7. Nytt inntektssystem for
7.1.4 Kompensasjon for smådrifts-
A experiência laboratorial possibilitou a recolha de evidências que permitiram classificar cada uma das suposições avançadas. A forma como foi estruturada é apresentada na subsecção correspondente à instanciação. Também foram avançadas as razões que levaram a que esta abordagem fosse a seleccionada para levar a cabo este estudo, a sua definição e as suas vantagens e desvantagens.
3.7.1 Definição de Experiências Laboratoriais
As experiências, num âmbito geral, envolvem o tomar de acções e a observação das consequências dessas acções. Numa experiência laboratorial, o investigador controla as variáveis independentes (ex: as diferentes construções da modelação de métodos) e mede os efeitos dessas variáveis independentes nas variáveis dependentes (ex: precisão da modelação e precisão da interpretação, nível de confiança) [Siau e Rossi 2011].
Rubin e Chisnell apresentam, por sua vez, várias técnicas de investigação que podem ser levadas a cabo para se avaliar o ciclo de desenvolvimento de um determinado produto: investigação etnográfica, representação participativa, investigação focada no grupo, questionários, experiência de caminhada, escolha de cartas abertas e fechadas, protótipos no papel, avaliações heurísticas ou especialistas, testes de utilidade e estudos intencionais [Rubin e Chisnell 2008].
Dado o foco pragmático deste estudo, foi realizado um planeamento da experiência laboratorial com base no enquadramento disponibilizado por Rubin e Chisnell [2008]. Estes autores apresentam um enquadramento para o planeamento e condução de experiências
laboratoriais focado numa técnica específica desta abordagem metodológica, designada por testes de utilidade. Uma vez que o que se pretendia neste estudo não era realizar um teste de utilidade, mas sim uma experiência laboratorial no âmbito dos SI, entendeu-se que este enquadramento, apesar de não estar totalmente enquadrado com o pretendido, possibilitava uma arquitectura relevante que foi adaptada para o planeamento e execução da experiência laboratorial que se pretendia. Desta forma garantiu-se o cumprimento dos objectivos de investigação enunciados anteriormente. Considera-se assim que esta técnica dos testes de utilidade é um modelo relevante a ter em conta para a realização de experiências laboratoriais, pois caracteriza-se por uma recolha de dados empíricos durante a observação de um grupo representativo de utilizadores a interagirem com o produto pretendido de uma forma realista [Rubin e Chisnell 2008].
Rubin e Chisnell [2008] referem que esta técnica é a ideal para um ambiente em que os especialistas de cada uma das equipas, não trabalhem de forma integrada. Para o estudo em questão isto adequou-se ao que era pretendido: avaliar a modelação dos diferentes métodos de DSI e de DSIS através de desenvolvedores que serão representativos do grupo de profissionais que desenvolve tanto um dos processos como o outro e que, tal como já foi referido no decurso deste documento numa primeira instância, não trabalham de forma integrada.
3.7.2 Vantagens e Desvantagens
Num âmbito geral, as vantagens de desenvolver experiências de laboratório passam pelo poder que o investigador tem de controlar a intervenção e a confusão das variáveis em estudo. O facto de serem focados na construção individual e permitirem a investigação da eficácia e eficiência de cada constructo na análise e representação de um sistema é também outra vantagem, dado que essa investigação não é possível de deduzir no nível de modelação do método em estudo [Siau e Rossi 2011].
No que diz respeito aos testes de utilidade, que serviram como modelo para a condução das experiências laboratoriais, as vantagens são as seguintes [Rubin e Chisnell 2008]:
Criar um registo histórico de referência, relativo à utilidade, para lançamentos futuros;
São fáceis de aprender;
Ajudam as pessoas a serem eficazes e eficientes de acordo com o que desejam;
São satisfatórios de utilizar;
Minimizam o custo de operação da experiência.
