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Chapter 4: Empirical Analysis of the Independent Effects on the Dependent

4.1 An initial assessment of the oil industry’s involvement in climate control before 199747

4.2.1 Political mobilisation

O debate filosófico sobre o papel das ciências sociais é um tema instigante e bem antigo. No âmbito da filosofia das ciências, compreender, denotar e refletir esse debate e, por conseguinte, entender sua importância e consequências na prática contemporânea dos pesquisadores é revelar uma série de fatos, descobertas e entendimentos que envolvem o conceito de conhecimento e ciência. É importante destacar que a ciência não começa nem tampouco termina com experimentos. O papel da ciência para o pesquisador é de desencadear as descobertas, apresentando os melhores instrumentos e ferramentas para responder as questões de pesquisa.

Assim afirma Dilthey (2010, p.14): “o conceito dessas ciências, um conceito em virtude do qual elas formam um todo e a demarcação desse todo em relação às ciências naturais só pode ser definitivamente esclarecido e fundamentado no interior da própria obra.”

A preocupação em compreender o conhecimento e a verdade já existia muito antes da Modernidade. Estudos acerca dessa temática tiveram início na Grécia, desde o século V. a.C. Naquele tempo, os filósofos gregos Platão e Aristóteles traçaram etapas para se encontrar a verdade. Essas etapas ficaram conhecidas

como intuição, dedução e indução (CARVALHO, 1989). A figura 1 explica tais conceitos:

Figura 5 - Leis e Teorias

Fonte: Adaptado aos estudos de Chalmer, (1993, p. 23).

A Figura 1 apresenta, de forma sintética, o processo indutivista da ciência. De um lado, nota-se a existência de leis e teorias advindas da observação. Do outro, o processo dedutivo baseado em premissas e exemplificado nos argumentos a seguir.

O raciocínio dedutivo pautava-se em proposições universais pré- determinadas. Este partia do universal ao particular, com intuito de estabelecer premissas básicas até chegar a conclusões de casos específicos e particulares, eis o exemplo prático desta pesquisa: analisar o caso específico das escolas públicas que aderiram ao programa de tempo integral (BACON, 1999).

Para Bacon, o processo de indução pressupõe observação e descrição de fatos empíricos, organizados e transpostos em uma determinada linguagem. Para Aristóteles, a indução consiste em generalizar acerca de todos os fenômenos o que foi possível observar em alguns. Em outras palavras, a indução possibilita refutação, uma vez que seus resultados não são testáveis.

Bacon era contrário à visão e concepção teológica, pois, segundo ele, no conhecimento científico eram necessários conteúdo e finalidade. Para o autor, não se podia deduzir, era necessário provar. Assim, Galvão e Ghesti (2011) citam que a ciência que se começa a praticar na modernidade rompe com o método de pensar típico da filosofia grega. Pode-se concluir que esse período foi marcado por diversos questionamentos sobre ciência e conhecimento.

Leis

e

Teorias

Previsões e explicações Fatos Adquiridos por

meio de observação

Dedução Indução

Nesta perspectiva objetivista, apresenta-se o positivismo que é uma teoria filosófica inaugurada e sistematizada por Comte. Uma posição filosófica, política e social. Essa doutrina sugere a observação científica da realidade, cujo conhecimento viabilizaria o estabelecimento de leis universais para o progresso da sociedade e dos indivíduos.

O Positivismo se opõe a quaisquer tipos de saberes que não estejam fundamentados em condições observáveis, testáveis, demonstráveis ou notáveis, todas essas características do empirismo. Em suma, listam-se as principais características do positivismo: a) cientificismo, ou seja, devoção à ciência; b) empirismo, pois o conhecimento é resultado de experiências; c) determinismo, isto é, acredita-se que todo fenômeno pode ser explicado por universalização; d) parcimônia, tendo em vista a simplicidade na explicação dos fenômenos; e e) a generalização, fortemente caracterizada pelo processo dedutivo de hipóteses maiores sobre as menores (OLIVEIRA, 2010).

Associando o conhecimento cientifico, pauta-se a questão da demarcação, ou seja, a delimitação entre ciência e não ciência que vem sendo discutida há bastante tempo. Vários autores se ocuparam da temática, entre eles, Kuhn e Popper.

Popper (2007) estabelece uma crítica sobre o método da verificação, demonstrando que a verificabilidade e a confirmabilidade indutiva não são critérios apropriados para demarcação entre ciência e não ciência. O autor aborda essa questão por um enfoque experimental, ou seja, de verificação por meio da repetição, a fim de encontrar hipóteses ou falseamentos. Falseamentos são conhecidos como resultados que refutam as hipóteses iniciais ou discordam delas.

Por outro lado, Kuhn (2009) acredita na existência de ciências formais (Astronomia e Cosmologia) que não possibilitam experimentos, apenas observação dos fenômenos, ou seja, não podem ser testáveis.

Para Popper (2007), as teorias científicas são falsificáveis. O autor acredita que o princípio da indução não pode ser uma verdade lógica. Ele defende que se houvesse um princípio puramente lógico de indução, não haveria, meramente,

problema de indução, uma vez que, neste caso, todas as inferências indutivas teriam de ser tomadas como transformações lógicas ou verdades universais.

É possível considerar o problema da demarcação como um corte conceitual, de natureza epistemológica. Em Popper (2007), a demarcação é pré-requisito de algo para ser considerado ciência. Evidentemente, lembra Popper, jamais poderemos passar de enunciados singulares para universais com a certeza da verdade.

Diferente de Popper, Kuhn não diz como o cientista deve ser, ele diz como o cientista deve se comportar. Tem como tese central a mudança de paradigmas. Paradigma nesse contexto significa um conjunto de crenças, valores ou técnicas compartilhados por uma comunidade científica, ou seja, é uma referência comum a partir da qual todos se orientam. “É uma representação de modelo (padrão) a ser seguido, ou seja, uma matriz filosófica, um conhecimento que resulta em pesquisas científicas com métodos e valores” (GALVÃO, 2011).

O paradigma considera a ciência como “normal”. Isso significa dizer que ela é baseada em uma ou mais realizações científicas passadas. Ainda, segundo Kuhn (2009), enquanto o paradigma for funcional, ou seja, enquanto ele servir para explicar certos eventos, ele será utilizado. Ele defende a quebra desse paradigma, ou seja, na medida em que o paradigma fica historicamente viciado e não consegue explicar novas descobertas, esse se torna obsoleto. Kuhn acredita que anomalias podem melhorar um paradigma ou substituí-lo. Portanto, fica claro que o paradigma morre aos poucos. Um novo paradigma encoraja pesquisadores, delineia seus debates e define uma direção comum.

Para Kuhn (2009), ciência é um conhecimento racional e reflexivo. Este é resultado de uma atividade humana, pesquisa empírica, observação ou experimento da realidade em torno do conhecimento sistemático do mundo, com possibilidade de verificação.