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Nucleophilic substitution on molecule 1-(4-(chloromethyl)-5-methoxythiophen-

Chapter 2 Synthetic Results and Discussion

2.6 Functionalization reactions

2.6.1 Nucleophilic substitution on molecule 1-(4-(chloromethyl)-5-methoxythiophen-

ANO TEMAS E/OU QUESTÕES

1º Desenvolvimento físico, diferenças, menarca, menstruação e mudanças corporais. 2º Aborto, desenvolvimento e transformação do corpo, diferença de gênero, DST, gravidez, menstruação, namoro, relação sexual, respeito às diferenças, saúde do

corpo e saúde emocional do grupo.

3º Banalização do sexo, cuidados, DST e riscos.

4º Anatomia, atração, concepção conhecimento e mudança do corpo, cuidado no contato com os outros, diferença de gênero, função dos órgãos, gravidez na adolescência, masturbação e respeito.

5º Aspectos fisiológicos, cuidados, higiene, menarca, mudanças corporais e polução noturna.

6º DST/AIDS, gravidez e se conhecer fisicamente. 7º

Abuso sexual, aparelho reprodutor, diversidade/diferença de gênero, DST, estupro, gravidez na adolescência/precoce, métodos contraceptivos, namoro, pedofilia, relacionamento e respeito.

8º Desejo, DST, gravidez e mudanças do corpo.

9º Cuidado no relacionamento, desenvolvimento do corpo, DST e pedofilia. Fonte: Silva (2015)

4.4.4 O que dificulta e o que facilita a educação para a sexualidade no ensino fundamental

O controle sobre o saber, o poder e a sexualidade foi verificado nos discursos de pais e professores sobre a exposição dos motivos que facilitam e dificultam a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Inicialmente, essa averiguação se tornou possível a partir da análise dos discursos e práticas da equipe técnica e pedagógica. Mais tarde, verificou-se que o mesmo se estendia aos discursos dos demais participantes, ou seja, pais e professores.

Por exemplo, para a diretora pedagógica o que dificulta a educação para a sexualidade no ensino fundamental é: a repressão, a vergonha, a religião e o conceito de pecado. O que facilita é a mídia que “ajudou muito a desmitificar essa questão do preconceito com relação à

sexualidade, pois, há muitos anos, quando se falava em sexualidade, se reportavam à questão do sexo e do ato sexual”. E, com o passar do tempo, viu-se que “a sexualidade não se justifica

apenas pela questão de ato sexual ou de sexo”.

Uma questão que “facilitaria muito” a educação para a sexualidade no ensino fundamental, segundo o coordenador disciplinar, seria a política. Isto porque, “a partir do

momento em que há uma legislação, uma orientação aos professores pra isso”, a educação para a sexualidade seria inserida nas escolas com mais facilidade e respaldo. Ressalta-se que a preocupação com o controle político das escolas e com as ações educativas também foi retratada em alguns estudos (FOUCAULT, 2004; 2012c; PETERS; BESLEY, 2008; VEIGA- NETO, 2003). Para o participante, o que dificulta é o desconhecimento, a formação da sociedade e o desenvolvimento social atual.

A forma “mais lúdica” em que é trabalhada a educação para a sexualidade no ensino fundamental foi vista como um facilitador, segundo a orientadora do ensino fundamental II. Para ela, “é mais fácil trabalhar com crianças” porque, no ensino médio, “você vê o

adolescente e ele já começa a ter restrições e constrangimentos” e, além disso, “é na

brincadeira que você fala sobre o corpo, o crescimento e o desenvolvimento”. O que dificulta

é o preconceito, pois, “muitos pais acham que se você for comentar” alguma coisa que diga respeito à educação para a sexualidade, “na verdade, você estará incentivando, ou seja,

levando em pauta um assunto que, às vezes, eles acham que os filhos não pensam”.

Segundo a coordenadora disciplinar, que também era a orientadora do ensino fundamental II, o que dificulta a educação para a sexualidade no ensino fundamental é o “desconhecimento das famílias”, que coexistia com “muitos tabus”. Em sua opinião, “o

desconhecimento do que acontece com a criança, o indivíduo e as fases do desenvolvimento humano dificultam, muito, a questão da sexualidade”. O que facilitaria seria um ciclo de palestras, por parte da escola, que pudesse levar o esclarecimento às famílias.

