Del 4: Samtidige eksempler på devising theatre
4.2 Big Brum
4.2.2 Om Bond sin dramatikk og teorier om teater
A área estudada faz parte dos terrenos que integram a bacia do alto curso rio Uberaba, que se situam à montante do ponto de captação de águas da cidade de Uberaba. Compreende uma área de aproximadamente 52.820 hectares, balizados entre as coordenadas geográficas 19° 30’ e 19o 45’ sul e 47o 38’ e 48o 00’ oeste de Greenwich.
A nascente do rio Uberaba localiza-se em uma região de chapada a uma altitude de 1.012 metros nas proximidades da BR 262 e o canal principal é o rio Uberaba com 140 Km de extensão da nascente à foz - rio Grande – sua vazão média diária é de 1.200 l/s. (PMU, 2003)
Para diagnosticar a bacia do alto curso do rio Uberaba e seus respectivos canais de 1ª ordem foram necessários o reconhecimento e a localização das estradas vicinais. Estas estradas são o aporte principal para o reconhecimento e localização das nascentes, visto que são elas que chegam nas proximidades da borda da chapada.
Realizado através de dados bibliográficos e cartográficos num primeiro momento e a partir daí confeccionou-se mapas conciliando também a análise dos trabalhos de campo com a observação da paisagem e medição da vazão, gerando assim um zoneamento ambiental para uma futura gestão do recurso hídrico superficial.
O material da pesquisa foi desenvolvido utilizando:
¾ Carta topográfica do IBGE, do ano de 1.972 (Folha Uberaba), na escala 1:100.000;
¾ Imagem de Satélite: Landsat 7 ETM+, bandas 3R, 4G e 7B, resolução 30 m, 11/10/2002;
¾ As ferramentas de SIG (Sistema de Informação Geográfico), PDI (Processamento digital
de Imagens) e CAD (Desenho Assistido por Computador) utilizadas foram o SPRING, ENVI 4.0, AutoCAD 2000i
¾ Confecção da base cartográfica. Para a geração da base georeferenciada, a folha
topográfica foi obtida a partir do processo de captura da imagem utilizando um aparelho scanner. Desta forma a folha topográfica foi transformada em um formato digital Raster (Matricial) no qual foram realizados tratamentos no brilho, contraste espaço útil necessários para a realização da adequação cartográfica da base iniciando o processo de ajuste geográfico (Georeferenciamento) da base cartográfica.
A seguir, foi realizado o georeferenciamento da folha de Uberaba, processo que consisti em estabelecer uma correlação entre pontos de controle do arquivo “raster” (matricial) e suas respectivas coordenadas latitudinais e longitudinais no espaço geográfico do mapa (coordenadas X, Y), de acordo com o sistema de projeção cartográfica adotado, que para este caso foi o sistema de coordenadas UTM. Esse processo permitiu que as coordenadas da imagem obtidas por scanner fossem ajustadas às coordenadas do mundo real. No final da coleta dos pontos, o erro médio quadrático (RMS) foi sempre menor do que ½ pixel sendo mais exato com o valor de 0,437 pixel, considerando que a resolução adotada para o processo foi de 30.000 x 30.000.
9 Mapa de Drenagem: Utilizou-se papel vegetal e imagem de satélite Landsat e esta passou
a ser a base para ordenar a confecção dos demais mapas. Para a geração do mapa de drenagem foi traçado o limite da bacia do alto curso do rio Uberaba a partir da base georeferenciada da folha de Uberaba. Neste processo utilizou-se o software Auto Cad Map2000i. No ambiente do AutoCad foram criados os Layers correspondentes ao limite da bacia , estradas infra-estrutura e drenagem. Foi utilizada uma cena CIBERS na qual foi
realizado o ajuste geométrico baseado nas precisões cartográfica da folha de Uberaba do IBGE. O ajuste foi realizado no software de processamento de imagens ENVI 4.0 no qual foi configurada uma resolução de projeto de 30.000 x 30.000. O sistema de projeção geográfico adotado para o projeto foi o UTM com o DATUM de referência em SAD 69. O RMS de ajuste da Imagem ficou na ordem de 0,437 pixel, considerando que o valor de um pixel para o projeto possui uma resolução espacial de 30 x 30 metros. Terminada a etapa de ajuste da cena CIBERS no ambiente computacional do software ENVI 4.0, a imagem foi exportada em formato geotiff para o programa AutoCADMap2000i.
