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The Notion of Actuarial Neutrality

Desde 2008, a Escola Desafios do Aprender, em busca de implementar a escolaridade em nove anos e, concomitantemente, implementar o BIA, vem fazendo uso de três estratégias pedagógicas básicas: avaliação (avaliação coletiva pedagógica, o Saiec e avaliação da alfabetização pelo teste da psicogênese), planejamento e intervenção nos problemas de ensino-aprendizagem.

O Sistema de Avaliação Interna da Escola Classe (Saiec) é um teste elaborado pelos coordenadores, pelos supervisores pedagógicos e pela equipe gestora. Ele é realizado na escola três vezes ao ano com a finalidade de avaliar o nível de construção do conhecimento, da leitura e da escrita dos estudantes matriculados na escola em todas as etapas do BIA por meio do teste da psicogênese.40 Para essa avaliação, a escola também utiliza as Matrizes de

39 O detalhamento das turmas e dos turnos encontra-se no Anexo B da pesquisa.

40De acordo com a teoria exposta em Psicogênese da Língua Escrita, de Emilia Ferreiro (2001), toda criança passa por quatro fases até que esteja alfabetizada: pré-silábico – não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada; silábico – interpreta a letra a sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma; silábico- alfabético – mistura a lógica da fase anterior com a identificação de algumas sílabas; alfabético – domina, enfim, o valor das letras e das sílabas.

Referência de Língua Portuguesa da Provinha Brasil para o terceiro ano, também chamadas de Descritores.41 Em 2011, a Provinha Brasil foi aplicada em maio e em outubro. Nesse ano também foi aplicada a Provinha Brasil Matemática no mês de setembro.

Por meio dessas avaliações a equipe gestora identifica e mapeia todos os perfis de aprendizagem no processo de alfabetização dos estudantes e propõe ações e estratégias pedagógicas de intervenção para cada grupo/perfil de aprendizagem dos estudantes.

Ao lado das avaliações já citadas, a coordenação pedagógica do BIA, juntamente com os professores, realiza bimestralmente o teste de psicogênese. Assim, na ocasião dos planejamentos coletivos, são cruzados os resultados dessas avaliações com as realizadas pela equipe gestora. Todas essas avaliações constam no calendário administrativo e pedagógico da escola de 2011. (Anexo D). O Quadro 9 traz as avaliações utilizadas pela Escola Desafios do Aprender conforme consta no Projeto Político-Pedagógico 2011.

41 Em abril de 2008, foi aplicada a primeira edição desta avaliação no Distrito Federal. Diante da existência de diferentes regimes adotados nas escolas, participaram da Provinha Brasil os alunos que estavam: no segundo ano, em escolas onde o Ensino Fundamental tivesse duração de nove anos; na segunda série, em escolas onde o Ensino Fundamental tivesse duração de oito anos e não possuísse um ano anterior à primeira série dedicado à alfabetização; na primeira série, em escolas onde o Ensino Fundamental tivesse duração de oito anos e possuísse um ano destinado à alfabetização anterior a essa série, como classes de alfabetização ou o último ano da

Educação Infantil dedicado ao início do processo de alfabetização. A Matriz de Referência foca habilidades essenciais de alfabetização e letramento que serão avaliadas pela Provinha Brasil. Trata-se de uma referência para a construção do teste, sendo diferente de uma proposta curricular ou programa de ensino, que são mais amplos e complexos. No Anexo E da pesquisa encontram-se os gráficos de acertos e as Matrizes de Referência para português e matemática utilizados pela escola na Provinha Brasil em 2011.

Quadro 9 – Cronograma de avaliações pedagógicas da escola

Tipos Especificação Periodicidade

Provinha Brasil Avaliação dos 3º anos BIA (antiga 2ª série)

Prevista em legislação nacional para todo o Ensino Fundamental nas escolas públicas. MEC/Inep com cronograma de datas e

matrizes avaliativas definidas pelo Inep.42

De dois em dois anos –

(2005/2007/2009/2011...) avaliação no primeiro e no segundo semestres em cada ano.

Avaliação coletiva pedagógica

Prevista no Projeto Político-Pedagógico. Elaborada pela equipe gestora, tem como princípio a participação democrática de toda a comunidade escolar na efetivação do PPP (metas/objetivos).

Três avaliações ao ano: uma ao término do primeiro semestre e duas no segundo semestre.

Sistema de Avaliação Interna Escola Classe – Saiec

Prevista no Projeto Político–Pedagógico.

Elaborada pela equipe gestora como Sistema de Avaliação Interna da Escola Classe do processo ensino-aprendizagem em toda a escola. Aplicada aos 1º/2º/3º anos BIA e 4ª série.

