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2. Det økonomiske opplegget for

2.1.2 Pensjonskostnader

O ciclo de vida do DSI teve uma enorme influência no desenvolvimento de sistemas de informação, dado que esteve na base das diversas aproximações de DSI que depois definem de que forma se organizam os métodos de DSI [Avison e Fitzgerald 2003]. Antes de se considerarem as características da abordagem ao ciclo de vida e dos próprios métodos, é importante distinguir entre duas definições diferentes: a de metodologia e a de método.

Hirschheim et al. [1995] define ‘metodologia’ de DSI como uma colecção organizada de conceitos, métodos, crenças, valores e princípios normativos suportados por recursos materiais enquanto ‘método’ de DSI é definido como uma aproximação para modelar um aspecto do projecto de desenvolvimento de sistemas, baseado numa forma específica de pensar [Siau e Rossi 2011].

Na literatura, uma diferenciação objectiva dos dois conceitos, raramente é aplicada. Como não existe propriamente um consenso internacional acerca do que significa ‘método’ e do que significa ‘metodologia’, é normal verificarmos que muitos autores classificam ‘método’ ou ‘metodologia’ como representando o mesmo objecto. Os termos ‘método’ e ‘metodologia’ têm utilizações diferentes que dependem de onde são utilizados. Na Europa, ‘método’ é utilizado para referenciar o procedimento sistemático de conduzir o desenvolvimento de sistemas, enquanto ‘metodologia’ representa o estudo dos métodos [Iivari et al. 2000]. No caso dos Estados Unidos, verifica-se o contrário, sendo que ‘método’ é o resultado da aplicação para um dado cenário do procedimento sistemático de conduzir o desenvolvimento de sistemas, que é apelidado, por sua vez, de ‘metodologia’ [Iivari et al. 2000].

Hirschheim et al. [1995] e Siau e Rossi [2011] fornecem dois exemplos representativos de definições segundo o paradigma norte-americano, mas, dado que o país onde é desenvolvido o presente trabalho é Europeu, será adoptada a definição de ‘Metodologia’ como sendo o estudo dos métodos. ‘Método’ pode então ser definido como uma colecção de procedimentos, técnicas,

ferramentas e documentação que auxilia os desenvolvedores de sistemas no seu esforço de implementação de um novo sistema de informação [Avison e Fitzgerald 2003].

Avison e Fitzgerald [2003] afirmam que existem variâncias relativas à estrutura do ciclo de vida do DSI, no entanto, consideram que uma estrutura básica do ciclo de vida pode conter os seguintes passos: estudo de viabilidade, investigação de sistemas, análise do sistema, representação do sistema, implementação, revisão e manutenção. O estudo de viabilidade representa um olhar para o sistema actual na organização e uma análise acerca da viabilidade de conduzir um novo desenvolvimento. Este estudo deve incluir os prós e os contras a nível legal, organizacional, social, técnico e económico [Avison e Fitzgerald 2003]. A investigação de sistemas pressupõe que se faça uma análise extensiva ao que se pretende ver implementado, analisando os requisitos funcionais dos sistemas existentes, as oportunidades que possam surgir da alteração ou inclusão de requisitos funcionais, os constrangimentos, a variedade dos tipos de dados e os volumes que devem ser processados, as condições de excepção e os problemas dos métodos de trabalho actuais [Avison e Fitzgerald 2003]. A análise do sistema é feita pelos analistas com base na imagem criada no passo anterior. Estes vão compreender o sistema que existe e providenciar as alterações na representação a serem feitas com vista a melhorá-lo [Avison e Fitzgerald, 2003]. A representação do sistema envolve desenvolver as partes computacionais e documentais do sistema representado [Avison e Fitzgerald 2003]. A implementação corresponde à execução do sistema desenvolvido na organização e a todos os testes que surjam durante este processo [Avison e Fitzgerald 2003]. A fase final do ciclo de vida corresponde ao momento em que o sistema está operacional, sendo que a revisão e manutenção garantem que a melhoria proposta pela implementação do sistema acontece e procede a correcções no caso de existirem desvios daquilo que era pretendido nas fases em que se idealizou o sistema [Avison e Fitzgerald 2003].

