2. Nasjonale rammer for planarbeidet
2.5 Ny plandel av plan- og bygningsloven
O setor agrícola é um dos mais importantes setores da sociedade moderna, não somente por suprir uma necessidade básica do ser humano, mas por que cada vez mais são indispensáveis novas tecnologias para alimentar a crescente população mundial. Necessidade de se adaptar as mudanças climáticas, como sementes modificadas que precisam de menos água para germinar, defensivos que são altamente eficazes no combate as pragas, entre outras melhorias. Nesse contexto, as multinacionais estão em busca dessas tecnologias, pelo retorno financeiro que apresentam e pelo sua expertise no assunto.
O Brasil se destaca como importante player agrícola no mundo, sendo um dos grandes produtores, exportadores e consumidores mundiais, além de ter vantagens comparativas em relação a outros países no que se refere a clima, tecnologia, conhecimento e etc. Dentre as desvantagens destacasse falta de infraestrutura, carga tributária e problemas políticos econômicos que, se fossem corretamente administrados, poderiam melhorar ainda mais sua posição mundial. Dessa forma faz-se necessário uma boa estratégia de crédito para mitigar riscos que as empresas possam enfrentar, culminando na seguinte questão: Quais fatores influenciam na tomada de decisão de crédito na indústria multinacional agrícola de grande porte?
O processo de como tomar a decisão de crédito nesse setor passa por questões objetivas comuns a todas as análises, como quantitativa e qualitativa, porém sofre também influência mais subjetiva, como o momento que a empresa está vivendo, desafios que enfrenta, as características de seus colaboradores, diretrizes da política e cultura da companhia, etc. Diferenciando por exemplo de um banco, que tem a atividade creditícia um de seus principais objetivos, ou de um setor industrial como de plásticos, que tem um ciclo com prazos mais curtos e outros setores/ produtos. Três técnicas foram utilizadas para responder a questão de pesquisa, e quantitativamente destacaram grau de endividamento, liquidez e prazo médio de pagamento como importantes discriminadoras em um modelo de crédito. Os referenciais teóricos utilizados no trabalho, assim como a literatura disponível de finanças, confirmaram grau de endividamento e liquidez como importantes índices para identificação de bons e maus pagadores. Prazo médio de pagamento não havia sido verificado como uma importante variável discriminadora utilizada no modelo de análise das empresas estudadas, nem foi dado grande ênfase no referencial teórico, porém todas as técnicas estatísticas a destacaram como importante. Resultado este aceitável, pois no mercado agrícola os prazos são normalmente longos (safra) se comparado, por exemplo, com a indústria de
bens duráveis ou de consumo, de no máximo 90 dias, e um gerenciamento incorreto de prazo pode levar a uma dificuldade financeira.
Os índices relacionados à rentabilidade que, num primeiro momento, se imaginava ser grandes preditores, demonstraram média importância, margem apareceu nos modelos de regressão logística e descriminante, porém com scores não tão altos. Rentabilidade PL não apareceu significante em nenhuma técnica e rentabilidade do ativo apareceu somente na árvore de decisão, porém com pouca relevância. O motivo pode ser pelo fato do estudo verificar capacidade de pagamento ao redor de uma safra agrícola, iniciando em 240 dias até em torno de 540 dias, e não de fato procurar detectar falência, apesar de que algum estudo poderia intuitivamente ter como hipótese que as duas coisas estão correlacionadas. Ou seja, rentabilidade baixa por longos períodos de tempo poderia sim culminar em dificuldade financeira, inadimplência e consequente falência, mas não foi o foco do estudo.
