5. Results and discussion
5.2 Pest management practices
5.2.2 Monitoring & decision-making (II & III)
118
CAPITULO VI – Conclusão e Referencias Bibliográficas
“A arquitectura não “tem” que ser sustentável. A arquitectura para ser de qualidade, é implicitamente sustentável.”
Eduardo Souto Moura, Arquitecto
6.1 - Conclusão
Esta dissertação aprofundou a interligação de temas como a reabilitação e a sustentabilidade, e de como os dois em simultâneo podem trazer vantagens para a sociedade dos dias de hoje.
Com a análise elaborada aos acontecimentos ambientais e aos impactos dos mesmos nas construções, foi perceptível que a indústria da construção está a atravessar momentos difíceis, onde o sector da construção nova se encontra saturado, e onde se percebe que os olhares se voltam para o sector da reabilitação.
Para além do sector da reabilitação começar a ser visto como uma alternativa, começa a ser perceptível que o mesmo é uma necessidade, quando se verifica o estado de degradação do parque habitacional português e a sua falta de eficiência. Isto depois de uma grande aposta durante alguns anos nas construções novas.
Analisando os diversos problemas ambientais e o consumo de recursos como estes sendo inesgotáveis, é importante referir que ao longo dos anos se tem discutido bastante, e esta evolução de conceitos referidos neste trabalho, têm conduzido o Homem rumo a um desenvolvimento mais sustentável.
É possível concluir que a sustentabilidade pode ser atingida através de algumas adaptações ao nível de soluções e equipamentos integrados no ciclo de vida dos edifícios. É perceptível também que com pequenas acções, se podem atingir avanços a nível de um resultado final satisfatório, principalmente na redução do impacto ambiental.
É importante a introdução de critérios ambientais, económicos e sociais em todas as fases do ciclo de vida de um edifício, para minimizar os impactos negativos na construção, comprovando uma mudança de pensamento na
119
construção sustentável, mostrando que esta pode deixar de ser uma excepção a passar a ser regra.
Os sistemas de avaliação da construção sustentável existentes levam os edifícios a alcançar os padrões desejados de sustentabilidade. É este o caminho mais assertivo para a interligação da reabilitação com a sustentabilidade. É importante que cada vez mais sejam desenvolvidos estudos neste sentido, de forma a comprovar a sua eficácia e a diminuição do consumo energético.
A elaboração deste trabalho permitiu concluir ainda, que é importante a implementação de um sistema de avaliação com estratégias sustentáveis bem definidas e em simultâneo com as regulamentações em vigor.
A implementação de estratégias passivas e activas, tanto de arrefecimento como de aquecimento permitem cobrir necessidades energéticas através de recursos renováveis existentes no país.
É a reabilitação de edifícios, o caminho a seguir mais eficaz para que os níveis de sustentabilidade aumentem. Esta reabilitação de edifícios é a área da construção que apresenta maior potencial para incorporar o conceito de sustentabilidade, e é ela que possibilita o prolongamento do ciclo de vida de um edifício, aumenta os padrões de qualidade e rentabiliza os recursos existentes apoiados nos padrões de sustentabilidade, como a preservação da cultura, a qualidade ambiental e as condicionantes económicas.
Durante a elaboração deste trabalho foi possível verificar um conjunto de medidas (energia, água e materiais) a aplicar nas fases de projecto, construção, utilização e demolição de um edifício que contribuem para uma
reabilitação sustentável.
Também foi possível concluir, que a vertente da sustentabilidade no sector da construção está cada vez mais implementada na sociedade, possivelmente fruto de um melhor conhecimento dos factos e da implementação dos novos meios tecnológicos, o que pode prever um grande crescimento da consciencialização global referente à problemática da insustentabilidade ambiental e económica.
Apesar de tardia, é possível concluir que, da mesma forma que nos pontos anteriores, houve uma alteração de pensamento que levou a uma
120
consciencialização da importância da preservação do património construído, aumentando assim o número de reabilitações, nomeadamente nos centros históricos.
Referente à análise da componente prática desta dissertação, foi possível concluir que a utilização da ferramenta EcoDesignStar (Archicad) é bastante útil na facilidade com que é possível visualizar os resultados de imediato consoante as alterações efectuadas. Apesar das conclusões não terem chegado a um resultado final satisfatório, o mesmo foi um bom exemplo de como se consegue intervir eficazmente numa reabilitação sustentável utilizando uma ferramenta.
