7. Oppsummering og konklusjon
7.1. Problemstillingen og våre funn
Embora a visão dos diversos autores sobre o papel dos IPTIs varie de acordo com o contexto econômico, social, temporal, e geográfico, a essência deste papel é o de dar suporte na busca e apropriação sistemática, e bem sucedida, de conhecimentos científicos para a produção de tecnologias, tornando estes conhecimentos os principais insumos para o sucesso econômico (Longo 2000, p.21). Dois exemplos de missões de IPTIs nacionais sustentam esta afirmação, acrescentando-se o benefício social ao sucesso econômico:
- Embrapa: “Viabilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do agronegócio por maio de geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias, em benefício da sociedade” (Portugal 2000, p.77).
- IPEN: “Melhoria da qualidade de vida da população brasileira, produzindo conhecimentos científicos, desenvolvendo tecnologias, gerando produtos e serviços e formando recursos humanos nas áreas nuclear e correlatas” (Rodrigues & Zouain 2000, p.93).
Segundo Arnold et al. (1998), os IPTIs fazem parte do sistema de inovação nacional, também chamado de “sistema de desenvolvimento científico e tecnológico” por Longo (2000, p.22), inserindo-se neste sistema de acordo com a Figura 5 (o quadro “Governo e Sociedade” foi acrescentado no presente estudo, baseando-se em vários autores nacionais):
Figura 5 – Sistema de inovação nacional (Arnold et al. 1998, acrescido do quadro “Governo e Sociedade”)
Arnold et al. (1998 p.91) afirmam que, uma vez que os IPTIs são componentes importantes dos sistemas de inovação nacionais, e que estes sistemas variam de país para país de acordo com o estágio de desenvolvimento e de acordo com as diferentes
SISTEMA DE INFORMAÇÕES TECNOLÓGICAS
PATENTES E PROPRIEDADE INTELECTUAL NORMAS E METROLOGIA XXX PUBLICAÇÕES E INFORMAÇÕES XX UNIVERSIDADES - PESQUISA - EDUCAÇÃO E TREINAMENTO ESCOLAS TÉCNICAS -TÉCNICOS - OPERÁRIOS - ARTESÃOS INSTITUTOS DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS GOVERNO E SOCIEDADE - AVALIAÇÕES E PARECERES - MEIO AMBIENTE -TREINAMENTO EMPRESAS - MAREKTING -PESQUISA - DESENVOLVIMENTO - PRODUÇÃO - CERTIFICAÇÃO
estruturas e características de cada economia nacional, também o papel dos IPTIs varia de país para país. Segundo os autores, dentro de um sistema de inovação nacional o papel ideal dos IPTIs é o de dar suporte à indústria, porém sem substituir a capacidade inovadora desta última, a qual é a verdadeira geradora de riqueza. Este papel também não deve ser o de substituir as universidades na pesquisa básica e aplicada, ou em educação. Tampouco os IPTIs devem atuar como intermediários entre as idéias geradas em universidades e as aplicações industriais. A dinâmica dos IPTIs está fundamentada na aquisição, manutenção e fornecimento de tecnologias e/ou de serviços baseados nestas tecnologias, as quais as indústrias necessitam mas não têm condições de obtê-los internamente por diversas razões. Longo (2000 p.26), afirmam que o desenvolvimento de pesquisa aplicada em universidades esbarra em conceitos e atitudes negativos e controvertidos referentes ao papel institucional das universidades face à prestação de serviços ao setor produtivo. Arnold et al. (1998) enumeram as atividades normalmente realizadas pelos IPTIs:
- Pesquisa básica - Pesquisa aplicada
- Desenvolvimento experimental - Engenharia de projeto e aplicações
- Serviços técnicos, como fabricação de protótipos ou pilotos de produtos - Certificação e normas técnicas
- Difusão (consultoria, treinamento, administração de programas governamentais, serviços de informações, etc.)
Schneider (2000 p.195) divide as organizações de C&T em quatro categorias: - UNI: universidades que também, praticam pesquisa e extensão.
- CP: centros de pesquisa básica e aplicada, atuantes na fronteira do conhecimento. - CP&D: centros de pesquisa e desenvolvimento, dedicados à pesquisa pré-
- CT: centros tecnológicos, atuando prioritariamente como prestadores de informações e serviços tecnológicos.
A seguir, o autor constrói uma matriz relacionando as vertentes de transferência do conhecimento (que por sua vez estão relacionadas com as atividades da organização) e o grau de factibilidade destas vertentes por cada uma das categorias de organização (Tabela 4).