Quadrimestral

Teste da psicogênese (leitura e escrita)

Prevista no Projeto Político–Pedagógico. Imprescindíveis a coordenação e a organização dos perfis dos estudantes nos reagrupamentos e no gerenciamento diário das necessidades de aprendizagem dos estudantes no BIA (avanços e retrocessos na alfabetização e no letramentos).

Bimestral

Fonte: Distrito Federal, P.P.P, 2011 - adaptado.

Com base nessas avaliações são realizados levantamentos dos resultados dos estudantes. A escola então efetiva um diagnóstico no qual são definidos os perfis de aprendizagem para compor os reagrupamentos dos estudantes em pré-silábicos e silábicos, silábico-alfabéticos e alfabéticos. Também são discutidas, estruturadas e registradas43 as intervenções pedagógicas a serem aplicadas nos reagrupamentos. Os reagrupamentos seguem a orientação metodológica do BIA para alunos do segundo e do terceiro anos do BIA e são de três tipos: intraclasse (os grupos de estudantes da mesma turma recebem intervenção em sua sala referência), interclasse (são agrupados alunos de várias turmas dos segundo e terceiro anos) e extraclasse (os estudantes são agrupados e atendidos em horário contrário ao da aula na interface com a Educação Integral).

Professores do segundo e do terceiro anos do Bloco participam da intervenção das necessidades de aprendizagem nos reagrupamentos. A atuação docente nos reagrupamentos (à

42A Matriz da Provinha Brasil (Anexo E) pode servir como referência para planejamentos pedagógicos, mas de forma alguma (segundo advertência do MEC/Inep) deve substituir o currículo da escola em relação à

alfabetização. Embora seja uma avaliação diagnóstica, um instrumento pedagógico não pode ser utilizado com finalidades classificatórias (MEC/Inep, 2011).

43 Os registros são cotidianos, servindo de guia para os planejamentos e as ações interventivas. A equipe gestora e os coordenadores também organizam registros (Saiec, Teste da Psicogênese). Os citados registros são de ordem interna da escola. Contudo, pratica-se ainda outro tipo de registro (externo) – a Subsecretaria de Educação Básica, vinculada à SEDF, instituiu para todo o DF o Formulário de Registro Descritivo em 2011(Anexo H). Nele, o professor deve registrar semestralmente os avanços auferidos pelo estudante, bem como relatar suas necessidades de aprendizagem, pontuando as intervenções pedagógicas realizadas e as futuras, tendo em vista a promoção de melhores condições de aprendizagem dos estudantes no cotidiano escolar.

exceção do intraclasse, que é realizado pelo professor referência da turma) ocorre em forma de rodízio. Assim, duas vezes por semana os professores deixam suas turmas de referência para atuar nos reagrupamentos (interclasse, extraclasse). Nas intervenções pedagógicas ocorridas no projeto interventivo/Educação Integral também participam professores do quarto ano e das quartas séries dos turnos matutino e vespertino.

Dessa forma, os estudantes com necessidades de aprendizagem são incluídos nos reagrupamentos, nas aulas de reforço e em atividades lúdico-recreativas, de modo que, quando avançam em sua aprendizagem são remanejados nos reagrupamentos. Essa dinâmica implica acompanhamento pedagógico sistemático de atividades, bem como correção e registro do acompanhamento de tarefas individuais dos estudantes por todos os professores participantes dos rodízios e da educação integral.

A equipe gestora e a coordenação produzem gráficos44 de acompanhamento do desempenho dos alunos e fazem o levantamento dos acertos (por questão da Provinha Brasil45), buscando nos planejamentos de ensino estratégias pedagógicas que possibilitem aos estudantes avançar nas carências de conteúdos, habilidades e/ou competências. Os alunos que pouco avançam ou que apresentam maiores dificuldades no aprendizado também recebem dos seus professores reforço escolar, que ocorre no contraturno das aulas ou pelo projeto interventivo,46 que acontece em interface com o projeto Educação Integral implementado na escola.

O planejamento das atividades pedagógicas a serem empregadas nos reagrupamentos é realizado coletivamente. Nessa ocasião todos os professores discutem e participam com sugestões, estratégias e ações pedagógicas para intervenção em todos os níveis de reagrupamentos. A Figura 5 ilustra a ocorrência dessas avaliações na escola e como se organizam os reagrupamentos.

44 Ver Anexo F – Gráficos de acertos por questão – linguagem e matemática dos terceiros anos BIA – Desafios do Aprender, extraídos da Provinha Brasil aplicada em abril de 2011.

