3.2 Straffeloven av 1902: lovforarbeid
3.2.4 Paragraf 245 – om fosterfordrivelse og abort
Ao falar sobre os participantes que compõe a violência do Cyberbullying, entende-se que as características dos envolvidos nessa ação acabam convergindo com especificações daqueles que atuam também no Bullying. Apesar da semelhança, os agressores de ambas práticas apresentam algumas características específicas e diferenças fundamentais na compreensão dessas modalidades distintas de violência.
Dito isto, entende-se que o Cyberbullying possui muitos aspectos particulares, porém, alguns parecidos aos do Bullying como, por exemplo, o desequilíbrio de poder entre os envolvidos que culmina na agressão. Sendo assim, no Cyberbullying, esse desequilíbrio de poder passa a ser motivado pelo maior domínio do uso das tecnologias informáticas para divulgação de material ofensivo ou habilidade para camuflar os rastros da agressão virtual. Outro fator importante na diferença entre as personalidades das duas práticas está na quantidade de visualizadores que a ação alcança na Internet, já que não dá para saber previamente o alcance e impactos de qualquer ato violento. Como dito por Guacini (et al, p. 11), a respeito das principais diferenças das duas violências:
O cyberbullying transcende, portanto, as limitações que o espaço físico da escola confere ao bullying convencional. Nos casos de bullying presencial, o agressor costuma ver a reação da vítima ao incidente, o que é raro acontecer no mundo virtual. Aqui, o agressor pode manter o afastamento em relação à vítima, pelo que será menos provável sentir empatia ou culpa.
Concordando com essa visão, Wanzinack (2014, p. 67) diz que o Cyberbullying perde o caráter local, como do Bullying, e ganha uma modalidade de ataque global e atemporal, de forma que pode ser sofrido ou praticado em qualquer local, em momentos inesperados, já que a Internet não estabelece horários de funcionamento. Muitas vezes as vítimas vão dormir sem sequer desconfiarem que estão sendo alvo de Cyberbullying e quando acordam há milhares de mensagens em suas redes sociais, intimidando-as, ameaçando-as, humilhando-as. Dessa maneira então, na tabela 3 a seguir, serão apresentadas características dos envolvidos no Cyberbullying. As características estão de acordo com as ideias de Wanzinack (2014, p. 67) e Santomauro (2010), sendo atualizada para os dias atuais com base em características retidas da observação de vários casos de Cyberbullying dos últimos anos:
Tabela 3: Características dos Participantes de Cyberbullying
Participantes Características dos Participantes de Cyberbullying
Vitimas Costumam ser tímidas e pouco sociáveis fugindo dos padrões;
Costumam apresentar alguma característica física considerada anormal pelos padrões, sejam relacionados a peso e altura, tipo de cabelo, afecções de pele e excesso de pelos, cicatrizes, entre outras;
Geralmente são inseguras, retraídas, ansiosas, depressivas;
Acabam por não delatar o Cyberbullying e os ataques sofridos por medo de novas ondas de repressão pelos agressores;
Acabam por não saber de onde estão partindo os ataques, já que estes adquirem um caráter anônimo;
Muitas vezes demoram a descobrir o motivo e o alcance das agressões;
Muitos são coniventes com a agressão, salientando que são culpados da violência que sofrem, pois apresentam características que os levam a serem escolhidos como vítimas, punido a si próprios;
Podem sofrer Intolerância Política, Intolerância Religiosa e serem vítimas de diversas formas de preconceitos;
Podem ser vítimas de Homofobia, Racismo, Xenofobia, Pornografia da Vingança ou Ciberperseguição;
Podem já ter sofrido ou vir a sofrer Bullying em espaços físicos;
Podem passar a agredir outras vítimas mais fracas como atitude de vingança; Podem se automedicar com o intuito de entorpecer os impactos da agressão; Acabam por ter dificuldade de falar sobre o Cyberbullying com os pais, professores e até com outros colegas;
Podem passar a ter fobia da conexão com a Internet;
Podem apresentar comportamento autoagressivo, já que a violência virtual pode culminar em casos de bulimia, anorexia, automutilação e até o suicídio;
Se sentem ameaçadas o tempo todo;
Agressores Podem sequer conhecer pessoalmente as vítimas e não apresentar motivos para agredi-las;