9 Mapa Ordem dos Canais: A hierarquia fluvial consiste no processo de se estabelecer a
classificação de determinado curso de água no conjunto total da bacia hidrográfica na qual se encontra. Isto é realizado para facilitar e tornar mais objetivo o estudo morfométrico (análise linear, areal e hipsométrica) sobre as bacias hidrográficas. (CHRISTOFOLETTI, 1980, p. 106). Estas classes receberam um valor referente ao grau de ordenação a que pertenciam os canais dispostos na carta base tornando possível sua hierarquização.
Os menores canais, sem tributários considerados como de primeira ordem. Os canais de segunda ordem surgem da confluência de dois canais de primeira ordem, e só recebem afluentes de primeira ordem; os canais de terceira ordem surgem da confluência de dois canais de segunda ordem, podendo receber afluentes de segunda e primeira ordens. E assim sucessivamente. (STRAHLER, 1952). Para uma melhor visualização deste processo de ordenação a figura 4, representa de forma clara este processo executado a princípio manual e após em meio digital.
Figura 4. Exemplo de ordem ou hierarquia fluvial em bacias hidrográficas, conforme Strahler, 1952.
Para a gerar o mapa de Ordem dos Canais foi utilizado o software AutoCADMap2000i no qual foi realizado o processo manual de classificação dos canais de drenagem segundo sua ordem de grandeza. Os canais de drenagem de 3, 4 e 5 ordem foram digitalizados a partir da folha topográfica do IBGE e os canais de primeira e segunda ordem foram extraídos da Cena CIBERS realizando assim um maior detalhamento dos canais de primeira ordem da rede hidrográfica da área de estudo.
9 Mapa Pontos de Vazão: Para a geração do mapa de pontos de vazão foi utilizado o
software AutoCADMap2000i no qual foram inseridas as coordenadas geográficas obtidas em campo representativas dos locais em que foram realizadas as amostragens.
9 Mapa de Hipsometria e Declividade. Segundo Rosa (1990), o mapa de declividade do terreno, quando devidamente correlacionado a outros tipos de fenômenos topográficos, constitui-se num importante instrumento de apoio aos estudos de potencialidade de uso agrícola de uma determinada área. Para a confecção do mapa de Declividade foram
utilizados os softwares SPRING AutoCADMap2000i: Os procedimentos utilizados para a geração do mapa de declividade consistiram em:
1. Digitalização das curvas de nível da folha georeferenciada de Uberaba (software AutoCADMap2000i): Foram digitalizadas as curvas de nível de eqüidistância de 50 metros para a área de estudo. Neste processo foram agregadas as linhas traçadas os valores de altitude correspondentes a cada curva;
2. Exportação das linhas 3D para o software SPRING 4.2 e criação de uma base de dados espacial para o projeto;
3. Criação de uma Categoria e PI (plano de informação) do tipo MNT (modelo Numérico de Terreno) e geração de um modelo numérico de terreno a partir das curvas de nível. Para o modelo numérico de terreno foi estabelecido o modelo de Grade regular;
4. Geração de uma grade regular de declividade em porcentagem a partir do modelo numérico de terreno e fatiamento do modelo numérico de declividade a partir das classes de porcentagem estabelecidas no trabalho (0 a 2, 2 a 5, 5 a 10, 10 a 20, >20%); 5. Geração do Plano de informação Contendo as Classes de declividade e recorte do
Plano de Informação contendo o Mapa de Declividade;
6. Exportação do Mapa de Declividade para o software AutoCADMap200i a partir de uma imagem geotif;
7. Ajuste, elaboração de apresentação e Layout, inserção de Legenda e informações no Software AutoCADMap2000i;
9 Mapa Geológico: Foi elaborado utilizando imagem de satélite Landsat. As formações
geológicas: Marilia, Uberaba e Serra Geral juntamente com a cobertura Cenozóica, foram descritas na parte referente à geologia do alto curso do rio Uberaba, de acordo com Barcelos (1994) e Nishyiama, (1998).