Mais uma vez, a participante tornou claro o controle da educação para a sexualidade, por parte da orientação educacional da escola, quando mencionou a existência, no passado, de uma caixa de dúvidas para as questões da sexualidade. Segundo ela, as dúvidas eram trabalhadas em sala de aula, junto aos alunos, por “uma dinâmica do SOE”. Ela também relatou que: “tanto os alunos quanto os professores fizeram com que o projeto de educação

para a sexualidade da escola fosse sendo esvaziado”, porém deixou de informar as práticas para que isso ocorresse.

“A questão familiar pode dificultar”, revelou a orientadora do ensino fundamental II. Ela também forneceu o seguinte exemplo: “vivenciei isso este ano. Uma mãe havia explicado,

em detalhes, como seria uma relação sexual. Inclusive, como seria o sêmen”. Tudo isso foi

falado a uma criança do quinto ano. “Só que a irmã escutou a conversa e passou a

informação para os colegas do terceiro ano”.

Outro caso vivenciado foi o de “um pai ter mostrado um filme pornô para o filho de

acesso a essa informação “porque foram atrás dos motivos que pudessem justificar o fato de a

criança ter começado a manifestar comportamentos de masturbação em sala de aula”.

Na opinião dessa coordenadora pedagógica, a educação para a sexualidade, que ela chamou de “orientação sexual”, deveria ser administrada por meio de palestras. Ela acreditava que isso poderia superar a diferença existente entre os conceitos da sexualidade de cada família.

A participante ainda citou, como exemplo, as práticas pedagógicas do SOE no auxílio aos professores: “nós temos uma reunião com a equipe de especialistas, também, da

‘educação sexual’. Nós recebemos apostilas, que a gente lê e debate, e assistimos aos vídeos. O último encontro foi, até, com relação a essa questão de abuso pela Internet”. A coordenadora informou que esse encontro só envolve “os orientadores do primeiro ao nono

ano. E, aí, nós repassamos para os professores”.

Então, o trabalho com os professores, no projeto de educação para a sexualidade da escola, limitava-se ao repasse de informações e ao transporte da caixinha de dúvidas às instâncias escolares consideradas, hierarquicamente, superiores. Se os professores “têm

alguma dúvida, ou situação que é passada para a gente, eu, geralmente, repasso para a minha coordenadora e debatemos o assunto”, revelou uma das orientadoras.

Por fim, a coordenadora pedagógica do ensino fundamental II concordava com a coordenadora disciplinar (que também era a orientadora do ensino fundamental II), pois, em sua opinião, o que dificulta a educação para a sexualidade é o tabu, principalmente por parte dos professores: “o profissional tem que estar muito bem preparado para saber lidar com

perguntas que, de repente, ele não está contando que aconteçam, para tratar de forma natural”. Outra questão que dificulta é a “família”, uma vez que “nem todas entendem a

contribuição que a escola possa dar nesse tipo de formação, ou seja, na educação para a sexualidade”. O que facilita é a “naturalidade com que os jovens veem as coisas”.

Resumindo, de acordo com a equipe técnica e pedagógica da escola, os motivos que dificultam a educação para a sexualidade no ensino fundamental superaram os que facilitam. Os motivos que dificultam que emergiram nos discursos da equipe foram: repressão, vergonha, religião, desconhecimento, formação da sociedade, desenvolvimento social, preconceito, tabus e família. Os motivos que facilitam foram: mídia, política/legislação, maneira lúdica de trabalhar com crianças, ciclo de palestras e os jovens.

Do ponto de vista dos professores, os próprios professores e a família – especialmente os pais – foram vistos como os grandes responsáveis pela dificuldade da educação para a sexualidade dos alunos, seguida do fator tempo, interesse, imaturidade dos alunos e falta de

diálogo. Porém, nem todos os professores souberam dizer ou responderam os motivos que facilitam a educação para a sexualidade, apesar de alguns terem mencionado a escola, os pais, o trabalho em grupo, o interesse de todos e a curiosidade dos alunos.

