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5. Diskusjon:

5.4 Metodediskusjon

Os polímeros de hoje são em sua maioria sintetizados do petróleo e resultantes de combinações de átomos simples de carbono, hidrogênio, oxigênio, cloro e, menos frequentemente, nitrogênio e flúor (ASHBY; JONHSON, 2011).

Como são preponderantemente produtos baseados em petróleo (fonte finita) e difíceis de descartar ao final da vida útil (não se degradam facilmente), isso implica no desenvolvimento de alternativas de recursos renováveis.

Para serem reciclados, os plásticos têm de ser separados por tipo, e cor, para que a reciclagem possa produzir um material com valor igual ao do material original. Plásticos

contaminados ou misturados podem ser derretidos somente para o uso como materiais de baixo valor (TWEDE; GODDARD, 2009). Um dos empecilhos para a reciclagem de plásticos é a grande variedade de tipos.

Segundo Twede e Goddard (2009), a separação, a coleta e o transporte fazem com que a reciclagem de alguns plásticos não seja economicamente viável e podem resultar em mais impactos ambientais do que outras opções de descarte.

As embalagens plásticas flexíveis, ou convertidas, podem ser monomaterial, multicamada de polímero ou laminadas, ou multimateriais, dependendo do seu uso. Os principais materiais termoplásticos usados nas embalagens flexíveis são: polietileno (PE), polipropileno

biorientado (BOPP), polipropileno (PP), poli (etileno tereftalato) (PET), celulose, papel alumínio e papéis. A composição do material da embalagem deve ser feito em função do conteúdo a ser acondicionado.

Poli (etileno tereftalato) (PET)

Figura 17 – Simbologia técnica do Poli (etileno tereftalato)

É utilizado tanto em embalagens rígidas quanto flexíveis. Nas embalagens flexíveis, o PET é comumente usado na manufatura de recipientes de alimentos pré-cozidos e de recipientes para aplicações médicas esterilizáveis (ANYADIKE, 2009).

É um poliéster saturado, termoplástico, tem boa propriedade mecânica a temperaturas de até 160°C. O PET é límpido como cristal, impermeável à água e ao CO2, mas deixa passar um pouco de oxigênio. Duro, forte, fácil de conformar, unir e esterilizar – permitindo reutilização (ASHBY; JONHSON, 2011).

O PET é oticamente transparente, límpido, translúcido, branco ou opaco. Tem como uso típico os recipientes de bebidas gaseificadas e utensílios de cozinha que podem ser levados ao forno (ASHBY; JONHSON, 2011).

Quando chega ao fim de sua primeira vida, pode ser reciclado como fibras e materiais peluciados usados em roupas e tapetes (ASHBY; JONHSON, 2011). A fabricação de garrafas de PET consome menos energia do que as de vidro (seu principal concorrente), no mesmo volume – e as de PET são mais leves.

Polietileno (PE)

O PE é produzido de várias formas. O polietileno de alta densidade (PEAD) é usado tanto para embalagens flexíveis quanto para embalagens rígidas. Nas aplicações das flexíveis, é aproveitada a manufatura de filmes soprados e moldados para muitos itens alimentícios. O polietileno de baixa densidade (PEBD), por sua vez, é utilizado na manufatura de

revestimentos industriais, barreiras de vapor, filmes para coberturas encolhíveis e esticáveis, enquanto o polietileno linear de baixa densidade (PELBD) é usado na manufatura de filmes esticáveis ou aderentes, bolsas de mercearias e sacaria industrial (ANYADIKE, 2009). O polietileno é inerte e extremamente resistente à água doce e salgada, a alimentos e à maioria das soluções à base de água. Por isso, é amplamente utilizado em produtos domésticos e recipientes para alimentos. Ele é barato e particularmente fácil de moldar e fabricar. Aceita uma ampla gama de cores, pode ser transparente, translúcido ou opaco, tem um toque agradável, pode ser texturizado ou revestido com metal (ASHBY; JONHSON, 2011). As propriedades dos diversos tipos de polietileno dependem da densidade, massa molecular, morfologia e grau de cristalinidade. A principal diferença de desempenho entre os tipos está na rigidez, resistência ao calor, resistência química e capacidade de suporte de cargas (TWEDE; GODDARD, 2009). O polietieleno (PE), conforme a sua densidade, pode ser classificado como polietileno de baixa densidade e polietileno de alta densidade.

Polietileno de baixa densidade (PEBD)

Usado para películas e embalagem, tem cadeias ramificadas que não se adensam bem, o que o torna menos denso do que a água. Tem uma fraca barreira a gás, porém sua resistência à transmissão de gás aumenta com a densidade (ANYADIKE, 2009).