Os softwares utilizados para a confecção do mapa geológico foram o ENVI 4.0 e AutoCadMap2000i. A seguir é exibido o fluxograma de produção do mapa Geológico. Quadro 2.
Quadro 2: Fluxograma de produção do mapa Geológico da bacia do alto curso do rio Uberaba.
9 Mapa de Uso do Solo: A partir da digitalização de dados do alto curso do rio Uberaba
é que os dados foram exportados do AutoCad para o Spring e transformados em imagens. (ROSA,1990). Os softwares utilizados para a elaboração do mapa de uso e ocupação foram SPRING 4.2, ENVI 4.0 e AutoCad2000i. Os procedimentos para elaboração do mapa de Uso do Solo consistiram em:
1. Escolha de amostras de treinamento em que se representa o comportamento de cada formação estabelecida na metodologia e geração do NDVI (Índice de Vegetação); 2. Agregação do NDVI nas imagens CIBERS constituindo assim bandas 2, 3, 4 e
NDVI. Geração do processo de classificação supervisionada MAXVER a partir das amostras de treinamento. A classificação Maxver é a classificação supervisionada mais aplicada no tratamento de dados satélites. Este método é baseado no princípio
Mapa Geológico Scanerização Georeferenciamento Vetorização Imagem de Satélite Checagem em Campo Interpretação Mapa Geológico Checagem
de que a classificação errada de um pixel particular não tem mais significado do que a classificação errada de qualquer outro pixel na imagem. O usuário determina a significância nos erros de atributos especificados para uma classe em comparação a outras. Sendo x o vetor correspondente ao um pixel nas N classes envolvidas, o vetor médio dos pixels pertencentes a uma classe é dado por:
Onde K é o número de pixels na classe e E(x) a esperança de x, uma notação
estatística para estimar a média de x.
Já a matriz de covariância será dada por
Cada amostra de treinamento é representada por pixels com reflexão característica e vale como área de referência dos níveis de cinza da classe. O resultado do Maxver é melhor quanto maior o número de pixels numa amostra de treinamento para implementá-los na matriz de covariância. Se os tamanhos das amostras de treinamento para as classes é limitado, recomenda-se um método de classificação mais simples e rápido, que não use uma matriz de covariância (p.ex.: método da distância mínima ou do paralelepípedo).
9 Mapa de Zoneamento ambiental: Os softwares utilizados para a elaboração do mapa
de Zoneamento Ambiental foram SPRING 4.2 e AutoCad2000i.
De acordo com Alvarenga e Paula (2000) planejar e conservar são um conjunto de recomendações a serem seguidas na exploração de uma propriedade agrícola, compatível com a capacidade de uso das terras especificando práticas mais adequadas
para manutenção e/ou melhoramento dos recursos naturais: solo, água e vegetação. Etapas de elaboração do mapa de zoneamento:
1. Mapa de Isoconcentração. Utilizou-se a sobreposição dos mapas de rede de drenagem e ordem dos canais onde os dados foram transferidos utilizando papel milimetrado e efetuado a contagem dos canais de 1ª ordem por quilometro quadrado. Os dados foram escaneados e exportados para o software AutoCadMap2000i. O procedimento para a geração do mapa de isoconcentração de nascentes foi à geração de quadriculas que possuem uma dimensão de 1Km x 1Km nas quais se realizou o preenchimento de sólidos de acordo com a sua respectiva concentração de canais de primeira ordem estabelecida a partir da legenda; Figura 5.
