3. Forskning på leseferdigheter av minoritetsspråklige
6.3 Leseopplæringsaktiviteter
6.3.3 Opplæringsaktiviteter i leseforståelse
Como já dito, além das doenças ocupacionais tradicionais e dos acidentes de trabalho, a adoção de novas tecnologias e métodos gerenciais nos processos de trabalho atuais, também estão contribuindo para modificar o perfil da saúde, adoecimento e sofrimento dos trabalhadores. Assim, as LER/DORT, devido à ausência inicial de sintomas, permitem, contrariamente aos acidentes de trabalho, que o indivíduo continue trabalhando até se tornar totalmente dispensável para a produção podendo, ser substituído por outro (BRASIL, 2000).
O Ministério da Saúde tem reconhecido que as doenças geradas por esse novo contexto, não são apenas desencadeadas pelos esforços repetitivos, mas por pressão psicológica, stress, ausência de pausas, equipamento e mobiliário inadequados, posturas incorretas e solicitações cumulativas, excessivas e repetitivas ocasionadas por ritmo intenso/intensificação do trabalho.
Com a preocupação de alterar essa situação, o Governo Federal está aglutinando a experiência já acumulada em saúde e segurança do trabalhador pelos Ministérios do Trabalho e Emprego, da Previdência Social e da Saúde, para elaborar a proposição de uma Política nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador, para que se desenvolvam ações integradas nessa área, de forma mais racional e universal, com o objetivo de propor diretrizes para efetivar a ação articulada dos órgãos setoriais do Estado, na execução da política definida e para a ampliação e efetivação do controle social5. O tema central da Conferência, que permeou as discussões nas diferentes fases da sua realização, foi: “TRABALHAR SIM, ADOECER NÃO” realizada em 24 a 27 de
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“Os Conselhos de Saúde e as Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador são instâncias reconhecidas, legalmente constituídas, como modelo de participação e controle social. Garantidas pelo SUS, são canais regulares de acesso da população geral e da classe trabalhadora, garantindo a consulta pública sobre questões relevantes, sua discussão, deliberação e encaminhamento para solução. Seu papel é bastante claro e objetivo, transparente na sua atuação, como convém às instâncias democráticas. A começar pela análise e diagnóstico da própria situação do controle social, dos conselhos existentes nos três níveis de governo, dos modelos adotados pelos diferentes órgãos públicos, das suas interfaces manifestas e das suas decisões, da representatividade e vínculo dos conselheiros com as suas bases; e do desenho de planos municipais de saúde, atentos à realidade local. Este é um requisito fundamental à sua aprovação pelos Conselhos e conseqüente habilitação do Município” (3ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE DO TRABALHADOR - 3ª CNST, 2005, p.5).
novembro de 2005 (3ª CNST, 2005). O evento teve como intenção pautar uma discussão nacional por melhores condições de vida no trabalho e aprofundar com a sociedade as questões de saúde do trabalhador. Para estimular o debate, foram propostos três eixos temáticos: Como garantir a integralidade e a transversalidade da ação do Estado em Saúde do Trabalhador; Como incorporar a saúde dos trabalhadores nas políticas de desenvolvimento sustentável no país; e Como efetivar e ampliar o controle social em saúde dos trabalhadores.
De acordo com POSSAS (1981), em países onde a ação reivindicatória dos trabalhadores e de seus sindicatos é forte e efetiva, costuma haver revisões das normas de tolerância em relação às condições adversas à saúde, esperando que os níveis não sejam muito altos, competindo aos próprios trabalhadores, através de seus sindicatos a constatação das conseqüências sobre à sua saúde com base nas seqüelas já constatadas
Um avanço importante em saúde do trabalhador no Brasil, foi a elaboração, pelo Ministério da Saúde, da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (Portaria MS N.° 1.339, de 18 de setembro de 1999) que representou um grande salto para o diagnóstico, tratamento e estabelecimento da doenças relacionadas ao trabalho e outras providências decorrentes. Com a finalidade de possibilitar a identificação da freqüência e da distribuição desses agravos, a partir de sua real utilização pela rede de serviços de saúde e também por outras entidades, a lista, destinada ao uso clínico e epidemiológico, está dividida em 2 blocos. No primeiro, a publicação apresenta a relação de agentes ou fatores de risco de natureza ocupacional, com as respectivas doenças que podem estar a elas relacionadas. No segundo bloco, apresenta a relação de doenças e de agentes causais relacionados com o trabalho (BRASIL, 2001a).