Tabela 4 – Matriz vertentes de transferência de conhecimento X grau de factibilidade (Schneider 2000)
Onde: 1 – Missão institucional – atividade central 2 – Plenamente válido
3 – Viável, mas dificultada 4 – Pouco apropriada
Plonski (2001, p.4), entende que cabe aos institutos de pesquisa em geral, e os IPTIs estão inclusos neste grupo maior, quatro papéis:
UNI CP CP&D CT Profissionais graduados e pós-graduação 1 2 3 3 Educação continuada / treinamento 1 4 2 1 Publicações e relatórios 1 1 2 1 Serviço tecnológico / especializado 4 3 2 1 Consultoria do pesquisador 2 1 2 2
Pesquisa básica e aplicada 1 1 4 3
Pesquisa aplicada pré-competitiva 2 4 1 2 Desenvolvimento de produtos / processos 3 3 1 2 Incubação de empresas de base tecnológica 2/4 3 1 2 GRAU DE FACTIBILIDADE PELA VERTENTES DE TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO
- Avanço do conhecimento.
- Síntese de conhecimentos existentes em novos conhecimentos. - Utilização do conhecimento.
- Representação do conhecimento.
Diz ainda o autor que para exercerem estes papéis pelo menos três competências nucleares são requeridas dos IPTIs:
- Excelência em campos do conhecimento específicos associados à sua singularidade.
- Excelência em gestão.
- Excelência em gerenciamento de projetos e programas cooperativos, a qual por sua vez demanda gerenciamento primoroso de projetos e programas, clareza conceitual e habilidade em criar e manter espaços de cooperação, versatilidade de linguagem sendo capaz igualmente de participar de reuniões científicas de fronteira ou de atividades de inovação junto à micros e pequenas empresas, e recursos que estimulem o trabalho em redes cooperativas.
Ainda acerca do papel dos IPTIs, Arnold et al. (1998 p.90) alertam para o risco dos institutos de países em desenvolvimento copiarem os modelos de seus congêneres de países desenvolvidos. IPTIs de países desenvolvidos atendem a clientes que geralmente possuem boa infraestrutura básica tecnológica, usam fundos governamentais para estarem sempre à frente das necessidades de mercado correndo o risco de estarem longe do mercado, e podem se dar ao luxo buscar status realizando mais pesquisa pura do que realizar atividades com “os pés no chão”. Este modelo deve apresentar resultados pobres em termos de inovação para as economias nacionais de países emergentes, por tratarem-se de ambientes de características diversas. Mais que isto, a cópia de modelos por estes países leva à “armadilha do modelo linear”: ao contrário do que se poderia concluir sem um exame mais apurado da questão, um incremento marginal da pesquisa no sistema de inovação nacional não resulta necessariamente em acréscimo na sua capacidade de inovação.
Souza (2000) discute como questão central em seu estudo se os IPTIs deveriam ser primordialmente ofertantes de tecnologia antecipando-se às necessidades do mercado, ou deveriam concentrar-se no atendimento à demanda corrente deste mesmo mercado. O autor realiza uma pesquisa entre os principais IPTIs brasileiros, e conclui haver dificuldades para a definição interna de uma diretriz única de programação de suas atividades de P&D, embora haja um predomínio no atendimento à demanda de seus clientes. Prosseguindo em sua pesquisa, o autor faz um levantamento sobre os produtos (serviços) e os respectivos clientes que os IPTIs nacionais consideram o foco de seu negócio. Como resultado, constata uma concentração em serviços tecnológicos especializados, a serem ofertados principalmente para pequenas e médias empresas. Porém, o estudo verificou que alguns IPTIs buscavam desenvolver estratégias distintas, concentrando-se em outros mercados (governo, empresas multinacionais, grandes empresas recém-privatizadas), ofertando a eles serviços diferenciados.
Dado seu papel de prever a demanda futura de seus clientes, os IPTIs tem que concentrar-se particularmente na primeira vertente do modelo proposto por Kohli & Jaworski (1990), a geração da inteligência de marketing, a qual tem por objetivo antecipar as necessidades dos clientes e preparar-se para atendê-las. As tendências de tecnologia e a direção do mercado têm que ser vislumbradas até um ponto em que dificilmente os clientes seriam capazes de enxergar. Neste particular aspecto, a sondagem dos clientes pouco pode contribuir, e pode-se dizer que o cliente não sabe que o vai necessitar a longo prazo. A não observância desta ênfase na previsão cuidadosa da demanda futura do mercado e dos clientes terá grande probabilidade de fazer a adoção de OM nos IPTIs fracassar, com as conseqüências enumeradas por Van Raaij (2001 p.19): desenvolvimento meramente incremental e trivial de produtos, declínio de competitividade industrial, processos de negócio confusos, programas de P&D míopes, e perda de liderança setorial.