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Samhandlingen mellom kommunene og

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7 KOMMUNENE ETTER RUSREFORMEN

9.5 Vurderinger av kvalitet

9.3.1 Samhandlingen mellom kommunene og

1h 2h 3h 4h

Controle (água) - 14,1 16,4 55,3 65,6

Base do xarope (sem extrato) - 13,7 45,2 63,4 62,0

Xarope com extrato de Capsicum baccatum L. 100 40,6 47,9 52,7 42,1

Xarope com extrato de Capsicum baccatum L. 300 26,1 11,2 32,7 47,4

Xarope com extrato de Capsicum baccatum L. 600 24,7 26,7 28,1 44,1

Xarope com extrato de Capsicum baccatum L. 1000 11,1 22,1 27,8 22,3*

A resposta edematogênica é um dos sinais da resposta inflamatória decorrente do aumento da permeabilidade vascular, que ocorre na microcirculação, devido à ação dos mediadores liberados (MOREIRA, 2008).

O edema produzido pela carragenina é um modelo bifásico, que conta com a participação de vários mediadores que atuam em sequência para produzir a resposta inflamatória (SILVA, 2005). Na fase inicial (0-1h) ocorre a liberação de histamina, serotonina e bradicinina (BATISTA-LIMA, 2001). A fase posterior (1-6h) está relacionada com a elevação da produção de prostaglandinas, ativação da COX-2 e a liberação de NO na resposta inflamatória (SALVEMINI, 1996). De acordo com os dados acima apresentados (Tabela 12), a inibição do edema nos animais que receberam tratamento com xarope do extrato acetônico dos frutos imaturos de Capsicum baccatum L. na dosagem de 1000 mg/Kg de peso (1h antes da aplicação do estímulo edematogênico - carragenina), ocorreu na 4ª hora, sendo similar à do grupo tratado com nimesulida, o que sugere um mecanismo de ação baseado no envolvimento de metabólitos do ácido araquidônico (MOREIRA, 2008).

A presença de flavonoides em extratos vegetais proporciona várias atividades biológicas, dentre as quais podemos destacar a atividade antioxidante, anti-carcinogênica, antiinflamatório, protetor dos sistemas cardiovascular, renal e hepático. Uma das ações dos flavonoides está relacionada com a formação de ácidos graxos pela ação da fosfolipase A2, responsável pela hidrólise de fosfolipídios presentes nas membranas celulares, com a liberação do ácido araquidônico. Vários estudos indicam a inibição da enzima fosfolipase A2 pela quercetina. Além disso, estudos demonstram a ação de alguns flavonoides que inibem a ação das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase, impedindo a formação das prostaglandinas e leucotrienos, inibindo dessa forma os processos inflamatórios (BEHLING et al., 2004, SILVA et al., 2002).

Os frutos secos da pimenta podem ser usados localmente para o tratamento da irritação causada pelo reumatismo, como gargarejo para inflamação de garganta, em gastrites alcoólicas e em certos casos de diarreia (CHUKWU, 2006).

Estudos apontam que a capsaicina exibe propriedade antiinflamatória e pode ser útil na melhora de doenças inflamatórias e como agente preventivo (ALVES, 2006).

A capsaicina, um dos metabólitos secundários encontrados na espécie Capsicum baccatum L., possui atividade inibitória sobre a enzima COX-2 e sobre a expressão da enzima óxido-nítrico sintetase induzível (ALVES et al., 2006).

Em diversos estudos a quercetina demonstrou ter propriedades antiinflamatórias em vários sistemas in vitro e in vivo, na cirrose hepática e na infecção pulmonar promovida pelo vírus Influenza (MARTINEZ et al., 2008).

As saponinas presentes em muitas espécies vegetais aumentam a absorção e a atividade de outras substâncias (LÓPEZ, 2010).

Os metabólitos secundários estão presentes nas plantas em complexas misturas constituídas por vários tipos estruturais. Mesmo que a interação individual de um metabólito secundário particular possa ser inespecífica e fraca, a soma de todas as interações leva a um efeito substancial (LÓPEZ, 2002).

