6. Conceptualisation, Instantiation and Change The main focus of this chapter is to investigate how the zero vision is
6.2 THE ZERO VISION AND ORGANISATIONAL CHANGE If the zero vision is to have impact on road safety, it has to be
6.2.1 The PRA – “The zero vision is there and thus anchored”
8.1 Aspectos estruturais e dinâmicos do sistema da Inteligência Artificial
A história, às vezes pouco atrativa aos olhos dos homens como gênero, faz brilhar, por intermédio das janelas da alma, o inusitado, o retrato de uma nova realidade, frente a seus assemelhados, considerando a singularidade de cada criatura humana.
Isso comprova a identidade individual da espécie humana, que, ao mesmo tempo em que é composta de seres iguais, em suas peculiaridades e atributos, distinguem-se uns dos outros, o que é, por certo, uma das principais causadoras das desigualdades.
A questão que se põe e de que por vezes se esquece é que o homem sequer consegue explicar sua própria origem ou o sentido de sua vida de forma satisfatória. A crença nas hipóteses e nas suposições acaba dando respostas muitas vezes, vazias, paliativas e confortadoras dessas inquietações, mantendo a espécie humana em um sonho de ilusões.
Perdido na odisseia de seu eu, no abismo do desconhecido, proporcionado pela imensurável dimensão do universo que o cerca, o homem somente se vale dos limites de sua cognição para compreender o mundo que habita. Essa anomalia cognitiva acredita-se ser um dos maiores problemas da humanidade para seu desenvolvimento positivo e o enfrentamento dos desconhecidos desafios. Segundo Gardner (1995, p. 19),
Defino ciência cognitiva como um esforço contemporâneo, com fundamentação empírica, para responder a questões epistemológicas de longa data – principalmente aquelas relativas à natureza do conhecimento, seus componentes, suas origens, seu desenvolvimento e seu emprego. No desconhecido, a certeza passa a ser um juízo de improbabilidade, na medida em que ela e as convicções enfrentam no tempo uma verdade quase sempre provisória.
Essa ilusão como “ente” faz parte da realidade do homem, medeia suas inumeráveis tentativas pela compreensão de seu passado, presente e futuro, muitas vezes em vão, porque o referido exercício tem sua essência em causas pouco prováveis, dada a provisoriedade que ronda.
Isso acontece devido a uma complexa e influenciável força incontornável e incomensurável de variáveis visíveis e invisíveis que afetam a razão humana e as faculdades intelectivas dessa espécie. O limitado e insuficiente conteúdo do saber proporcionado pelas normas cognitivas que o estruturam também é contribuinte dessa fatalidade. Segundo Penrose (2014, p. 1375)
Más que intentar responder a la pregunta <<quê>>?, lá mayoría de los científicos modernos tratarán de evitarla. Intentarán argumentar que la pregunta há sindo mal planteada: no deberíamos preguntar qué es la realidade, sino meramente como se comporta <<Cómo>>? Es, de hecho, una pregunta fundamental que podemos considerar que há sido uno de los intereses principales de este libro. Cómo describimos las leyes que rigen nuestro universo y sus contenidos?
Essa misteriosa relação sobre o conhecimento apresenta-se como uma questão delicada para a espécie humana que o concebe como algo exclusivo, particular, incopiável e irreproduzível por qualquer outra forma de inteligência, pois no universo da realidade tomada para si passa a pensar que reina soberanamente.118 As máquinas provavelmente se afiliam ao conhecimento por
descrição na denominação russeliana do termo, dada sua natureza inanimada, sem ter o prejuízo quanto aos aspectos qualitativos e quantitativos sempre que a natureza humana se encarregar de programá-la e introduzir técnicas cognitivas que reproduzam a condição análoga à espécie humana. Para Ganascia (1997, p. 72) seria o estatuto básico do conhecimento ou regra matriz do conhecimento albergado entre homens e as máquinas:
118 Segundo Ganascia (1997, p. 73): “Lembremos uma distinção clássica entre dois sentidos do termo
“conhecimento”, um sentido forte, segundo o qual, o conhecimento provém de uma intimidade, de uma familiaridade de um contato prolongado com as coisas; e um segundo o qual o conhecimento é transmissível, é ensinado. Entendido na primeira acepção, o conhecimento é eminentemente subjetivo, é o fruto de uma experiência pessoal e de uma história individual, enquanto, no segundo sentido, o conhecimento designa aquilo que pode ser extraído da relação privilegiada entre um sujeito e um objeto e que, por isso, pode ser transmitido. Para retomar os termos empregados por Bertrand Russell, isso leva a distinguir entre um conhecimento por frequentação, isto é, por contato pessoal, e um conhecimento por descrição”.
