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8.3 Analyser, resultater og diskusjon

8.3.6 Minoritetspolitiske tenketanken Minotenk

A mobilidade está cada vez mais inserida na comunicação entre as pessoas. O sujeito tem a necessidade de se comunicar e nada mais atraente do que se comunicar em qualquer lugar. A ferramenta tecnológica que possibilita essa comunicação é o dispositivo móvel. No marketing digital, essa ferramenta se torna eficaz como estratégia de se ganhar votos, pois o eleitor pode conhecer melhor os candidatos, tendo em vista que esses candidatos venham a divulgar suas propostas e, melhor, o que está acontecendo com ele e com os demais. Isso faz com que se provoque um sentimento que é a curiosidade humana, sugerindoproximidade com os mesmos. “Exibição da vida privada, pequenas entrevistas discretas ou um ambiente a dois, tudo empregado para reforçar ou corrigir uma imagem, para despertar, para além dos móveis racionais, um fenômeno de atração emocional” (LIPOVETSKY, 2009, p.230).

O desenvolvimento da tecnologia ao longo do tempo proporcionou novos costumes e novas maneiras de lidar com determinadas situações, fazendo com que o político seduza o seu eleitor, transforme-o e, assim, por que não dizer, manipule-o.

A vida se fez móvel. Essa frase exprime bem nossa sociedade atual, em que as pessoas buscam pela mobilidade em todos os sentidos, desde se comunicar via fone, informar-se, divertir-se, procurar por algum lugar, controlar sua conta bancária, ouvir música, tirar fotos ou filmar e jogar, tudo isso de forma mais rápida, pois “Navegar ha

muerto, es tiempo de volar”14 (ROMÁN; GONZÁLEZ-MESONES; MARINAS: 2007).

“A inércia é parte de uma cultura ultrapassada. O indivíduo se encontra em um processo de transformação e busca por flexibilidade. A geração que agora chamamos de „geração e‟,

baixa músicas da internet de qualquer lugar para escutar no seu mp3 portátil e agora no aparelho celular (grifo do autor). Essa geração é cosmopolita, não tem cidade nem residência fixa, comunica-se com os amigos por chats e grande parte de seu dinheiro se destina a dispositivos tecnológicos” (ROMÁN; GONZÁLEZ-MESONES; MARINAS, 2007, p. 02).

Nessa dinâmica da mobilidade e nomadismo, há uma dupla personalidade: “o laço que libera” e “o fio invisível cada vez mais difícil de cortar para o indivíduo sem fio”, como consequência, o dispositivo móvel é cada vez mais utilizado em nossas vidas.

Por que não potencializar estratégias para seduzir o eleitor a fim de poder angariar votos?

Essa estratégia está sendo cada vez mais utilizada, revolucionando a mídia e proporcionando uma eficácia do marketing político em relação aos seus objetivos, ancorado, por exemplo, na SMSmania15. O Twitter veio para consolidar essa estratégia de sedução do eleitor, bombardeando-o por ações que indiretamente e não explicitamente o seduzam a votar nesse ou naquele candidato. O Twitter pode ser uma excelente ferramenta do marketing político que aumente a forma de comunicar, mas com pouco conteúdo, e se torne um canal espetacular para compras, aquisições e ações promocionais que esse candidato possa oferecer.

A facilidade com que uma identidade se estabelece num mundo de culturas flexíveis e móveis pode ser transmitida para sujeitos ou grandes conglomerados de pessoas, pelos políticos e estrategistas. Ações mercadológicas que podem capturar até os chamados excluídos sociais que, por sua vez, tenham a oportunidades de receber essas pequenas mensagens espetaculares, possibilitam a divulgação de imagens dos

15 Outro fenômeno social é o SMS, ou mensagens curtas de texto, como ferramenta de comunicação. Uma

“febre” entre os jovens e, agora, também entre os não tão jovens, que está modificando as relações entre pessoas do mundo inteiro, nas ruas, nos escritórios, nas Universidades, nos ônibus, nos metrôs etc. Já começam a aparecer dicionários de SMS que contêm abreviaturas das palavras mais usadas na comunicação desses jovens, as quais serão incorporadas à língua.

candidatos como “bons moços”, corretos, competentes, simpáticos e com a inocência de uma criança, identificados na melhor embalagem possível, despertando uma atração emocional.

Aliada a essa facilidade de se obter e disponibilizar esses pequenos posts que Lipovetsky (2009) chama de política da sedução, os dispositivos móveis trazem consigo ainda maiores facilidades, transformando apelos publicitários em apelos sedutores, cativando e encantando os eleitores e satisfazendo suas necessidades neste Estado- Espetáculo, no qual a informação e o divertimento se cruzam na forma de um star-

system produtor de sonhos e de curta reflexão. Como observa Guy Debord:

“Assim como a lógica da mercadoria predomina sobre as diversas ambições concorrenciais de todos os comerciantes, ou como a lógica da guerra predomina sobre as frequentes modificações do armamento, também a rigorosa lógica do espetáculo comanda em toda a parte as exuberantes e diversas extravagâncias da mídia” (DEBORD, 2006, p. 171).

Essas novas tecnologias midiáticas no campo da informação agem na capacidade de percepção do sujeito e dificultam sua representação da realidade no mundo em que vive. Assim, a sociedade transforma-se numa sociedade do espetáculo, na qual a contínua reprodução de ideias se constitui na proliferação de posts dos mais variados tipos possíveis. A consequência disso tudo é que a caracterização da vida desse sujeito, em nome de uma felicidade que se esfacela em sua própria liberdade de escolha, transforma-se numa percepção em que fica cada vez mais difícil separar a ficção de sua própria realidade.

3. Panorama geral das imagens comunicacionais políticas no