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Performance under artificial churn while self monit-

7.2 Experiments

7.2.3 Performance under artificial churn while self monit-

Para fins de discussão dos resultados obtidos, optou-se por seguir a ordem das questões de pesquisa formuladas inicialmente, que são: Questão 1: Que atributos pessoais são considerados relevantes de serem apresentados para uma atuação bem sucedida em Educação a Distância online, segundo tutores dessa modalidade de ensino?; Questão 2: Existem diferenças na percepção de tutores do gênero feminino e do gênero masculino sobre os atributos considerados relevantes de serem apresentados para uma atuação bem sucedida em Educação a Distância online?; Questão 3: Na avaliação dos tutores dos cursos de Educação a Distância online, os mesmos utilizam práticas pedagógicas que favorecem o desenvolvimento e a expressão do potencial criador de seus alunos?; Questão 4: Existe diferença na percepção dos tutores do gênero feminino e do gênero masculino quanto à implementação de práticas pedagógicas que favorecem o desenvolvimento e a expressão do potencial criador de seus alunos?; Questão 5: Que barreiras, segundo os tutores dos cursos de Educação a Distância

online, os dificultam promover condições adequadas ao desenvolvimento e a expressão da

criatividade dos alunos nessa modalidade?; e Questão 6: Há diferença na percepção dos tutores do gênero feminino e do gênero masculino sobre as barreiras que os dificultam promover condições adequadas ao desenvolvimento e a expressão da criatividade dos alunos em EAD online?

6.1 Atributos Personológicos Relevantes para uma Atuação Bem Sucedida em EAD Online

Observou-se que os dois atributos considerados pelos respondentes como os mais relevantes para uma atuação bem sucedida como tutores foram os itens dedicação ao trabalho e entusiasmo. Este resultado é congruente com estudos prévios realizados na área de criatividade (Alencar, 1995a; Alencar, 1996; Alencar, 1997; Alencar, 1998; Sternberg & Lubart, 1995) que indicaram a dedicação ao trabalho como uma característica presente em profissionais que vêm se destacando por sua produção criativa.

Alencar (1997, 1998) observou, por exemplo, em um estudo com cientistas brasileiros com alta produção criativa, que esses dois atributos foram apontados como os que mais contribuíam para a sua elevada produção criativa, além de terem destacado também outros, como iniciativa, perseverança, independência de ação e pensamento, responsabilidade e imaginação. Estes últimos atributos também foram considerados pelos tutores desta pesquisa como atributos relevantes à atuação bem-sucedida em EAD online uma vez que os respondentes valoraram os atributos responsabilidade, iniciativa e perseverança.

Ao contrário do que se esperava e do que foi apontado por pesquisadores em EaD

online (Campos, 2003; Paloff & Pratt, 2004), verificou-se que alguns traços de personalidade,

citados inclusive como fundamentais para que o tutor desenvolva um trabalho de sucesso e promova real interação tutor-aluno, não foram considerados os mais relevantes, como é o caso dos atributos senso de humor, abertura ao novo, originalidade de pensamento, flexibilidade e otimismo.

O resultado da pesquisa no caso do atributo senso de humor, que foi um dos atributos considerados menos relevantes, refuta o que Pallof e Pratt (2004) indicam. Os autores refletem que é importante para o tutor não se deixar perturbar por pequenas crises que podem

texto e divertir-se com isso é um indicador de flexibilidade e defendem que “ o humor é necessário para criar um ambiente agradável e convidativo” (p. 42).

A pesquisadora pressupunha que os atributos vinculados à inovação, característica inerente à EaD online, seriam considerados pelos tutores como fundamentais para sua atuação tutorial uma vez que a literatura existente sobre a educação a distância online indica cada vez mais a importância do papel do tutor animador, estimulador e inovador no sucesso do processo de ensino-aprendizagem virtual. Entretanto, este pressuposto não foi confirmado.

É possível que este resultado possa ser explicado pelas instruções dadas aos respondentes no Questionário aplicado, as quais indicavam que os respondentes deveriam pontuar os atributos do mais ao menos importantes, sem repetir a mesma pontuação em mais de um deles. Ressalta-se que dedicação ao trabalho e entusiasmo refletem fatores motivacionais que vêm sendo apontados pela literatura (Alencar, 1995; Alencar e Fleith, 2003; Amabile, 1983, 1996, 1999; Csikszentmihalyi, 1996) como de maior incidência para uma produção criativa de destaque.

