5 Drøfting av funn og pedagogiske tiltak
5.3 Om lærer-‐elev relasjonen
Ediane Santos Caires1 –Professora Mestre da Universidade do Estado da Bahia e Faculdade de Guanambi.
Gislane Ferreira de Melo2 -– Professora Doutora do Programa Stricto Sensu em Gerontologia da Universidade de Brasília
Graziella França Bernardelli Cipriano 3 – Professora Doutora da Universidade de Brasília.
Resumo: A Estratégia de Saúde da Família amplia o cuidado ao buscar a promoção da qualidade de vida e intervenção nos fatores que geram riscos, por meio de ações programáticas abrangentes e ações intersetoriais. A partir desta perspectiva, este estudo tem como objetivo observar os motivos da adesão dos homens e grau de conhecimento acerca da Estratégia de Saúde da Família (ESF), assim como comparar a qualidade de vida dos homens que participam com os que não participam da ESF. Participaram 328 lavradores baianos residentes em Pindaí – sudoeste da Bahia. Foram submetidos a entrevistas sobre adesão, conhecimento, participação e frequência da procura a Unidade Básica de Saúde da Família (ESF) e qualidade de vida. Do total dos entrevistados 287 indivíduos (87,5%) conhecem a Unidade Básica de Saúde de Estratégia de Saúde da Família, porém, a procura nos serviços de saúde é principalmente para controle de doenças para 188 homens (57,3%) e prevenção para 139 homens (42,4%). No que diz respeito aos programas oferecidos pela Unidade de Saúde da Estratégia da Saúde da Família, somente 109 homens (33,2%) participam dos programas. Ao avaliar todos os domínios por meio do SF-36 observou-se diferença significante no domínio vitalidade, quando compara-se o
Grupo 1 caracterizado por indivíduos que fazem parte da ESF com o Grupo 2 formado por
indivíduos que não fazem parte da ESF, encontrou-se um valor médio de 62,50 ± 18,80 e 59,93 ± 21,09 respectivamente (p= 0,05). Ainda que, de forma discreta, a adesão dos homens aos serviços de saúde vem se modificando. O conhecimento acerca da importância do acesso aos serviços de saúde em relação a prevenção de patologias deve ser explorado e expandido para que haja maior participação masculina na área da saúde.
Palavras-chaves: Estratégia de Saúde da Família. Saúde do Homem. Prevenção de doenças.
Abstract: The Family Health Strategy extends caution when seeking to promote quality of life and intervention on the factors that generate risks through comprehensive programmatic actions and intersectoral action. From this perspective, this object of study aims to observe the reasons for the membership of men and degree of knowledge of the Family Health Strategy (ESF), as well as compare the quality of life of men participating with those not participating FHS. 328 residents participated Bahia farmers in Pindaí -
47 southwest of Bahia. Underwent interviews about membership, knowledge, participation and often demand the Family Health Strategy (ESF) and quality of life. Of the total interviewed 287 subjects (87.5%) know the unity of the Family Health Strategy, however, the demand on health services is mainly for Disease Control 188 men (57.3%) and prevention for 139 men (42.4%). With regard to the programs offered by the Family Health Strategy, only 109 men (33.2%) participate in programs. When evaluating all areas through the SF-36 showed a significant difference in the field vitality when compared to Group 1 characterized by individuals who are part of the ESF with the Group 2 made up of individuals who are not part of the ESF, finding a average of 62.50 ± 18.80 and 59.93 ± 21.09 respectively (p = 0.05). Although, discreetly, the willingness of men to health services is changing. Knowledge about the importance of access to health services in relation to prevention of diseases must be explored and expanded for greater male participation in health.
Keywords: Family Health Strategy. Men's Health. Prevention of disease.
Introdução
Atualmente o cenário da saúde do homem vem apresentando mudanças significativas quanto ao seu cuidado com a saúde. Diante dos preconceitos enraizados na população masculina que os impede de procurar os serviços de saúde ou o seu trabalho que evita a disponibilidade de tempo, a estratégia da família, ainda que lentamente, vem desenvolvendo medidas que buscam alcançar o acesso a saúde pelos homens segundo Trilico (2015).