Exemplificando, a professora de alfabetização foi categórica ao afirmar que os professores e a família dificultam a educação para a sexualidade dos alunos. Em sua opinião, os professores não são “tão bem preparados em tratar esse tema”, pois, na maioria das vezes, não sabem como falar, além de ficarem “sem graça” e “sem jeito”. Com relação à família, ela disse que “têm pais que são parceiros, entendem e abraçam a causa”. Mas, por outro lado, “têm pais que são totalmente contra a abordagem desse tipo de tema. Eles têm uma postura

mais rígida”. Por isso, acreditava que os professores necessitariam “achar um meio” para que pudessem “fazer um trabalho sem interferir nessa questão dos pais”.

Para uma professora do segundo ano, o que dificulta a educação para a sexualidade, - “para toda a sociedade e não apenas dentro da escola”, - é a questão do interesse em torno do “mistério em relação ao corpo: do que é proibido e do que não é”. O que favorece é o fato de “a escola ser o lugar para se levar as discussões”.

A professora, que lecionava para os alunos do quarto ano, indicou os “pais” como sendo os motivos que dificultam e, ao mesmo tempo, facilitam a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Segundo ela, “antigamente, os pais dificultavam porque os

professores ficavam com receio do que falar e como falar”. Também atribuiu à “imaturidade

do entendimento e da compreensão”, por parte dos alunos, como motivos que dificultam. Segundo a OTIES (UNESCO, 2010), se a falta de compreensão dos alunos é um fator que se destaca na educação para a sexualidade, então, não houve a adaptação necessária do conteúdo à realidade cognitiva e emocional da criança. E isso cria uma hipótese a ser investigada.

A variável “tempo” foi apontada, pela professora do quinto ano, como um dos motivos que dificulta a educação para a sexualidade, além da família e da escola. Para que o professor fale sobre esse tema, ele “tem que, às vezes, deixar alguns conteúdos de lado e estabelecer um

horário para isso”. Ela acreditava ser esse o motivo pelo qual o SOE tivesse tomado conta do projeto de educação para a sexualidade, na escola. Complementou o seu discurso se referindo, também, à “disposição dos professores”, para falar do assunto em sala de aula, como outro aspecto que dificulta a educação para a sexualidade no ensino fundamental:

Eu acho que é difícil porque tem muito professor que não consegue. Eu já trabalhei em escolas nas quais eu tive que entrar em sala de aula para dar essa aula para o professor, porque ele não conseguia falar. Então, é importante que o professor esteja preparado para isso.

Para a professora entrevistada, o que facilita é “um trabalho feito em grupo, com todos

os professores, sobre esse assunto”. Ela esperava que esse tipo de trabalho pudesse esclarecer alguns questionamentos, tais quais: “O que temos que falar? O que não temos que falar? Em

que momento falar? O que falar em cada série? O que é importante que seja dito?”.

O “interesse” tanto pode dificultar quanto facilitar a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Tudo dependerá do “foco”, disse o professor de música. Tal qual o interesse, também existe “a família” que “pode facilitar, mas também dificultar o processo de

educação para a sexualidade dos filhos”.

A professora de ciências concordava que o interesse, principalmente dos alunos, fosse um dos motivos que facilitasse. Porém, ela indicou a “falta de parâmetro dos pais” e de “incentivo da escola”, como fatores que dificultam.

O discurso da professora de artes não foi muito diferente. Ela atribuiu a maior dificuldade à falta de “formação dos pais”. E ainda indagou: “como é que a escola vai

abordar determinado assunto? Porque a escola se vê um pouco refém desse público. Que é o público que paga as mensalidades. Isso faz com que os professores tenham uma série de melindres” para abordar esses assuntos em sala de aula.

A professora que dava aulas no sexto e oitavo anos também enxergava os pais como sendo o motivo que mais dificulta a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Ela afirmou: “eu vejo que os pais se fecham muito em relação a isso, porque têm vergonha de

conversar com os meninos”. O que facilita é o fato de se abordar o tema “com um pouco mais

de amplitude... Abrir um pouco mais... Falar mais sobre isso...”.

Enfim, para a professora que dava aulas do sexto ao nono ano, “o que dificulta é a

falta de diálogo em casa, ou seja, a falta da orientação da família”. E o que facilita é a curiosidade dos alunos.