121
“É necessário que olhemos o mundo de hoje com os olhos de amanhã, não com os de o mundo de ontem. Ora os olhos de amanhã são os olhos planetários. As fronteiras são ruinas ainda de pé, de um mundo ultrapassado”
122
123
A
Adene (2010). Certificado energético de edifícios. Arqa - Práticas sustentáveis, nº79-79, pág. 132-133
ADENE (2015). Eficiência energética. Disponível em: http://www.adene.pt (Consultado a 15/02/2015)
ADePORTO, (2008). Matriz Energética do Porto. Disponível em: http://www.adeporto.eu/fotos/editor2/matriz_energetica_do_porto.pdf (Consultado a 15/02/2015)
Aguiar, J., Cabrita, A.M.R., Appleton,J.(2005) Guião de apoio à Reabilitação de Edificios Habitacionais.
Aguiar, J., Cabrita, António Reis, Appleton, João (2001). Guião de Apoio à
Reabilitação de Edifícios Habitacionais – Volume 1. Laboratório Nacional
de Engenharia Civil (LNEC): Lisboa
Andrade, D., (2008). Economia e meio ambiente: aspectos teóricos e
metodológicos nas visões neoclássica e da economia ecológica, Leituras de Economia Política, Agosto/ Dezembro 2008;
Angelil, M.(2010). Perspectivas Criticas. Arqa – Práticas sustentáveis, nº79-79, Pág.22-24
Appleton, João (2003). Reabilitação de Edifícios antigos – Patologias e Tecnologias de intervenção. Amadora: Edições Orion
Arnal, I. (2010). Perspectivas Criticas. Arqa – Práticas sustentáveis, nº79-79, pág.31
Andrade,
B
Bragança, L. Lima, F. Mateus, R. (2012). Edifícios antigos – reabilitação sustentável low cost. Guimarães: Universidade do Minho, Departamento
124
Bragança, L. Oliveira, P. Reabilitação urbana: abordando práticas sustentáveis.
C
Carta de Atenas (1931). Conclusões da Conferencia Internacional de Atenas sobre o Restauro dos Monumentos. Disponível em: http://www.patrimoniocultural.pt/media/uploads/cc/CartadeAtenas.pdf (consultado em 18/05/2014)
Carta de Cracóvia (2000). Princípios para a conservação e o restauro do
património Construído. Disponível em:
http://www.patrimoniocultural.pt/media/uploads/cc/cartadecracovia2000.p df (consultado em 18/05/2014)
Carta de Veneza (1945). Sobre a Conservação e restauro dos Monumentos e
dos Sítios. Disponível em:
http://www.patrimoniocultural.pt/media/uploads/cc/CartadeVeneza.pdf (consultado em 18/05/2014)
Castanheira, G. Bragança, L. (2012). Estratégias de Intervenção para a
Regeneração Urbana Sustentável. Guimarães: Universidade do Minho,
Departamento de Engenharia Civil.
Censos – Resultados Definitivos – Portugal (2011). Instituto Nacional de
Estatística. Disponível em:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBL ICACOESpub_boui=73212469&PUBLICACOESmodo=2 (consultado em 22/12/2014)
Choay, Françoise – Alegoria do Património. 2º Edição. Tradução de Tersa Castro. Lisboa: Edições 70. Janeiro 2008. Colecção Arte & Comunicação 70.
Coelho, A. (2009). “(est)Etica Sustentável – Práticas de uma arquitectura em evolução. O delinear de novas estratégias e tácticas projectuais”.Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Católica, Departamento de Arquitectura
125
Coias, V. e Fernandes,S. (2006). Reabilitação sustentável dos Edifícios:
Porquê? Fórum da Energia – O futuro da energia, as energias do futuro.
Sessão 4: Gestão da energia nos edifícios.
Construção Sustentável. (2012). Portal da Habitação. Disponível em: http://www.portaldahabitacao.pt/pt/portal/habitacao/construcao/construca osustentavel.html (consultado em 20/12/2014)
Costa, J. Almeida e Melo, A. Sampaio e – Dicionário da Língua Portuguesa. 5ª Edição. Porto: Porto Editora Lda, 1987.
Costa, M. (2010). Novos produtos para a reabilitação sustentável de edifícios
de habitação. Lisboa: Universidade Nova de Lisboa, Departamento de
Engenharia Civil. .