As variáveis qualitativas, risco e desempenho de pagamento, se destacaram como importantes preditoras nas três técnicas estatísticas estudadas, com scores bem altos e significativos. Demonstrando que, no setor agrícola, conhecer bem o cliente, perceber mudanças de hábitos e estar próximo da gestão do mesmo, é muito importante para identificar maus pagadores. Destaque ainda para experiência de mercado e conceito de mercado (tradição) que apareceram significativas na regressão logística. A variável garantia não se mostrou significativa por ter sido tratada mais como um bom hábito, no que se refere à formalização por parte dos clientes, e não como um indicativo de inadimplência. Ou seja, não podemos considerar que um cliente que não concede garantia vai ser inadimplente, apesar de na prática alguns agentes do mercado afirmarem que a garantia além de mitigar o risco, direciona o cliente a pagar primeiro um fornecedor que a detém, em detrimento de um fornecedor que não a tem. Porém é fato que o mercado de praxe solicita garantias, da muito valor e dificilmente concede crédito sem avaliar a qualidade da mesma, muito devido ao risco do setor como um todo e a capacidade jurídica de executar um cliente devedor e obter sucesso.
Fatores como a forma de administração, erros de gestão cometidos, má fé, conflitos de sucessão, qualidade nas decisões tomadas, gerenciamento de tecnologia, entre outras, foram cobertos no trabalho como características qualitativas, que intuitivamente refletem também em dados quantitativos dos demonstrativos financeiros.
Não somente no setor agrícola, como em diversos outros, é razoável afirmar que existam conflitos internos de poder, por exemplo, entre a área comercial que deseja alcançar suas metas de vendas e o setor de crédito que tem como meta reduzir o índice de
inadimplência. Teorias como da agência, que busca analisar as interações entre os participantes de um sistema, no qual propriedade e controle são designados a pessoas distintas, o que pode resultar em conflitos de interesse entre os indivíduos, discutidos por Jensen e Meckling (1976), Mendes (2001), Hendriksen e Breda (1999), entre outros. A teoria institucional, que discute hábitos, rotinas, legitimação no contexto social que determinam as decisões, com ainda sub variações que usam razões econômicas para tais ações, ou até mesmo ações influenciadas por copiar pares (mimético) ou coercitivos devido a pressões políticas, sociais e ambientais segundo Mota et al. (2010), são fontes de embasamento teórico para explicar conflitos entre departamentos das multinacionais. Pode-se levar em consideração ainda a teoria da contingência, que considera que o meio ambiente impõe uma série de exigência objetivas à organização, das quais ela não pode escapar, sob pena de terem uma queda de produtividade e desempenho, segundo Motta e Vaconcelos (2008). O presente estudo observa na prática e considera essas teorias nos pressupostos de uma análise de crédito, que por vezes pressiona a tomada de decisão, porém não aprofundada nesse tema.
As altas margens das multinacionais agrícolas, confirmados em relatórios públicos ou demonstrados em revistas como Você SA ou Exame, também são consideradas influentes, na medida em que uma margem alta pode sim compensar o risco de vender para um mau pagador. O referencial teórico trata ainda da influência da economia no desempenho de um cliente e consequente situação que vai se encontrar no futuro, ou seja, se será um bom ou mau pagador. Esse tema é considerado muito importante, pois alterações de preços internacionais no momento de compra e/ou venda do insumo, impacto do dólar nas negociações, efeito inflação nos seus custos e gerenciamento de caixa, juros na captação de recurso, custos de mercado como frete, entre outros, têm possíveis fortes efeitos em sua situação financeira caso a decisão econômica seja tomada em momento errado, são temas que sugerimos para estudos futuros.
Fluxo de caixa e gestão do mesmo, tão amplamente sugerido na análise de crédito por toda teoria, não foi utilizada nesse trabalho, por não ser uma variável comumente utilizada pelas empresas observadas e por falta de dados. Porém, como recomendação teórica, de antemão aconselhamos a avaliação desse tema por parte das empresas e indicamos também para estudos acadêmicos futuros.
O estudo cumpriu com os objetivos previamente estipulados e concluiu que o gerenciamento de risco sofre influência tanto de questões internas, da própria multinacional, como externas de mercado. E que acompanhar o cliente de perto, avaliando tanto características quantitativas como qualitativas, é necessário para uma boa gestão de crédito.
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