Diante de todas estas observações, pode-se supor que o sinergismo dos compostos secundários presentes na formulação testada é responsável pela atividade antiinflamatória observada no teste realizado. Como um dos mecanismos de ação sistêmica da formulação- teste pode-se propor a atuação na fase final da resposta inflamatória induzida por carragenina, já que o efeito foi melhor observado na 4ª hora após a administração do agente flogístico.

5.13.3. Histologia do edema de pata

As leituras histológicas foram realizadas observando os campos compreendidos entre as camadas da epiderme, tecido subcutâneo até atingir o tecido muscular.

Pode-se observar que todos os grupos que receberam carragenina apresentaram infiltrado inflamatório com a presença de células polimorfonucleadas com predomínio de neutrófilos, poucos eosinófilos e degeneração hidrópica do tecido epitelial. O infiltrado inflamatório apresenta-se distribuído pelo tecido subcutâneo estendendo-se ao redor das fibras musculares.

As lâminas histológicas foram qualificadas conforme o grau de inflamação. Para essa qualificação foi criada uma escala de inflamação baseada no número de células polimorfonucleares presentes no tecido analisado e a presença ou não de edema tecidual. A análise das lâminas está esquematizada na tabela abaixo (Tabela 13).

Os resultados obtidos da análise histológica das lâminas de patas de ratos da linhagem Wistar submetidos injeção subplantar de salina (Figura 37), carragenina como agente inflamatório (Figura 38) e os tratamentos realizados com formulação contendo extrato acetônico dos frutos verdes de Capsicum baccatum L. na concentração de 1000mg/Kg de peso (Figura 39) e nimesulida (Figura 40) demonstraram que o modelo proposto para o teste farmacológico da ação antiinflamatória desenvolveu-se de forma satisfatória. Nos tratamentos realizados com nimesulida e extrato acetônico dos frutos imaturos de Capsicum baccatum L. na concentração de 1000mg/Kg de peso, houve remissão do edema e diminuição de células inflamatórias, confirmando os resultados observados no modelo de edema de pata induzido por carragenina. Portanto, o extrato acetônico dos frutos verdes de Capsicum baccatum L., na concentração de 1000mg/Kg de peso, demonstrou ser efetivo para o tratamento da inflamação aguda em ratos da linhagem Wistar, no modelo de edema de pata induzido por carragenina.

Tabela 13 – Valores médios da avaliação qualitativa da intensidade da inflamação nos grupos tratados com formulação contendo o extrato acetônico dos frutos imaturos de Capsicum baccatum L. em relação ao grupo controle

Escala de inflamação: 0 – Ausência de inflamação; 1 – Inflamação discreta; 2 – Inflamação moderada; 3 – Inflamação intensa

GRUPOS INTENSIDADE DA INFLAMAÇÃO

1 3 2 3 3 3 4 3 5 3 6 2 7 2

A figura 37 demonstra as lâminas histológicas da região plantar das patas traseiras de ratos Wistar, 4h após a injeção com solução de salina. Observa-se a ausência de células inflamatórias e edema tecidual.

Figura 37 – Fotomicrografias das lâminas histológicas do grupo controle salina. Coloração Hematoxilina/Eosina. A: Aumento de 100x. B: Aumento de 400x.

A

A figura 38 demonstra as lâminas histológicas da região plantar das patas traseiras de ratos Wistar, 4h após a injeção com solução de carragenina a 1%. Pode-se observar edema tecidual, com espaçamento entre as fibras musculares em resposta transitória aguda e infiltrados celulares precoces com grande número de neutrófilos e outras células inflamatórias acumuladas em área de inflamação aguda.

Figura 38 – Fotomicrografias das lâminas histológicas do grupo controle carragenina a 1%. Coloração Hematoxilina/Eosina. A: Aumento de 100x. B: Aumento de 400x.

B A

Células inflamatórias

A figura 39 demonstra as lâminas histológicas da região plantar das patas traseiras de ratos Wistar, 4h após a injeção com solução de carragenina a 1% e tratados com xarope contendo 1000mg/Kg de peso do extrato acetônico dos frutos imaturos de Capsicum baccatum L. Pode-se observar uma diminuição significativa da infiltração leucocitária e redução do edema.

