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2 Theoretical framework

2.4 Previous research

Esta revisão da evolução da administração para a Gestão Estratégica tem o propósito buscar alguns fundamentos para a compreensão daquilo que se vive hoje.

Chiavenato (2000), destaca cinco variáveis básicas que influenciaram os processos administrativos do século passado até a nossa época. São eles: as tarefas (atividades executadas pelos operários em uma fábrica), as estruturas (organização hierárquica), as pessoas (dentro da organização, passam ser valorizadas), o ambiente (o clima organizacional ganha espaço) e a tecnologia (abre-se espaço para as inovações, particularmente a tecnológica). E a elas acrescentam-se mais duas variáveis importantes para a administração estratégica desta época: o cliente e os novos conceitos emergentes da administração das organizações. Como se pode ver na Figura 2.

Ambiente Tarefas Ênfases no decorrer da Evolução da Administração Tecnologias Estruturas Clientes Pessoas Novos Conceitos GESTÃO ESTRATÉGICA

Portanto, servirá de base para este revisão conceitual as cinco ênfases básicas dos processos administrativos apresentadas por Chiavenato (2000) e os clientes e os novos conceitos emergentes. São elas:

1ª Ênfase nas Tarefas:

Frederick Taylor (1856-1911) é considerado o fundador da chamada organização do trabalho, isto é, a estruturação deste, e que ainda perdura nos dias de hoje. Foi ele que deu ênfase às tarefas no trabalho, e ainda foi o criador e participante mais destacado do movimento da administração científica. Juntou esforços com outros pensadores da administração de sua época para desenvolver princípios e técnicas de eficiência. Rocha (2003), ao referir-se a este engenheiro e economista, diz que ele é o pai da administração científica e compara sua contribuição para a sociedade com a de Newton na Física. Continua dizendo, que tanto Newton como Taylor, enfatizaram o determinismo e a perspectiva cartesiana.

“Na proposta de Taylor, muito bem-sucedida por muito tempo, as tarefas deveriam ser fragmentadas em ações simples, que seriam reproduzidas por qualquer um, sem requerer habilidades especiais e nenhuma criação” (ROCHA, 2003, p. 159).

2ª Ênfase nas Estruturas:

Basicamente são três as teorias administrativas que põem a ênfase na estrutura organizacional: a teoria clássica, representada por Henri Fayol e seus seguidores; a teoria da Burocracia, de Max Weber; e a teoria estruturalista desenvolvida por Amitai Etzioni e outros. Estes pensadores vieram ampliar a teoria da administração em torno da organização e de sua estrutura.

Henri Fayol (1841-1925): é considerado o personagem mais importante que sistematizou e divulgou as idéias da escola clássica de administração. Ele valorizou a eficácia das empresas.

Maximiano (2002), ao referir-se à importância de Fayol na administração, enfatiza que esta é uma atividade comum a todos os empreendimentos humanos (família, negócios e governo), os quais, por sua vez, exige planejamento, organização, comando, coordenação e controle.

Max Weber (1864-1920) é o criador da Escola Burocrática. As principais

características do tipo ideal de burocracia, segundo ele, são a formalidade, a impessoalidade e o profissionalismo. Entende-se por formalidade as normas e regulamentos explícitos traduzidos em direitos e deveres dos participantes da organização. A impessoalidade significa que as relações entre as pessoas que integram as organizações burocráticas são governadas pelos cargos que elas ocupam e pelos direitos e deveres de que estão investidas nesses cargos. O profissionalismo significa que, de forma geral, os cargos de uma burocracia oferecem a seus ocupantes uma carreira profissional e meios de vida.

Maximiano (2002), ao referir-se à burocracia de Weber, diz:

“De acordo com Max Weber, as organizações formais modernas baseiam-se em leis, que as pessoas aceitam por acreditarem que são racionais, isto é, definidas em função do interesse das próprias pessoas e não para satisfazer os caprichos arbitrários de um dirigente” (MAXIMIANO, 2000, p. 134).

A burocracia, concebida desta forma, ofereceria diversas vantagens. Entre outras: o aumento da precisão e da rapidez da decisão, que assegurada por rotinas, e a unidade de

interpretação, seria garantida por uma constância de procedimentos. Tudo contribuiria para o incremento da confiança na organização, que afetaria os próprios funcionários.

