safeguarding
10. Extent to which research findings and documentation are accessible and are utilized to strengthen policy-making and
Na indústria do transporte aéreo, os operadores aéreos tradicionais, em muitos casos os antigos operadores aéreos de bandeira, já estabelecidos no definem o seu posicionamento mais perto da diferenciação. As escolhas destes operadores recaem em afirmar uma solução onde se encontra presente o valor adicional orientado para um leque alargado de necessidades presentes nos clientes e onde as empresas exploram as sinergias que se encontram disponíveis produzindo um vasto conjunto de produtos e serviços sob a mesma marca fortemente ligada a um conceito diferenciado (Shaw, 2007).
Segundo Shaw (2007) o grupo de operadores aéreos cujo perfil melhor se encaixa na estratégia de diferenciação são os Full Service Carrier ou FSC, naturalmente em consequência da gama mais alargada de serviços que oferecem aos seus clientes e os transportadores tradicionais ou então como operadores de legado (Legacy Carriers) ou de bandeira (Flag Carrier) com a forte conotação histórica e de identidade nacional que alguns operadores ainda retém. Estes têm vindo a sentir cada vez mais dificuldades perante as rápidas mudanças observadas na indústria recentemente (Graham e Vowles, 2006; Rodrigues, 2012).
Como exemplo destes operadores, encontramos atualmente a voar nos espaços aéreos a TAP Portugal, Lufthansa, Iberia, British Airways, Alitalia, Air France, etc.
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Sendo que a única companhia de bandeira que cessou a sua atividade após os três pacotes de liberalização europeia foi a belga Sabena. Esta deu origem à atual SN Brussels (ICAO, 2003).
Estes transportadores representam os operadores originais de passageiros, carga e correio. Toda a rede de transporte aéreo foi criada e desenvolvida por estas organizações que até aos processos de liberalização do sector, desenvolviam a sua atividade num ambiente altamente regulado e protegido pelos estados. Esta proteção, muitas vezes abusiva, foi denunciada pelos concorrentes já após o início dos processos de liberalização quando alguns estados membros se viram envolvidos em ajudas irregulares a operadores de bandeira como a francesa Air France ou a italiana Alitalia (Belobaba et al. 2009 cit in Rodrigues 2012) ou mesmo a belga Sabena que recebeu do estado belga antes de falir em 2001, entre 1975 e 2001 781 milhões de euros, metade desse valor após 1995 através de várias recapitalizações (Dobruszkes, 2006).
Segundo Shaw (2007), existem aspectos importantes que devem de estar presentes nas políticas de um operador que escolha a estratégia de diferenciação de Porter (1998). Na tabela 5, resumimos os principais aspectos considerados importantes para desenvolver este modelo de negócio aviação. Os aspetos variam entre características e opções mais comercias, e aspectos mais operacionais. As características encontradas e detalhadas, representam a visão de vários autores.
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Tabela 5 - Operadores Aéreos Diferenciados, Full Service Carriers
Serviços diferenciados e Níveis de Serviço
Manter elevados níveis de serviço, garantir o conforto dos seus passageiros;
Desenvolver processo de formação contínua dos recursos humanos no sentido de garantir a motivação e simpatia face aos clientes;
Distintos serviços divididos pelas várias classes existentes o que permite atingir um variado publico alvo assim como diversos segmentos de mercado;
Gestão da Marca Os passageiros percebem os transportadores aéreos de formas distintas;
Exemplos de marcas fortes e de referência na indústria são a Virgin Atlantic, a Emirates e a Singapore;
Presença Transversal em todos os segmentos de
mercado
Viagens de negócios, lazer ou carga;
O segmento de viagens de negócio devolve elevados retornos, enquanto a presença nos mercados de lazer representa grandes taxas de crescimento;
Transporte misto, passageiros e carga na mesma aeronave, tem-se mostrado como sendo uma forte aposta por parte de alguns operadores como a Emirates e a Singapore;
O segmento carga mostra tendências de recuperação superiores ao transporte de passageiro;
Escolha dos Aeroportos e da Rede, Hub & Spoke
Escolha de aeroportos principais com operação baseada numa elaborada e interdependente rede do tipo hubs & spoke; Prestam serviço de transporte aéreo com ligações entre pequeno, médio e longo curso;
O sistema hub & spoke concentra o tráfego numa base operacional, designada por hub. Esta base representa uma escolha estratégica por parte do operador aéreo e é onde este concentra uma grande parte dos seus ativos, equipamentos como aeronaves assim como tripulações;
Os demais voos desse operador convergem para o hub dos outros aeroportos designados por spokes através de um sistema de alimentação em tempo que permita a transferência de passageiros, carga e correio. Assim, o hub atua como uma plataforma de rotação desse operador onde este centraliza toda a sua operação;
Baixa Rotatividade Correta configuração de baixa densidade com múltiplas classes;
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completa do interior da aeronave e um potencial serviço de recarga de alimentos e bebidas;
As rotações prolongadas diminuem a possibilidade de rotatividade das aeronaves, não permitindo o desenvolvimento do mesmo tipo de economias de escala observadas nos operadores de baixo custo.
Alianças Estratégicas
Tradicionalmente, esta indústria do transporte aéreo tem vindo a preferir a cooperação do que um cenário de competição, preferindo a criação de alianças alegadamente benéficas entre operadores;
Permitem o desenvolvimento de Encomias de Escala que traduzem a redução do custo unitário com o incremento da produção em dimensão, e as Economias de Gama que explicam o benefício originado pela cooperação e a produção conjunta de bens ou serviços.
Existência de uma estratégia de Marketing conjunto, programas de lealdade de clientes; Criticas:
Para Shaw (2007) as alianças constituem nada mais do que um formato de organização empresarial difícil de gerir;
Isto muito porque não existe verdadeira liderança. Todas as decisões tomadas acabam por ser meras concessões feitas pelos membros. Encontramos assim grandes operadores de sucesso, com posições diferenciadas que preferem permanecer à margem das grandes alianças. Exemplos claros são a Emirates e a Virgin Atlantic. Estes transportadores aéreos assumidamente diferenciados no seu posicionamento, preferem ser independentes das potenciais prisões criadas por estas aglomerações.
Múltiplas Tarifas, Custos de distribuição
altos
Distribuição através de uma rede agentes de viagem o que resulta em pagamentos elevados em comissões; Distribuição on-line;
Tarifas complexas e muito elaboradas permitindo modificações e cancelamentos.
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