Quanto às desvantagens das experiências de laboratório, prendem-se com a artificialidade da própria experiência, que pode ser considerada pela comunidade científica como não representativa da realidade organizacional. O facto de serem simples, é também uma desvantagem, dado que podem ser considerados irrealisticamente simples. Também o facto de serem por vezes conduzidas com recurso a participantes leva ao argumento que a sua participação não equivale a levar a cabo uma experiência com analistas profissionais, embora este último ponto seja alvo de discussão, uma vez que um participante pode ser um óptimo alvo no que diz respeito a facilidade de aprendizagem de uma dada técnica de modelação, conforme notam Siau e Rossi [2011]. Rubin e Chisnell [2008] afirmam ainda que outra das possíveis desvantagens é o facto de os participantes serem alvo de escolha do investigador e a representatividade da audiência depender sempre da sua capacidade, e também porque os testes de utilidade nem sempre são a melhor técnica para se utilizar, dependendo sempre do contexto da investigação.
3.7.3 Justificação de Utilização
Durante este capítulo já foram abordadas as razões para a escolha das experiências laboratoriais. No entanto, falta ainda referir as razões da escolha desta estratégia de investigação que se prendem com o âmbito de desenvolvimento deste projecto. Dado o âmbito académico em que se realiza este projecto de dissertação de mestrado, desde logo existem limitações orçamentais e humanas. No que diz respeito às primeiras, este projecto deveria ser conduzido sem que representasse custos acrescidos quer para o investigador, quer para o orientador, quer para a instituição, daí que esta abordagem foi facilitadora nesse processo, uma vez que a instituição possui meios adequados para levar a cabo as experiências laboratoriais e assim, desta forma, reduziram-se os custos da investigação. Dado que a população alvo das experiências foram sobretudo participantes de um grupo muito específico (que diz respeito a participantes com percurso académico, que inclui experiência no conceito de sistema de
informação aqui defendido e também com grande experiência curricular em técnicas de modelação de DSI), isto foi encarado como uma vantagem.
3.7.4 Instanciação
As experiências laboratoriais versaram as técnicas de modelação dos métodos. Os utilizadores foram os participantes de SI afectos a cursos que no momento em que se realizou a experiência compunham a oferta formativa do Departamento de Sistemas de Informação na Universidade do Minho. As experiências comportaram um conjunto de pressupostos que deveriam ser cumpridos a vários níveis:
A amostra representativa dos métodos de DSI e de DSIS tinha que estar definida previamente de acordo com o objectivo de investigação O1 (Selecção e caracterização de uma amostra representativa de três métodos de DSI e de três métodos de DSIS com base num conjunto de características de selecção relevantes e justificadas do ponto de vista da possível comensurabilidade entre eles);
Os participantes deveriam ter pelo menos frequentado, com aproveitamento, uma das várias unidades curriculares que tenham utilizado técnicas de modelação;
Deveria ser feita uma formação de enquadramento da modelação em métodos de DSIS.
No seguimento destas decisões, as experiências foram conduzidas de acordo com uma adaptação do planeamento sugerido por Rubin e Chisnell [2008], que incluía os seguintes elementos:
Desenvolvimento dos objectivos do teste;
Utilização de uma amostra representativa de participantes com competências;
Representação do ambiente de trabalho actual;
Observação dos participantes na modelação de um problema de SI;
Recolha de métricas quantitativas e qualitativas.
3.7.5 Análise de Dados nas Experiências Laboratoriais
O planeamento da análise de dados, resultante das experiências efectuadas, foi conduzido através de etapas, adaptando-se também a proposta de análise defendida por Rubin e Chisnell [2008] para a realização dos testes de utilidade. Como se considerou este modelo relevante para conduzir as experiências laboratoriais, foram tidas em linha de conta as seguintes indicações para a análise de dados da experiência laboratorial:
1. Análise de dados preliminares (feita após a experiência ter ocorrido), principalmente afecta aos pontos considerados mais importantes para este estudo encontrados ou evidenciados durante a experiência, através da elaboração de um relatório sumário. O objectivo seria recolher as ‘ervas daninhas’ antes de se visualizar os grandes padrões e tendências. O relatório sumário deveria conter os seguintes elementos:
a. Dados compilados; b. Dados sumarizados;
c. Análise de dados preliminares.
2. Análise compreensiva, que deve ter lugar duas a três semanas depois da experiência e cujo objectivo é elaborar um relatório detalhado que deve incluir tudo o que foi encontrado no relatório sumário.
No Capítulo 4 – Descrição do Estudo do presente relatório é apresentada em pormenor a forma como foi planeada e conduzida toda a experiência, bem como se efectuou a análise dos dados recolhidos durante a mesma.