Os atributos acrescidos pelos respondentes à lista geral relacionaram-se a aspectos vinculados à atuação profissional do tutor, como a compreensão dos problemas dos alunos,

habilidades de comunicação escrita, agilidade e compromisso com o resultado. É possível

que estes atributos reflitam a preocupação eminente em tutores de EaD online sobre aspectos vinculados à sua formação profissional, como a questão da habilidade de comunicação escrita e a agilidade, que são fundamentais para a perfeita comunicação e expressão no ambiente virtual. Já os atributos compreensão dos problemas dos alunos e compromisso com o

resultado remetem a aspectos voltados a habilidades cognitivas que imaginamos que seriam

6.2 Diferenças entre Tutores do Gênero Masculino e Feminino quanto à Relevância dos Atributos Pessoais para uma Atuação Bem Sucedida em Educação a Distância Online

Poucas diferenças foram observadas entre tutores do gênero masculino e do gênero feminino em sua avaliação da relevância de distintos atributos pessoais para uma atuação bem-sucedida na tutoria virtual. Em apenas quatro atributos – responsabilidade,

autoconfiança, domínio da disciplina que leciona e sensibilidade a problemas, diferenças na

valoração foram significativas. Os três primeiros foram pontuados como significativamente mais relevantes por tutores do gênero masculino comparativamente à pontuação alcançada pelos tutores do gênero feminino, e o último uma valorização maior por parte dos tutores do gênero feminino. Este resultado reflete possivelmente a homogeneidade na formação dos professores de ambos os gêneros no que tange à criatividade na educação.

Ressalta-se que, na literatura relativa à criatividade e gênero, os aspectos que têm sido mais discutidos são as diferenças de gênero no desenvolvimento da criatividade (Esquivel & Hodes, 2003), e as expectativas com relação ao papel sexual. Tem sido apontado que alguns atributos que favorecem a expressão criativa como, por exemplo, espontaneidade e sensibilidade, são mais fortalecidos entre pessoas do gênero feminino e outros atributos, como iniciativa e independência, entre pessoas do gênero masculino (Alencar, 1995a; Alencar & Fleith, 2003b).

6.3 Práticas Pedagógicas Favorecedoras da Expressão Criativa dos Alunos

Verificou-se nos dados obtidos que, segundo os tutores, estes implementam práticas pedagógicas que estimulam a criatividade do aluno no ambiente de educação a distância

online. A boa qualidade de interação entre tutores, e entre estes e seus alunos, o reforço aos

pelos tutores para justificar suas respostas positivas à promoção da criatividade dos e-alunos. Estes resultados diferem de outros anteriormente obtidos por Alencar (1995b, 1997), e Silva e Alencar (2003) em estudos com amostra de estudantes universitários.

Os resultados também se confrontam com as afirmações de Rosas (1998) e Castanho (2000) sobre a criatividade nas universidades brasileiras. Em estudos anteriores, os estudantes concordaram que havia pouco incentivo à manifestação criativa por parte de seus professores. De acordo com estes alunos, os professores não apresentavam questões desafiadoras em sala, não estimulavam a iniciativa dos alunos, não proporcionavam um ambiente de respeito a novas idéias, além de utilizar testes e questões que requeriam quase que unicamente a reprodução do conteúdo ministrado em sala ou presente nos livros. Rosas e Castanho têm criticado a educação superior brasileira por não estimular a expressão da criatividade nos alunos, indo de encontro ao que descrevem Alencar (1995a), Alencar e Fleith (2003b), MacKinnon (1978), Tolliver (1985), Paulovich (1993). Estes pesquisadores apresentaram distintas práticas pedagógicas e comportamentos de professores que inibem a criatividade, como por exemplo, ênfase exagerada na reprodução e memorização de grande quantidade de

informações, reforço do erro e do medo de cometer enganos e baixas expectativas sobre o potencial criativo dos alunos.

A prática “procurar estimular a participação dos alunos nos ambientes online” foi a que obteve a maior média. Este resultado é bastante significativo e espelha a preocupação dos tutores com a participação efetiva dos alunos em ambientes virtuais. Pallof e Pratt (2004) destacam que para a confiança é fundamental para estimular a vontade de participar do aluno, sendo uma peça chave no desenvolvimento dessa confiança, principalmente no ambiente virtual, em que o estímulo do tutor ao aluno promove um sentimento de ligação e interação entre os envolvidos.

