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Porter´s fem krefter (konkurrentanalyse)

8.2 A NDRE ANALYSER (PESTEL, VRIO, P ORTER ’ S FEM KREFTER OG SWOT)

7.2.2 Porter´s fem krefter (konkurrentanalyse)

glamour e o underground gay

Tanto a divulgação do LP Feitiço como o espetáculo que levou o mesmo nome, foi pensado de forma estratégica pela nova gravadora do artista. Esta incluiu especiais para TV e uma turnê pelas principais capitais das regiões do Norte e Nordeste do Brasil, seguindo depois para o eixo Rio-São Paulo. O Jornal da Tarde noticia em relação a esse episódio:

A partir de hoje, Matogrosso volta novamente à estrada para cumprir um extenso roteiro de lançamento do disco nas principais cidades brasileiras. A campanha planejada pela Warner, inclui ainda uma maratona de gravações: Fantástico, Brasil-Pandeiro, Globo de Ouro, especiais e entrevistas. A aventura termina em setembro, quando, finalmente, estréia o novo show, com o mesmo nome do álbum. Outra maratona: Feitiço entra em cartaz em Manaus e faz uma escalada por todo o país, com temporada no Rio e em São Paulo (LACERDA, 1978).

Após curta temporada na cidade de Manaus, o espetáculo Feitiço percorreu as Regiões Norte e Nordeste. A exemplo de apresentações feitas no Nordeste durante o segundo semestre de 1978, destacamos a cidade de Fortaleza, visto o caráter de popularização já analisado em item anterior, inerente a esse momento da carreira do artista. O espetáculo foi realizado no Centro de Convenções entre os dias 10 a 13 de Outubro de 1978, após a temporada o artista, juntamente com o jornalista Luiz Cruz,

visitou uma penitenciária feminina. O colunista Edmundo Vitoriano do Jornal O Povo atesta esse episódio: “Ney Matogrosso, na foto com Luís Cruz da biblioteca Circulante, visitou o presídio feminino e foi homenageado pelas detentas” (VITORIANO 1978). Ao contrário de outros espetáculos em que o artista estreava seu espetáculo no eixo Rio-São Paulo, Feitiço delineou o caminho inverso estreando em Manaus e em seguida contemplando as principais capitais das regiões Norte e Nordeste, que sempre ficavam por serem as últimas na transcorrer da turnê pelo país. Isso atesta o caráter da popularização desse artista, em função da penetração obtida pela grande mídia nas diversas regiões do país.

A única apresentação no ano de 1978 do show Feitiço na cidade do Rio de Janeiro deu-se em show beneficente na favela do Vidigal, com fins meramente filantrópicos, tendo sido pouco foi divulgado pela mídia naquela ocasião. A jornalista Leda Nagle, atesta esse acontecimento, afirmando. “.... na sua única apresentação carioca, subiu o Vidigal com renda destinada aos moradores da favela que, em mutirão, estão construindo com o dinheiro a infra-estrutura do morro.”(NAGLE, 1979)

Após o término da turnê pelas regiões Norte e Nordeste, o artista inaugura o Teatro da Galeria Alaska14-RJ, abrindo temporada oficial do espetáculo Feitiço em Janeiro de 1979. Antes de se transformar em um Teatro, no espaço da Galeria Alaska funcionava um cinema pornô, freqüentado por um público predominantemente homossexual. O local era conhecido entre os freqüentadores como sendo um espaço de encontro entre homossexuais masculinos. Nelson Mota, jornalista de O Globo, comenta a esse respeito: Seu show que inaugura uma ampla e simpática casa de espetáculo onde funcionou anos a fio o temido e lendário cinema Alaska reserva poucos, raros mesmo, espantos ao seu fiel e crescente público (MOTTA, 1979).