A literatura científica ao explorar o distanciamento dos homens em relação à procura por serviços de saúde propiciou informações relevantes para oferecer métodos preventivos a uma parcela populacional que visa somente o combate aos sintomas numa perspectiva puramente curativista (MODENA, 2013).
Diante do contexto histórico do homem em relação a procura por atendimento médico visualiza-se uma demanda aleatória e inconstante. Destaca-se, a ocorrência de uma baixa acessibilidade da população masculina aos serviços de atenção primária, o que aponta para uma vulnerabilidade desses indivíduos. Constitui-se em um importante problema de saúde pública, haja vista que a busca pelos serviços de saúde, quando existe, está atrelada a um quadro clínico de morbidade já cronificado com repercussões biopsicossociais para sua qualidade de vida, além de onerar, significativamente, o SUS (FONTES, 2011).
O Programa de Saúde da Família (PSF), medida estratégica surgida a partir do SUS, ou como é chamado atualmente Estratégia de Saúde da Família (ESF) foi concebido pelo
48 Ministério da Saúde em 1994, com o objetivo de proceder “a reorganização da prática assistencial em novas bases e critérios, em substituição ao modelo tradicional de assistência, orientado para a cura de doenças. A atenção está centrada na família, entendida e percebida a partir do seu ambiente físico e social, o que vem possibilitando às equipes da Família uma compreensão ampliada do processo saúde/doença e da necessidade de intervenções que vão além de práticas curativas” (XAVIER et al, 2008).
A Estratégia de Saúde da Família responde a essa ampliação do cuidado ao buscar a promoção da qualidade de vida e intervenção nos fatores que geram riscos, por meio de ações programáticas abrangentes e ações intersetoriais (TRILICO, 2015, PINHEIRO e MATTOS, 2001;). Associado a estas transformações na saúde, o Brasil apresenta mudanças significativas no perfil demográfico ampliando a necessidade de criação de políticas públicas que visem o atendimento às diferentes demandas emergentes deste novo perfil.
A transição demográfica vem acontecendo de forma gradativa, porém, significativa devido ao aumento da expectativa de vida e redução da taxa de fertilidade ampliando proporcionalmente a parcela de idosos nas últimas décadas. De acordo com o censo demográfico do ano de 2010, pessoas com 65 anos ou mais apresentam uma participação relativa, na população, de 7,4%, o que significa um número de idosos superior a vinte milhões no país (IBGE, 2011). A expectativa de vida do brasileiro ao nascer, que, em 2003, era de 71,3 anos, elevou-se para 73,17 anos em 2009 (IBGE, 2010a). A projeção é de que, em 2020, o país tenha 32 milhões de pessoas nessa faixa de idade, tornando-se o sexto país no mundo em número de idosos.
Essas alterações demográficas têm sido acompanhadas por mudanças no perfil epidemiológico da população, com a redução da incidência de doenças infectocontagiosas e maior prevalência de enfermidades crônico-degenerativas, que se tornaram as principais causas de morbimortalidade (BORGES 2013).
Tendo como base esta alteração da pirâmide populacional novas propostas devem ser apresentadas para a redução das causas de morbimortalidade que afligem a população, principalmente, a de homens idosos. Quando analisadas estas causas entre sexos, Abreu, César e França (2009) verificaram que, de 1983 a 2005, as mortes evitáveis no Brasil representaram cerca de 32% dos óbitos entre homens, os quais evidenciaram risco maior de morrer, em relação às mulheres, de causas de morte evitáveis por diagnóstico e tratamento
49 precoces, e por doença isquêmica do coração. Estas diferenças foram maiores com o avanço da idade, particularmente após 45 anos.
O aumento nas estatísticas de morbimortalidade do sexo masculino em relação ao sexo feminino e a diminuição da expectativa de vida do homem fundamentaram o Ministério da Saúde na criação de políticas voltadas para esta parcela populacional. A Política Nacional de Saúde do Homem possibilita alcançar a parcela masculina e buscar reflexões que tragam os homens para a assistência em saúde por meio de mudanças pragmáticas na postura masculina (GOMES, 2007 e GIFFIN, 2005).