2. Sobreposição e análise manual do mapa de isoconcentração juntamente com o da declividade, geologia e uso dos solos para cada zona de ocupação e a identificação das áreas mais susceptíveis à erosão.
¾ Pesquisa de campo:
9 Medição da vazão: A coleta de vazão dos pontos de 1 a 6, ocorreram em 14 de maio
de 2005 e os pontos de 7 a 8, no dia 13 de junho de 2005. Utilizou-se o método do flutuador, que é realizado a partir da escolha de um ponto na carta topográfica, onde o trecho do rio seja reto e de seção uniforme. Mediu-se a largura, a profundidade e o comprimento em média por 10 metros e foi colocada uma estaca no início e outra no final desse comprimento. Para medir a velocidade (V) das águas utilizou-se um flutuador - uma garrafa com água pela metade jogada no rio e, cronometrado o tempo (em segundos) gasto, para que este percorresse a distância entre as duas estacas. (MAURO, 2003).
Os dados obtidos foram utilizados na seguinte fórmula de cálculo de vazão: Q = v . a, onde:
Q = vazão, v = velocidade e a = área
Os pontos foram selecionados levando-se em conta a localização na carta topográfica do Município de Uberaba. Mas em trabalho de campo constatou-se que em alguns desses pontos os locais eram intransponíveis. A dificuldade para a localização precisa da desembocadura dos córregos no rio Uberaba efetivou uma coleta em pontos próximos daqueles pré- estabelecidos.
As medições da vazão de acordo com os pontos indicados no mapa e o cálculo da mesma, demonstram que há uma variação de volume d’água no rio principal de acordo com o recebimento de maior ou menor número de tributários.
Os pontos coletados e observados no mapa foram:
- Ponto1. Rio Uberaba nas proximidades da nascente, balizado entre as coordenadas de
19°39'25,5'' S e 47°42'15,4'' W a uma altitude de 979 metros.
- Ponto 2. Córrego Buracão no encontro dos córregos Pindaíba e Carioca, balizados entre as coordenadas de 19°40'36,1'' S e 47°44'35,2'' W a uma altitude de 850 metros.
- Ponto 3. Córrego da Vida balizados entre as coordenadas de 19°40'30,7” S e 47°45'55,2'' W.
- Ponto 4. Rio Uberaba (Santa Rosa), balizados entre as coordenadas de 19°39’40 S e
7°49'22,5'' W, com 807 metros de altitude.
- Ponto 5. Córrego Lajeado, balizados entre as coordenadas de 19°42’40,4'' S e
47°57'01,7'' W, com 760 metros de altitude.
- Ponto 6. Córrego dos Pintos, balizados entre as coordenadas de 19°38’13,2'' S e 47°52'12,6'' W, com 782 metros de altitude.
- Ponto 8. Córrego Borá, balizados entre as coordenadas de 19°35’18” S e 47°54’51” W, com 799 metros de altitude.
- Ponto 9. Rio Uberaba, balizados entre as coordenadas de 19°40’08” S e 47°56’41” W, com 739 metros de altitude. Nesta parte do rio, o leito deste está sobre o basalto.
Esses dados podem ser observados no mapa de drenagem com a localização dos pontos de vazão coletados na bacia do alto curso do rio Uberaba.
9 Extração de dados meteorológicos do INMET - Instituto Nacional de Meteorologia
nos últimos dez anos, para avaliação das temperaturas máxima e mínima, precipitação, umidade relativa do ar, evaporação, insolação.
9 Utilizou-se para registrar as imagens:
♦ Câmera digital compacta digital, com CCD de 2.0 mega pixel e objetiva canon de alta qualidade, marca CANON POWER SHOT a 200..
♦ Filmadora Portátil, tipo digital zoom, amplitude digital 200 vezes, monitor de 2,5 pol color/LCD sistema grave.