Tendo em conta a natureza do transporte presente numa infraestrutura aeroportuária, o sistema aeroportuário é alimentado essencialmente por três fluxos que são simultaneamente tanto de passageiros como de aeronaves. O fluxo de chegada que se refere ao movimento de chegada, o fluxo de partida que se refere ao movimento de partida e o fluxo de transito ou de transferência que ocorre quando os passageiros não iniciam nem terminam a sua viagem no aeroporto utilizando este apenas como escala intermédia de passagem durante o decorrer da viagem (ANA, 2013c).
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3.6.1 Fluxo de Chegada
Na figura 8 é detalhado o fluxo de chegada de passageiros e de aeronaves ao sistema aeroportuário. Após aterragem da aeronave, a mesma é parqueada em segurança na posição de parqueamento de aeronaves localizado numa das plataformas do lado ar. Após garantidas as condições e segurança, são encostados equipamentos específicos à aeronave que permitem o desembarque de passageiros e o descarregamento da sua bagagem. Para permitir o acesso à cabine da aeronave de passageiros e de pessoal, são necessárias escadas de acesso ou esse acesso é garantido pela ponte telescópica existente em frente ao terminal. A aeronave pode também estar equipada com escada frontal própria (ANA, 2012e).
Figura 8 - Fluxo de Chegada
Fonte: Elaboração própria a partir de ANA (2013c).
Inicia-se de imediato o desembarque dos passageiros que pode ocorrer diretamente para o terminal de passageiros, se a aeronave se encontra parqueada em
Stand dotado de ponte telescópica, ou para autocarros providenciados pelo prestador de
serviços de assistência em escala. Em casos específicos, o aeroporto pode autorizar um desembarque de passageiros a pé através de caminhos especificamente identificados e destinadas para esse fim. Em qualquer dos casos, os passageiros entram no terminal de passageiros nos fluxos de emigração correspondentes conforme a origem do voo. Caso esta seja uma origem Não Schengen ou extra comunitária, os passageiros serão sujeitos a controlo de fronteira antes de poderem entrar em território nacional. Caso a origem seja Schengen, não se verifica o controlo de fronteira de emigração (ANA, 2012e; ANA, 2013c).
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Simultaneamente ocorre o descarregamento da bagagem pelo prestador de serviço de assistência em escala. Esta será levada para o terminal de bagagem de chegadas onde será colocada em tapetes de recolha de bagagem e posteriormente recolhida pelos passageiros. Uma vez recolhida a bagagem, todos os passageiros passam pelo controlo aduaneiro antes de abandonarem definitivamente o sistema aeroportuário (ANA, 2013c).
3.6.2 Fluxo de Partida
Na Figura 9 demonstra-se o Fluxo de partida que se caracteriza pelo facto dos passageiros entrarem no sistema aeroportuário por via de transportes terrestres disponíveis no aeroporto que permitem o acesso à infraestrutura aeroportuária. O primeiro contacto ocorre no processo de Check-in. O passageiro é aqui aceite no voo, entregando neste ponto a sua bagagem que será processada e encaminhada para o prestador de serviço de assistência em escala através de um sistema de tratamento de bagagem. Alguns operadores permitem o processo de Check-in online através da internet. Neste caso, se o passageiro não tiver bagagem que se destine ao porão da aeronave, não terá necessidade de passar pelo Check-in no aeroporto. Caso contrário, a bagagem é depositada nos balcões dedicados aos voos e processada da mesma forma detalhada adiante (ANA, 2013c).
Figura 9 - Fluxo de Partida
Fonte: Elaboração própria a partir de ANA (2013c).
No que se refere aos passageiros, após efectuado o processo de Check-in, seja com presença física no balcão, seja online, o passageiro passa para a área de embarque. Esta passagem implica um rastreio de segurança do passageiro em que este é rastreado não podendo transportar consigo determinado tipo de objetos considerados proibidos
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pela indústria. Uma vez dentro da zona de embarques, o passageiro dirige-se para a respectiva porta de embarque. Em função do destino da aeronave, esta pode encontrar- se no fluxo Schengen ou no fluxo não Schengen. Caso o destino seja um destino Schengen, o acesso à porta de embarque não carece de qualquer controlo de identificação e fronteira. Caso o destino seja um destino não Schengen ou extra comunitário, os passageiros são sujeitos a um controlo de identificação e fronteira pelos serviços de emigração competentes. O embarque pode ocorrer em portas destinadas a embarques de aeronaves parqueadas em posições remotas. Nestes casos os passageiros são transportados através de autocarro fornecido pelo prestador de serviços de assistência em escala até à aeronave. Caso a aeronave se encontre parqueada em posição de parqueamento dotada de ponte telescópica, o embarque ocorre diretamente do terminal para a aeronave através dessas infraestruturas. Em casos específicos, o aeroporto pode autorizar o processo de embarque de passageiros a pé em caminhos especialmente definidos para o efeito (ANA, 2012d; ANA, 2013c).
3.6.3 Fluxo de Trânsito ou de Transferência ou de Trânsito
O último fluxo que importa detalhar, designa-se como fluxo de trânsito ou de transferência (Figura 10). Neste caso, os passageiros não iniciam ou terminam o seu trajeto de viagem no aeroporto, apenas usando este como escala. Assim, os passageiros desembarcam a aeronave pelos meios já referidos e entram no terminal de passageiros. Conforme a sua origem, podem ou não ser sujeitos ao controlo de identificação de fronteira pelas autoridades competentes. De seguida são encaminhados para o átrio de embarque, localizado em áreas reservada durante o tempo de permanecia no aeroporto. Para o processo de embarque, os passageiros encaminham-se para as portas de embarque, mais uma vez podendo ou não passar pelo controlo de fronteira consoante o seu destino. O processo de embarque é idêntico ao já detalhado (ANA, 2013c).
Figura 10 - Fluxo de Transito ou de Transferência
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