Tornou-se claro, então, que não havia forma milagrosa, solução universal, palavra mágica. Rápidamente, nos demos conta de que não poderemos pretender que uma máquina fosse inteligente, a não ser que ela dispusesse de um saber análogo ao saber humano e de conhecimentos numerosos e variados.
A dificuldade do homem em realizar suas ações isentas de parcialidade e de influências internas e externas acontece pela natureza aberta de seu sistema cognitivo, em que ele é um elemento marcado pelo metabolismo da transformação de natureza biológica, e não simplesmente pela retroalimentação de dados e informações como acontece nos sistemas cibernéticos tecnológicos.119 Esse caráter
duvidoso, marcado pela ausência de uma garantia da certeza, da previsibilidade, gera insegurança pela falta de exatidão dos fins almejados, e isso contribui, na contemporaneidade, para o surgimento de novas formas de linguagem e, com elas, de inteligência ao estabelecimento não somente da comunicação, mas como instrumento de realização de suas ações no campo da previsibilidade e da certeza. Isso parece essencial no direcionamento do homem na travessia do novo milênio. Para Arendt (1979, p. 40)
O problema, contudo, é que, ao que parece, não parecemos estar nem equipados nem preparados para esta atividade de pensar, de instalar-se na lacuna entre o passado e o futuro. Por longos períodos em nossa história, na verdade no transcurso dos milênios que se seguiram a fundação de Roma e que foram determinados por conceitos romanos, esta lacuna foi transposta por aquilo que, desde os romanos, chamamos de tradição. Não é segredo para ninguém o fato de essa tradição ter-se esgarçado cada vez mais à medida que a época moderna progrediu. Quando, afinal, rompeu-se o fio da tradição, a lacuna entre o passado e o futuro deixou de ser uma condição peculiar unicamente à atividade do pensamento e adistrita, enquanto experiência, aos poucos eleitos que fizeram do pensar sua ocupação primordial. Ela tornou-se realidade tangível e perplexidade para todos, isto é, um fato de importância política.
119 Para Lévy, “Não somente cada palavra transforma, pela ativação que propaga ao longo de certas
vias, o estado de excitação da rede semântica, mas também contribui para construir ou remodelar a própria topologia da rede ou a composição de seus nós. Quando ouvi Isabela declarar, ao abrir uma caixa de raviólis, que não se preocupava com dietética, eu havia construído uma certa imagem de sua relação com a comida. Mas ao descobrir que ela comia uma maçã “por suas vitaminas” sou obrigado a reorganizar uma parte da rede semântica a ela relacionada. Em termos gerais, cada vez que um caminho de ativação é percorrido, algumas conexões são reforçadas, ao passo que outras caem aos poucos em desuso. A imensa rede associativa que constitui nosso universo mental encontra-se em metamorfose permanente. As reorganizações podem ser temporárias e superficiais quando, por exemplo, desviamos momentaneamente o núcleo de nossa atenção para a audição de um discurso, ou profundas e permanentes como nos casos em que dizemos que “a vida” ou “uma longa experiência” nos ensinaram alguma coisa (LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática; tradução Carlos Irineu da Costa. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. 34, 2011, p. 24)”.
As novas redes de comunicação, de diálogo, de conexão apresentam-se com mais eficiência, pela velocização da vida de um modo geral. Como um produto oriundo da revolução industrial a serviço do capitalismo, elas têm proporcionado uma agilidade maior na integração das efervescências cognitivas existentes.