Henry Ford (1863-1947) é considerado um dos precursores da administração científica. Também é o fundador em 1903 da Ford Motor Co. Fabricou carros, ao início artesanalmente e depois em massa, com o que revolucionou o século XX. Esse tipo de produção baseia-se na simplicidade e se fundamenta em três princípios básicos: intensificação, economicidade e produtividade, definidos por Chiavenato (2002).

3ª Ênfase nas Pessoas:

O professor de Harvard Elton Mayo (1880-1949) é considerado o maior incentivador da Escola das Relações Humanas. Juntamente com Kurt Lewin (1890-1947), é responsável pela abordagem mais democrática da teoria da administração. A Escola das Relações Humanas, surgida em oposição e mesmo em linha de combate às teorias da administração coordenadas por Taylor e Fayol, propôs-se humanizar a administração das organizações. Ela enfoca o comportamento na administração. Considera a motivação do trabalhador como um elemento importante para a melhoria da produtividade. Desenvolve o conceito da humanização do local de trabalho. Por isso, nela são focados os aspectos ligados à comunicação, à liderança, à participação no processo de decisão, à satisfação no trabalho, ao comportamento grupal e à organização informal.

A Escola Comportamentalista, ou a teoria comportamental da administração, é derivada diretamente da Escola de Relações Humanas. Abandona as características prescritivas e normativas, presentes na Escola de Relações Humanas, para dedicar-se basicamente à ciência explicativa e descritiva. A herança mais importante trazida para a

abordagem comportamentalista veio de Kurt Lewin (1890-1947). Como psicólogo Lewin tentou estabelecer uma ligação entre a teoria social e a ação social.

4ª Ênfase nas Tecnologias:

Com o desenvolvimento da informática, da automação e mais recentemente com o advento da era do conhecimento, da era da informação e da era digital, a tecnologia passou a moldar a estrutura da organização e a condicionar o seu funcionamento de modo a permitir extrair dela o máximo proveito. O papel da tecnologia na determinação da estrutura e funcionamento das organizações passou a ser também preocupação dos modelos de gestão administrativa. Rocha (2003) apresenta o Modelo Evolutivo como uma saída para as organizações que querem valer-se do avanço da tecnologia:

“Temos aplicado o Modelo Evolutivo para representar os processos de inovação e difusão de tecnologia, explicar e entender suas motivações e dinâmicas. Trata-se de um sistema aberto, dinâmico e não linear, que exibe as capacidades de aprendizagem e auto-organização. As propriedades decorrem de suas características globais e não de quaisquer de suas partes consideradas isoladamente. Tais capacidades são obtidas por meio da comunicação, compreendendo as interações entre os processos de decisão ou regulação, viabilização e ação, bem como dos fluxos da informação entre seus agentes” (ROCHA, 2003, p. 133).

A ênfase na tecnologia hoje exige que as organizações trabalhem de forma sistêmica. A palavra sistema vem do grego “synhistanay”, que significa “colocar junto”. Maximiano (2002, p.356) define sistema como um todo complexo ou organizado, conjunto de partes que interagem e funcionam como um todo. Fundamentalmente, conforme essa definição, é que o modelo sistêmico de trabalho enfatiza a compreensão do todo mais do que o mero conhecimento das partes, e que ele exige que cada um dos elementos da organização, como o conjunto deles, se relacionem para formar o todo da organização.

Pensadores como Konrad Lorenz, que se destacou na medicina; Gregory Bateson, antropólogo social; Benoit Mandelbrot, matemático; Ilya Prigogine, físico-quimico; Peter Senge, Peter Drucker e Dee Hock, administradores, há muito tempo vêm utilizando o modelo sistêmico para ajudar a sociedade a entender e a dar soluções para problemas complexos.

As teorias sistêmicas das organizações aproveitaram os conceitos e metodologias de análise de outras ciências. Particularmente da cibernética. Rocha (2003) diz que cibernética é uma palavra de origem grega que foi usada por Wiener em 1948, a partir da idéia do timão das embarcações, que compreendia o controle das máquinas pelo homem. Isto é, envolve estudos relacionados com a comunicação e com o controle das máquinas, ou ainda as relações entre homem e máquina. Nessa concepção, entendendo-se a organização como sendo um sistema sócio-técnico formado por pessoas ou por componentes físicos, no qual interagem dois subsistemas intimamente interdependentes: o subsistema humano (com as pessoas e suas relações) e o sistema sub-tecnológico (com as tarefas e os equipamentos).