A dificuldade do sexo masculino em entender e aceitar as transformações fisiológicas e patológicas no corpo carrega o principal argumento para a sua desvalorização na procura por assistência médica. De acordo com Silva, Budó, Silva, Separavich e Canesqui (2013), o homem não se insere diretamente nesta política pública apesar de possuir direitos à atenção à saúde propostas por esse modelo assistencial. Isso contribui para o pouco entendimento deles quanto aos aspectos preventivos de sua saúde.
Segundo Vicente (2013), para que as pessoas tenham qualidade de vida ao envelhecer é preciso que haja cada vez mais investimentos pessoais e oferta de serviços que atendam às demandas desse segmento da população. Naturalmente, não se pode negar que os idosos convivem com riscos em potencial derivados do próprio processo de envelhecimento, o que pode deixá-los mais suscetíveis a incapacidades, decorrentes de condições físicas, sociais, ou afetivas. Esse é um processo dinâmico e particular para cada indivíduo, e mesmo entre os idosos, os mais jovens tendem a apresentar condições diferentes dos longevos.
A implantação de políticas públicas voltadas para o homem vem permitir o acesso da população masculina de forma prioritária buscando quebrar todos os paradigmas existentes na criação masculina buscando uma melhor qualidade de vida por meio dos mecanismos de saúde pública. Assim, a compreensão da qualidade de vida (QV) está relacionada à atividade laboral, ao estado de saúde, ao estilo de vida, ao autocuidado, valores culturais, étnicos e religiosos. Assim sendo, o desenvolvimento de estratégia para conhecer a qualidade de vida dos homens envolve uma perspectiva ampla na construção de novos paradigmas no ambiente que permeia a vida dos homens (MINAYO, 2000).
A partir desta perspectiva, este objeto de estudo tem como objetivo observar os motivos da adesão dos homens e grau de conhecimento acerca da Estratégia de Saúde da
50 Família (ESF), assim como comparar a qualidade de vida dos homens que participam com os que não participam da ESF.
Materiais e Métodos
O estudo é caracterizado como observacional, exploratório, transversal de abordagem quantitativa e contou com a participação de 354 homens residentes na área de abrangência das equipes de ESF selecionadas para a coleta de dados, no Município de Pindaí- Bahia.
A pesquisa atendeu à Resolução 196/1996, que trata de pesquisa com seres humanos. O procedimento ético permitiu a realização da coleta de dados com aprovação pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Católica de Brasília protocolo número 160.896/2012. Este objeto de estudo faz parte de um projeto ainda maior intitulado Repercussões da Política Nacional de Atenção Integral a Saúde do Homem pela Saúde da Família no Município de Pindaí, Bahia.
A pesquisa foi realizada no Município de Pindaí, no Estado do Bahia, no período de junho a julho de 2012. Essa localidade fica a 843 Km de distância da capital Salvador, e compõe a sua microrregião sob a jurisdição da 30ª DIRES (Diretoria Regional de Saúde). Abrange uma área de 665 Km², que corresponde a 0,24% da área do estado. Tem um contingente populacional de 15.629 habitantes (IBGE, 2010), resultando na densidade demográfica de 21,84 hab/Km².
A população dessa área é atendida por cinco equipes de ESF instaladas por todo o município sendo uma equipe na sede e quatro distribuídas pela zona rural. As equipes que foram utilizadas para a coleta de dados localiza-se na sede e são compostas pela equipe básica (um médico, um enfermeiro, um técnico em enfermagem e 08 agentes comunitários de saúde) e por uma equipe de saúde bucal cadastrada.
Para esta pesquisa, foram avaliados homens com idade superior a 40 anos. A escolha por esta faixa etária foi baseada na vulnerabilidade masculina. Esses homens foram recrutados por meio da ESF sede do município de Pindaí, a partir da Ficha A – que consiste no cadastro das famílias que compõem as microrregiões de abrangência do PSF. Foram utilizados como critérios de inclusão três fatores: 1) Homens com idade superior 40 anos; 2) Usuários da ESF; 3) Ter assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido,
51 e, para exclusão dois: 1) Apresentar falta de entendimento e incapacidade de resposta observadas pela avaliadora; 2) Pacientes acamados, dependentes ou em uso de próteses.
