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Norwegian regulatory framework as benchmark for the evaluation of Australian regulation the evaluation of Australian regulation

1. Introduction and Thesis Problem 1 Introduction 1 Introduction

1.5 Norwegian regulatory framework as benchmark for the evaluation of Australian regulation the evaluation of Australian regulation

Segundo Maria das Dores Guerreiro et al (2009) as competências habilitacionais são um dos instrumentos principais que contribuem para o progresso de um país ou sociedade. No entanto nem todos os jovens investem da mesma forma no seu futuro, muitos não querem ou não podem prosseguir os estudos e uma formação profissional. No estudo “Trajectórias escolares e profissionais de jovens com baixas qualificações” Maria Guerreiro et al. (2009) pode auferir que a maioria dos entrevistados reprovou alguns anos antes de desistir da escola. Isto é, segundo a autora muitos jovens desistem da escola depois de ocorrem percalços no seu percurso escolar: “A partir do momento em que o aluno começa a não acompanhar a marcha das demandas escolares, o fim da linha apresenta-se próximo” (Guerreiro et al, 2009). Este não é o caso dos jovens entrevistados, pois todos manifestam vontade não desistir da escola apesar de já terem reprovado (alguns mais do que uma vez) e todos pensam estudar pelo menos até ao 3º ciclo,

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Diversas vezes também surge o problema de não existir uma propensão para agir conforme o sistema educativo, como pudemos referir através de Bourdieu, esforça-se na escola o individuo que aprendeu a fazê-lo e que está disposto a aprender. O caso dos alunos institucionalizados traduz bastante bem esta situação, o facto de serem alunos que não foram socializados deste cedo com uma cultura escolar faz com que tenham pouca disposição para apostar no seu percurso. Mais uma vez o presente estudo, vem neste sentido, comprovar a veracidade da teoria de Bourdieu, apesar de os objectivos futuros destes jovens passarem por continuar os estudos todos optaram por sistemas de ensinos mais facilitados e mesmo assim continuam a ter dificuldades e manifestar falta de vontade em aprender.

Na óptica de Guerreiro et al. (2009) muitos alunos não concebem a escola como um meio decisivo para atingir certas metas. Além desta situação o débil desempenho escolar contribui bastante para que os jovens “hipotequem” os seus sonhos de um futuro profissional, visto que os jovens começam a percepcionar a escola como demasiado exigente. Dos dez casos entrevistados o único que mostra vontade de seguir para um percurso académico é o E2. Como termina o curso de equivalência ao 12º ano no próximo ano lectivo está a pensar prosseguir estudos e entrar para a Universidade para os cursos de gestão ou economia. Contudo admite que senão conseguir entrar na faculdade emigrará para a Suíça, e optará por iniciar uma vida profissional. Contrariamente a este jovem, o E5 pensa depois de terminar o curso procurar emprego e abandonar os estudos

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O E3 gostava de seguir para o curso de técnico de informática ou de electrónica, no entanto considera que esses cursos não têm vindo a progredir muito pelo que possivelmente irá optar por fazer um curso de hotelaria. Um dos seus objectivos a curto prazo era frequentar um curso de informática, no entanto não tem ainda objectivos futuros, apenas afirma que gostaria de viver bem

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O E9 considera terminar o 3º ciclo pois acredita que actualmente é difícil encontrar emprego, contudo preferia terminar o 9º ano e iniciar a sua vida profissional. Os restantes entrevistados afirmam todos ter vontade de terminar o 3º ciclo pois compreendem que actualmente é lhes mais difícil encontrar um emprego sem habilitações. No entanto quando questionados sobre as possíveis dificuldades para a concretização desses objectivos, a maioria dos entrevistados afirma que serão algumas disciplinas como inglês e matemática.

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Contrariamente ao que seria de esperar, e aos outros entrevistados, o E4 Pensa que a maior dificuldade aquando a concretização dos seus objectivos é o facto de ter sido anteriormente demasiado protegido nas instituições por que passou. Na sua opinião o facto de os lares de acolhimento os protegerem demasiado faz com que não estejam prontos para encarar o mundo exterior, e que tenham medo perante as adversidades que possam surgir. Esta é uma perspectiva bastante curiosa, pois o senso comum diz- nos que os lares de acolhimento são lugares em que os jovens se sentem sozinhos, abandonados e pouco acarinhados. Contudo o E4 afirma que sempre o acarinharam, principalmente na instituição que frequentou anteriormente, e que isso o impediu de perceber como o «mundo exterior» é mais complicado do que aparenta.

Um outro facto também curioso e que já abordamos anteriormente relaciona-se com o sentimento que lhes é incutido (pela instituição) de que necessitam de estudar para ter uma vida melhor. Quase todos os entrevistados afirmam terem de estudar pois actualmente o mundo profissional está ainda mais difícil, isto é mostram sentir que são impelidos ou como que obrigados a perlongar as suas vidas estudantis, quando provavelmente e no caso de um ou dois entrevistados preferiam começar a trabalhar. Esta obrigação e percepção de que o mundo profissional está cada vez pior e que existem pessoas com mais habilitações que também têm dificuldades alienada com o facto de eles não terem vontade de frequentar as aulas, de estudar e de aprender, torna-os desmotivados e é dai que surge o insucesso escolar.

Contrariamente à ideia inicial a que demos foco na presente investigação, a exclusão e não-integração na comunidade escolar não se manifestam como causas para o insucesso escolar dos jovens do Abrigo de São José. Pelo que pudemos depreender, os entrevistados sentem-se bem integrados no grupo de pares, contudo a falta de motivação, a falta de compreensão do que é a escola, e a inexistente vontade de estudar e aprender é o maior motivo para o fraco sucesso escolar destes jovens. Neste sentido quando falamos em jovens institucionalizados e nos seus comportamentos perante a escola, e após esta resenha empírica a primeira palavra que nos surge é a desmotivação. Todavia no próximo ponto das considerações finais debruçar-nos-emos mais sobre estas questões, tentando perceber se por um lado conseguimos dar resposta aos objectivos que serviram de fio condutor à investigação e que ilações podemos retirar da presente investigação.

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