No entanto, esse fenômeno somente se concretiza com o reconhecimento de uma nova tecnologia capaz de integrar, unificar e uniformizar dados e informações bem como possibilitar que essa nova forma de inteligência possa armazenar dados e informações, a partir de padrões de segurança comprováveis pelos critérios próprios de sua natureza. Isso responde, de forma clara e objetiva, às questões que possam envolver outras ciências que demandem o uso das técnicas cognitivas da IA.
Para isso, a Inteligência Artificial sofreu grandes mudanças, não somente pela resistência – credibilidade e confiança dos seus métodos – mas pela necessidade de se fazer uma forma cognitiva igual ou superior à inteligência humana no desígnio de suas atribuições. Para Ganascia (1997, p. 44):
A IA apelou, inicialmente para outras disciplinas, como a lógica ou a linguística, que se preocuparam antes dela com a noção de sentido. Em seguida, ela foi levada a forjar suas próprias ferramentas, apelando à noção de símbolo e depois as de conhecimento e representação.
Os vícios comuns à espécie humana, seus limites e suas dificuldades devem ser superados com o advento dessa nova forma de inteligência, passando suas ações a serem realizadas por novas formas e novos métodos, capazes de compensar as debilidades humanas. A complementação às ações do homem são recursos tecnológicos que começam a surgir e ganham espaço e destaque em meio a sua limitada inteligência e suas condições.
A nova forma de inteligência fomenta e fornece a disponibilidade de se alcançar a realização das ações humanas por intermédio de um sistema de programação artificial, em que a metodologização das ações humanas passa de seus limites, costumeiramente questionados e indissolúveis (sem resolução), como historicamente se tem provado. Isso advém da impossibilidade do próprio homem em cingir-se instrumentalmente em suas ações da morfogênese, resiliência e unidirecionalidade.
Suas limitações têm trazido o questionamento e a reflexão sobre a possibilidade de se dizer o mundo, por intermédio de uma inteligência distinta embasada em uma linguagem artificial, que atue complementarmente ou, em algumas circunstâncias, substitutivamente porque muitas das ações humanas não pressupõem mais uma atividade cognitiva reflexiva e tão somente de mera reprodução (repetibilidade).
No ambiente do intelectual das ciências jurídicas, muitos casos, após exaustiva discussão da matéria de Direito, assentam-se em uma tese jurídica denominada de precedente. Semelhante técnica de estabilização do sistema das decisões para uniformização, estabilização, previsibilidade e segurança do Direito e da Justiça é secular e tem-se mostrado com características positivas no ambiente familiar jurídico da família processual da common law em que a civil law vem-se inspirando em característico comportamento intercambial intelectual há tempo.
O novo-reformado Código de Processo Civil nacional traz o instituto da Instauração de Incidente de Resolução de Demanda Repetitiva (IIRDR), o qual irradia a técnica do precedente judicial com vocação verticalizadora e vinculativa. A discussão encerrou-se no ambiente ideológico e hermenêutico interpretativo de uma questão de ordem jurídica com relação ao fato e à juridicidade normativa.
Isso significa dizer que a fixação da tese permite que seja desenvolvido por intermédio de uma matriz de caso um sistema em programação que, em linhas gerais, possa identificar, conciliar e replicar a decisão do precedente já firmado. Segundo Kevin Knight (1993, p. 291)
A principal ideia por trás das redes semânticas é que o significado de um conceito vem do modo como ele é conectado e outros conceitos. Em uma rede semântica, as informações são representadas como um conjunto de nós conectados entre si através de um conjunto de arcos marcados, que representam relações entre nós.
Essas novas condições, ou seja, com o reconhecimento e a implantação de uma nova inteligência em que se fazem presentes os atributos diferenciais mencionados, a nova linguagem seria capaz de proporcionar que os resultados desejados sejam efetivamente obtidos.
A partir de uma verificação capaz de fazer com que os erros estimulem sistematicamente a correção das estruturas e com isso os objetivos pretendidos sejam alcançados proporcionados pelo foco em resultados predeterminados, no 9º Brazilian Conference on Dinamics, Control and their Aplications, é possível extrair uma melhor compreensão da dinâmica tecnologia das redes neurais artificiais.120
É possível extrair-lhe as informações e os dados a serem convertidos em símbolos, axiomas, teoremas compostos por toda uma gramática tecnológica para que se possa chegar aos mesmos resultados firmados no precedente definido e em um código fonte.