5ª Ênfase no Ambiente:

O ambiente de trabalho está mudando muito depressa, porque o mundo também está mudando da mesma forma. Muitas forças diferentes fora e dentro da organização influenciam o desempenho administrativo da organização. As rápidas mudanças tecnológicas, políticas, sociais, culturais, econômicas, demográficas, ecológicas e outras fazem com que o ambiente ganhe importância nas organizações. Desta forma, para além das variáveis endógenas, a organização precisa considerar, de igual modo as variáveis exógenas. Pode ser que não existe uma única maneira de organizar a instituição e que essa maneira depende das características do ambiente em que está inserida a organização e de onde se extraem as entradas (imputs),

necessárias ao funcionamento da organização, e para onde se encaminham às saídas (Outputs), finalidade da organização.

6ª Ênfase nos Clientes:

As organizações não podem esquecer seus clientes. Silva (2002), ao referir-se aos clientes nas organizações, os caracteriza como sendo as pessoas que delas compram produtos ou serviços.

Ressalta o autor, que a sobrevivência e o sucesso de uma organização estão diretamente relacionados à sua capacidade de atender as necessidades de seus clientes. Em se tratando de uma organização educativa, o atendimento ao cliente é um pouco diferente. Em tal tipo de organizações é necessário atender a necessidade dos clientes, sim, mas sem perder os fins específicos da escola, que é oferecer ensino de qualidade, princípios e valores que possam fazer com que o estudante aprenda para a vida. Sendo assim, o ponto de partida na busca da excelência do desempenho de uma organização é conhecer as necessidades atuais e futuras dos clientes. Por isso é que se diz que a organização tem sucesso quando centra o foco no cliente e o foco do cliente, isto é, a organização precisa focar o cliente e ao mesmo tempo atender às necessidades do cliente. Para isto, as organizações precisam desenvolver estratégias, planos de ação e processos que mostrem ao cliente perspectivas de satisfação para o presente e para o futuro. O foco no mercado mantém a organização atenta às mudanças no ambiente externo, principalmente no que diz respeito aos concorrentes e à movimentação dos clientes em relação a novas demandas e necessidades. Essas preocupações são fundamentais para o aumento da competitividade da organização.

7ª Ênfase nos conceitos emergentes das organizações:

Os novos conceitos emergentes provocam mudanças em todos os âmbitos da vida. Para lidar com este mundo em mudanças e para sobrevir nele, as organizações passam efetivamente a desenvolver novos conceitos e técnicas de gestão. A seguir, são relacionados e comentados alguns desses conceitos e técnicas que estão emergindo, a partir de Maximiano (2002). Entre eles, o da gestão estratégica, foco desse estudo:

1- Downsizing: Com a necessidade de buscar maior eficiência na utilização de

seus recursos e redução de custos, as organizações achataram a hierarquia e simplificaram seus processos de trabalho. Silva (2002) define downsizing como um processo de redução de empregados em uma organização. O downsizing provoca rotatividade de funcionários, com a demissão voluntária, por razões de insegurança.

2- Reengenharia: A idéia básica da reengenharia é a do redesenho dos processos

administrativos. Maximiano (2002) define esta técnica como sendo um reinventar a organização, desafiando suas doutrinas, práticas e atividades. Ela redesenha os processos para otimizar os recursos de maneira inovadora, com o fim de colocar a organização numa posição competitiva.

3- Benchmarking: Esta é uma técnica que busca aperfeiçoar as melhores práticas

da administração para ganhar vantagens competitivas através de um recurso que consiste em fazer comparações e procurar imitar as melhores organizações, especialmente as concorrentes. Maximiano (2002) destaca cinco etapas de um projeto de benchmarking: planejamento (definição das melhores práticas a serem copiadas ou imitadas); análise (estudo e interpretação dos dados coletados); integração (definição das modificações); ação

(implementação das modificações); maturidade (emprego ou incorporação das melhores práticas). Silva (2002) define benchmarking como um processo contínuo de comparação de estratégias, de produtos, de serviços e de processos de uma organização com as de outras organizações bem sucedidas dentro do mesmo ramo.