A repórter Leda Nagle atesta esse acontecimento acerca da inauguração do Teatro da Galeria Alaska, em matéria publicada no Jornal O Globo:

Vestido de ouro e prata, entre bananeiras e purpurina, Ney Matogrosso estréia, hoje à noite, com um show chamado “Feitiço”, um novo teatro no Rio: o Teatro Alasca. Durante os três últimos meses, Ney enfeitiçou platéias do norte, nordeste e interior paulista com sua voz rara de tenor branco e com a atraente flexibilidade de seu corpo bonito. Esse mato-grossense tinhoso e teimoso chega ao Rio em pleno verão, para fazer um show leve, alegre,

14 A Galeria Alaska fica situada no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro. O local era freqüentado à época

por grupos sociais estigmatizados entre: homossexuais masculinos e femininos, prostitutas, travestis, transexuais, michês (garotos de programa) entre outros grupos sociais que eram postos à margem do processo social. O show Feitiço de Ney Matogrosso inaugurou o Teatro Alaska onde permaneceu em temporada de 03 a 23 de janeiro de 1979, sempre às 21 horas.

despretensioso. “Feitiço” foi um show concebido para clube e como tal funcionou. Visitou também alguns estádios com capacidade para três mil pessoas (NAGLE, 1979).

Ney Matogrosso ainda em entrevista à jornalista Leda Nagle tenta justificar o porquê da inauguração do Teatro da Galeria Alaska em função de ser um espaço alternativo de circuito underground.

Já se fala no teatro Alaska (em forma de Arena, 400 lugares) como parte de um templo alegre. Ele ri. Templo por quê, lá tem santo? Mas fica sério para explicar que, ao decidir fazer a temporada, ele tinha duas opções. O Teresão, “sem ar condicionado”, um desrespeito ao público e ao artista” e um teatro novo, com ar condicionado, para ser inaugurado no verão( NAGLE, 1979).

O espetáculo Feitiço foi concebido dentro de uma perspectiva que remetia os tempos áureos da década de quarenta de nossa música com os musicais produzidos em estilo de Teatro de Revista, tendo como cenário bananeiras e bananas, apontando para o clima tropical de nosso país. Ney Matogrosso vestia-se com uma folgada calça de cetim de tonalidade amarelo escura, com lantejoulas na cabeça, relembrando um clássico cantado por Carmem Miranda O tic-tac do meu coração. A outra parte do espetáculo o artista aparecia cantando Não existe pecado debaixo do equador de Chico Buarque de Holanda e Rui Guerra trajando calça, luvas e boina de couro preta, visual associado à chamada cultura do couro à época, ligado ao movimento gay-power. O episódio é descrito:

A roupa foi concebida por Ney e montada – no corpo dele – por Ricardo Zambelli, o mesmo executor de todas as outras criações de Ney. O cenário, de Fernando Pinto, também foi imaginado por Ney e revive o estilo teatro de revista, entre 1.500 bananas (na noite de estréia a maior parte delas será de verdade, até porque não há bananas de plástico em número suficiente no mercado) envoltas em muita purpurina. Pena que Ney só teve uma tarde para conhecer o palco e suas escadas, mas ele tem certeza que vai “deitar e rolar”. Na segunda parte, ele vem em preto e prata. O teatro de revista será anulado pela iluminação e Ney estará sentado numa cadeira preta que repete o tacheado em prata da camiseta cavada e da roupa de couro. Ney vai entrar e sair do palco sem falar palavra. A idéia, pelo menos, é esta. Se o público falar com ele, certamente vai responder, como das outras vezes, em outros shows. Só isto. Ney diz: “Primeiro porque eu não tenho nada de importante a dizer. Depois, porque o que eu tenho a fazer é chegar, cantar e ir pra casa. O que eu estou cantando é o meu texto, é o que eu tenho a dizer” (NAGLE, 1979).

Sobre a moda da época das roupas de couro, oriundas do estilo de vida gay

norte-americano, vindo da cidade de São Francisco, representados pelo movimento gay- power, o senhor Marcos Alcântara15 nos narra esse momento nas apresentações do artista no Teatro da Galeria Alaska.