Os homens elegíveis foram submetidos a duas entrevistas semiestruturadas, sendo uma conversação face a face, realizadas pela autora principal e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), onde os mesmos receberam um treinamento prévio a respeito da forma de realização da pesquisa em campo, além disso os agentes facilitaram o acesso as residências.
A primeira entrevista foi baseada em um roteiro de questões elaboradas pela autora da pesquisa, que foi constituída por duas partes. A primeira, contendo questões relativas aos dados sócios demográficos e econômicos, com o objetivo de caracterizar a população, a segunda com de aspectos específicos sobre o objeto de estudo, com questões norteadoras para o trabalho de pesquisa proposto. Foram utilizados como parâmetros de estudo sobre os homens a escolaridade, a condição sócio – econômica, a idade e o estado civil.
A segunda entrevista foi realizada por um instrumento multidimensional validado para análise da qualidade de vida, sendo o SF 36 (em Anexo) formado por 36 itens, englobados em 8 escalas ou componentes: capacidade funcional (10 itens), aspectos físicos (4 itens), dor (2 itens), estado geral de saúde (5 itens), vitalidade (4 itens), aspectos sociais (2 itens), aspectos emocionais (3 itens), saúde mental (5 itens) e mais uma questão de avaliação comparativa entre as condições de saúde atual e de um ano atrás.
Para cada dimensão, os itens do SF-36 são codificados, agrupados e transformados em uma escala de zero (pior estado de saúde) a 100 (melhor estado de saúde) e a sua aplicação durou em média 15 minutos.
Para as análises descritivas dos dados foram utilizadas médias, desvios e frequências. Para as análises inferenciais utilizou-se o teste Qui-Quadrado para os dados qualitativos e o teste para amostras independentes para os dados quantitativos. O software SPSS- IBM for Windows 22.0 devidamente registrado, foi o escolhido para as análises e o nível de significância estipulado foi de p ≤ 0,05.
Resultados
Participaram da amostra 328 homens lavradores, com idade média de 57,94 ± 11,74 anos (40-87), 282 casados (86%) e 288 (88%) com renda igual a um salário mínimo. Na abordagem quanto à jornada de trabalho, foi observado que 100% da amostra apresentaram
52 jornada superior a de 8 horas/dia, com tempo de serviço variando de 20 a 60 anos. A escolaridade encontrada foi de até quatro anos de estudo para 322 homens (98,2%).
No presente estudo os resultados encontrados foram significativos para a análise da população masculina e o seu acesso aos serviços básicos de saúde. A pesquisa trouxe informações significativas que proporcionaram um entendimento desta população quanto ao cuidado com sua saúde.
A análise se baseou na caracterização dos participantes e em questões especificas que apontaram a realidade do perfil masculino no local onde foi realizada a pesquisa. Tal estudo permaneceu restrito aos PSF/ESF existentes no município de Pindaí onde foi analisada a população masculina, seu acesso aos serviços prestados por esta parte da atenção primária assim como questões que permeia sua qualidade de vida.
• Participação do Homem na ESF
Do total dos entrevistados 287 indivíduos (87,5%) conhecem a Unidade de Saúde Estratégia de Saúde da Família, porém, a procura nos serviços de saúde é principalmente para controle de doenças para 188 homens (57,3%) e prevenção para 139 homens 42,4% (Gráfico 1).
Gráfico 1 – Motivos para participação
No presente estudo, observou-se que o acesso às informações acerca desta estratégia o fizeram principalmente por meio dos veículos de informação como televisão, que muitas vezes se encontram ausentes em homens lavradores. A participação dos homens na Unidade Básica de Saúde, ainda que de forma discreta, vem apresentando um
53 aumento principalmente em programas como o de controle da hipertensão. Esta patologia presente, em números expressivos, já oferece uma porta de entrada dos homens nos serviços de saúde (MEDONÇA, 2015; XAVIER, 2008).