Uma outra abordagem ao ciclo de vida procura demonstrar as fases do desenvolvimento e/ou da aquisição de software [de Sá-Soares 2013c]. Embora esta abordagem tenha caracteristicas que a tornam mais próxima da aproximação ao CSI (definida na secção anterior deste documento) a sua discussão é também importante pois representa os métodos de DSI com cariz mais técnico e contempla não apenas o desenvolvimento, mas também a aquisição de um sistema no ciclo de vida. Esta abordagem está divida em seis fases [de Sá-Soares, 2013c]: planeamento, controlo, análise, codificação, teste e operacionalização e manutenção. Na fase do planeamento são feitas estimativas dos recursos necessários, são escolhidas as aproximações à

análise, implementação, integração e testes e é organizada a equipa do projecto. O momento do controlo ocorre em paralelo com todas as outras fases e monitoriza o progresso em relação ao plano, garantindo também que o que é produzido é autêntico, preciso e completo. A análise consiste na utilização de um método sistemático para analizar o sistema, enquanto a codificação é a fase em que se escolhe os módulos a implementar e a estratégia de integração, de codificação e de documentação. A fase de testes trata-se da aplicação de diversos tipos de testes no sentido de garantir que o que é desenvolvido foi feito de acordo com o que foi especificado. A última fase, operacionalização e manutenção, aplica as mudanças necessárias resultantes da monitorização o estado dos programas operacionais [de Sá-Soares 2013c].

Existem, todavia, abordagens baseadas no ciclo de vida, que procuram representar o processo de DSI de uma forma mais simples. Uma dessas abordagens é indicada por Hirschheim et al. [1996] que a denominam de modelo genérico do DSI.

Figura 7 – Modelo Genérico do Processo de DSI Adaptado de Hirschheim et al. [1996]

Tal como pode ser observado na Figura 7, este modelo genérico está dividido em três camadas: ideias e artefactos, mundo do desenvolvimento e ambiente [Hirschheim et al. 1996]. A primeira camada (ideias e artefactos) é responsável pela construção do substracto de conhecimento e dos artefactos necessários para levar a cabo o processo de desenvolvimento. Esta camada apresenta os seguintes componentes: domínios, orientações, princípios, métodos e ferramentas.

A camada mundo de desenvolvimento consiste em processos concretos, pessoas e acções que juntos levam a cabo actividades de desenvolvimento que provocam mudanças em alguns objectos do sistema. Esta camada é constituída pelos seguintes componentes: estratégias de desenvolvimento e classes de objectos do sistema que são intervencionadas através da promulgação das estratégias de desenvolvimento.

A última camada, o ambiente, consiste nas mudanças trazidas pelo DSI, sendo composta pelos resultados ou consequências da intervenção nas classes de objectos intervencionados, quer aquelas sejam intencionais ou não.

Uma outra abordagem é apresentada por Carvalho [2013a, 2013b], em linha com a aproximação ao DSI já descrita no presente trabalho. O processo de DSI é composto, nesta perspectiva, pelas actividades de compreensão do sistema organizacional, compreensão do sistema de informação, reformulação do sistema de informação, obtenção do sistema informático e implementação de alterações (no sistema de informação) e integração do sistema informático [Carvalho 2013a]. Carvalho considera que processo e actividade significam a mesma coisa, mas elucida relativamente ao significado de produto neste contexto, uma vez que define produto como o resultado da execução da actividade (ou processo) [Carvalho 2013a].

Tal como pode ser observado na Figura 8, a actividade compreender o sistema organizacional (a) representa a organização como um sistema e pretende definir o ambiente, a finalidade, as actividades, os objectos manuseados, a estrutura e a história. Esta actividade dá origem à representação do sistema organizacional (1), que é um produto descritivo dessa organização [Carvalho 2013a].

Figura 8 – Processo de DSI Fonte: Carvalho [2013a, 2013b]

Por sua vez, a actividade de compreensão do sistema de informação (b) analisa a situação existente do sistema de informação, identifica as fronteiras do sistema e as interações com outros sistemas, conceptualiza (através da criação de modelos mentais) o sistema de informação e representa os modelos da situação existente. Como produto desta actividade tem- se uma representação do sistema de informação (2), que é um produto descritivo desse sistema de informação [Carvalho 2013a].

Estas duas actividades (compreender o sistema organizacional e compreender o sistema de informação) fazem parte da fase de percepção (cf. Aproximação ao DSI). Grande parte do trabalho desenvolvido nesta fase tem que ver com a compreensão de objectos complexos e com a transmissão do conhecimento resultante dessa compreensão a outras pessoas [Carvalho 1998]. Este subprocesso pode ser descrito em duas etapas demonstradas na Figura 9: análise (em que o objecto de estudo é submetido a diversas formas de inquérito que visam a obtenção de conhecimento sobre o objecto) e a representação (em que esse conhecimento é representado em modelos).

