4.1 Kuppet mot Chávez: Gestaltning gjennom definisjoner
4.1.9 Populisten Chávez – hva ligger i et begrep?
O mecanismo de resposta está relacionado com a “agilidade”, o que permite à cadeia de suprimentos reagir e responder às mudanças imprevisíveis na demanda ou no fornecimento (JOHNSON; ELLIOT; DRAKE, 2013). O quadro 17 apresenta uma
síntese das práticas de gestão observadas no caso 1 no que diz respeito ao elemento agilidade.
MECANISMO DE RESPOSTA DA RESILIÊNCIA
Elementos de
Resiliência Sub-elementos
Práticas gerenciais no
Fornecimento Práticas gerenciais na Demanda Autor (es)
Agilidade (velocidade de resposta para reação/ Tempo de recuperação da ruptura) Fornecimento/ Demanda
A coordenação dos fornecedores por meio da integração vertical contribui para:
• acompanhar a gestão de pedidos, junto aos fornecedores;
• controlar os fatores ambientais de produção passíveis de riscos de rupturas no fornecimento; • atender uma diversificação de pedidos;
• aumentar a velocidade de resposta frente a riscos de rupturas, por meio do controle do processo;
• O processo de gestão de pedidos, por telefones, e-mails ou WhatsApp,
tornam o processo menos
burocrático, formalizado;
• A cooperação entre as unidades do grupo, o monitoramento e rastreamento dos veículos na distribuição possibilitam reduzir o tempo de entrega de matéria-prima em situações de emergência;
CHRISTOPHER; PECK, 2004
O tempo necessário para a maturação animal para abate dificulta:
• reduzir o tempo de entrega de matéria-prima, em situações de emergência;
• alterar o volume de entrega em curto prazo;
• a velocidade de resposta e aumenta o tempo de recuperação em caso de rupturas;
• Os centros de distribuição do
grupo empresarial permite
posicionar produtos em estoque e ser capaz de alterar o volume de entrega de mercadorias em curto prazo;
CHRISTOPHER; PECK, 2004; JUTTNER; MAKLAN, 2011
Quadro 17 - Práticas de gestão do Mecanismo de Resposta na indústria 1 Fonte: elaborado pelo autor
A agilidade é vista como uma iniciativa de gestão de risco que permite à empresa lidar com potenciais e reais rupturas na cadeia de suprimentos. Assim, a agilidade é importante tanto para mitigação quanto para resposta aos riscos de rupturas (BRAUNSCHEIDEL; SURESH, 2009). No tocante à agilidade no
fornecimento observou-se que a coordenação dos fornecedores por meio da
integração vertical permite à indústria 1: i) acompanhar a gestão de pedidos junto aos fornecedores, minimizando o risco de ruptura e aumentando a velocidade de resposta; ii) controlar os fatores ambientais passíveis de riscos de rupturas no fornecimento; iii) atender uma diversificação de pedidos; iv) aumentar a velocidade de resposta frente a riscos de rupturas, por meio do controle do processo. Por outro lado, o tempo necessário para a maturação animal para abate impossibilita reduzir o tempo de entrega de matéria-prima, em situações de emergência (CHRISTOPHER; PECK, 2004; JUTTNER; MAKLAN, 2011), bom como alterar o volume de entrega de matéria-
prima em curto prazo (CHRISTOPHER; PECK, 2004), comprometendo a velocidade de resposta e o tempo de recuperação em caso de rupturas.
Observou-se que a ruptura no processo produtivo decorrente de greve de funcionários, a indústria 1 conseguiu evitar a postergação no prazo de entrega, honrando o compromisso com o cliente final em razão de conseguir de outras unidades produtivas do grupo, o produto acabado congelado ou resfriado, uma vez que o prazo de validade pode chegar a um ano se armazenado corretamente. Entretanto, verificaram-se dificuldades para realizar o remanejamento para atender o consumidor final devido as distâncias, entre os principais clientes consumidores e as demais unidades de processamento do grupo. Por outro lado, a indústria acaba tendo sérios prejuízos do lado do fornecimento, pois se não há abate, o ciclo de vida da matéria-prima (frango vivo) é curto, os animais começam a morrer gerando sérios prejuízos para os avicultores (fornecedores) e para a indústria, devido a produção pecuária ser integrada.
Observou-se que o processo de produção de matéria-prima para fornecimento da indústria 1 é bastante complexo, pois lida-se com animais vivos, altamente perecível em razão de fatores climáticos como frio, calor e umidade, e com tempo de produção de 60 dias. Tais fatores comprometem uma possível redução no lead-time no fornecimento, redução de processos de produção e produção de lotes em menores quantidades, impedindo maior velocidade no processo de fornecimento em situações de rupturas. Juttner e Maklan (2011) argumentam que o lead-time é visto como um indicador chave da velocidade na cadeia de suprimentos.
No tocante à agilidade na demanda, observou-se que o processo de gestão de pedidos é realizado por telefone, e-mails ou WhatsApp. Essa prática torna o processo de gestão de pedidos menos burocrático e formalizado, contribuindo para aumentar a velocidade de resposta frente a rupturas na demanda (CHRISTOPHER; PECK, 2004). A cooperação entre as unidades do grupo, o monitoramento e rastreamento dos veículos na distribuição possibilitam reduzir o tempo de entrega de matéria-prima em situações de emergência. Os centros de distribuição do grupo empresarial permitem posicionar produtos em estoque e ser capaz de alterar o volume de entrega de mercadorias em curto prazo. Essas práticas de gestão permitem cumprir os prazos de entrega estabelecidos junto aos clientes (CHRISTOPHER; PECK, 2004; JUTTNER; MAKLAN, 2011), atender perfeitamente os pedidos
solicitados, manter a confiabilidade da entrega (CHRISTOPHER; PECK, 2004), aumentar a velocidade de ação da cadeia de suprimentos às mudanças do mercado (CHRISTOPER; PECK, 2004), e ajuda a melhorar o tempo de recuperação de eventos de rupturas (JUTTNER MAKLAN, 2011; WIELAND; WALLENBURG, 2013).
Em virtude da quantidade de unidades de abate, processamento e industrialização que o grupo possui, observou-se que a indústria 1apresenta maior agilidade de resposta às rupturas no lado da demanda. A troca de informações semanais entre todas as unidades, o conhecimento da capacidade de estoque de produtos acabados da unidade e do grupo, permitem rápidos compartilhamentos de produtos processados para serem entregues ao consumidor final em caso de rupturas no processo de distribuição. Por outro lado, rupturas na demanda decorrentes de cancelamentos de pedidos de última hora permitem o reposicionamento dos produtos na distribuição e remanejar para outros clientes. Essa prática de compartilhamento de informações e recursos auxilia os mecanismos de resposta da cadeia, por meio do aumento de velocidade na cadeia de suprimentos, ao permitir antecipar-se, preparar- se e recuperar-se de rupturas (SCHOLTEN; SCHILDER, 2015).