No que concerne ao nosso estudo, apresentaremos algumas das Doenças Relacionadas ao Trabalho que podem aparecer ou ser identificadas, em análises posteriores como, por exemplo, no estudo de caso. Nos limitaremos, portanto, apenas a evidenciar alguns desses transtornos relacionados ao trabalho.
Lista de Transtornos Mentais e do Comportamento Relacionados com o Trabalho, segundo a Portaria MS Nº 1339/GM, de 18 de novembro de 1999.
• Demência e Outras Doenças Específicas Classificadas em Outros Locais Relacionada com o Trabalho .
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• Delirium, não Sobreposto a Demência, Relacionado com o Trabalho . • Transtorno Cognitivo Leve Relacionado com o Trabalho.
• Transtorno Orgânico de Personalidade Relacionado com o Trabalho .
• Transtorno Mental Orgânico ou Sintomático não Especificado Relacionado com o Trabalho.
• Alcoolismo Crônico Relacionado com o Trabalho. • Episódios Depressivos Relacionados com o Trabalho.
• Transtorno de Estresse Pós-Traumático Relacionado com o Trabalho. • Síndrome de Fadiga” Relacionada com o Trabalho.
• “Neurose Profissional”.
• Transtorno do Ciclo Sono-Vigília Relacionado com o Trabalho.
• “Síndrome do Esgotamento Profissional” ou Sensação de Estar Acabado (Síndrome de Burnout).
Doenças do Sistema Nervoso Relacionadas com o Trabalho • Distúrbios do Ciclo Vigília-Sono.
• Mononeuropatias dos membros superiores. • Mononeuropatia do membro inferior.
Doenças do Sistema Circulatório Relacionadas com o Trabalho • Infarto Agudo do Miocárdio.
• Arritmias Cardíacas.
Doenças do Sistema Osteomuscular e do Tecido Conjuntivo, Relacionadas com o Trabalho • Outras artroses. • Dor Articular. • Síndrome Cervicobraquial. • Dorsalgia. • Sinovites e Tenossinovites.
• Transtornos dos Tecidos Moles relacionados com o uso, o uso excessivo e a pressão, de origem ocupacional.
• “Contratura ou Moléstia de Dupuytren”. • Lesões do Ombro.
• Cotovelo de Tenista; Mialgia.
Sendo a saúde cada vez mais vista como resultado de um processo sensível às condições de vida e de trabalho, compreender quais são as possíveis relações entre trabalho e saúde em um contexto organizacional torna-se bastante importante. Entender as transformações pelas quais o processo de trabalho vem passando nas últimas décadas pode nos revelar que tipo de estrutura as organizações têm adotado para gerir a mão-de-obra e como este modo de organizar o trabalho, adaptado a um contexto mais
competitivo, pode contribuir para gerar doenças nos trabalhadores. Assim, o capítulo seguinte tem como intenção mostrar as transformações que estão ocorrendo no mundo do trabalho atual e que possíveis impactos estariam causando à saúde dos trabalhadores.
3. MUDANÇAS ATUAIS NA PRODUÇÃO E NO TRABALHO
Os anos do pós-guerra significaram, no contexto mundial, um período de profundas transformações sociais, econômicas, políticas e culturais. O mundo do trabalho, frente a este cenário, também sofreu intensas mutações.
Essas mudanças também fizeram com que o capital implementasse um processo de reestruturação, visando a recuperação do seu ciclo reprodutivo, adotando também um “modelo”6 conhecido como produção enxuta. Este “modelo” surge como uma resposta de algumas empresas no sentido de melhorar sua capacidade competitiva, definindo uma nova forma de gerenciar a produção e os trabalhadores.