O discurso dos pais sobre os motivos que dificultam e os que facilitam a educação para a sexualidade no ensino fundamental foi bastante variado e apresentou um equilibrio quanto à frequencia na qual apareceram nos enunciados. É importante mencionar as repetidas vezes que o “tabu” surgiu em seus enunciados e, para esses participantes, isso é o que mais dificulta a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Além do tabu, também foram elencados os seguintes motivos: cultura; formação de professores; achar que o tema não será bem aceito pelos pais; consideração de que a escola esteja ultrapassando os limites; religião; timidez das crianças; resistência da escola; estrutura organizacional; preconceitos; e parceria precária.

Com relação à cultura, uma mãe com filho no segundo e outra com filho no terceiro ano, mencionaram, respectivamente, que tanto as “diferenças culturais” quanto a “cultura do

brasileiro” dificultam, demais. Esta, ainda declarou, sob um claro preconceito regional, que isso ocorre “principalmente na região nordeste. (...) Essa coisa arcaica de a gente ter medo

de falar, de a gente ter vergonha, de ser um tabu...”. A preocupação com a formação dos professores também foi apontada pela mãe com filho no segundo ano. Ela afirmou:

não só a formação na área de educação sexual, mas a história de vida que cada um traz, pelo fato de não haver uma diretriz ou normatização. Porque eu posso não concordar, por exemplo, com o fato histórico do descobrimento do Brasil, mas ele existiu e eu tenho que passar daquela forma. Não existe isso na área da sexualidade Pelo menos eu desconheço.

A participante ainda indicou que, além da formação dos professores e das diferenças culturais, também existem as diferenças religiosas e os tabus. Outra mãe, com filha no quarto ano, igualmente, apresentou certa preocupação com a formação dos professores. Porém, em seu discurso, ela somente tratou da “abordagem didática”, por ser um tema “muito delicado”.

“Achar que o tema não será bem aceito pelos pais” e considerar “que a escola esteja

ultrapassando os limites” e, por isso, pudesse estabelecer um “conflito com os pais”, foram pontos extraídos do discurso de outra mãe, com filho no quarto ano. Tais enunciados foram apresentados como motivos que dificultam a educação para a sexualidade no ensino fundamental.

A religião, já mencionada, anteriormente, pela mãe com um filho no segundo ano, também fez parte do discurso de outra mãe, com um filho no quarto ano. Para esta, a diferença religiosa esteve no mesmo patamar que as “diferentes formações familiares” e, ambas, são os motivos que dificultam a educação para a sexualidade em sala de aula. Quando as pessoas “entram no mérito religiso não há um consenso e, por isso, fica muito difícil

administrarem o tema”.

Uma mãe, com filhos no quarto e sexto anos, declarou que “as crianças ficam tímidas” quando se abordam questões que envolvem a sexualidade. Outra, com uma filha no sétimo ano, também disse que “o desconforto e a vergonha” são motivos que dificultam a educação para a sexualidade no ensino fundamental. O seguinte trecho foi destacado do discurso da primeira: “eu percebi isso com a minha filha. Ela disse que quando o assunto é abordado, em

sala de aula, todos ficam envergonhados”. A mãe ainda revelou que “eles ficam com murmirinhos porque têm muitas dúvidas e se sentem inseguros”.

A resistência da própria escola foi considerada, por uma mãe com filho no sexo ano, como um motivo que dificulta a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Ela definiu essa questão como sendo a “resistência do que vem acima da escola”, deixando a

entender que as hierarquias superiores, tais quais, Secretaria de Educação e, até mesmo, Ministério da Educação, estariam envolvidos no processo.

A falta de consenso entre os discursos dos pais e da escola foi mencionada, por uma mãe com filho no sétimo ano, como um “grande dificultador” para a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Para ela, pais e professores deveriam estar alinhados e “falarem a mesma coisa”.

Concluindo, outra mãe, com filhas gêmeas no sétimo ano, revelou que o que dificulta é a “própria estrutura” organizacional da escola, em temos de: “organização, liberação de

professor e contratação de professores especialistas na área”. Duas responsáveis, uma com filho no quinto e a outra com filho no oitavo ano, consideram que o preconceito seja o motivo que dificulta a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Por fim, o responsável que tem uma filha no nono ano, disse que “o que dificulta é a parceria, que ainda é precária,

entre a família e a escola”, ou seja, a parceria com “as pessoas que estão diretamente ligadas

ao jovem”.