• Procura dos homens pelos serviços de saúde
Quando foi questionado sobre a procura dos homens aos serviços de saúde na busca de ações preventivas observou-se que somente 15 indivíduos (4,5%) do total entrevistado procuram os serviços de saúde. Segundo Gomes (2007), os homens buscam menos os serviços de saúde, embora alguns afirmem que essa busca não deve ser determinada mediante o sexo. Além disso, revelam que a procura desses serviços é motivada pela esperança da cura de um mal que os aflige e quando a dor se torna insuportável, dificultando o desenvolvimento de suas atividades laborais naquele momento. O fato de os depoentes só buscarem assistência quando acometidos de algum sintoma reforça a prevalência do paradigma curativista, pois os mesmos não objetivam prevenção e promoção da saúde.
• Frequência da procura a ESF
A frequência dos homens na ESF está apresentada no Gráfico 2 a seguir.
Gráfico 2 – Frequência da procura
No que diz respeito aos programas oferecidos pela ESF, somente homens (33,2%) participam dos programas, sendo que 16,4,2% participam do programa de prevenção ao CA de Próstata, 14,3% do controle de hipertensão e 2,4% do programa de controle do tabagismo. As ações preventivas podem ser definidas como intervenções orientadas a
54 evitar o surgimento de doenças específicas, reduzindo sua incidência e prevalência nas populações. Esse termo se relaciona a uma ação antecipada, baseada no conhecimento da história natural, a fim de tornar improvável o progresso posterior da doença (GOMES et al, 2008).
Assim, falar em prevenir implica, obrigatoriamente, fazer referência aos fatores causais ou predisponentes. Nesse sentido, a prevenção se volta para uma ação orientada para que o sujeito não adoeça e possa desfrutar de melhor qualidade de vida; para tal, é necessário envolvê-lo com informações relevantes para que se insira ativamente e possa incorporar hábitos preventivos (GOMES et al, 2008).
• Qualidade de Vida
Ao avaliar todos os domínios por meio do SF-36 observou-se diferença significante no domínio vitalidade, quando compara-se o Grupo 1 caracterizado por indivíduos que fazem parte da ESF com o Grupo 2 formado por indivíduos que não fazem parte da ESF, encontrou-se um valor médio de 62,50 ± 18,80 e 59,93 ± 21,09 respectivamente (p= 0,05).
Tabela 1 – Comparação dos domínios do SF-36 em relação ao grupo Grupo 1 caracterizado por indivíduos que fazem parte da ESF com o Grupo 2 formado por indivíduos que não fazem parte da ESF.
Legenda: Dados categóricos representados em No,número de paciente (% do total). Variáveis categóricas com teste t para amostra independents. p ≤ 0,05
Em relação a qualidade de vida, observou-se nesse estudo que a vitalidade foi encontrada com maior significância em relação aos demais grupos. A vitalidade esteve maior nos indivíduos que participam ativamente da ESF confirmando que os homens que recebem mais informações são mais preocupados em se prevenir de afecções que possam
55 comprometer sua saúde uma vez que esta dimensão abrange itens relacionados à saúde física e mental envolvendo parâmetros como cansaço, energia, vigor ou força e esgotamento.
Ainda que não represente alteração estatisticamente significante, é importante observar que ao se analisar os grupos de forma independente, nota-se redução significativa nos domínios capacidade funcional, aspectos físicos e dor dos homens que participam da ESF sendo justificado pelo tempo de serviço, pela duração da jornada de trabalho e, principalmente pelas condições insalubres do lavradores baianos. Ao associar estas informações sem a presença de testes pode-se comprovar que o grupo 2 apresenta em relação ao grupo 1 alterações mais significativas em quatro dos oito domínios (capacidade funcional, aspectos físicos, aspectos emocionais e dor).
Discussão
O PSF/ESF consiste em uma iniciativa elaborada a partir do novo paradigma de promoção à saúde, tendo como focos de atuação a família e o estabelecimento de vínculo entre profissionais e usuários. A proposta é assistir o indivíduo, considerando-o como membro de um núcleo familiar, o qual está inserido em um ambiente próprio, onde se constroem as relações intra e extrafamiliares. (OLIVEIRA, BORGES, 2008).
A Atenção Primária à Saúde é a porta preferencial para o sistema de saúde no País e representa um esforço para que o SUS se consolide, tornando-se mais eficiente,