Flávio Queiroz: Lembra em especial da temporada do show Feitiço em 1979 no teatro da Galeria Alaska? Marcos Alcântara: Eu ia pro Rio cuidar de uma cliente chic, depressiva, tomava todas as bolas pra curar a deprê, era assim da pá virada mesmo, louca. Em seu apartamento no Leblon, enquanto trabalhava ficava ouvindo uma música do Ney que foi uma paixão, um caso de amor que me fez sofrer muito, mas já passou. Acho que até já morreu. Pelo menos pra mim ele já morreu, não tive mais notícias. A música tinha tudo haver com o que eu estava passando era Mal Necessário. Lindíssima, não esqueço nunca essa música. Ela já faz parte de minha vida, era do tempo da Galeria. Era uma turma bem grande quando saíamos no Rio pra cair na noitada. O tempo que muito lembro do Ney era das roupas de couro que todo mundo usava, era assim como uma moda. Um amigo que já se foi da “maldita”, imitava muito bem ele em um bar lá da lagoa e outro em uma boate ali pelo baixo e usava as roupas de couro, era a onda o barato da época, agente curtia muito. À Galeria ia na folga do domingo, pois sábado o salão era lotado e terminava tarde da noite, às vezes, o último cliente. Fui assistir ao show do Ney, pois era louco por ele, queria ser assim como ele, estrela. Mais eu era estrela no meu salão. Quando chegamos os ingressos haviam acabado, mas no outro domingo fui mesmo sozinho. Lembro dele cantando com uma calça preta de couro colada, achei linda e mandei fazer uma pra mim igualzinha, daí só saia com ela, era linda, me sentia (ALCÂNTARA, 2006).

A roupa de couro preto à qual a jornalista Leda Nagle e de nosso depoente se referem, está ligada a movimento gay-power. Apesar do artista Ney Matogrosso em sua trajetória artística não ter tomado posições a respeito das questões do movimento gay, este mantinha vínculos de cordialidade e admiração com os respectivos representantes do movimento daquele momento, como nos mostra o Jornalista Marco Antônio de Lacerda em reportagem sobre o cotidiano do artista em seu apartamento no Leblon-RJ, “ (...) uma delegação do gay-power, oferecendo um relógio-despertador de presente, “como recompensa por sua incansável batalha(...)” (LACERDA, 1978)

Para melhor compreendermos essa significação do cantor Ney Matogrosso dentro do universo gay, estabelecido a partir das relações sociais na Galeria Alaska, durante a temporada de seu espetáculo Feitiço em tal espaço, observemos o depoimento

15Marcos Alcântara, 66 anos, cabeleireiro e maquiador, natural de Petrópolis-RJ, residente no Rio de

do senhor Afonso Souza16, residente na cidade do Rio de Janeiro e então freqüentador da Galeria.

Flávio Queiroz: Lembra em especial da temporada do show Feitiço em 1979 no teatro da Galeria Alaska?Afonso Souza: Assisti a muitos shows do Ney Matogrosso. E esse da Galeria Alaska, “tô” lembrando agora mesmo, porque já havia me indagado. Lembro de uma temporada dele no Teatro de lá que antes era um cinema pornô, encontro casais de gays da pegação forte mesmo. Aquele espaço funcionava como um espaço de resistência e de subversão contra os caretas, ou melhor, falsa-moral. Era o espaço dos gays, dos travestis, das prostitutas, dos michês, ladrões, marginais, enfim de todos os segmentos sociais marginalizados, que viviam a sombra, afinal estávamos dentro de uma ditadura militar. A galeria era ao mesmo tempo glamour e underground, pois tinha a festa, mas tinha polícia, ladrão, tinha tudo naquele pedaço. Todos muito discriminados nessa época, como ainda são hoje, porém hoje essas questões estão mais arejadas, concorda, Flávio? Você como intelectual percebe isso? O fato de Ney ter feito essa temporada na Galeria Alaska, abriu portas e lembro que gerou muita discussão, sobretudo na imprensa e entre nós freqüentadores. Eu era freqüentador nas sextas e sábados, já no finalzinho dos setenta e te falo que o Rio era uma outra coisa, não tinha essa violência que hoje tem aí. Claro que boa parte dela vendida pela mídia, mas era uma outra coisa. Se o Rio fosse só Galeria Alaska e arredores seria só luxo, um grande baile gay.... pra mim “tava” ótimo não precisava dessa coisa de garota de Ipanema, calçadão de Copacabana, coisas do tipo criadas pela mídia e distribuídas pro mundo como cartão postal do Rio, é ridículo. (SOUZA, 2006).