Quanto aos motivos que facilitam a educação para a sexualidade, segundo os pais, foram: esclarecimento, abrangência, comunicação, acesso à informação, prevenção da saúde, evolução, revoltas rebelações da sociedade, credibilidade do professor, aspecto científico, parceria, curiosidade dos alunos, contribuição para a formação de indivíduos, norma, obrigatoriedade/criação de disciplina e práticas de pais e professores.

O esclarecimento, a abrangência, a comunicação e o acesso à informação foram motivos levantados por uma participante, com filhas no primeiro ano. Ela disse, em seu enunciado, que “a gente não toca nesse assunto teoricamente, mas elas têm um acesso

enorme. Então, esse acesso poderia ser utilizado de uma forma inteligente para que elas venham adquirir um conhecimento mais orientado, organizado e sistematizado”.

O discurso sobre a saúde surgiu na fala de um pai, com filho no segundo ano, como motivo que facilita a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Ele mencionou: “é

o adulto descobrir que isso não é um crime. E, o que ele irá falar será em prol da saúde daquelas crianças. Que elas abram o espaço para dialogar com as autoridades: paterna, materna, fraterna...”.

A “evolução” e as “rebelações da sociedade”, ou revoltas da sociedade, foram apontadas como motivos que facilitam a educação para a sexualidade no ensino fundamental por uma mãe, com filho no terceiro ano. Porém, o seu discurso foi tecido em torno da “facilidade” como sinônimo de “liberalidade” sem “responsabilidade”.

A “credibilidade que o professor tem com a criança” foi apontada, por uma responsável, com filha no quarto ano, como sendo um dos motivos que facilita a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Como exemplo, ela citou: “você explica uma coisa

e a criança fala: ‘mas a minha professora não falou assim’. Então, a credibilidade é muito importante e, por isso, a preparação, também, é de extrema importância”. Ela finalizou indagando: “como é esse tema para o professor?”.

O aspecto científico teve relevância para outra mãe, também com filho no quarto ano. Para ela, a educação para a sexualidade deveria ser feita:

de uma forma que deixasse bem claro, para os pais, e eles ficassem bem tranquilos, que essa informação seria dada de uma forma neutra, não entrando no âmbito do certo e do errado das religiões e, sim, na questão biológica, física e hormonal. (...) Seria como entrar por um lado meio científico da ‘educação sexual’. Aí, talvez, a Igreja, as religiões e as pessoas ficassem mais tranquilas.

A parceria dos pais com os filhos foi verificada no discurso de uma mãe, com filho no quinto ano. Para ela, de nada adiantará os pais serem uma espécie de “padrão educacional” se eles não estiverem disponíveis para os filhos e isso inclui a disponibilidade “para aquela

criança e para as dúvidas que elas irão apresentar”.

A curiosidade dos alunos foi levada em consideração por uma responsável, com filha no sétimo ano. Ela disse que “eles têm a curiosidade de saber”. Então, ela achava que isso é uma coisa que facilita.

A contribuição para a formação de indivíduos foi vista, como um resultado da educação para a sexualidade no ensino fundamental, por uma mãe, com filha no sexto ano. Isso “facilitaria a vida das crianças e dos adolescentes, pela naturalidade que iria ser

passada a coisa”.

A existência de uma norma para a implantação da educação para a sexualidade no ensino fundamental foi extraída do discurso de uma mãe, com filhas no sétimo ano. Isto foi justificado, pela mãe, pelo fato de “a partir do momento que eu tenho uma norma, isso já

facilita". Então, com a norma, “os professores teriam um respaldo e isso facilitaria o

desenvolvimento dessa temática em sala de aula”.

O discurso de uma mãe, com filho no oitavo ano, seguiu mais ou menos o mesmo caminho. Para ela, deveriam ser criadas “algumas medidas, até meio duras” que facilitassem a educação para a sexualidade no ensino fundamental. Ela considerava que as autoridades