Outras práticas pedagógicas com médias mais elevadas foram: cultivar nos alunos o

gosto pela descoberta e pela busca de novos conhecimentos, estimular a iniciativa dos alunos, valorizar as idéias originais dos alunos e procurar incentivar a aprendizagem colaborativa. Dentre estas práticas, três delas fazem referência à valorização do

comportamento ousado, curioso, com iniciativa e original do aluno e estão relacionadas ao interesse do tutor no aluno e na aprendizagem por parte do aluno.

Considerada um fator fundamental para o processo de ensino-aprendizagem virtual, o

incentivo à aprendizagem colaborativa foi destacado com uma das práticas favorecedoras da

criatividade do aluno mais implementadas pelos tutores. Ressalta-se que quando os estudantes trabalham em conjunto, de forma colaborativa, eles transformam a informação em conhecimento, compartilhando percepções diversificadas e mais profundas que aquelas obtidas no trabalho individual. Como afirmam Pallof e Pratt (2004), o aluno “deixa de ser independente e se torna interdependente”.

Em terceiro lugar foram apontadas pelos tutores as práticas ligadas à dinâmica e debates do ensino contemporâneo: fazer perguntas desafiadoras que motivem os alunos a

pensar e a raciocinar, estimular os alunos a pensar idéias novas relacionadas ao conteúdo da disciplina/ módulo. As novas abordagens em educação tratam exaustivamente destes

aspectos, isto é, de criar processos educacionais que extrapolem os conteúdos e estimulem o raciocínio dos alunos. Como os tutores que participaram desta pesquisa são educadores há um tempo considerável, é plausível que eles tenham trazido estas preocupações e constatações da prática pedagógica presencial para o ambiente virtual.

Em quarto lugar no ranking de implementação das práticas estão estimular os alunos a

analisar diferentes aspectos de um problema e desenvolver nos alunos habilidades de análise crítica. Estimular a capacidade de análise crítica dos alunos é um procedimento

O mote do desenvolvimento do raciocínio e estímulo à criticidade dos alunos são aspectos abordados amplamente pelos educadores atuais como contraposição à educação clássica conteudista e transmissora de informação, entretanto, a prática na educação presencial não condiz com este discurso. No ambiente virtual, pelas facilidades propiciadas pela modalidade em si, os tutores exemplificaram práticas congruentes com esta abordagem.

Por outro lado, preocupar-se apenas com o conteúdo informativo da disciplina da

qual sou tutor e utilizar formas de avaliação que exigem do aluno apenas a reprodução do conteúdo dado em sala ou contido no material instrucional são práticas não adequadas à

expressão criativa, tanto em ambiente online como presencial, as quais apresentaram médias altas, indicando a concordância dos tutores de que as mesmas estão sendo utilizadas em ambientes de ensino-aprendizagem virtual.

A grande maioria dos tutores concordou que os cursos em que atuavam promoviam a expressão do potencial criativo dos alunos. Uma possível explicação para este resultado é a tendência natural dos indivíduos de buscar transmitir uma impressão positiva de si mesmos e, neste caso, dos cursos que estavam sob a sua responsabilidade. Por esta razão, seria importante validar estas percepções por meio de estudos conduzidos junto a estudantes de cursos de EAD online.

6.4 Diferenças entre a Percepção de Tutores do Gênero Masculino e Feminino quanto à Implementação por eles próprios de Práticas Docentes que Favorecem a Expressão do Potencial Criativo de seus Alunos

Observou-se que não houve diferenças nas percepções dos dois grupos, o que pode ser conseqüência do fato de que os educadores possuíam formação profissional e nível acadêmico bastante homogêneo.

6.5 Barreiras Apontadas pelos Tutores ao Desenvolvimento e à Expressão da Criatividade dos Alunos

As barreiras apontadas pelos tutores como elementos que dificultam a promoção de condições adequadas ao desenvolvimento e expressão da criatividade serão discutidas segundo dois critérios: (a) internalidade/ externalidade da barreira ao tutor; e (b) foco da barreira (aluno, tutor, curso).

