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Hvilke hovedaspekter i leseopplæringen for minoritetsspråklige elever fokuserer

7. Diskusjon

7.2 Hvilke hovedaspekter i leseopplæringen for minoritetsspråklige elever fokuserer

A principal característica das novas empresas surgidas com a crise de 73 baseia-se em um novo invento tecnológico do pós 2a Guerra que “revolucionou” o mundo da produção. Este invento foi a microeletrônica apta a estruturar, através do computador, empresas em rede e capaz de descentralizar grandes fábricas com milhares de trabalhadores e esparramá-los em diversas unidades menores interconectadas (ANTUNES, 2005).

O novo invento tecnológico possibilitou que a ação gerencial mudasse de foco, substituindo a idéia de tamanho e crescimento pela idéia da lucratividade. Com isso, houve uma diminuição dos custos organizacionais, proporcionando às empresas uma diminuição muito grande no quadro de funcionários, mantendo a mesma produtividade de antes. Esse fato elevou a mão-de-obra excedente (desempregados ou subempregados), permitindo a imposição de regimes e contratos de trabalho mais flexíveis. Dessa forma, todos os trabalhadores, incluindo gerentes e profissionais, experimentaram menor segurança no emprego. A redução do tamanho das empresas permitiu que os gerentes e os trabalhadores fossem chamados a trabalhar mais horas em um ritmo bem mais intenso (FLIGSTEIN & SHIN, 2003).

Grandes empresas foram fechadas nos anos 80, trabalhadores administrativos foram remanejados e colocados à disposição de outras plantas. Este processo de desindustrialização, acoplado à recessão e à falta de uma política de recuperação do salário mínimo, comprimiu os salários para as pessoas de menor nível de qualificação. Isto fez com que o aumento da desigualdade de renda aparecesse e os salários para este grupo não mais melhorassem.

A nova tendência do mercado possibilitou reduzir cada vez mais o grupo central estratégico ou aquele composto de empregados com funções de gerentes e ainda alguns trabalhadores qualificados em tempo integral e com uma posição essencial para o

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futuro da organização (HARVEY, 1994; FLIGSTEIN & SHIN, 2003; MATTOS et al., 1995).

O segundo grupo de trabalhadores foi subdividido entre: a) trabalhadores de tempo integral, com funções facilmente disponíveis no mercado, como as secretárias, pessoal do setor financeiro, trabalhadores manuais menos especializados, entre outros; b) empregados em tempo parcial, trabalhadores com contratos de trabalho temporário, terceirizados etc, apresentando uma alta flexibilidade numérica e uma menor segurança no emprego.

Para MATTOS et al. (1995), a tendência do mercado atual foi aumentar a contratação de trabalhadores de grupos periféricos, devido à facilidade de demissão e diminuição de custos econômicos, e diminuir o grupo central, que requer maiores salários e encargos para as empresas.

“De fato, trata-se de um processo de organização do trabalho cuja finalidade essencial, real, é a da ´intensificação das condições de exploração da força de trabalho´ diminuindo ou mesmo exterminando o trabalho que não cria valor, não produtivo ou suas formas semelhantes, especialmente nas atividades de manutenção, inspeção de qualidade, limpeza, funções que passaram a ser incorporadas ao trabalhador produtivo” (ANTUNES, s.d, p.7, grifo do autor).

ANTUNES (2005) afirma que esta empresa tida como enxuta tem que ser flexível e produzir uma alta gama de produtos que se diferenciem pela variedade de acessórios. Essa empresa de “novo tipo” passou a exigir um novo grupo de trabalhadores. Trabalhadores operando em células e em grupos, substituindo, a idéia de um trabalhador, uma máquina. A lógica da produção enxuta é produzir o que vendeu e não produzir em massa para vender, evitando, assim, caso não haja demanda, que os estoques fiquem cheios. Esta lógica transcendeu o âmbito da fábrica e se espalhou, assim como na produção em massa, por todos os setores da economia.

Desta maneira, a empresa que nasce na era da reestruturação produtiva é flexibilizada, é desconcentrada, se esparrama pelo mundo, é conectada em rede e procura trabalhadores mais ágeis ou multifuncionais e polivalentes, com maior grau de escolaridade.

Essas mudanças no mundo do trabalho ocorreram porque a forma como se produziam as mercadorias foram alteradas. Muitas empresas preservaram em seu núcleo produtivo um número muito pequeno de trabalhadores que conhecem bem a vida da empresa, fazendo-a funcionar. Quando é preciso ampliar a produção, a organização terceiriza a partir de um conhecimento técnico que este pequeno grupo possui. Mas, quando há uma retração do mercado, a demissão do terceirizado é fácil, uma vez que possui menos ou até nenhum direito (ANTUNES, 2005). Diante desta perspectiva, as empresas passaram a terceirizar, reduzir seus níveis hierárquicos, restringir seus orçamentos (e, portanto custos), tendo como objetivo o aumento da produtividade e do lucro.

A produção enxuta teve grande impacto nos países ocidentais quando se mostrou uma alternativa à recuperação do capital diante da crise do taylorismo/fordismo.

“O sistema industrial japonês, a partir dos anos 70, teve grande impacto no mundo ocidental, quando mostrou-se para os países avançados como uma opção possível para a superação capitalista da crise. Naturalmente, a "transferibilidade" do toyotismo carecia, para sua implantação no Ocidente, das inevitáveis adaptações às singularidades e particularidades de cada país. Seu desenho organizacional, seu avanço tecnológico, sua capacidade de extração intensificada do trabalho, bem como a combinação de trabalho em equipe, os mecanismos de envolvimento, o controle sindical, eram vistos pelos capitais do Ocidente como uma via possível de superação de sua crise de acumulação. E foi nesta contextualidade que se presenciou a expansão para o Ocidente, da via japonesa de consolidação do capitalismo industrial” (ANTUNES, s.d, p.7-8, grifo do autor).

A produção enxuta ou toyotismo aparece em um momento de crise, como um sistema adaptado ao atual desenvolvimento do capitalismo, à medida que passa a ser uma resposta a uma situação de crescimento lento. Segundo GOUNET (1999), aplicar a produção enxuta não significa sair da crise, mas alcançar um nível mais elevado de eficiência enquanto o resto do mundo entra em crise. Torna-se relevante destacar que todas essas medidas afetaram e afetam intensamente as formas de trabalho e, conseqüentemente, os trabalhadores. Diante dessas considerações julgamos conveniente, no próximo capítulo, caracterizar mais detalhadamente a produção enxuta.