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4.2 Norske nasjonale og regionale behov og prioriteringer i Interreg-programmer
Depois de familiarizar com o solo, entende-se que é essencial descobrir e conhecer os corpos daqueles que contribuíram para este estudo.
Esclarecemos que foram aplicados os questionários para os artistas que fizeram parte de algum processo de formação desenvolvido pelos centros descritos acima.
Como forma organizacional, utilizaremos quadros para visualizar o perfil dos corpos participantes desta investigação, mas deixamos claro que estes quadros são apenas ilustrativos sem conotação de uma pesquisa quantitativa:
Quadro nº 1 – idades dos inquiridos
IDADES % 20 a 24 anos 23,34%
25 a 30 anos 40% Acima de 30 anos 36,66%
Quadro nº 2 – sexo dos inquiridos
SEXO % Feminino 75% Masculino 25%
Quadro nº 3 – profissão dos inquiridos
PROFISSÃO % Área da dança 85%
Outras 15%
Quadro nº 4 – tempo de formação em dança
Tempo de formação em dança % 2 a 5 anos 17,5% Mais de 5 anos 22,5% Mais de 10 anos 60%
Resumidamente, alinhamos no quadro abaixo, todas as técnicas descritas nos questionários, porém não delimitamos o olhar para as técnicas, separadamente, e sim por cada questionário por completo, para que possamos compreender este fenómeno. Nos quadros em baixo, podemos visualizar: a diversificação das técnicas/métodos, apontados como integrante da formação destes artistas; as técnicas/métodos que consideram mais marcantes enquanto formação; e quais as vivências que estão frequentando actualmente ou que pretendem frequentar:
Quadro nº 5 – caracterização das práticas vivenciadas no percurso de formação dos artistas inquiridos Acrobacia Alexander Artes Marciais Artes Plásticas Ballet Clássico Biodança
Body Mind Centering Butoh
Canto Capoeira Cinema
Composição Coreográfica Composição em Tempo Real Contacto Improvisação Cunningham
Dança Contemporânea Dança Criativa
Dança Criativa (Laban) Dança Jazz
Dança Moderna Dança Oriental
Dobragem (Desenhos Animados) Escrita Criativa Expressão Dramática Feldenkrais Flamenco Floorwork Graham Hip Hop História Da Arte Iluminotécnica Improvisação 56
Ioga Klein Limon Música Pilates Release Sapateado Tai-Chi-Chuan Teatro
Técnicas de Circo e Mimo Vídeo
Voz
Quadro nº 6 – caracterização das práticas citadas como fundamentais pelos artistas inquiridos
Todas as vivências Alexander
Body Mind Centering Consciência corporal Contacto improvisação Dança contemporânea Dança Criativa Escrita e movimento Improvisação
Investigação académica em dança Laboratórios de criação
Pesquisa do movimento Pilates
Release Teatro
Trabalho de Movimento Contemporâneo Treino físico
Yoga
Quadro nº 7 – caracterização das práticas frequentadas actualmente pelos artistas inquiridos Análise do movimento Artes plásticas Capoeira Corpo/teatro Dança contemporânea Improvisação
Investigação académica em dança Laboratórios de criação
Performances
Pesquisa de movimento Pilates
Som
Trabalho de Movimento Contemporâneo Vídeo
Yoga
A partir dos relatos das técnicas que os inquiridos proporcionaram, prosseguimos com dois gráficos que consideramos pertinentes como fonte de conhecimento, porém sem nenhuma pretensão de pesquisa quantitativa; olhamos e interpretamos tal objeto de estudo (gráficos) ainda com o foco direcionado na fase de compreensão dos sujeitos investigado.
Estes dois gráficos foram selecionados pois facilitaram a visualização dos corpos que estaríamos em contacto. Corpos que, na sua maioria, precisaram passar por uma rica rede de metodologias na dança, mas que possuíam pontos inacreditavelmente comuns.
Gráfico nº 1 – percurso de formação geral na dança
Gráfico nº 2 – práticas consideradas fundamentais na dança
Vejamos que estes artistas, com quem estamos em contacto, possuem uma formação diversa, que provavelmente é proveniente da reacção do mundo contemporâneo, globalizado e cheio de informações.
No entanto, descobrimos que além desta diversificação na formação destes bailarinos/performers e da credibilidade dada para formação contínua, a busca na formação actual está correlacionada com a possibilidade de encontrar um verdadeiro sentido do corpo, preferindo aulas que privilegiam ora uma consciência e treino corporal, ora possibilidades de pesquisa de movimento e identidade artística.
Em alguns trechos descritivos dos bailarinos/performers demonstram alguns destes aspectos:
“prefiro aulas que proporcionam uma outra compreensão, conhecimento e consciência do corpo e seu alinhamento, porque proporcionam também uma maior abertura para o desenvolvimento da pesquisa individual de movimento e por conseguinte a sua relação com a dança.” 42
“realizo Asthanga Yoga, que me permite manter em forma paralelamente ao trabalho de criação. Isto porque considero o yoga uma técnica que me centra espiritualmente e fisicamente (a nível muscular e de alinhamento), dando-me a energia necessária para me manter em forma” 43
“...quanto à dança contemporânea, deve-se pela simples razão de descoberta, de liberdade de expressão, da aceitação da diferença entre todos os participantes, da relação com os outros.” 44
Quando falamos desta pluralidade das técnicas utilizadas nos processos de formação, estamos falando também da pluralidade dos corpos que ali estão presentes, além de acreditarmos que as técnicas corporais são alinhadas aos factores sócio- culturais.
Strazzacappa (2006) desmistifica a pluralidade das técnicas corporais como:
42
Recorte discursivo de um dos artistas inquiridos.
43
Recorte discursivo de um dos artistas inquiridos.
44
Recorte discursivo de um dos artistas inquiridos.
A pluralidade de técnicas corporais é a conseqüência da pluralidade dos corpos. Não há uma técnica única que possa servir a todos os corpos, nem um corpo que possa se adaptar a todas as técnicas. A escolha de uma técnica é o resultado de um processo de duplo sentindo. De um lado, num ato quase espontâneo, o indivíduo busca uma técnica que lhe seja familiar, que se adapte ao seu tipo de movimento; de outro lado, num ato refletido, esse mesmo indivíduo escolhe uma técnica que não tenha absolutamente nada a ver com a sua maneira de ser, mas justamente a opção é feita com a intenção de trabalhar exatamente suas carências, ou seja, a busca do equilíbrio entre as dinâmicas. (p.45)
Foi muito encantador encontrar, dentro deste estudo, uma gama de percursos corporais tão diversos, mas que consideravelmente buscam uma formação continua para responder suas necessidades físicas e artísticas.
Independentemente das escolhas das técnicas utilizadas como formação, encontramos indivíduos que almejam aumentar o conhecimento corporal e artístico, através da descoberta do seu próprio caminho.
Entendemos como uma procura ao auto-conhecimento corporal quando nos deparamos com o valor apresentado para com as técnicas de Release e de BMC (body mind centering); através da importância dada ao Ballet Clássico e a Dança Moderna intuímos um grande foco aplicado ao aprimoramento físico/corporal ; e ao entrarmos em contato com o imensurável crédito destinado a improvisação e a dança contemporânea, confirmamos a indagação pela singularidade, pelo desenvolvimento do repertório corporal individual e artístico, além das qualidades híbridas e amplas que estas linguagens podem oferecer.