Observou-se que, segundo os participantes do estudo, as barreiras que estes consideram dificultarem em maior grau a promoção de condições adequadas ao desenvolvimento e expressão da criatividade, em ordem decrescente, foram: dificuldade do

aluno em participar de curso em EaD online; desinteresse do aluno com relação ao conteúdo ministrado; alunos com dificuldade de aprendizagem em ambiente online; pouca participação por parte dos alunos; elevado número de alunos no curso.

Foi com surpresa que verificamos que as referidas barreiras dizem respeito a critérios externos ao tutor e não estão vinculadas a suas características pessoais (como, por exemplo, a falta de autonomia e de entusiasmo do tutor) ou de formação profissional. Estas constatações contrariam o que vem sendo apontado por Peters (2001), Litwin (2001) e Santos (2003). Estes autores defendem que atributos individuais influenciam determinantemente o processo de ensino-aprendizagem virtual, como é o caso do comportamento entusiasmado, motivado e autônomo do tutor.

Quanto ao segundo critério de análise, o foco, as barreiras mais referenciadas pelos tutores têm foco no aluno, isto é, referem-se a problemas vinculados ou produzidos pelos alunos, na percepção dos tutores. Carvalho e Alencar (2004) obtiveram resultado similar em pesquisa a respeito de elementos favorecedores e inibidores da criatividade de alunos, segundo professores de Geografia do Ensino Fundamental da rede pública e particular.

em promover a aprendizagem de todos e lidar com a diversidade em sala de aula foram aspectos ressaltados na pesquisa das autoras.

Com relação a barreiras cujo foco remanesce no curso, foram levantadas questões relacionadas à importância do planejamento, elaboração e revisão do material instrucional utilizado em ambiente online e, também, a disponibilização de instrumentos tecnológicos adequados para tutoria, corroborando com Laaser (1997) e Stahl (2003) que alertam para a qualidade dos instrumentos e materiais instrucionais na EaD online como fator determinante no sucesso de cursos virtuais.

Um aspecto que nos chamou a atenção foi com respeito ao item “pouco conhecimento

na modalidade de EaD para inovar na prática docente”, apontado como barreira por um

número muito reduzido de tutores, muito embora a média de atuação dos tutores em EaD dos participantes fosse de 2,10 anos de experiência nessa modalidade de ensino.

Também nos causou estranheza o fato de poucos tutores terem identificado o desconhecimento de práticas pedagógicas que poderiam ser utilizadas para propiciar o

desenvolvimento da criatividade no aluno. Este resultado nos intriga especialmente porque

estes tutores não foram expostos a cursos formais ou discussões sobre criatividade na sua formação profissional. Carvalho e Alencar (2004), na pesquisa mencionada anteriormente, constataram que as barreiras menos apontadas pelos professores de geografia relacionavam-se à formação profissional do professor, isto é, apesar dos professores não terem participado de qualquer treinamento ou capacitação em criatividade, eles não consideraram a falta de formação uma barreira ao desenvolvimento da criatividade do aluno.

As barreiras menos referenciadas pelos tutores foram associadas, principalmente, ao ambiente virtual (externas) e têm foco, majoritariamente, na implementação do curso:

pedagógico construído, falta de autonomia na forma de conduzir as práticas tutoriais online e falta de apoio institucional na implementação de projetos inovadores.

6.6 Diferenças entre Tutores do Gênero Masculino e Feminino quanto às Barreiras Apontadas à Promoção de Condições Adequadas ao Desenvolvimento/ Expressão da Criatividade de seus Alunos

Os resultados indicaram que as maiores diferenças entre percentuais de tutores do gênero masculino e feminino, quanto às barreiras que os mesmos vinham encontrando em sua prática docente de cursos online, diziam respeito especialmente a:

• características do aluno, como, por exemplo, desinteresse do aluno em participar de curso online; alunos com dificuldade de aprendizagem em ambiente online; pouca participação por parte dos alunos; e

• formação limitada do docente, como, por exemplo, pouco conhecimento da modalidade de EaD para inovar na prática docente e desconhecimento de práticas pedagógicas que poderiam ser utilizadas para propiciar o desenvolvimento da criatividade do aluno.

