Del 3: Historikk
3.3 Britisk teater 1968-78 - friteater vs institusjon
3.3.2 Friteater vs institusjon, britisk teater 1968-1979
O nascimento da contabilidade de custos está associado com o advento do capitalismo industrial e apresentou um desafio para o desenvolvi- mento da contabilidade como uma ferramenta de gerenciamento indus- trial. Surgiu da necessidade do gerenciamento contábil interno em fun- ção das novas complexidades dos processos de produção, objetivando informações para tomada de decisão.
De acordo com Hendriksen e Breda4, é difícil precisar quando essa
revolução empresarial começou. Sua origem talvez tenha sido um perío- do de bom tempo na Inglaterra, que permitiu a ocorrência de uma série de boas colheitas, fazendo com que os preços dos alimentos caíssem, e com isso a sociedade desfrutasse de melhor nutrição e saúde. Ao mesmo tempo, o reconhecimento dos fundamentos de higiene pessoal fez com que declinasse a incidência da peste, após quatro séculos de morte. Com isso, elevaram-se a população e a demanda de alimentos. A manufatura desenvolveu-se para atender à demanda, e invenções começaram a trans- formar o local de trabalho. Para atender à demanda crescente e sustentar a população cada vez maior, fazendas e fábricas maiores (originalmente denominadas manufaturas), exigindo mais equipamento, tornaram-se comuns. Mais capital era necessário, e os bancos foram surgindo para fornecê-lo.
O século XIX e o início do século XX presenciaram uma expansão enorme da indústria, particularmente nos Estados Unidos e na Ingla- terra. As invenções mecânicas foram aperfeiçoadas e colocadas em uso generalizado no século XIX. O tear motorizado de Cartwright, por exemplo, foi patenteado em 1787, mas não foi inteiramente bem-suce- dido em suas aplicações práticas senão 30 anos mais tarde. O comércio também se expandiu, em parte como resultado das doutrinas do livro
A Riqueza das Nações, de Adam Smith, publicado em 1776, obra que
ajudou a estabelecer um comércio mais livre. A Revolução Industrial
4HENDRIKSEN, Elson S.; BREDA, Michael F. Van. Teoria da contabilidade. São Paulo: Atlas,
tornou-se possível quando mecânicos e ferramentas de máquinas pude- ram transformar idéias e projetos em protótipos seguros e acurados. Até então, as ferramentas eram caras para fazer e consertar (a mão), além de limitadas em seu uso.
De acordo com Schmidt5, o crescimento dos negócios em tamanho,
em complexidade e em diversidade geográfica ocorrido no século XIX levou os administradores a aperfeiçoar seus sistemas contábeis para pos- sibilitar o fornecimento de informações necessárias às várias decisões gerenciais, incluindo desempenho, avaliação, planejamento e controle. O estudo e a prática da contabilidade gerencial foram desenvolvidos para produzir esses sistemas e fornecer as informações necessárias para a tomada de decisões gerenciais.
Ainda conforme Schmidt, a natureza dos negócios mudou com a Revolução Industrial. A grande produção de ferro ajudou a estabelecer as estradas de ferro e facilitou a construção de fábricas. Surgiram grandes companhias de eletricidade, de água, de gás, de bondes e férreas. A cons- trução de estradas de ferro facilitou o desenvolvimento dos negócios e dos sistemas de distribuição das fábricas. A conjugação da produção em massa com o avanço dos sistemas de distribuição foi fundamental para o surgimento de grandes empreendimentos. As fábricas cresceram com o aumento da produtividade e com o aumento da demanda de produtos, gerando o processo de uniformização da produção. As atividades não cresceram somente em tamanho, mas difundiram-se por todos os lados, causando uma grande descentralização. Todos esses fatores aliados gera- ram a necessidade de desenvolvimento de novos métodos de administra- ção e controle. Além disso, no campo social, com a propagação de orga- nizações sem fins lucrativos, ocorreu um aumento na demanda por informações para fins de controle e planejamento.
Os efeitos sobre a contabilidade foram tanto diretos quando indiretos. Por exemplo, o advento do sistema fabril e da produção em massa resul- tou na transformação de ativos fixos em custo significativo do processo de produção e distribuição, tornando o conceito de depreciação mais importante. À medida que aumentava a necessidade de informação ge- rencial sobre os custos de produção e os custos a serem atribuídos à ava-
CLÓVISLUÍSPADOVEZEMMCAPÍTULO1MMCONCEITOS EFUNDAMENTOSMM31
liação de estoques, o mesmo acontecia com a necessidade de sistemas de contabilidade de custos. Em vista da aguda competição que começou a prevalecer, era essencial que os gestores soubessem para qual extensão de preços estes poderiam ser rebaixados, para cobrir os já familiares custos primários. Em outras palavras, custos fixos e variáveis tornaram-se igual- mente próximos naqueles tempos. A necessidade de informações para os usuários externos também foi enfatizada, já que as necessidades de capi- tal das indústrias foram supridas por terceiros e houve uma necessidade maior de atenção para os usuários externos.
Ao final do século XVIII e início do século XIX, juntamente com a afirmação das tecnologias de energia (principalmente vapor), metalurgia e têxtil, além de outras, pesquisas indicavam que ferramentas gerenciais de custos já estavam sendo utilizadas, mesmo que de forma dispersa, tais como: controle de despesas, custo departamental e por responsabilidade, alocação de custos indiretos, comparações de custos e custos de transfe- rências, custos para tomada de decisão, orçamentos, previsões, padrões e controle de estoques. O que não havia sido constatado era a integração com a contabilidade financeira, e esses instrumentos gerenciais eram uti- lizados de forma não-integrada6.
Entre 1830 e 1885, apesar do progresso tecnológico na indústria quí- mica, do aço, da eletricidade, do transporte ferroviário, do motor a gás, bem como da evolução na tecnologia da agricultura e produção de ali- mentos, não houve uma adição significativa na contabilidade de custos. Uma retomada da importância da contabilidade de custos se daria após 1885, com a recuperação da utilização dos conceitos de custo padrão, acumulação por ordem e processo, integração da contabilidade de custos com a escrituração comercial, conceitos de custos fixos e variáveis, utili- zação de custos para avaliação do desempenho dos gestores dos departa- mentos, supervisores e trabalhadores, avaliação dos processos e produtos, fixação de preços de venda, custos para estimativas de aceitação de con- tratos, comparações com custos de outros competidores etc. A partir da segunda década do século XX, as necessidades de informações para usuá- rios externos ofuscaram novamente a contabilidade gerencial ou de cus- tos, dando proeminência à contabilidade societária, que novamente reto- mou sua maior importância a partir da década de 80 do século passado.
6BERNARDO, Mauro Santo. Desenvolvimento da contabilidade de custos e o progresso tecnológico.