Flávio: Fale-me, por gentileza, sobre o show Feitiço da Galeria Alaska. Afonso Souza: Te falo, que esse tempo era algo assim ontológico e a presença de Ney Matogrosso na Galeria foi algo inesquecível, pois houve uma maior circulação de pessoas, de gente, ampliou a freqüência, misturou as tribos. Do show lembro quase nada, lembro mais assim de tudo da Galeria. Ficou mais interessante ver tanto a “bicha louca” acompanhada de sua melhor amiga, aquelas dondocas socialites e ver também jornalistas e intelectuais para ver o Ney. O público de Ney sempre foi e ainda é, creio eu, bastante eclético, porém muito seleto, pessoas de gosto. Tinha uma coisa assim de dizer que Ney não era um artista intelectualizado, umas bobagens dessas. Ney está acima disso tudo. Gosto muito de você, acho sua pessoa simpaticíssima, apesar de só nos falarmos por e-mail, bem maneiro. Abraço amigo da terra da luz. Fortaleza é ótima pra curtir as férias, passar o verão, as praias são lindas. Lembro de Canoa Quebrada em 79 em meus tempos meio hippies, um escândalo (SOUZA, 2006).

O depoimento do senhor Afonso Souza, levanta uma série de questões

acerca do universo gay. Não se adentrará com profundidade nas questões desse universo, apenas intenta-se com isso contextualizar um período para situar-se melhor no espaço da Galeria Alaska, na qual o cantor Ney Matogrosso realizou temporada com o

espetáculo Feitiço. A fala do depoente nos fez intitular o item quando esse nos afirmou que a Galeria Alaska era ao mesmo tempo glamour e underground.

Após uma semana em cartaz do show Feitiço no Teatro da Galeria Alaska, a revista Veja publicou uma matéria enfocando o polêmico espaço, bem como o público homossexual freqüentadores assíduos da Galeria Alaska, que o senhor Afonso Souza intitulou como sendo um espaço underground, mas com glamour.

A procissão contrita percorreu a Galeria Alaska, em Copacabana, Rio de Janeiro, com suas corolas de negro chispando “aleluias” contra o mal. O pecado mora ali, acreditam certas famílias cariocas. Reinam os homossexuais, às vezes correndo espavoridos da polícia da delegacia em frente. Na semana passada, por exemplo, Ney Matogrosso inaugurou o Teatro Alaska – ex-cinema – com o show Feitiço. Sua platéia na quarta-feira passada recebeu as Frenéticas, um travesti, os atores do grupo Asdrúbal, um decorador da alta sociedade, os freqüentadores do Sótão e uma enorme maioria de casais homossexuais... rapazes de shorts seguiram de mãos dadas para os programas de sempre na galeria: dançar na discoteca Sótão – onde Mick Jagger e Rod stewart passaram noites tomando Cointreau com gelo – ou caminhar rumo ao cinema Holiday, pra namorar assistindo as loucuras de “Orca”, a Baleia Assasina” (SANTOS, 1979).