As primeiras, relativas ao aluno, foram mais freqüentemente apontadas por tutores do gênero masculino e as duas últimas, referentes ao próprio tutor, por docentes do gênero feminino. Tais resultados são difíceis de interpretar. Uma possibilidade é serem os tutores do gênero feminino mais sensíveis às necessidades do aluno. Entretanto, dado o reduzido número de tutores em ambos os grupos, sugere-se replicar o presente estudo com uma amostra maior, no sentido de verificar se as diferenças se mantêm.

CONCLUSÕES

As seguintes conclusões podem ser identificadas a partir da análise dos dados como resposta às questões de pesquisa investigadas no presente estudo:

• Atributos pessoais comumente característicos de indivíduos criativos foram também percebidos pelos tutores em EaD como importantes para a atuação tutorial bem sucedida no ambiente virtual.

• As análises de gênero indicaram poucas diferenças na percepção de tutores do gênero masculino e do gênero feminino, o que pode ser justificado pelo tamanho e homogeneidade da amostra (experiência profissional e acadêmica).

• As barreiras mais freqüentemente apontadas pelos tutores foram aquelas relacionadas com aspectos externos a eles e, principalmente, focadas em problemas ou dificuldades do aluno.

• Há muitas congruências entre o estudo da criatividade e da educação a distância

online, como, por exemplo: são centradas no aluno, consideram a motivação como

significativamente importante para o desenvolvimento do aluno, exigem do professor/tutor domínio de conteúdo, flexibilidade e imaginação, promovem a independência do aluno, entre outras;

• Os tutores percebem que os cursos onde atuam ou atuaram promovem o desenvolvimento do potencial criativo de seus alunos.

Os resultados desta pesquisa indicam que os tutores consideram que a criatividade tem sido contemplada nos cursos em que os respondentes atuaram, neste caso, no meio virtual. Verificou-se que, ainda que não exista uma preocupação explícita do tutor com relação ao incentivo à criatividade dos alunos em cursos virtuais, os respondentes pressupõem que o

facilita a expressão criativa dos seus alunos. Isso pode dever-se ao caráter multidimensional, flexível no tempo e no espaço e interativo do ambiente online e ao papel intenso e expressivo do tutor no processo de ensino-aprendizagem virtual (Litwin, 2001; Moran, 2003; Santos, 2003).

Seria relevante que o estudo da criatividade e sua implementação no ambiente escolar fizessem parte da formação do tutor online visto que as características do ambiente virtual são propícias a esse estímulo. Dessa forma, práticas pedagógicas inibidoras à expressão criativa dos alunos poderiam ser eliminadas do contexto virtual já no planejamento do curso. Além disso, utilizando-se os próprios instrumentos presentes no ciberespaço, seria oportuno que os tutores pudessem discutir melhor as deficiências e boas práticas da EaD online, tomando como um dos temas de discussão a atuação criativa de tutores e alunos.

Sugere-se que pesquisas vinculando a área da criatividade e a modalidade de educação a distância online sejam realizadas para investigação da percepção dos alunos de EaD online sobre o curso e a atuação dos tutores, com o viés da criatividade, para cruzar informações e avaliar em que extensão os dados obtidos nesta pesquisa se confirmariam caso as duas amostras fossem comparadas (tutores e alunos).

Um estudo detalhado sobre o perfil personológico dos tutores de EaD, enriquecido por uma abordagem de gênero, seria importante para identificar quem são os tutores que atuam na EaD online brasileira, buscando analisar as características pessoais que potencializam a expressão criativa do aluno e do próprio tutor. Seria também importante, nesta pesquisa, identificar aspectos da formação desses educadores em tutoria online para verificar aspectos desta formação que sejam congruentes com as pesquisas em criatividade.

Outra possibilidade de pesquisa seria a elaboração e implementação de um projeto de treinamento em criatividade para e-alunos, utilizando-se os mecanismos e instrumentos tecnológicos disponíveis no meio virtual, enfatizando o aprendizado colaborativo. A partir

dos resultados da intervenção, seria possível identificar se há efetividade em programas virtuais de treinamento da criatividade e identificar/ evitar as barreiras que porventura viessem a surgir.

Tendo em vista que a tecnologia faz cada vez mais cedo de nossas rotinas profissionais e pessoais, haja vista a facilidade com que as crianças acessam a Internet, manipulam jogos eletrônicos e outros instrumentos, devemos pensar em formas de aproveitar este interesse e canalizá-lo para a busca da construção do conhecimento. Os educadores não devem manter-se