Spatial join algorithms on GPU
4.2 Multi Layered Grid join
4.2.2 Performance and analysis
O.. – É. A Secretaria tem, apesar das dificuldades, nós estamos fazendo reparo. Eu não posso fazer construção, mas os reparos eu posso fazer. E eu fui fazendo, gradativamente, reparos até adequar... Dentro das normas da Vigilância etc.
C.A. – Sei. A UTI neonatal, você aumentou muito o número de leitos, não é isso?
O. – É, nós tínhamos... Na realidade, nós não aumentamos muito. Eu tinha um determinado número de leitos e sempre trabalhou com essa capacidade, mas de forma não adequada. Quer dizer, nós fizemos uma adequação, qualificação...
C.A. – qualificação .
O. – Exatamente. Tenho um serviço de neurocirurgia que funciona muito bem. Também a chefia é bastante comprometida. A ortopedia nossa funciona... O chefe é uma pessoa que trabalha comigo há muitos anos: é professor universitário, uma pessoa ligada... E ele só... É a primeira vez que ele assume uma chefia no serviço, e foi a convite meu, pela amizade que nós temos. E
responde muito bem à demanda nossa. É uma pessoa que talvez seja, hoje, um dos melhores cirurgiões ortopédicos de trauma do Rio de Janeiro. E é aquela pessoa que é obstinada a operar e resolver o problema do paciente.
C.A. – Sei. E essa questão do perfil do hospital, você discute com cada chefe? O que se propõe o serviço? O que deve ser feito? Se ele está fazendo aquilo a que ele se propõe? A questão da pressão da demanda...
O. – O que acontece é o seguinte. Na realidade, quando eu assumi o hospital, a minha proposta sempre foi transformar isso em um hospital ligado a urgência e a emergência. Essa é a tônica do hospital. Mas, havendo um espaço, a gente acaba atendendo a alguma demanda da população, principalmente cirúrgica.
C.A. – Mas você acha que houve... Por exemplo, nessa sua gestão, você acha que conseguiu se aproximar mais do perfil proposto?
O. – Acho que sim. O hospital era muito, assim, sem um perfil bem definido. Hoje, ele está mais definido, a gente está caminhando nessa direção. E a idéia é que ele seja, realmente, um hospital de urgência e emergência. Na minha concepção, um hospital nível 3 dentro da classificação do Ministério da Saúde.
C.A. – Sei. Então, você tem uma perna no trauma e tem uma maternidade, também...
O. – A maternidade que é urgência. A gente atende... É uma maternidade de alto risco, classificada pelo Ministério como maternidade de alto risco. E, com relação a esses projetos, a idéia é caminhar em direção da qualificação do hospital para ser um hospital nível 3 clássico, com um sistema de demanda aberta para urgência e emergência. Toda a modificação que nós estamos tentando adequar ao QauliSUS visa a essa finalidade.
C.A. – Nessa discussão com o QualiSUS, qual tem sido a ênfase de vocês?
O. – Essa ênfase está baseada em alguns parâmetros. Primeiro, a qualificação da urgência e da emergência, com treinamento de pessoal, fazer um sistema de acolhimento ao paciente de forma bastante adequada com a humanização. A humanização é uma prioridade. A implantação do SAMU, que são coisas importantes. E a central de regulação: a gente, quer dizer, tenta caminhar para que todos os leitos sejam leitos regulados.
C.A. – Então, na verdade, essa proposta do Ministério vem atender a sua expectativa com relação a você ter um atendimento pré-hospitalar...
O. – Exatamente. Ela... Eu acho que [.. Coincide muito com o que eu penso com relação ao sistema de saúde. E uma coisa importante é que eles já começam a alinhavar uma idéia nova sobre o sistema de gestão, que eu sempre sonhei com a gestão compartilhada, envolvendo a sociedade, envolvendo as entidades representativas... E que o perfil, vamos dizer assim, de cada local defina qual o perfil de saúde que nós queremos para aquela região. Então, eu acho que essa demanda do que nós, o serviço público pode oferecer em termos de saúde tem que ser abertamente discutido com a comunidade e ela tem que participar ativamente disso. Para
definir o que... E eles, certamente, pelo que a gente tem visto, eles conhecem bem qual é o problema que eles têm e o que eles querem. Não há necessidade de se definir as coisas dentro de um gabinete, acho que pode ser feito de forma compartilhada. E, certamente, acho que nós vamos acertar administrando com esse sistema de gestão. Então, a minha visão é que a gente caminha para um sistema de gestão com a participação maior da comunidade, da população da região.
C.A. – Sei. São as suas aspirações, que você tinha colocado no seu projeto: controle da população....