4- Flexibilização: Diante do mundo em constante evolução, o homem vê-se

obrigado a uma contínua adaptação organizacional, a ser flexível. Flexibilizar é tornar-se maleável. Flexibilização é a capacidade dos indivíduos de renunciar a seus costumes, se necessário, e adaptar-se às novas circunstâncias, às alterações na ordem social e às constantes inovações tecnológicas.

5- Globalização: Em conseqüência da verdadeira revolução das tecnologias e do

conhecimento, entra-se no século XXI interligado, e isso independente de se desejá-lo ou não. Por causa deste movimento de transformação pelo qual está passando a sociedade, ela já foi rotulada de várias formas: a terceira onda, por Alvin Toffler; a sociedade da informática, por Adam Schaft; e a aldeia global, por McLuhan.

6- Qualidade Total: Esse conceito e exigência surgiram para se obter excelência

na qualidade dos produtos, dos serviços e processos da organização, em vista da satisfação, fundamentalmente do cliente, interno ou externo, mas também dos "stakeholders" (entidades significativas na existência da organização) e também da excelência da organização.

7- Equipes de Alto Desempenho: Acredita-se que nunca se falou tanto em

trabalho em equipes como nos últimos tempos. As organizações estão migrando velozmente para um trabalho desse tipo. Rocha (2003), define essa modalidade de agrupação como

equipes que obtém resultados positivos acima da média e assumem liderança dentro da área específica de sua atuação. Destaca que elas deveriam ter, entre outras as seguintes características: princípios éticos, valores, capacidade de aprendizagem, competência e conhecimentos relacionados com os negócios, atitude cooperativa, alta responsabilidade, clareza nos objetivos e compromissos.

8- Gestão Estratégica: O conceito de estratégia nasceu da necessidade de realizar

objetivos, metas em situações de concorrência. A gestão estratégica busca uma vantagem competitiva e um futuro bem-sucedido por meio do gerenciamento de todos os recursos disponíveis. Ela evolui e atualmente seu principal valor é ajudar as organizações a operar de maneira bem-sucedida em um ambiente dinâmico e complexo. As organizações, para serem competitivas em ambientes dinâmicos e complexos, precisam tornar-se menos burocráticas e mais flexíveis. Entende-se por organizações burocráticas as que estão muito hierarquizadas, com estrutura de poder centralizada e vertical. As organizações flexíveis têm uma estrutura que facilita as relações de poder, a partilhar as decisões. Diante de ambientes complexos e dinâmicos, pode-se dizer que não existe mais uma vantagem competitiva permanente, pois as organizações precisam desenvolver continuamente flexibilidade em suas estratégias. Necessitam aprender, ou melhor, ter a capacidade de mudar de uma estratégia dominante para outra, isto é, fazer gestão estratégica na prática.

Tavares (2000), diz que a Gestão Estratégica iniciou com o Planejamento Financeiro, nas décadas de 50 e 60 do século passado, surgido com a preocupação de fazer o orçamento anual. Na ocasião, esse era o principal instrumento de acompanhamento da gestão organizacional. Na década de 70 do século XX surgiu o Planejamento a Longo Prazo. Este projetava as tendências e analisava as lacunas existentes na organização. Defendia que o futuro

podia ser melhorado fazendo uma intervenção no presente. Na década de 80, também do século passado, surgiu o Planejamento Estratégico. E centrou seu foco na análise das mudanças no ambiente externo e interno da organização. Foi na década de 90 que surgiu a formulação do modelo de Gestão Estratégica, embora esta sempre tenha existido, pois em todos os modelos de gestão das organizações sempre se procurou agir de forma estratégica. O modelo de Gestão Estratégica surgiu com o sentido de superar os problemas apresentados pelo Planejamento Estratégico, particularmente os relacionados à sua implementação.

1.2. A Gestão Estratégica nas Organizações:

Ao abordar o tema da gestão estratégica, pretende-se fazê-lo, em primeiro lugar, nas organizações em geral, posteriormente nas organizações educativas e, finalmente, nas organizações educativas da Rede La Salle.

1.2.1 A Gestão Estratégica:

A gestão estratégica tem como finalidade ajudar as organizações a operar de maneira bem-sucedida em ambientes dinâmicos e complexos, e de criar diferenças significativas em relação a outras organizações congêneres. Isto é, a gestão estratégica ajuda as organizações a encontrarem respostas mais eficientes e eficazes, a fim de se tornarem vencedoras. Uma boa gestão estratégica é um processo de decisão que leva em conta as oportunidades com que a empresa conta e as ameaças com que se confronta em seu ambiente, mas considera também as forças que a animam e as fraquezas que a debilitam.