D
Dias, L. (2012). A sustentabilidade na reabilitação do património edificado.Dissertação de Mestrado, Universidade Nova de Lisboa.
Dinis, R. (2010). Contributos para a reabilitação sustentável de edifícios de habitação.Dissertação de Mestrado, Universidade Nova de Lisboa.
Durão, C.(2013). Reabilitação sustentável : Introdução de metodologias e
estratégias sustentáveis. Projecto de arquitectura sustentável. Lisboa:
Universidade Técnica de Lisboa, Departamento de Arquitectura
E
EcocasaPortuguesa (2011). Casas em Taipa - Pisar a Terra nua e crua [Em
Linha].Disponivel em
http://ecocasaportuguesa.blogspot.pt/2011/10/casas-em-taipa-pisar- terra-nua-e-crua.html (Consultado em 10/12/2014)
Estatísticas da Construção e Habitação (2013). Instituto Nacional de
Estatística. Disponível em:
http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes&PUBL ICACOESpub_boui=210767143&PUBLICACOESmodo=2. (consultado em 22/12/2014
126
Euopean Commission (2012). Comunicado de Imprensa. Disponível em http://europa.eu/rapid/press-release_IP-12-1342_pt.htm (consultado em 22/01/2015)
F
Fernandes, F. (2010).Especificações para a reabilitação Sustentável de Edifícios. Dissertação de Mestrado. Universidade de Aveiro.
Fernandes, José (1991). A arquitectura. Colecção Sínteses da Cultura Portuguesa Europália 91 – Portugal. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda.
Fontoura, R., (2007). Arquitectura na encruzilhada da sustentabilidade:
considerações á literatura e a experiencias existentes, Brasília;
Freitas, V.P. e outros, (2012) Manual de apoio ao projecto de reabilitação de edifícios antigos. Região Norte. Coordenação Vasco Peixoto De Freitas. Edição: Ordem dos Engenheiros da Região Norte.
G
Garcia, R. (2014). Público - Portugal já cumpriu o Protocolo de Quioto. Disponível em http://www.Público.pt/ecosfera/noticia/portugal-ja-cumpriu- o-protocolo-de-quioto-1635328?page=-1 (consultado em 20/2/2015) Gonçalves, H e Graça, J.M. (.). Ineti - conceitos bioclimáticos para os edifícios em
Portugal
Gonçalves, J., Duarte, D., (2006). Arquitectura sustentável: uma integração
entre ambiente, projecto e tecnologia em experiências de pesquisa, prática e ensino, Ambiente Construído, [ISSN:1415-8876], pp. 51-81,
Porto Alegre, Outubro/ Dezembro 2006.
Grafisoft (2015). Grafisoft – EcoDesigner STAR. [em linha] Disponível em <http://www.graphisoft.com/archicad/ecodesigner_star/> (consultado em 10/01/2015)
127
Graham, Peter (2003). Building Ecology . First Principles for Sustainable Built
Environment. Oxford: Blackwell Science Ltd
H
Hickel, D. (2005). A (in) sustentabilidade na arquitectura. Vitruvius, Disponível em http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/06.064/426 (Consultado a 10/01/02015)
I
ICOSMOS (2007). Carta para a conservação dos Sítios com valor Patrimonial
Cultural. Disponível em http://5cidade.files.wordpress.com/2008/03/carta-
para-a-conservacao-dos-sitios-com-valor-patrimonial-cultural.pdf (consultado em 20/12/2014)
INE (2015) [Em linha] Disponível em
<http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_main/> (consultado em 10/01/2015)
INE (2014). [Em Linha ] Destaque – Informação à comunicação social. Disponivel em http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_main/ (consultado em 11/01/2015)
Infopédia (2015).Património in Dicionário da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2015. Disponível na Internet: http://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/Património (consultado a 25/02/2015).