45 Até 2010, cada teste da Provinha Brasil era composto por 24 questões de múltipla escolha, com quatro opções de resposta cada uma. A partir de 2011 os testes foram compostos de vinte questões. Algumas dessas questões são lidas pelo aplicador da prova – na íntegra ou em parte –, e outras são lidas apenas pelos alunos. Com base nos índices de acertos/erros dessas questões é que os professores da escola fazem as análises para os

planejamentos de intervenção no ensino e na aprendizagem.

Figura 5 – Diagnóstico, avaliação, planejamento e estratégias interventivas – BIA

Os reagrupamentos, como estratégia metodológica do BIA, têm permitido à Escola Desafios do Aprender um acompanhamento minucioso dos alunos com necessidades de aprendizagem. Nos planejamentos coletivos, grupais e individuais, os professores, a equipe gestora, os supervisores e os coordenadores tecem estratégias que envolvem temáticas curriculares e interdisciplinares de modo que as ações pedagógicas empreendidas possam atender aos diferentes perfis de aprendizagem dos estudantes nos reagrupamentos.

O Quadro 10 a seguir foi fornecido pela coordenação pedagógica da escola, podendo servir de modelo-referência dos planejamentos realizados pelo coletivo de professores do BIA. Tendo em vista que este foi produzido em junho de 2011, serve para ilustrar também como ocorre a organização do rodízio de professores e da rotina pedagógica de conteúdos e estratégias pedagógicas a serem trabalhadas nos reagrupamentos, essas rotinas são nomeadas pelos professores de “caminho das pedras”.

 Provinha Brasil – matrizes avaliativas

 Sistema de Avaliação Interna Escola Classe – Saiec  Avaliações bimestrais (psicogênese)

 Acompanhamento diário sistemático das atividades pedagógicas desenvolvidas

 Planejamento coletivo

 Planejamento 1º, 2º e 3º anos – BIA  Planejamento individual

 Reagrupamentos

 Projeto Educação Integral; Projeto Interventivo  Rotinas pedagógicas

 Atendimento no reforço escolar

 Observação/acompanhamento/intervenção diários de atividades (leitura compartilhada, caixa da matemática, informática, caderno volante); outros projetos curriculares envolvendo otimização de espaços pedagógico-lúdico-recreativos

Diagnóstico: necessidades

ensino- aprendizagem

Quadro 10 – Planejamento: reagrupamentos, plano de ensino e estratégias pedagógicas

Planejamento 3º D, E, F e 2º B, rodízio mês de junho de 2011, terças e quintas-feiras

Pré-silábicos/silábicos Silábico-alfabéticos Alfabéticos 1 Alfabéticos 2

-Leitura compartilhada: Um amor de confusão (Dulce Rangel). -Antecipação do tema com base no título. -Dobradura da galinha. -Formação e escrita de palavras com alfabeto móvel (pato, ganso, codorna, pintinho, jacaré).

-Conversa sobre os tipos de alimentação – relacionar ao animal correspondente. -Caça-palavras – nomes dos animais. -Exploração de dezenas utilizando materiais concretos e ou de apoio. -Leitura compartilhada: Um amor de confusão (Dulce Rangel).

-Antecipação do tema com base no título.

-Dobradura da galinha. -Autoditado com escrita dos nomes dos animais que aparecem na história. -Exploração das palavras e ordenação alfabética. -Atividade de registro contendo interpretação textual, produção de lista dos animais presentes na história e relação de animais e tipos de alimentação. -Leitura compartilhada: Um amor de confusão (Dulce Rangel). -Antecipação do tema com base no título. -Dobradura da galinha. -Levantar hipóteses e possibilidades alternativas para a galinha conseguir nutrir todos os filhotes considerando a diversidade alimentar. -Produção de texto coletiva. -Registro individual da produção. -Leitura compartilhada: Um amor de confusão (Dulce Rangel). -Antecipação do tema com base no título. -Dobradura da galinha. -Cartaz contendo trecho do texto narrado no modo presente. Explorar terminações para o passado (emprego do U). -Registro do texto reestruturado no passado. Pré-silábicos/silábicos Prof. 1 Silábico-alfabéticos Prof. 5 Alfabéticos 1 Prof. 2º B Alfabéticos 2 Prof. 3 Alunos do 2º B 8 Alunos do 3º D 7 Alunos do 3º E 4 Alunos do 3º F 4 Alunos do 2º B 8 Alunos do 3º D 4 Alunos do 3º E 5 Alunos do 3º F 8 Alunos do 2º B 9 Alunos do 3º D 6 Alunos do 3º F 10 Alunos do 2º B 2 Alunos do 3º D 6 Alunos do 3º E 13 Alunos do 3º F 3

Total: 23 Total: 25 Total: 25 Total: 24

Caminho das pedras  Compartilhar as propostas de trabalho com os alunos.