Figura 39 – Fotomicrografias das lâminas histológicas do grupo tratado com 1000mg/Kg de extrato acetônico de Capsicum baccatum L. Coloração Hematoxilina/Eosina. A: Aumento de 100x. B:

Aumento de 400x.

A

A figura 40 demonstra as lâminas histológicas da região plantar das patas traseiras de ratos Wistar, 4h após a injeção com solução de carragenina 1% e tratados com nimesulida 300mg/Kg de peso. Observa-se a redução do edema tecidual e do infiltrado inflamatório (influxo leucocitário).

Figura 40 – Fotomicrografias das lâminas histológicas do grupo tratado com Nimesulida 300mg/Kg. Coloração Hematoxilina/Eosina. A: Aumento de 100x. B: Aumento de 400x.

A

6. CONCLUSÃO

O estudo morfo-anatômico dos frutos de Capsicum baccatum L. demonstraram frutos do tipo baga, alongados, medindo de 7 a 9 centímetros de comprimento e 4 a 5 cm de largura. O epicarpo é fino, liso e carnoso, apresentando coloração vermelha no estádio final de maturação. O pericarpo é carnoso e de pouca espessura.

Na análise microscópica o corte transversal da epiderme demonstrou camada epidérmica de forma multisseriada, composta de até cinco camadas de células poliédricas, destacando-se a presença de cutina sobre essas células. Presença de tecido de expansão celular com 3 a 15 camadas, parênquima de preenchimento com mais de 10 camadas de células.

O estudo histoquímico realizado nos frutos no estádio imaturo (verde) de Capsicum baccatum L. demonstraram a presença de compostos fenólicos, flavonóides, lactonas sesquiterpênicas, taninos e mucilagem.

A determinação de massa fresca, massa seca, porcentagem de água e cinzas totais demonstrou frutos de boa qualidade e com as determinações dentro das especificações da legislação vigente.

Os extratos acetônicos produzidos a partir dos frutos de Capsicum baccatum L. apresentaram rendimentos diferentes, sendo o rendimento dos frutos no estádio intermediário o de maior valor.

O screening fitoquímico dos extratos acetônicos demonstraram a presença das substâncias capsaicina, terpenos, saponinas e flavonoides.

O principal composto identificado e quantificado nos frutos imaturos de Capsicum baccatum L. foi a capsaicina.

O extrato acetônico dos frutos no estádio imaturo foi o que apresentou a maior concentração de compostos fenólicos.

O extrato acetônico dos frutos verdes da espécie Capsicum baccatum L. apresentaram atividade antioxidante pronunciada em todas as concentrações testadas.

Os resultados obtidos no ensaio de Artemia salina L. indicam uma baixa toxicidade do extrato acetônico dos frutos imaturos de Capsicum baccatum L. testado nesta espécie.

Os resultados obtidos in vitro mostraram que o extrato bruto acetônico de pimenta dedo- de-moça verde (Capsicum baccatum L.) demonstrou capacidade moderada de inibir o crescimento de espécies Candida, podendo auxiliar ou promover o tratamento da candidíase provocada por Candida albicans e Candida tropicalis.

A administração oral do extrato acetônico dos frutos imaturos de Capsicum baccatum L. na concentração de 1000mg/Kg de peso, em ratos Wistar, apresenta efeito inibitório no modelo experimental de inflamação aguda de edema de pata induzido por carragenina.

A administração oral do extrato acetônico dos frutos imaturos de Capsicum baccatum L. nas concentrações de 100, 300, 600 e 1000mg/Kg de peso, em ratos Wistar, apresenta efeito inibitório no modelo experimental de contorções abdominais induzido por ácido acético.

A análise histológica confirma a remissão do processo inflamatório em edema de pata induzido por carragenina no tratamento realizado 30 minutos antes da indução do edema com a dose de 1000µg/Kg de peso.

Esses dados fornecem parâmetros para avaliar o potencial antiinflamatório e nociceptivo da formulação desenvolvida, sugerindo a continuidade da pesquisa com estudos específicos de atividade farmacológica visando possíveis novas ações terapêuticas e complementação das ações aquí testadas.

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