Alguns estudiosos desse modelo assim o definem:

“Gestão Estratégica envolve as seguintes atividades: acompanhamento, para monitorar o desempenho de processos, de acordo com indicadores de eficiência; avaliação, para medir a eficácia ou os impactos de políticas, planos, programas e/ou projetos, com apreciação das estratégias adotadas

pelas organizações; e prospectiva, para antecipar mudanças e adotar ações corretivas” (ROCHA, 2003, p. 01).

“A Gestão Estratégica enfatiza a análise e avaliação das oportunidades e ameaças do ambiente dada as forças e fraquezas da organização, tendo em vista desenvolver o seu futuro, definir os seus objetivos e estratégias, em contexto dinâmico e incerto” (CARDOSO, 2001, p. 36).

“Gestão Estratégica é o conjunto de decisões e ações estratégicas que determinam o desempenho de uma corporação a longo prazo” (HUNGER e

WHEELEN, 2002, p. 45).

Essas três definições apresentam pontos em comum. Todas envolvem atividades, tempo e acompanhamento. As atividades são as de monitoramento, de avaliação e de prospectiva. O tempo é entendido como fator importante para avaliar a organização. O acompanhamento é importante numa organização para o desempenho das atividades principalmente de longo prazo.

O recurso à estratégia nasceu da necessidade de se alcançar objetivos em situações de concorrência. Esta, nos dias de hoje, ocorre particularmente nos negócios. Para as organizações sobreviverem, precisam ter bem claro seu objetivo e buscar estratégias para alcançá-lo. A palavra estratégia envolve também certa conotação de astúcia. Isto é, a busca da melhor forma para sair bem no que se empreende, Matus (1996; p.28) encontra para esta palavra estratégia, pelo menos, quatro interpretações úteis:

1. Estratégia como modo de indicar alguma coisa importante ou indispensável para se

alcançar um objetivo futuro e transcendente.

2. Estratégia de um jogo esportivo, entendida como um modo de superar os

obstáculos apresentados por um adversário que admite ter objetivos que conflitam com os da gente.

3. Estratégia na teoria matemática dos jogos, conceito que interessa ao cálculo

interativo formalizado.

4. Estratégia como modo de lidar ou cooperar com o outro em um jogo social para

vencer sua resistência ou obter sua colaboração.

Maximiano (2002, p. 379 - 380) apresenta definições de estratégia segundo diversos autores:

1. De acordo com Henry Mintzberg, ela é uma forma de pensar o futuro, integrada no

processo decisório. É um procedimento formalizado e articulador de resultados. E ainda, uma programação de trabalho.

2. Para H. Igor Ansoff, explica a estratégia por meio das seguintes expressões:

estratégia é o negócio em que a pessoa está metida; estratégias são as tendências que ocorrem no mundo das organizações; ou são as decisões que se tomam para gerir a organização.

3. Segundo Richard Pascoale, estratégia é um processo de selecionar oportunidades,

definidas em termos de encomendas a serem atendidas e produtos a serem oferecidos, e, ao mesmo tempo, é a tomada de decisões sobre os investimentos de recursos, com a finalidade de atingir objetivos da organização.

4. De acordo com Alfred D. Chandler, a estratégia deve ser definida como o processo

de estabelecer metas e objetivos de longo prazo para a organização, e de adotar cursos de ação e alocar recursos para atingi-los. Em suas conclusões, este

historiador, enfatizou a importância do processo de planejamento, para definir objetivos de longo prazo e os meios de realizá-los.

5. Conforme Hampton, a estratégia é um plano que relaciona as vantagens da

organização com os desafios do ambiente onde ela está inserida, sendo o desafio da estratégia adaptar a organização, com sucesso, a seu ambiente.

Para Porter (1999), estratégia, sob o ponto de vista militar, é a disposição das tropas com vista a alcançar a vitória sobre o inimigo. E, estratégia sob o ponto de vista organizacional, é a formulação de um plano integrado de objetivos, políticas e ações da organização, com vista a alcançar o sucesso, isto é, a criação de uma vantagem competitiva sustentável. Criar uma tática diferenciada para mudar as regras do jogo. Sendo possível mudar as regras do jogo, é possível neutralizar os concorrentes. Enquanto esses ficarem