KAPITTEL 2. TEORETISK PERSPEKTIV
2.8 O PPSUMMERING AV TEORI
Nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, ao contrário do esperado no início do ano, as chuvas foram escassas em grande parte do Brasil, com predominância de valores abaixo da média histórica. Destacaram-se os episódios de chuva em áreas isoladas dos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, oeste do Mato Grosso, sul de Rondônia e litoral de sul de São Paulo, onde os valores ficaram acima da média histórica. A estiagem voltou a castigar a Região Sul, em particular o Rio Grande do Sul.
No mês de fevereiro, a maior parte do País apresentou déficit de precipitação, exceto na Bahia e no norte da Região Sudeste. Contudo, foram observadas chuvas intensas em algumas
93 cidades do sul e do Amazonas. Houve o registro de deslizamentos, erosões nas estradas, destelhamentos de casas, enchentes, inundações, entre outros. Em particular, na Região Nordeste, registram-se chuvas em grande parte do semi-árido nordestino.
Em março de 2005, ocorreram chuvas na segunda quinzena, amenizando a situação de estiagem na Região Sul. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, em particular, destacaram-se os episódios de chuva, de intensidade moderada a forte. No Nordeste do Brasil, as chuvas concentraram-se na segunda quinzena do mês, porém, ainda predominou a situação de escassez de chuva em alguns municípios. Na Região Norte, destacou-se o déficit de precipitação observado nos setores central e oeste do Amazonas, no Amapá e em Roraima.
Os totais ultrapassaram os 200 mm em áreas das Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, com destaque para o norte de São Paulo e Rio de Janeiro, o Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Pará e leste do Amazonas, onde choveu acima da média histórica. Os totais mensais também superaram a média em áreas isoladas do Maranhão e semi-árido nordestino.
As Figuras 4.13 e 4.14 mostram as anomalias de precipitação mensais, registradas no primeiro e no segundo trimestre de 2005.
Em abril, devido às frentes frias que atuaram sobre a Região Sul, as chuvas ultrapassaram a média histórica em até 200 mm no Rio Grande do Sul, amenizando a situação de estiagem que perdurava a quase quatro meses. No leste do Nordeste, chuvas e transtornos para o leste da Bahia, Sergipe e Alagoas. No Sudeste, as chuvas ocorreram em forma de pancadas, com queda de granizo em algumas localidades. No início do mês de maio, as chuvas concentraram-se no norte dos Estados do Amazonas, Pará, Amapá e na Região Nordeste.
No início do mês de junho, o comportamento das chuvas e das temperaturas foi semelhante ao do início de maio. Chuvas intensas foram registradas na Região Sul e no leste da Região Nordeste, causando transtornos para estas áreas. No Nordeste, os
94 reservatórios sangraram. No Paraná, ventos fortes e queda de granizo. Nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste, sul das Regiões Norte e Nordeste, predominaram temperaturas elevadas e praticamente ausência de chuvas. A chuva acumulada ultrapassou os 500 mm em Natal/RN, João Pessoa/PB e Recife/PE. No sul do Maranhão e do Ceará, no Piauí e oeste da Bahia, predominou o período de estiagem e os valores observados não excederam os 25 mm nestas áreas.
Na Região Sul, os maiores totais de chuva, superiores a 200 mm, foram observados no noroeste do Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina, contribuindo para que as chuvas ficassem acima da média nestas áreas, assim como no sudoeste do Paraná e oeste do Rio Grande do Sul (CPETC/INPE/MCT).
95 Figura 4.13 Anomalias de precipitações mensais registradas no Brasil em jan/fev/mar de 2005 (Fonte: CPETC/INPE/MCT)
96 Figura 4.14 Anomalias de precipitações mensais registradas no Brasil em abr/mai/jun de 2005 (Fonte: CPETC/INPE/MCT)
97 As anomalias mensais de precipitação registradas no terceiro trimestre podem ser observadas na Figura 4.15. Durante o mês de julho, as chuvas ficaram acima da média no leste da Região Sudeste, no litoral norte da Bahia e em Sergipe.
Em agosto, as chuvas estiveram acima da média no leste da Região Sul e do Nordeste e em algumas localidades das Regiões Centro-Oeste e Norte. Na maior parte do país, os totais acumulados estiveram próximos à média.
O início de setembro foi marcado por episódios de chuva e ventos fortes, com queda de granizo em localidades das Regiões Sul e Sudeste. A Região Sul foi uma das áreas mais afetadas por chuvas intensas, forte queda de temperatura, neve e granizo. As chuvas ficaram acima da normal climatológica nos setores central e sul do Brasil, principalmente nos Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.
No último trimestre de 2005 (Figura 4.16), em grande parte do centro-norte do Brasil, os totais acumulados estiveram abaixo da média. No sul da Região Norte, as chuvas iniciaram-se em meados de outubro, amenizando a condição de seca. No centro-norte, onde as chuvas estiveram abaixo da média, as temperaturas máximas ficaram muito acima da média.
O início do mês de novembro apresentou comportamento semelhante ao de outubro, com persistentes chuvas no centro-sul do Brasil decorrentes do último sistema frontal do mês anterior.
No início do mês de dezembro, as chuvas foram freqüentes em grande parte do país, com exceção da Região Sul. Minas Gerais foi um dos estados mais afetados pelas chuvas na primeira quinzena de dezembro, onde o total para esse período ultrapassou 100 mm, o que indica chuvas acima da média.
98 Figura 4.15 Anomalias de precipitações mensais registradas no Brasil em jul/ago/set de 2005 (Fonte: CPETC/INPE/MCT)
99 Figura 4.16 Anomalias de precipitações mensais registradas no Brasil em out/nov/dez de 2005 (Fonte: CPETC/INPE/MCT)
100 4.5.2 Reconhecimento de Situação de Emergência (SE) e Estado de Calamidade Pública (ECP) por Inundações em 2005
No ano de 2005, dos 1.711 reconhecimentos de Situação de Emergência (SE) e Estado de Calamidade Pública (ECP) devido à (ao): 4 por alagamento; 1 por esquistossomose; 1 por erosão; 1 por tumulto generalizado; 1 por deslizamento; 1 por escorregamento; 3 por tornado; 12 por vendaval; 9 por granizo; 1.174 por estiagens; 395 por seca; 83 por enxurradas ou inundações bruscas; por 26 inundações graduais ou enchentes.
Portanto, 113 reconhecimentos de interesse deste trabalho (inundações graduais e bruscas e, alagamentos) correspondem a apenas 6,6% dos desastres reconhecidos durante esse ano. Analisando as condições das anomalias de precipitação mostradas nas Figuras 4.13 a 4.16, esse número de inundações está coerente com as poucas chuvas registradas no ano de 2005.
Em 2005, foram registrados apenas quatro inundações com reconhecimentos de estado de calamidade pública, isto é, não houve inundações de muito grande porte (nível IV); portanto, pode-se afirmar que foi um ano normal sem grandes inundações no país.