Para que isto aconteça, resta teorizar o esquema de funcionamento e transformá-lo em regra a ser inserida dentro do ordenamento jurídico com um instituto de Direito.
Disso ou para que tal propósito avance com higidez, registram-se algumas das mais relevantes incógnitas no ambiente dogmático jurídico, tais como: a definição conceitual efetiva do que seja a Inteligencia Artificial, como se dá seu conhecimento, sua estrutura e como consegue, por meio de suas técnicas, captar e relacionar os atos e os fatos da vida social.
É importante correlacionar os dispositivos que impõem a regra de conduta mediante sanção legal, dentre outras inúmeras questões pertinentes e essenciais para que existam e sejam superadas, pois não mais se pode aceitar o sacríficio da vida humana em função da incerteza e da insegurança, quando existem “meios” compatíveis para evitá-las.
120 “As Redes Neurais Artificiais (RNA) são concepções em hardware e/ou software que exibem
capacidade de aprender com a experiência. Para se conseguirem resultados desejados, ou seja, que a rede apresente condições de efetuar diagnósticos complexos como é o caso do reconhecimento de padrão, previsão, etc redes deverão apresentar configurações formadas por várias unidades de “neurônios”, dispostas em fileiras, compondo um arranjo complexo de interligações. As interligações são formadas por pesos (sinapses) que devem ser ajustados em função de um conjunto de padrões que produzam saídas desejadas. Esta atividade é definida como sendo Treinamento ou Aprendizado, sendo elaborado em off-line. Uma vez ajustada, a rede deverá ser capaz de emitir, para padrões não constantes no conjunto de treinamento, um diagnóstico com precisão satisfatória. Este diagnóstico pode ser efetuado sem custo computacional. Isto, a princípio pode ser visto como uma possibilidade de viabilização da análise em tempo real. / A maioria das redes neurais feedforward supervisionadas encontradas na literatura é treinada utilizando o algoritmo retropropagação (back propagation), o qual é considerado um benchmark em termos de precisão. [...] Portanto, a superioridade dessa metodologia consiste no design do código-fonte abstraindo-se os modelos físicos de acordo com o pensamento humano (classes, hierarquias e poliformismo) (CAMPOS, José R. et al. Implementação de redes neurais artificiais utilizando a linguagem de programação Java. In: Brazilian Conference on Dynamics, Control and their Applications, 9. Serra Negra, SP: DINCON’10, 11 jun. 2010. Anais. Disponível em: <http://www.sbmac.org.br/dincon/trabalhos/PDF/control/67995.pdf>. Acesso em: 19 abr. 2013, p. 391).”
Uma decisiva questão é saber se uma atividade intelectual pode ser realizada pela máquina, temática que é tratada de forma mais estruturada no capítulo 9.2, quando da teorização dos métodos da Inteligência Artificial, mas que não dispensa de certa forma uma posição exaurível do presente capítulo.
Nesse sentido, Ganascia (1997, p. 17): “Se procurarmos cadastrar as profissões intelectuais e se pensarmos na atividade dos médicos, arquitetos, engenheiros, financistas, há sempre uma parte que pode ser sistematizada pela máquina”. E complementa Santinover (2007, p. 66)
Como a rede pode se adaptar a essas mudanças nas regras ocultas que governam as alterações de preços? Da mesma maneira que nossos investidores aposentados fazem: eles não passam alguns anos treinando com o teletipo para depois ficar aplicando o que absorveram sem qualquer treinamento ulterior. Ao contrário, depois de (talvez) um período inicial de investir em maus papéis, continuam a aprender por meio de seus erros. E isso que acontece também com as redes artificiais realmente em uso pelos investidores para suplementar as redes biológicas contidas em suas próprias cabeças. A cada noite, depois do fechamento do mercad, a rede é retreinada nos (digamos) quatro últimos anos de dados precedentes, excluindo-se um dia do começo e adicionando-se os dados do ultimo dia. Tal afirmação não afasta a necessidade conceitual de Inteligência Artificial que aparece sempre importante como método pedagógico de firmar sua real definição e que parece muito mais coerente conceituar neste instante pela materialização dos elementos que a estruturam, contribuindo assim para o melhor entendimento sobre quais são elementos estruturantes por trás da referida inteligência.121 Considerando que a linguagem tem em si um conteúdo convencional
e de arbítrio humano, a dificuldade a ser superada foi a de dar às máquinas a capacidade de reproduzir as convenções humanas e suas arbitrariedades.
