• No results found

Presentasjon av materiale fra Statens vegvesen

3.4 Materiale og materialinnsamling

3.4.1 Presentasjon av materiale fra Statens vegvesen

Quando discutimos o exercício do trabalho docente, logicamente a questão da identidade profissional é essencial. Nem é suficiente um professor muito dedicado que não tenha condições objetivas de um exercício prático adequado, nem o contrário, um professor que tenha ótima formação mas pouco interesse. Ou seja, a relação desses dois elementos é intrinsecamente necessária.

O aspecto objetivo pode ser caracterizado como profissionalização, já o aspecto subjetivo como profissionalismo (LIBÂNEO, 2000, 2001). O elemento objetivo diz respeito à formação inicial e continuada em que o professor aprende a desenvolver suas competências, habilidades e atitudes profissionais como remuneração e condições de trabalho (ambiente e clima de trabalho). O elemento subjetivo diz respeito ao domínio da matéria e dos métodos de ensino, dedicação e participação coletiva na construção do projeto pedagógico (LIBÂNEO, 2001).

A profissionalidade 57 é a soma da profissionalização com o profissionalismo. Uma não vive sem o outro, como já afirmamos anteriormente. Por isso, o exercício docente só é verdadeiramente adequado quando a união dos saberes e da prática profissional, mais a história de vida do professor, estão interligadas. Isto é, a motivação pessoal, através do profissionalismo, não pode estar separada da atitude profissional através da profissionalização.

A profissionalização docente está diretamente ligada à organização dos professores, de sua participação em sindicatos e organizações políticas que lhes dêem condições de poder questionar seu valor e procurarem seus direitos sociais. A autonomia do professor, seja na escola ou na vinculação com as Secretarias Estaduais ou Municipais de educação, deve ser respeitada.

A construção da autonomia docente se dá através da participação coletiva em grupos organizados, iniciados e decididos no próprio local de trabalho. Essa preparação e organização que reivindica os direitos e condições adequadas de trabalho pode servir para pôr fim à precarização docente e à degradação social que estão presentes diretamente na realidade empregatícia do professor brasileiro.

Ao mesmo tempo em que o professor deve preservar seus direitos sociais através da organização coletiva, procurando sempre aprimorar seu trabalho, por outro lado as mudanças sociais e tecnológicas na organização social demandam novas funções dos docentes. Os professores estão assumindo responsabilidades educativas que corresponderiam a outros agentes de socialização (IMBERNON, 2005, p.34).

Um exemplo dessas novas funções e práticas é a formação continuada que supõe um desenvolvimento pessoal e profissional do professor, em que este passa a se envolver na organização da escola, através da discussão sobre currículo, atividades de assistência pedagógico-

didática junto à coordenação pedagógica, nas reuniões pedagógicas e conselhos de classe (LIBÂNEO, 2001).

A identidade do professor depende diretamente de sua atividade profissional e institucional. A organização do trabalho docente passa pela convivência com outros colegas através do clima e ambiente da escola, entendendo que o local de trabalho é fator-chave na adequada prática profissional. O que o professor precisa é desenvolver a capacidade de dar respostas criativas conforme cada situação. Não precisa tanto saber aplicar regras já estabelecidas, mas construir estratégias, descobrir saídas, inventar procedimentos (LIBÂNEO, 2001, p.67).

No geral, as competências, estruturadas pelas qualidades, capacidades, habilidades e atitudes do professor são a base de sua formação profissional. São essas habilidades que dão contorno à prática do professor. Cabe ao docente saber manejar adequadamente as regras, cumprindo crítica e criativamente suas tarefas, sempre valorizando a autonomia de trabalho.

O tema da profissionalização docente, conforme apontado no relatório de pesquisa de Rodrigues (2005), tem sido subdividido em várias linhas de trabalhos, tais como: sindicalização, ação coletiva e identidade profissional. No mesmo sentido, a identidade profissional é a temática mais estudada e justificada aí pela dificuldade de democratização do ensino em nosso país, pois a gravidade do trabalho do professor se manifesta nas perdas salariais, verticalização das políticas educacionais e a própria precarização do trabalho do professor no Brasil ocorrida nos últimos anos. Esse processo é contraditório, pois ao mesmo tempo em que há uma depreciação do trabalho do professor contrariamente tem havido mais investimentos e também interesse do Governo no financiamento de uma educação supostamente de maior qualidade.

A grande maioria das reformas colocam peso substancial na profissionalização dos professores, implicando a melhoria na formação inicial, a definição de saberes profissionais, um maior relacionamento entre saber teórico e saber prático, formação continuada, além de remuneração e condições de trabalho (LIBÂNEO, 2000, p.50).

Por outro lado, no entanto, o que temos visto é uma demasiada dependência dos professores em relação às propostas curriculares, associada a mecanismos de avaliação externa, podendo levar a uma padronização do trabalho docente e [...] tornando o professor um fazedor não-pensante (LIBÂNEO, 2000, p.50). Além disso, a duplicação da jornada de trabalho tira do

professor a possibilidade de ele refletir sobre seu fazer pedagógico, afetando diretamente sua identidade profissional.

De certa maneira, a própria instituição educativa só poderá ser repensada em sua função política, pedagógica e social se tiver, da parte dos professores, uma adesão a um pensamento crítico e reflexivo sobre sua condição profissional. O que é muito contraditório, como vemos atualmente, é se querer um professor crítico sobre sua prática, mas que não questiona sua situação profissional. É fundamental formar o professor na mudança e para a mudança por meio do desenvolvimento de capacidades reflexivas em grupo, e abrir caminho para uma verdadeira autonomia profissional compartilhada (IMBERNÓN, 2005, p.18).

O resultado da maior democratização no espaço escolar, no que tange à profissionalização do professor, será a transformação social, seja através da crítica à ideologia dominante, seja através de maior liberdade para o trabalho docente. Ser um profissional da educação significará participar da emancipação das pessoas. O objetivo da educação é ajudar a tornar as pessoas mais livres, menos dependentes do poder econômico, político e social (IMBERNÓN, 2005, p.28).

Aqui cabem as observações de Guimarães (2001) quando assinala que a investigação dos elementos subjetivos na constituição do professor tem ganhado destaque, sobretudo aqueles que se referem à identificação, adesão profissional, e os sentimentos relativos ao ser e estar na profissão.