 Mapear o conhecimento prévio dos alunos (valorizar a oralidade).  Ampliar o repertório dos alunos.

 Analisar as marcas de gênero; buscar informações sobre o tema.  Produzir texto coletivo; publicar os textos produzidos pelos alunos.  Escrever um texto individual.

 Fazer revisão e aprimorar o texto.

Fonte: Coordenação Pedagógica da Escola Desafios do Aprender, 2011

A Figura 6 busca explicitar a interface das ações pedagógicas que ocorrem por meio do planejamento coletivo-participativo em grupos e também do planejamento individual com os professores.

Figura 6 – Avaliação, diagnóstico e intervenção pedagógica: interfaces do planejamento

O ir e vir envolve construção/desconstrução das estratégias e das ações pedagógicas na escola, tendo como referência a avaliação processual investigativa dos rendimentos/dificuldades/resultados aferidos e as intervenções ocorridas nas rotinas pedagógicas e, em especial, nos reagrupamentos.

Figura 7 – Planejamentos e coordenações pedagógicas

Avaliação

Diagnóstico

Intervenção

• Saiec, Provinha Brasil, psicogênese. Caráter formativo: contínua, processual e diária (prática investigativa-ação-reflexão em ação).

• Por meio de aferição dos resultados e detecção diária das dificuldades dos estudantes; das práticas e das estratégias pedagógicas aplicadas/desenvolvidas . Aferição dos êxitos, das dificuldades e do planejamento de novos cursos de ação/projetos interventivos. Abordagem interdisciplinar dos problemas de aprendizagem (interfaces de todos os profissionais e espaços físicos).

• Reagrupamentos; Educação Integral - Projeto Interventivo; aulas de reforço; acompanhamento de tarefas: observação /intervenções diárias; atividades lúdico-pedagógicas; otimização de espaços físicos; recursos didáticos: instrumentos pedagógicos variados/materiais concretos.

Planejamento coletivo TODA A ESCOLA Planejamento BIA - 1º ,2º e 3º anos Planejamento por ano BIA Planejamento individual professor P L A N E J A M E N T O S C O L E T I V O G R U P A L I N D I V I D U A L C o o r d e n a ç õ e s Avaliação Diagnóstico Intervenção

O primeiro planejamento coletivo de 2011 ocorreu em fevereiro, na semana pedagógica, segundo o calendário da SEDF. Nesse encontro foi construído o calendário administrativo e pedagógico47 para o ano letivo que se iniciava. Esse calendário apresenta-se como um grande plano, no qual contém o cronograma de ações pedagógicas para todo o ano letivo de 2011.

No decorrer dos dias, das semanas, dos meses, dos bimestres e dos semestres esse cronograma vai sendo desdobrado em planejamentos menores por meio de coordenações coletivas, grupais e individuais, em que são abordadas as dificuldades e os êxitos do processo de ensino-aprendizagem, buscando-se nos projetos a identificação das necessidades de ensino e aprendizagem; o levantamento de expectativas e objetivos a serem alcançados; os conteúdos a serem trabalhados; as atividades a serem desenvolvidas; os recursos didáticos e tecnológicos. Nesse contexto, procura-se uma forma de avaliação de todos os procedimentos usados na aplicação e da participação de cada professor ou profissional de educação envolvido no processo.

Essas estratégias pedagógicas, eventos e programações extraclasse estão também contemplados no cronograma de atividades no calendário administrativo e pedagógico – 2011 da escola (Anexo D).

O planejamento global é construído coletivamente para todo o ano letivo da escola, no qual se encontra ainda o cronograma de estudos (após prévio levantamento diagnóstico da equipe gestora e dos coordenadores com os professores das necessidades de formação continuada). Para 2011, segundo o Projeto Político-Pedagógico da escola, foram planejados os cursos relacionados no Quadro 11.

Quadro 11 – Cronograma de formação continuada dos professores

Meses/ano Quem? Qual formação?

Fevereiro/março BIA, 4º

anos e 4ª séries

Psicogênese da língua escrita (1, 2, 3); reestruturação de texto.

Março/abril Todos os

docentes A importância do uso de material concreto nas aulas de matemática/números e operações; gêneros textuais em sala de aula; o ensino da produção textual em sala de aula; Sistema de Avaliação de Desempenho das Instituições Educacionais do Sistema de Ensino do Distrito Federal (Siade).48 Maio/junho/julho Todos os

docentes Espaço e forma; procedimentos de leitura; psicomotricidade; implicações do suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto; relação entre textos.