Para isso, o desenvolvimento simbólico foi moldado para atingir o cerne do estatuto do conhecimento humano.122 Para facilitar dizer o que pretendia a
121 Ganascia (2011, p. 46) esclarece: “Levando em conta todas essas considerações, os lógicos
construíram linguagens desprovidas de todas as imperfeições das linguagens humanas. Denominadas linguagens formais, elas são definidas a partir de um conjunto de sinais, o que, em termos técnicos, se chama um alfabeto, e de um conjunto de regras de gramática que permitem diferenciar as sequência de sinais que exprimem alguma coisa, isto é, as expressões, daquelas que não imprimem nada”.
122 Segundo Ganascia (2011, p. 55), “Segundo a etimologia, a palavra símbolo provém do grego
antigo symbolon, objeto de argila que era quebrado em dois ao fim da estada de um estrangeiro numa casa amiga. Cada um dos dois, hóspede e anfitrião, conservava uma das metades. Esses dois pedaços eram, então, transmitidos de geração em geração, numa época em que as viagens eram raras e mais demoradas que hoje. Juntando as duas partes, era possível provar as relações de
Inteligência Artificial na sondagem do estatuto do conhecimento humano para reproduzir suas convenções e as respectivas arbitrariedades, é essencial ter de forma clara e evidentealguns de seus principais conceitos elementares. Ganascia afirma (1997, p. 110-117):
Teorema: enunciado demonstrável numa teoria. No caso dos sistemas simbólicos, os teoremas são expressões derivadas dos axiomas, com ajuda de regras de derivação.
Axiomas: verdade evidente e não demonstrável. No caso dos sistemas simbólicos, os axiomas designam expressões colocadas a priori, como teoremas, sem que sejam objetos de demonstrações.
Sistema simbólico: os sistemas simbólicos foram definidos pelos matemáticos para dar sentido às expressões, sem fazer referências a convenções arbitrárias. Com esse fim, os sistemas simbólicos partem de axiomas para construir teoremas, com a ajuda de regras de derivação. Tanto os axiomas quanto as regras de derivação exprimem-se numa linguagem formal perfeitamente definida, o que permite uma programação informática dos sistemas simbólicos. Sua intensa operacionalização informática, contudo, conduziu a certos fracassos. Foi isso que levou os especialistas em inteligência artificial a recorrer à noção de heurística. Heurísticas: do grego heuristikein, que quer dizer “achar”, as heurísticas designam métodos que auxiliam a descoberta. São particularmente úteis em inteligência artificial, quando se procura apelar aos sistemas simbólicos, porque elas permitem discernir, no conjunto das derivações possíveis, aquelas que têm mais condições de conduzir a um sucesso.
Regra de derivação: procedimento mecânico definido no âmbito de um sistema simbólico e com a ajuda do qual os teoremas são automaticamente engendrados, a partir de axiomas ou de teoremas já demonstrados.
Regra de inferência: uma inferência é uma operação formal pela qual se deriva uma proposição, a partir de outras proposições. No âmbito dos hospitalidade tinham sido anteriormente estabelecidas entre as duas famílias. Por derivação, símbolo é que aquilo que designa outra coisa em virtude de uma correspondência analógica. Os sistemas simbólicos possibilitam construir objetos informáticos complexos. Em que medida estes objetos são capazes de corresponder a outros objetos, de designar outras coisas além deles mesmos. Em outras palavras, em que sentido são simbólicos os sistemas simbólicos? / É isso tentaremos compreender agora. No símbolo antigo, isto é, no objeto quebrado em dois, as saliências de uma das metades devem coincidir com as cavidades da outra, e vice-versa. Da mesma forma num sistema simbólico, a destinação entre teoremas e não teoremas corresponde analogamente à separação entre o mundo real e um mundo virtual formado por expressões. Duas noções são então correntemente utilizadas