intersecção entre o parque industrial e a comunidade que o hospeda. E é justamente essa relação entre indústria e comunidade que distingue o processo de desenvolvimento ecoindustrial do atual. A ideia é que, ao verificar quais os anseios e demandas sociais, formam-se as bases para a construção de uma comunidade mais igualitária.

Cohen-Rosenthal (2002, p. 3) confirma essa posição, argumentando que no cerne dessa relação entre comunidade hospedeira e indústria está a ideia de igualdade e justiça social, e que esta só pode ser alcançada pela efetiva participação da primeira nos processos decisórios. De maneira prática, uma vez que a comunidade local sabe melhor que governo e empresas o que é melhor para suas vidas, esta deve marcar presença em audiências conduzidas por agências de planejamento, fornecendo informações sobre suas necessidades, anseios e opiniões. Ao considerar parte do processo de desenvolvimento de um PIE as expectativas da comunidade, o resultado final é o aumento da qualidade de vida da população local. É percebe aqui o estreitamento entre a ideia de qualidade de vida e o desenvolvimento local de uma região.

Lowe (2001) reforça essa posição. Com base em sua experiência obtida em países em desenvolvimento, ratifica a importância do PIE em se conectar efetivamente com a economia local:

Enquanto o recrutamento de corporações transnacionais como membros do PIE podem prover uma quantidade significativa de empregos, ele não o alto nível de desenvolvimento que a expansão e incubação de empresas locais alcançam. Dessa forma, acreditamos que os administradores do parque industrial necessitam balancear essas duas estratégias complementares para o preenchimento de suas propriedades com membros viáveis.

Outro aspecto interessante levantado pelo Cohen-Rosenthal (2002) é a ideia de que a integração da comunidade no processo de desenvolvimento de um PIE catalisa o desenvolvimento sustentável em seus três pilares. O pilar econômico porque um parque

industrial análogo aos sistemas ecológicos proporciona oportunidades de negócios e investimentos na área, fazendo com que o dinheiro circule na comunidade por meio das parcerias e redes criadas localmente. Ambiental pelos esforços voltados para a melhoria do desempenho ambiental do sistema que afetam a comunidade como um todo. E, finalmente, social pela intenção em promover igualdade e justiça social.

Segundo Lowe (2001), o parque industrial que almeja a alcunha de PIE deve considerar a mudança real na vida das pessoas em sua localidade e região. Para isso, o autor sugere série de iniciativas comunitárias que, se colocadas em prática, aumentam as chances de sucesso de um ecoparque. São elas:

• Construção de moradia para empregados e planejamento urbano colaborativo; • Relação comercial entre as empresas industriais e negócios locais, os quais as

fornecem materiais, serviços e partes;

• Desenvolvimento de negócios na comunidade: um plano de desenvolvimento para fortalecimento econômico de incentivo a negócios que se enquadrem no perfil de aceitação de um ecoparque ou que sejam capazes de transformar resíduos em produtos e empregos;

• Beneficiamento da economia local e dos sistemas sociais por meio de programas de treinamento e educação;

• Comprometimento das indústrias em realizar levantamentos da qualidade de vida da comunidade, e não somente na localidade da empresa;

• Mobilização de recursos educacionais que ajudem os negócios comunitários e as operações governamentais a aumentar a eficiência de energia e a evitar a poluição: Criação de um plano estratégico para a comunidade visando a redução dos níveis de resíduos (tanto comercial, quanto residencial, público e industrial);

• Financiamento de alguns custos de desenvolvimento dos ecoparques por meio de parcerias público-privadas.

O autor, responsável por uma das mais completas estruturas sobre parques industriais ecológicos e desenvolvimento ecoindustrial (ROBERTS, 2004, p. 1004), afirma que essas iniciativas garantem a evolução do ecoparque, uma vez que a troca efetiva de subprodutos exige uma grande quantidade de fornecedores e compradores e, se a localidade possui mão de obra treinada, moradia e acesso a linhas de financiamento atrativas, novas empresas são atraídas.

Citando os benefícios almejados pelo desenvolvimento ecoindustrial, Lowe (2001) conclui que a comunidade ganha com um ambiente mais limpo, uma economia mais forte e eficiente, novos empregos e a reputação de bom lugar para se iniciarem novos negócios. Cohen-Rosenthal (2002) corrobora, listando os resultados benéficos: expansão as oportunidades de negócios locais, melhoria da qualidade de vida próxima ao parque industrial, aumento do orgulho comunitário, parceria como empresas, dentre outros.

Ao considerar aspectos efetivamente ligados ao bem estar da comunidade, adotando medidas não meramente cosméticas, mas capazes de mudar a realidade local, grandes expectativas são criadas em torno do conceito de PIE. A mudança do atual modelo tradicional para o adotado em um parque industrial ecológico promete benefícios não só para a comunidade, mas também para o meio ambiente e economia locais, motivando todos os interessados a se movimentarem em busca do sucesso desse modelo. Em vista da quantidade de parques industriais ainda nos moldes desenhados pela Revolução Industrial em todo o mundo e sua influência no ambiente e comunidade locais, essa mudança de racionalidade poderia gerar efeito multiplicador capaz de contribuir efetivamente para a sustentabilidade planetária.

Dessa forma, tendo em vista a realidade da cidade de Manaus, hospedeira de um parque industrial nos padrões tradicionais e dotada dos problemas sociais característicos das grandes cidades brasileiras, o conceito de parque industrial ecológico surge como alternativa a ser considerada para a solução das mazelas sociais e ambientais. A seguir, serão apresentados a cidade e seu Polo Industrial, ampliando a compreensão da realidade manauara, essencial para a efetiva mudança.

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