Agosto/setembro Todos os

docentes Coerência e coesão no processamento do texto; grandezas e medidas; relação de recursos expressivos e efeitos de sentido/variação linguística; números e operações; espaço e forma.

Outubro/novembro Todos os

docentes Espaço e forma; tratamento da informação; sexualidade; informática. Fonte: Distrito Federal, P.P.P, Escola Desafios do Aprender, 2011- adaptado

O plano de formação continuada de professores está contemplado, por sua vez, no cronograma semanal de atividades pedagógicas. Contudo, a escola não tem conseguido cumprir o cronograma apresentado no Quadro 11 em razão das dificuldades do Centro de Referência em Alfabetização (CRA), vinculado à Direção Regional de Sobradinho, em promover e articular os cursos de formação segundo a demanda levantada pela escola,o embora a EAPE-SEDF venha oferecendo cursos de formação para o BIA em todo o DF desde 2008.

Nos planejamentos também são definidos cronogramas semanais de atividades escolares. Nesses cronogramas, o coletivo de professores detalha as atividades lúdicas, pedagógicas, de formação e de otimização dos espaços pedagógicos existentes na escola, tais como sala de leitura, sala de vídeo, sala de informática, pátio coberto, quadras esportivas.

Esses espaços são utilizados por todos os estudantes da escola do primeiro ao quarto anos e da quarta série em toda a abordagem curricular trabalhada em sala de aula e também nos projetos, tais como o da Educação Integral, o interventivo e o de reforço Escolar, bem

48 O Sistema de Avaliação de Desempenho das Instituições Educacionais do Sistema de Ensino do Distrito Federal foi criado por meio do Decreto n. 29.244, de 2 de julho de 2008. É um instrumento permanente de planejamento destinado a aferir as condições da oferta de ensino nas escolas públicas e privadas do DF, com o intuito de garantir o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

como outros eventos lúdico-recreativos vinculados ocorridos na escola. Para maior detalhamento da organização pedagógica da Desafios do Aprender, o cronograma semanal de atividades para os professores está demonstrado no Quadro 12.

Quadro 12 – Cronograma semanal de atividades – professores e alunos da escola

Dia da semana Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Atividade Coordenação por série (grupais) Todos os anos/séries 2h de coordenação por série e 1h para preparar material

Todos os anos/séries 2h de coordenação por série e 1h para preparar material C O O R D E N A Ç Ã O C O L E T I V A Todos os anos/séries 2h de coordenação por série e 1h para preparar material

Todos os anos/séries 2h de coordenação por série e 1h para preparar material Reforço escolar individual grupal 1ª A – sala de reforço 3º A – sala de reforço 3º B – biblioteca 3º C – sala de vídeo 4º C – biblioteca 4º D – sala de vídeo 2º B – sala reforço 1º B – sala reforço 4º C – biblioteca 4º D – sala de vídeo 3º D – Sala reforço 3º E – Biblioteca 3º F – sala de vídeo 4º A – biblioteca 4º B – sala de vídeo 2º A – sala de reforço 1º A – sala de reforço 4º B – biblioteca Coordenação individual 2 Matutino 4ª A e 4º B Vespertino 3º A, 3º E, 3º F Vespertino 2ºB Matutino 3º A, 3º B, 3º C Matutino 1º A, CEE A; 2º A, 4º A, 4º B

Cursos Todos os docentes Todos os docentes Todos os docentes Todos os docentes

Fonte: Equipe Gestora e Coordenação Pedagógica da Escola Classe Desafios do Aprender, 2011

A Educação Integral no Distrito Federal foi instituída oficialmente pela Portaria n. 1, de 27 de novembro de 2009,49 alicerçada pela Lei n. 9.394/1996 de Diretrizes e Bases da Educação,50 a qual determina a progressiva ampliação do período de permanência dos alunos

49 A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, dada a relevância do projeto para a política educacional pública para o DF, criou em 2009 a Secretaria Extraordinária para Educação Integral no DF para colaborar com a Secretaria de Educação (DISTRITO FEDERAL, 2009).

50 A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, prevê a ampliação da jornada escolar em seus artigos 34 e 87. Diz o artigo 34: “A jornada escolar no Ensino

Fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola”, especificado pelo parágrafo segundo, quando afirma que “o Ensino Fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas de ensino”. Além deste, o artigo 87, em seu parágrafo 5º, conclama para que sejam “conjugados todos os esforços

na escola. O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990), o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) determinam a necessidade de ampliação da vivência escolar de crianças, adolescentes e jovens