Figura 9 – As Duas Etapas da Fase de Percepção nas Actividades de Intervenção Fonte: Carvalho [1998]

É importante na etapa de análise considerar apenas aquilo que for realmente necessário conhecer sobre o objecto de estudo, atendendo aos propósitos da intervenção. Na etapa de representação pretende-se representar o conhecimento obtido para que ele seja transmissível a outras pessoas, tão facilmente quanto possível [Carvalho 1998]. Na etapa de análise a estratégia adoptada para lidar com a complexidade é a abordagem sistémica que considera sempre o todo e as suas propriedades, uma vez que reduz a quantidade da complexidade através do considerar de subsistemas até que um nível de detalhe que se considere adequado seja atingido [Carvalho 1998]. No que diz respeito à representação, esta utiliza técnicas de modelação, uma vez que a natureza sintáctica de fácil legibilidade (já que utiliza linguagens gráficas e diagramáticas) e a sua natureza semântica de utilização de conceitos mais complexos leva à criação de modelos com menos elementos e, portanto, mais simples (dado que existe uma mudança de técnica de modelação, passando a ser utilizadas ontologias diferentes) [Carvalho 1998]. Esta utilização de técnicas de modelação é também descrita por Siponen e Heikka [2007] como sendo uma importante característica dos métodos de DSI, dada a sua importância para os desenvolvedores destes sistemas.

Relativamente à actividade de reformulação do sistema de informação (c), a mesma tem como sub-actividades a redefinição do sistema de informação, a representação dos modelos da situação futura e a especificação dos requisitos para as aplicações informáticas [Carvalho 2013a]. Esta actividade gera como produto a representação do sistema de informação prescritivo (3), que inclui a descrição dos requisitos para os sistemas informáticos [Carvalho 2013a].

Na actividade de obtenção do sistema informático (d) são consideradas diversas opções: a construção interna, a aquisição de pacote de software ou a subcontratação. Independentemente da estratégia de execução da actividade adoptada, trata-se de um problema

de aquisição e obtenção de propostas que devem satisfazer os requisitos definidos na reformulação do sistema de informação, ter qualidade, garantia e também uma boa relação custo-benefício. O produto desta actividade são as aplicações informáticas (ou sistemas informáticos) [Carvalho 2013a].

A última actividade diz respeito à implementação de alterações e integração do sistema informático (e) que é composta pela formação (ou treino) nos novos procedimentos e nas aplicações informáticas adoptadas, a conversão dos registos dos antigos ficheiros para os novos, a experimentação dos novos procedimentos e aplicações informáticas e o arranque do funcionamento dos novos procedimentos e aplicações informáticas. Nesta actividade o produto é o sistema de informação ou o sistema organizacional desenvolvido no processo de DSI [Carvalho 2013a].

Face às abordagens apresentadas por Avison e Fiztegerald [2003], Carvalho [2013a], Hirscheim et al. [1996] e de Sá-Soares [2013c] ao ciclo de vida de um processo de DSI, torna-se relevante compreender que tipo de vantagens e desvantagens se enquadram com cada uma das abordagens em particular, sendo importante compreender de que forma as diferentes abordagens atenuam os problemas associados às abordagens ao ciclo de vida de um processo de desenvolvimento num âmbito geral. Avison e Fiztgerald [2003] apresentam um conjunto de vantagens e desvantagens associadas às abordagens tradicionais que se focam no ciclo de vida de um processo de desenvolvimento, sendo apresentadas na Tabela 3:

Tabela 3 – Vantagens e Desvantagens das Abordagens ao Ciclo de Vida Adaptado de Avison e Fitzgerald [2003]

Vantagens Desvantagens

Os métodos que se guiaram por esta abordagem foram largamente testados

Falhas no cumprimento das necessidades de negócio

A utilização de padrões de documentação nos métodos ajuda a garantir que a especificação do sistema seja completa, o que facilita na comunicação

entre os diversos intervenientes no processo de DSI

Modelos de processos que podem ser instáveis

Garante que os utilizadores do sistema estejam bem treinados na utilização do mesmo

