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Physical and biological characteristics of selected gadiform

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4.3 The relationship between fish and their biotic and abiotic environment

4.3.5 Physical and biological characteristics of selected gadiform

A temática epígrafe assume-se como uma problemática detentora de uma enorme importância nos contextos educativos, em virtude de estar diretamente relacionada com as questões em torno da aprendizagem da criança. Por ser um conceito que reporta inúmeros fatores interpessoais e intrapessoais, carateriza-se por ser assunto complexo.

Na sequência do anterior, Carita e Fernandes (1999), evidenciam a complexidade da interpretação e da compreensão da indisciplina, na medida em que ao nos focarmos nos diversos comportamentos, apercebemo-nos da sofisticação subjacente. A natureza expressa, apoiada por Silves e Neves (2004), deve-se à sua manifestação que pode ser de diversas maneiras e graus de intensidade, relacionados com múltiplos fatores, quer sejam a nível social, pessoal e familiar ou de ordem escolar. Por sua vez, a definição dessa problemática não é restrita e unívoca, na medida em que pode abranger vários pontos de

vista, tais como o de aluno e o de professor. Portanto é extremamente difícil generalizar conceções.

Assim, Veiga (2007) alega que hoje, num mundo de era global, a prevenção da indisciplina requer o apoio da família em parceria com a escola. Por outro lado, o autor enfatiza que a instituição educacional, para além de preocupar-se com a promoção da aprendizagem de saberes científicos, deve considerar o desenvolvimento de competências sociais.

Genericamente, o Conselho Nacional de Educação (2002) elaborou um Parecer N.º 3/2002, onde descreve que a indisciplina designa todas as ações que emergem da intenção de perturbar as atividades escolares, impedindo o desempenho docente, uma real cooperação discente, a convivência dos intervenientes educativos e, consequentemente, o funcionamento da instituição. Já Silva (1991) afirma que a indisciplina se carateriza pela violação de normas predefinidas, o que conduz à perturbação do funcionamento do estabelecimento de ensino, pois inibe ou dificulta as situações de aprendizagem geradas. É uma problemática que é passível de ser identificada quando sentimos algo perturbador que nos afeta emocionalmente, mais do que os problemas de aprendizagem. Neste caso, o professor, habitualmente, coloca a sua personalidade em causa, pois considera estar a ser desprezado ou desrespeitado (Carita e Fernandes, 1999).

As atitudes que remetem para a indisciplina na instituição educacional, segundo Veiga (2007), destabilizam os docentes, levando-os a manifestarem sentimentos de ansiedade e angústia antes, durante e depois de exercerem a sua prática profissional. Esses sentimentos também se repercutem nos alunos, o que cria um clima de insegurança e reclusa perante a aprendizagem nos estabelecimentos educacionais. Tendo em consideração o impacto da indisciplina, Carvalho, Machado e Pita (2010) mencionam que é muito debatida, por tratar-se de uma problemática evidenciada diariamente nos contextos escolares e por influenciar diretamente o insucesso e o abandono escolar.

Atendendo aos pressupostos anteriores, importa agora especificar os múltiplos possíveis condicionantes da temática no âmbito escolar. Cartita e Fernandes (1999) afirmam que não pode ser compreendida como “uma qualidade inerente ao próprio comportamento” (p.17), mas sim tem de ser averiguada mediante o contexto pedagógico em que normalmente emerge. Desta forma, o nosso olhar jamais poderá ser unilateral dado ao alargado contexto, desde o aluno, professor, currículo e os mediadores (externos e internos) que contribuem para as interações (figura 2).

Fig. 3- Estrutura da relação pedagógica.

Fonte: Adaptado de Carita e Fernandes (1999, p. 18)

A partir da figura anterior, verifica-se assim que a questão da indisciplina apresenta inúmeras variáveis, não devendo ser centrada apenas no aprendiz mas deve abranger todos os fatores internos e externos que sustentam as interações entre docente, educando e currículo.

Numa perspetiva sobre o contexto de sala de aula, Monteiro (2008) afirma que os problemas de comportamento estão intimamente ligados com a relação estabelecida no interior do espaço, sendo esta influenciada pelo interesse e motivação dos alunos para a aprendizagem de matérias e o ambiente relacional. Silva e Neves (2004) acrescentam que o interior da sala é o espelho do meio que a rodeia e da sociedade e “as desigualdades económicas e sociais, a crise de valores e o conflito de gerações, são exemplos de alguns fatores que podem explicar os desequilíbrios que afetam tanto a vida social, como a vida escolar e, por conseguinte, a disciplina escolar” (p.19).

Centrando-se no processo educativo, é de salientar que o profissional pode contribuir substancialmente na diminuição de condutas referentes à indisciplina. Dentro da panóplia de fatores potencializadores da disciplina, apresentada por Carvalho (2011), realça-se o uso de diversos materiais apelativos aquando da abordagem de um determinado conteúdo, caraterizados por potencializadores de um maior interesse e motivação dos discentes no modo com as aprendizagens decorrem. Quanto às estratégias planeadas, Carvalho, Machado e Pita (2010) revelam que devem incentivar ações ativas, lúdicas e de descoberta e serem providas de vivências do quotidiano das crianças, possibilitando-as uma autonomia no seu desempenho e aumento da autoestima.

Gestão do Tempo, Espaço, Equipamentos e Recursos Didáticos. Materiais Atividades Práticas Clima Representações, Expetativas, Motivações, Necessidades, (…) Representações, Expetativas, Motivações, Necessidades, (…) Turma Escola Família Sociedade Programa Professor Aluno

Aires (2009), de uma forma mais abrangente, descreve que o envolvimento e as condutas dos educandos estão diretamente relacionados com a gestão dos momentos de aprendizagem. No sentido de combater a indisciplina, as situações pedagógicas deverão ser variadas e flexíveis e evitar transições abruptas entre os conteúdos/temas. No seguimento das afirmações anteriores, segue-se alguns exemplos: é impensável o docente considerar começar uma tarefa sem terminar a anterior; ao longo das atividades não é recomendável que faça inúmeras sugestões acerca da proposta ou dos materiais, pois deve permitir que os aprendizes, através de uma explicação breve inicial, aprendam, recorrendo à descoberta e à manipulação; o profissional da educação não pode autorizar que uns alunos finalizem uma tarefa enquanto a maioria do grupo de aprendizes aguarda.

Carvalho (2011) indica que outras atitudes benéficas, a serem tidas em conta pelo profissional da educação, revertem-se na formulação de regras disciplinares, sanções ou recompensas em cooperação com as crianças. Isto porque, a implicação dos educandos na gestão dos seus comportamentos gera sentimentos de identificação com os propósitos referentes às condutas determinadas. Além disto, o autor acrescenta que o docente minimiza condutas impróprias ao pronunciar elogios e ao criar expetativas positivas face ao desempenho dos educandos, no sentido de motivá-los nas propostas desenvolvidas.

De forma a concluir, Carita e Fernandes (1999) afirmam que o conflito é quase inevitável quando há uma relação minimamente verdadeira, como é o caso entre professor e aluno. A oposição ou até mesmo a discórdia não têm um caráter obrigatoriamente negativo, na medida em que pode ser dinâmica e responsável pela mudança nas relações e nas pessoas. Portanto, não é exigido que os alunos assumam um papel passivo no ensino-aprendizagem, no entanto, quando as energias são apenas viabilizadas na resolução de conflitos, torna-se quase impossível cumprir objetivos de trabalho.

2.4.2. Relação entre a Família e o Contexto Educacional: uma mútua

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