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1 Introduction

1.1 Problem description

O Programa GEOVIA - Sistema de Análise de Riscos Geológico-Ge- otécnicos de Ferrovias foi desenvolvido na plataforma Microsoft Visual

Studio, versão 2010. Essa plataforma permite desenvolver uma ampla gama de ferramentas para elaboração de softwares dentro das mais di- versas linguagens como, por exemplo, C++, C#, .NET ou Visual Basic, que proporcionam a conexão com diversos outros projetos do gênero de banco de dados.

A interface permite ao usuário inserção de dados, análise elaborada, e acesso dinâmico aos dados, utilizando os recursos disponibilizados pelo Visual Studio. Dessa forma, os elementos gráficos adotados com- portam diversas funções no sistema como, por exemplo, a filtração, a inserção e a atualização dos registros, permitindo análises sistemáticas e dinâmicas do fluxo dos dados disponíveis.

O desenvolvimento do software foi feito em linguagem C# (C sharp), caracterizada como uma linguagem de programação criada para o desen- volvimento de uma variedade de aplicações que podem ser executadas em ambiente .NET Framework. Trata-se de uma linguagem orientada a eventos, derivada da tradicional linguagem C++. A linguagem C# une recursos importantes das linguagens C++ e Java, permitindo que a pro- gramação se dê a partir de chamadas a eventos do sistema. É considerada como uma linguagem simples, poderosa, segura e orientada ao trata- mento de objetos. As várias inovações no C# permitem o desenvolvi- mento rápido de aplicações, mantendo as bases operacionais e o estilo geral das linguagens C. Na formulação da linguagem, toda vez que o usuário assume uma determinada ação, o programa executa um deter- minado conjunto de códigos intrinsecamente relacionados àquela ação. A proposição do software buscou uma interação bastante simples e direta com o usuário, de forma a proporcionar não apenas o código de aplicação da metodologia proposta, mas também uma ferramenta de fácil atuação para a aquisição, para o tratamento e para a alteração dos dados disponíveis. Tal premissa permite a sua utilização direta nas pró- prias inspeções de campo.

Ao se executar o software GEOVIA, o usuário tem acesso imediato à tela inicial do programa, chamada de Control Painel (Figura 6.1), que in- clui o nome do programa e o traçado geral da EFC. Esse módulo permite

e respectivos comandos de login e de senha. Inserindo esses dados e cli- cando em OK, o usuário tem acesso ao programa.

Figura 6.1− Tela de acesso ao programa GEOVIA

Ao acessar o programa, o usuário abre a tela principal (Figura 6.2). Esse módulo permite o gerenciamento das principais funções do programa.

A opção fechada de acesso ao programa tem o intuito de não só proteger os dados, mas também a gestão do histórico e da sequência dos registros efetuados, auxiliando o controle das vistorias e das interven- ções realizadas ao longo da ferrovia.

Na tela principal, na coluna à esquerda (alto da tela), localiza-se o Menu. O usuário ao posicionar o mouse sobre esse comando, acionará a linha de status com os comandos existentes e uma descrição sucinta sobre a função de cada um deles. O comando Inserir Trecho permite ao usuário identificar e cadastrar informações predeterminadas, referentes ao trecho escolhido, para a estimativa do risco geológico-geotécnico as- sociado a ele. Em relação aos subtrechos indicados por LD, LE e PL, ao acionar a tecla “ajuda” (Figura 6.3), pode-se acessar a opção “Relações de Obras de Contenção e Retenção”, sendo indicadas às correspondentes ao trecho, por meio de uma listagem prévia, apresentada na tela auxiliar.

Figura 6.3 - Tela para a entrada de dados para estimativa do tipo de obras de intervenção

Na sequência, o programa apresenta uma tela auxiliar para a estima- tiva dos índices de criticidade, listando as feições de instabilidade que foram detectadas a partir das observações de campo. (Figura 6.4)

Figura 6.4 − Tela para a entrada de dados para estimativa dos índices de criticidade

Nessa tela auxiliar, são selecionados os principais aspectos e fatores que podem estar associados às causas, isto é, às condições em relação à existência de processos geodinâmicos que podem proporcionar riscos de interdição da ferrovia. A determinação do índice crítico (iC) é feita para os subtrechos lado direito (LD), lado esquerdo (LE) e plataforma (PL). A correlação das feições/magnitudes existentes e os corresponden- tes índices de criticidade, base de referência adotada pelo programa, está apresentada no Anexo VIII deste trabalho.

À medida que são inseridos os trechos, com suas respectivas infor- mações fixas (localização, distância da plataforma ao eixo da via, tipo de obra de implantação, se corte ou aterro), os dados são armazenados no programa, e o trecho fica automaticamente cadastrado. As informações podem ser consultadas de forma isolada, assim como a atualização das condições locais da via.

A seguir, são computados os valores dos parâmetros de suscetibili- dade, vulnerabilidade e de risco, correspondentes ao trecho analisado. (Figura 6.5)

Figura 6.5 − Tela para as estimativas da suscetibilidade, vulnerabilidade e risco.

O índice de risco do trecho é caracterizado diretamente na barra “Parâmetro de Risco” pela respectiva cor. A tabela imediatamente abaixo não apenas identifica o valor desse índice para o trecho analisado, como permite uma correlação imediata com os índices de risco de outros tre- chos da via.

Por meio do comando “Acompanhamento Histórico” (Figura 6.6), essa análise passa a ter um caráter de controle e monitoramento sistemá- tico da via ao longo do tempo, mediante o acompanhamento dinâmico dos registros de riscos de diferentes trechos da via, durante toda a vida útil do empreendimento. Esse acompanhamento é fundamental para os

Figura 6.6 − Tela correspondente ao comando “Acompanhamento Histórico”

A cada vistoria e/ou implantação de uma obra de intervenção no trecho cadastrado, o usuário poderá atualizar as informações relati- vas à situação da via, resultando em um novo índice de risco geoló- gico-geotécnico para o trecho analisado e, em síntese, para todo o traçado da EFC.

conclUsões