O. – Exatamente.
C.A. – O que você acha, do ponto de vista interno, do seu dia-a-dia, que é mais difícil?
O. – Eu acho que o mais difícil para mim, dentro da gestão, vou te falar com sinceridade: eu acho que é administrar algumas vaidades pessoais. Esse, para mim é um problema, acho, mais complicado. Sempre alguém está, assim, magoado com outro por causa disso... Então, às vezes, vem muito problema, assim, de interface pessoal de funcionários. E, no mais, eu acho que a grande... Não vejo grandes dificuldades. Se você descentraliza o trabalho e cobra resultados – e a gente tenta cobrar realmente –, a coisa funciona bem. Não vejo, assim, grandes problemas. É um trabalho... Eu fico, às vezes, no hospital, igual eu fiquei ontem, até quase dez horas da noite, não é? E é agradável ficar no hospital. Então, talvez... Eu digo o seguinte: eu convivi em vários hospitais públicos, mas trabalhar aqui é bastante agradável. Eu cheguei a recusar vários outros cargos para continuar, porque... Dizem que quando o trabalho é agradável, a gente não trabalha [riso].
C.A. – Tem outro sentido. O. – É, tem outro sentido.
C.A. – Como é que é, assim, vamos dizer, um dia de trabalho seu? Como é que você se ocupa? Como é um dia de trabalho?
I.B. – Bom, o trabalho é um pouco, assim, variável. Eu não tenho, assim... Eu venho ao hospital... Diariamente, vamos dizer assim, o meu dia... Eu saio cedo, eu tenho um serviço de cirurgia em uma clínica, onde eu passo bem cedo para ver os pacientes – geralmente, em torno de 5:30, seis horas da manhã, eu já estou passando em visita. Chego ao hospital cedo, mais ou menos em torno de sete horas da manhã e, às vezes, vou tomar café com os funcionários no refeitório – o que eu acho uma relação boa que a gente tem...
C.A. – É, você me falou da obra do refeitório.
O. – E eles gostam, realmente, você participa na mesa, com eles... É agradável isso. Aí, venho para a direção, atendo, habitualmente tem muitos casos cirúrgicos que vêm para eu dar a minha opinião. Eu tento encaminhar... É pedido de um, outro... Eu tento encaminhar isso. Se tem alguma cirurgia que marcaram, eu vou lá fazer. Alguma reunião etc. E, habitualmente, resolvido isso, eu vou, em alguns dias da semana, à faculdade onde eu coordeno o
Departamento de Cirurgia. Aí, eu vou lá, vejo a parte... Na Santa Casa. Dou aula, opero na Santa Casa... E volto para cá. Se tiver alguma reunião da Secretaria, eu já faço as duas coisas, na Cidade, e volto para cá. Aqui, diariamente, o pessoal está aguardando, sabem que eu volto sempre no final da tarde...
C.A. – Na Secretaria, normalmente, você consegue dar conta de tudo ou você leva alguma pessoa... o seu diretor médico?
O. – É, dependendo, assim, da solicitação, eu tenho sempre tentado mandar... Mando o pessoal. Eu vou naquelas reuniões onde a minha presença seria imprescindível. E eu tento selecionar, também, alguns eventos, porque a gente... Não há como participar de todos. Principalmente aqui na comunidade, a solicitação é muito grande. Então, hoje, por exemplo, eu tinha um café da manha com o pessoal da... Não tive como ir, porque hoje pintou um compromisso na clínica, não tinha como fazer. Então, eu tenho que selecionar o que é mais conveniente. Eu coloco... Quer dizer, na realidade, eu tenho, assim, uma agenda diária que eu vou trabalhando essa agenda. Se não deu tempo é porque não tinha que dar.
C.A. – Nessa agenda você falou dos compromisso externos, com a Secretaria e a comunidade, das cirurgias – os pareceres que você dá em relação às cirurgias – e algumas reuniões. Quais as reuniões mais freqüentes de que você participa?
O. – Bom, principalmente as reuniões na Superintendência de Saúde, as reuniões onde o secretário solicita... Então, inaugurações onde ele solicita a presença. E, hoje, bastante envolvido com o QualiSUS e, além disso, eu tenho envolvimento com a direção do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, onde eu participo da Comissão de título de Especialistas.
C.A. – Você me disse, faz com prazer.
O. – Prazer. Além disso, ainda, eu tenho algumas consultorias que eu faço para a Fesp e para a Fundação João Goulart.
C.A. – Para concurso... O. – Para concurso.
C.A. – Sei. Voltando um pouquinho para cá, o fato de ser um hospital de portas abertas, 24 horas, com uma população tão grande, isso não te gera um conflito por utilização de leitos, pressão... Enfim, para dar contas de demandas variadas...
O. – Essa pressão é grande.