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Modification of trifluoromethylated thiophenones

Chapter 6 Experimental

6.11 Modification of trifluoromethylated thiophenones

Entende-se que o caráter científico do ato de investigar uma situação dada demanda uma gama de análises e reflexões, anteriores à opção e definição por determinada metodologia. É indispensável compreender a pesquisa como um processo de busca sistemática e crítica, que inclui a possibilidade ou mesmo necessidade de correção de rumos enquanto vai se efetivando. O que ocorre com alguma freqüência.

Compreende-se que “pesquisa científica é um conjunto de procedimentos sistemáticos, baseados no raciocínio lógico, que tem por objetivo encontrar soluções para os problemas propostos mediante o emprego de métodos científicos” (ANDRADE, 2001, p. 101). Semelhantemente, Moresi considera que a pesquisa “é um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um problema, que têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. A pesquisa é realizada quando se tem um problema e não se tem informações para solucioná-lo” (2003, p.8). A investigação científica parte, pois, da coleta de dados necessários para o estudo do fenômeno ou problema objetivado.

Para a realização do presente, optou-se pela investigação qualitativa (BOGDAN e BIKLEN, 1994), por caracterizar-se pela busca de dados de caráter predominantemente descritivo, mediante o encontro direto do investigador com a situação ou fenômeno examinado, numa tentativa de capturar a "perspectiva dos participantes", isto é, a maneira como os informantes encaram as questões que estão sendo focalizadas. Enseja mais intensamente o processo e seu significado, isto é, o modo como determinado fenômeno-

problema se manifesta nas atividades e nas interações do dia a dia, na busca de compreender a perspectiva dos envolvidos diretamente na investigação, retratando o ponto de vista dos participantes. O pesquisador qualitativo imerge no fenômeno de interesse em investigação.

Outros estudiosos, como Lukde e André (1986), corroboram semelhante entendimento, destacando que o significado dado pelos indivíduos às coisas e à própria existência constitui elemento importante a ter presente nesta modalidade de investigação. Segundo Denzin e Lincoln (2006), constituem elementos característicos da pesquisa qualitativa a ação num determinado espaço e tempo, enquanto objeto de análise do investigador-observador.

Sendo um estudo de caráter descritivo, busca-se entender o fenômeno ou problema como um todo, na sua complexidade, a partir dos sujeitos diretamente envolvidos no processo. Convém notar que nas várias modalidades de pesquisa, o que de fato se busca apreender e conhecer é a representação da realidade e seus fenômenos, em vez da totalidade da realidade objetiva tal como se apresenta. Utiliza-se, pois, de amostras de um conjunto, de um número limitado de sujeitos de um todo maior. Por ser impraticável entrevistar todos os indivíduos que compõem o grupo de interesse do investigador, emprega-se a amostragem na pesquisa, seja ela qualitativa ou quantitativa (TURATTO, 2004).

A pesquisa qualitativa requer, pois, compreender as acepções e os sentidos mais profundos dados aos fatos sociais focalizados, mediante o uso de instrumentais técnicos que possibilitam a observação aberta, assim como de formas de entrevistas que captam o máximo de informações e conhecimentos a respeito do objeto enfocado na investigação.

E estes instrumentais técnicos estão diretamente conectados com os objetivos que são perseguidos. Nesse sentido alinha-se Spink (2004, p. 183): “[...] a escolha do instrumento de pesquisa se relaciona com o propósito do pesquisador”. As entrevistas em suas diversas modalidades constituem instrumentais adequados, em matéria de pesquisa qualitativa, que possibilitam captar uma ampla gama de dados e informações nas falas dos entrevistados na interação entrevistador-entrevistado.

De modo geral, a entrevista é compreendida, segundo Lakatos (1993, p.195-196) como “um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional [...] proporcionando ao entrevistador, verbalmente, a informação necessária”.

Citando Minayo (1996), Rey (1999) e Maturana (1993), Szymanski (2010) questiona essa suposta neutralidade no processo de busca de dados junto ao entrevistado, compreendido como passivo fornecedor/ocultador de informações. Ao mesmo tempo reafirma “[...] o

caráter de interação social da entrevista [...], na qual a natureza das relações entre entrevistador/entrevistado influencia tanto o seu curso como o tipo de informação que aparece” (2010, p. 11). A entrevista constitui-se, assim, numa significativa circunstância em que entrevistador e entrevistado interagem, de forma mais ou menos intensa, re-velando ou velando informações, sentimentos e compreensões.

As pesquisas sociais de caráter qualitativo e quantitativo, de modo geral servem-se da técnica da entrevista individual ou coletiva, podendo ocorrer na forma mais estruturada, constituída por uma sequência de perguntas pré-elaboradas pelo pesquisador, seguindo uma linha de raciocínio definida por ele, de forma que o entrevistado é conduzido a responder àquilo que é do interesse do entrevistador. Ou segue uma linha mais aberta, com um roteiro de questões orientadoras ou despertadoras do diálogo para a obtenção dos dados de natureza objetiva e subjetiva que atendam aos objetivos da pesquisa. Conforme Minayo (2007), a entrevista, sobretudo de caráter semiestruturado, é a técnica mais usual de coleta de dados na fase de trabalho de campo nas pesquisas sociais.

Dessa forma, como instrumental de coleta de dados para a presente pesquisa, foi produzida uma ficha de informações básicas de identificação (Adendo A) para o delineamento do perfil dos participantes, um dos objetivos da pesquisa, seguindo-se a elaboração de um roteiro de questões para a entrevista semiestruturada (Adendo B) constituído por cinco questões básicas, enfocando os problemas propostos nos demais objetivos específicos do estudo.