Ainda sobre essa bipolaridade, essa multiplicidade que reunia a Galeria Alaska, dentro de um contexto de marginalidade social, pelo qual apresentava-se em alguns momentos como caso de polícia, o ex-transformista Virgílio Lopes17, narra bem aquele momento da Galeria de então:

Flávio Queiroz: Lembra em especial da temporada do show Feitiço em 1979 no teatro da Galeria Alaska?Virgílio Lopes: Querido, assim de cara eu não lembro do show de Ney lá na falecida, porque geralmente quando Ney estreava eu também estreava, aproveitava a onda e ia.... aumentava a freqüência nas boates claro, entende? Assim não podia assistir ao seu show. O que posso te falar o que lembro é que nesse show de Ney na falecida, triplicou o meu público a casa ficava lotada era ótimo, lembro muito disso do show de Ney mesmo, não. A Galeria era muito sucesso, rasgação total, barra pesada. Rolava de tudo desde o garotão surfista até uma traveca assim enorme, morta linda. Era loucura aquilo lá, muita fechação, tinha de tudo totalmente eclético.

Flávio Queiroz: Pode especificar um pouco mais?Virgílio Lopes: Shows do Ney por incrível que pareça só assisti a um no Canecão muito lindo o que ele cantava Homem Com H. Tudo que peguei do Ney em meus shows foi pela televisão e revistas. Depois do show do Ney todos os gays, entendidos, o

pessoal mais cabeça feita, da cuca legal, iam para a boate e aí o meu show realmente começava. Eu fazia o Ney, lá pelas madrugas, eu entrava todo coberto de pena, pintadíssimo cantando Bandido e Bandoleiro, arrasando mesmo. Depois cantava Coubanakan e terminava cantando América do Sul fazendo um strip tease maravilha, bem chic. Depois quando terminava o show e ia pra casa às vezes pintava a polícia e dava porrada na gente mesmo, por preconceito, era barra. Nós éramos muito discriminados por eles. Eu era muito novo uma tinha uns 19, 20 anos. O proprietário da boate um velhote com sotaque italiano, pagava bem e a casa “tava” sempre lotada, bem freqüentada. Agora já faz um tempo que não faço Ney. Tenho vontade de fazer novamente, mas agora “tô” noutra, “tô” trabalhando de designer. O corpinho aqui ainda tá podendo, não como essas coisas de padaria, nem de churrascaria. Você um cara legal Flávio, vou te enviar umas fotos pra você ver que o corpinho da linda aqui tá em cima (LOPES, 2007).

Sobre o controvertido episódio da temporada do show Feitiço, na Galeria Alaska, o artista Ney Matogrosso em entrevista tenta amenizar o estigma de tal espaço, a partir da condição de liminaridade que se encontrava naquele momento perante o público e mídia. Ney declara: “Não gosto de lugares específicos, acho que as pessoas devem se misturar. Meu público é muito família. As mães me adoram. Quero mostrar que aqui não tem só marginal.” (SANTOS, 1979)

O artista continua tentando desmistificar o estigma sobre a Galeria Alaska declarando ao jornal O Globo. “Por que não? Por que, de repente, a Galeria Alaska não pode ser freqüentada por famílias? Quem disse que lá só pode ir marginal? Eu vou fazer o espetáculo lá; nem me ocorreu que pudessem pensar isto ou aquilo.” (NAGLE, 1979) Ney justifica o porquê de estar na cidade do Rio em pleno verão e, sobretudo o porquê de estrear o show na Galeria Alaska: “Este show é algo assim como a entressafra. Não é exatamente um show para teatro. Vou fazer essa temporada de 03 de janeiro ao dia 23 porque adoro trabalhar no Rio, no verão. A galeria Alaska é verão.” (BURGOS, 1979)

Esse período em que o artista encontrou-se em condição de liminaridade

artística perante os órgãos de repressão e censura do regime militar e alguns setores da mídia é arrefecido mais à frente após o enfrentamento do artista diretamente com essa censura vinda por parte da mídia, objeto de nossa próxima análise no item que se segue.