Enviam, postam, compartilham mensagens, imagens e outros materiais com objetivo de constranger, humilhar, ridicularizar, rebaixar suas vítimas;
Disseminam conteúdos difamatórios de maneira a se aproveitar do caráter viral das redes sociais virtuais;
Utilizam a repercussão do Cyberbullying para promover páginas próprias; Possuem mais conhecimentos das ferramentas informáticas que suas vítimas de forma a saber invadir dispositivos informáticos para roubar dados, imagens e arquivos pessoais;
Possuem conhecimentos das legislações sobre como a justiça trata os crimes informáticos e usam essas informações para ameaçar e intimidar suas vítimas; Adquirem um caráter anônimo através de perfis falsos (fakes) ou clonados; Passam muito tempo nas redes sociais virtuais;
O anonimato acaba por dar poder superior aos agressores, que expressam a real essência de suas personalidades, que durante o dia a dia ficam ocultas;
Usam da Violência para aumentar a popularidade e o poder de alcance; Não precisam estar no mesmo local físico que suas vítimas;
Não conseguem medir a consequência dos seus atos na vida presente e futuro dos agredidos e na própria vida, caso sejam descobertos;
Podem expressar a intolerância quanto a raça, religião, orientação sexual, gênero, estrato social, etc., em que liberam todo preconceito em postagens, mensagens de texto e imagens que podem circular rapidamente;
Podem usar da violência da Intolerância Política, Intolerância Religiosa, diversos preconceitos;
Podem ser praticantes de Homofobia, Racismo, Xenofobia, Pornografia da Vingança ou Ciberperseguição;
Acabam por construir um laço de confiança com as vítimas, fomentando práticas como o Sexting e posteriormente ameaçam e expõe os agredidos, ou como falado pelos usuários “explanando”, as imagens nas redes sociais virtuais ou por meio de mensagens de texto caso haja ameaça psicológica com as vítimas;
Visualizadores Apenas observam as agressões entre vítimas e agressores; Não escolhem um lado para auxiliar, tomam posturas neutras;
Muitas vezes não conhecem as políticas de privacidade dos Softwares Sociais que utilizam, não entendendo o caráter anônimo das denúncias;
São fundamentais para a continuidade da ação já que agem como plateia, inflando o ego dos agressores, que são motivados quanto a quantidade de visualizações dos atos propostos;
Não denunciam por medo de passar a ser alvo do Cyberbullying ou Ciberperseguição;
Incentivadores Reforçam o Cyberbullying incentivando as ações de prática;
Repassam os resultados do Cyberbullying por mensagem para conhecidos ou desconhecidos;
Compartilham e postam em grupos, páginas, blogs, os atos de Cyberbullying para seus contatos e/ou pessoas desconhecidas;
Apontam possíveis vítimas em grupos de agressores;
Podem pertencer a grupos que incentivam práticas de Cyberbullying;
Podem incentivar perseguidores a procurarem as vítimas e impor ações físicas; Podem incentivar as vítimas a cometer atos contra seus agressores, mesmo que essas não saibam quem são, gerando uma onda de violência contra terceiros que muitas vezes não são responsáveis;
Se torna coautores e corresponsáveis das ações do Cyberbullying. Fonte: Wanzinack (2014, p. 67); Santomauro (2010); Autoria Própria (2017).
Observando então os quadros sobre ambas modalidades de violência, compreende-se que ambas têm suas particularidades, como a agressão presencial do Bullying ou o alcance das ameaças virtuais do Cyberbullying, assim como similaridades, como os gatilhos da agressão motivadas a traços pessoais como aparência física ou peculiaridades na personalidade. Sendo assim, defende-se que ambas devem ser tratadas especificamente de acordo com as características, periculosidades, repercussões e impactos que apresentam na vida de todos os envolvidos. Não deixando de salientar o dever de considerar a importância e adotar uma atenção especial aos incentivadores e visualizadores tanto do Bullying quanto do Cyberbullying e esses podem ser de grande auxílio na prevenção dos ataques, detecção de práticas, denúncias tanto aos órgãos físicos quanto aos Softwares sociais e punição de casos nas quais se veem impelidos a observar. Sendo assim, serão apresentadas, a seguir, consequências da violência virtual na vida dos participantes de tais atos.