O facto de esta abordagem ser orientada aos ‘produtos’ pode levar a inflexibilidades

Previne, de certo modo, falhas nas datas de conclusão do processo de DSI e derrapagem de

custos

Pode existir resistência à mudança, o que pode levar à insatisfação dos utilizadores

Tanto os técnicos como os utilizadores podem no fim de cada fase rever o progresso efectuado

O facto de a documentação ser padronizadapode ser uma vantagem, mas também pode ser uma desvantagem, uma vez que quem a desenvolve são

os técnicos e não os utilizadores Ao dividir o processo em diferentes fases torna

mais fácil o seu manuseamento, controlo e gestão

Dada a complexidade de certas fases e à possível inexperiência de quem efectua as estimativas de

tempo e custo, pode existir falta de controlo e imprevisibilidade

Uma análise e representação inapropriadas conduzem a sistemas incompletos A demora do processo de DSI pode levar a que se

acumulem aplicações durante o processo A sobrecarga na fase da manutenção dos sistemas pode levar a que a manutenção seja ‘rápida e fraca’

Quando novos requisitos são descobertos isto pode levar a problemas, uma vez que o ciclo de vida

apresenta uma abordagem top-down

Adopta uma postura por vezes simplista em problemas que são por natureza complexos

(organizações, pessoas e tecnologia)

No entanto, de todas as aproximações ao ciclo de vida, acredita-se que a abordagem ao ciclo de vida apresentada por Carvalho [2013a, 2013b] mitiga dois dos problemas enunciados por Avison e Fitzgerald [2003], nomeadamente na falta de controlo e imprevisibilidade por culpa da complexidade de certas fases do desenvolvimento do ciclo de vida e na postura simplista de problemas complexos e que são genéricos às abordagens ao ciclo de vida encontradas. Isto acontece porque especificamente no que diz respeito à fase de percepção de qualquer actividade de intervenção, esta abordagem adopta uma perspectiva sistémica e utiliza representações através de técnicas de modelação. Sendo extremamente específica na análise e representação, automaticamente, torna restrita a sua aplicação ao processo de DSI e mitiga estes problemas, uma vez que utilizando essas restrições do ponto de vista estratégico para lidar com a complexidade inerente à representação dos SI, torna mais fácil a sua compreensão e não

esquece as propriedades emergentes (propriedades do ‘todo’ que não se manifestam em nenhuma das partes) [Carvalho 1998].

Apesar de tudo, as quatro abordagens ao ciclo de vida ao processo de DSI são muito semelhantes entre si [Avison e Fitzgerald 2003, Carvalho 2013, Hirschheim et al. 1996, de Sá- Soares 2013c], sendo que a abordagem proposta por de Sá-Soares [2013c] inclui o controlo como uma das fases do ciclo de vida do desenvolvimento e, uma vez que essa fase acompanha todo o processo de desenvolvimento, é diferente das restantes abordagens que não reconhecem o controlo do processo de desenvolvimento formalmente. É difícil, todavia, definir uma abordagem ideal ao ciclo de vida. Isto sucede porque as abordagens aqui apresentadas estão fortemente ligadas com as suposições dos seus autores e obedecem de uma forma ou de outra à visão de SI que cada um defende. Acaba por ser de igual modo impossível, e também não desejável, que todos os métodos cubram todas as fases do ciclo de vida do processo de DSI [Avison e Fitzgerald 2003; Hirschheim et al. 1995], já que uma abordagem unificada compromete os seus seguidores com um conjunto de suposições partilhadas acerca dos objectos de interesse e dos métodos de investigação apropriados [Hirschheim et al. 1996]. Esta abordagem unificada restringe ainda o domínio à visão de um só objecto de sistema, interpretando todos os outros objectos à luz dessas ‘lentes de visão’ [Hirschheim et al. 1996]. Acrescenta-se, ainda, que abordagens às diferentes fases do ciclo de vida podem conduzir a coberturas de cada uma dessas fases e isso pode traduzir-se numa adaptação benéfica à realidade das necessidades das diferentes organizações. Para além disso, o âmbito do processo de DSI não deve ser apenas restringido à abordagem relativa ao ciclo de vida, uma vez que diferentes métodos podem adoptar outras abordagens mais iterativas, evolucionárias ou em espiral que possam de alguma forma ultrapassar as desvantagens enunciadas respeitantes às abordagens ao ciclo de vida [Avison e Fitzgerald 2003].