ICESD (2014). International Conference on Environmental Science and Development. Disponível em : http://www.icesd.org/ (consultado em 20/12/2014)
K
Kuhl, Beatriz Mugayar () – Ética e responsabilidade social na preservação do património Cultural
128
L
Layrargues, P.P. (1997). “Do desenvolvimento ao Desenvolvimento Sustentável:Evolução de um conceito” In: Proposta, 25(71):5-10-1997) LiderA, (2015), “Principais Principios de LiderA” [em linha] Disponivel em
<http://www.lidera.info/?p=MenuPage&MenuId=29/> (consultado em 15/12/2014)
Lima G., (1998), Consciência Ecológica:
Emergência,Obstáculos e Desafios [em linha] Disponível em <http://www.cefetsp.br/edu/eso/ecologiacritica.html/> (consultado em 10/01/2015)
N
Nogueira, J.(2014). Análise e Resposta à Directiva 2010/31/EU no contexto nacional – ciclo de vida, independência energética da rede e emissões de dióxido de carbono. Dissertação de Mestrado. Engenharia Civil. Universidade Fernando Pessoa
M
Madureira, H. (2005). “Paisagem Urbana e Desenvolvimento Sustentável. Apontamentos sobre uma estreita relação entre Geografia, Desenvolvimento Sustentável e Forma Urbana”. Évora
Martins, A. (2014) “ A sustentabilidade na Reabilitação do Edificado”. Dissertação de Mestrado. Universidade Fernando Pessoa
Mateus, R. (2004). Novas tecnologias construtivas com vista à Sustentabilidade da Construção. Dissertação de Mestrado. Universidade do Minho.
Mateus, R. (2009). Avaliação da sustentabilidade na construção: propostas para o desenvolvimento de edifícios mais sustentáveis. Dissertação de Doutoramento. Universidade do Minho
129
Mateus, R. e Bragança, L. (2006). Tecnologias Construtivas para a Sustentabilidade da Construção. Ermesinde, Edições Ecopy.
Morin, E. (1993) “Pensamento ecologizado – A consciência ecológica”.
Mourão, Joana, Pedro, João (2012). Princípios de Edificação Sustentável- Arquitectura. Lisboa: LNEC
P
Paiva, José, Aguiar, José e Pinho, Ana (2006). Guia Técnico de reabilitação
Habitacional – Volume 2. Lisboa: INH e LNEC.
Pereira, P. (2013). Espaço Público, Variações critica sobre a urbanidade. Edições afrontamento, Porto.
Pinheiro, M. (2011). LiderA: sistema voluntário para a sustentabilidade dos ambientes construídos. Dissertação de Mestrado, Universidade Técnica de Lisboa.
Pinheiro, M. D. (2006). Ambiente e Construção Sustentável. Amadora: Instituto do Ambiente
Público (2013). Portugal gasta 220litros de água por pessoa por dia. Disponível em: http://www.Público.pt/ecosfera/noticia/portugal-gasta-220-litros-de- agua-por-pessoa-por-dia-1588798 (consultado em 15/12/2014)
R
Ramos, A. (2009). Os custos do Desenvolvimento Sustentável para a Engenharia, Arquitectura e Construção, nos processos de Reabilitação. Dissertação de Doutoramento. Universidade de Coimbra.
Rodrigues, J. (2006). “Crescimento, decrescimento sustentável e desenvolvimento ecologicamente sustentável”. Arquitectura em Pessoa. Porto. Pp.57-73
130
Rodrigues, M.P. (2012). Reabilitação como preservação e transmissão da História e da memória – Uma adega em Casas Novas. Dissertação de Mestrado. Universidade Lusiada, Porto
Rogers, Richards (1997). Cidades para um Pequeno Planeta. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, SA
S
Sacht, H. (2012). Módulos de Fachadas para a Reabilitação Eco-Eficiente de Edifícios. Dissertação de Doutoramento. Universidade do Minho
Serrano, A. L.T.T (2012). Reabilitação de um imóvel de interesse patrimonial: uso das tecnologias digitais enquanto ferramentas de composição arquitectónica, dissertação de mestrado da FAUTL.
Sensos (2009). Instituto Nacional de Estatística. Disponível em: http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos2011_a presentacao (Consultado em 10/01/2015)
T
Tavares, S. (2006). Metodologia de análise do ciclo de vida energético de
edificações residenciais brasileiras. Dissertação de Mestrado,
Universidade Federal de Santa Catarina.
V
Vilhena, A. (2013). Reabilitação e o sector da construção Civil. O Parque habitacional e a sua reabilitação: Retracto Proposta. Lisboa - LNEC
W
WWF (2014), Relatório planeta vivo, [Em linha] Disponível em <http://wwf.panda.org/about_our_earth/all_publications/living_planet_report/> (consultado em 10/01/2015)
131