Polietileno de alta densidade (PEAD)

Possui cadeias mais longas e menos ramificadas, o que os torna mais rígidos e mais

resistentes. O polietileno linear de baixa densidade (PELBD) é menos resistente a solventes orgânicos, porém mesmo essas deficiências podem ser superadas convertendo-se sua superfície em u àfluo opolí e o,àpode doàse àusadoàpa aàsu st iasà aisà o osivasà (ASHBY; JONHSON, 2011). Frequentemente, é laminado com outros filmes para combinar boa barreira à umidade e propriedades de selamento ao calor com outras propriedades desejáveis (ANYADIKE, 2009).

É atóxico e o processo de manufatura é relativamente eficiente em relação ao consumo de energia, o que os torna os polímeros comerciais que fazem uso menos intenso de energia. Pode ser produzido com recursos renováveis, como o álcool derivado da fermentação do açúcar ou do amido (ASHBY; JONHSON, 2011). Tecnicamente, é facilmente reciclado, se não for revestido com outros materiais, e pode ser incinerado e recuperar toda a energia que contém.

Polipropileno (PP)

Usado na manufatura de embalagens médicas, revestimentos à prova de umidade e filmes resistentes à gordura. Assim como o PE, os comprimentos de suas moléculas e ramificações laterais podem ser ajustados por catalisadores inteligentes, o que dá controle preciso de resistência ao impacto e das propriedades que influenciam a moldagem e o repuxamento (ASHBY; JONHSON, 2011).

O PP grau padrão é barato e leve, mas tem baixa resistência. É mais rígido do que o PE e pode ser usado em temperaturas mais altas. As propriedades do PP são semelhantes às do PEAD, mas ele é mais rígido e funde a uma temperatura mais alta (165-170°C) (ASHBY; JONHSON, 2011).

Mais fácil de moldar do que o PE, tem boa transparência e pode aceitar uma gama de cores mais vívida. Avanços em catalisadores prometem novos copolímeros de PP com

combinações mais atraentes de tenacidade, estabilidade e facilidade de processamento (ASHBY; JONHSON, 2011).

O PP é inerte e, tecnicamente, fácil de reciclar. Pode ser incinerado para recuperar a energia que contém. O processo de manufatura do PP é relativamente eficiente em relação ao consumo de energia.

Polipropileno biorientado (BOPP)

A maior demanda é proveniente de filmes coextrudados, com cerca de dois terços de demanda de filme de embalagem BOPP. Aproximadamente 10% dos filmes de embalagem BOPP são metalizados; destes, dois terços são usados em embalagens de lanches e

salgadinhos, confeitos, produtos de padaria e alimentos secos (ANYADIKE, 2009). Segundo Anyadike (2009), as propriedades do BOPP são:

 Boas propriedades de barreira contra umidade;  Baixa barreira a gás sem revestimento;

 Baixa resistência ao rasgo;

 Pode ser selado quando revestido ou coextrudado;  Excelente claridade e rigidez;

 É de fácil uso de maquinaria;

 Mais barato por metro quadrado que outros filmes devido à sua densidade mais baixa e rendimento mais alto.

O filme BOPP metalizado tem propriedades de alta barreira ao vapor d água e ao oxigênio, com a face metalizada e tratada, preparada para impressão e/ou laminação e a face oposta termosselável. Pode ser mono ou bitratado.

O Centro de Tecnologia de Embalagens (CETEA) fez uma pesquisa com a finalidade de confirmar a reciclagem de BOPP, realizada por Coltro, Gasparino e Queiroz (2008).

Segundo a pesquisa, uma vez que a espessura da camada de alumínio (da ordem de 30mm) presente nas embalagens de BOPP metalizadas é cerca de 1.000 vezes menor do que a espessu aàdoàfil eàdeàBOPPà daào de àdeà àμ àeà oàfoiàide tifi adoà e hu àp oblema tecnológico para a reciclagem deste material, é um material tecnicamente reciclável e vai para a mesma cadeia do PP.

Apesar da norma ABNT NBR 13.230 (ABNT, 2008) não fazer referência específica aos

o símbolo de reciclagem do PP, número 5, a fim de contribuir para a melhoria da

identificação das embalagens plásticas disponíveis no mercado brasileiro, ainda carente e/ou com símbolo incorreto de identificação do material plástico, sendo que ambos os fatores prejudicam a cadeia de reciclagem do plástico no pós-consumo.

Embalagem multicamada

Uma estrutura multicamadas, quer laminada ou coextrudada, é necessária para fornecer às embalagens propriedades tanto de resistência quanto de barreira. Algumas dessas

estruturas multicamadas, como nas embalagens de salgadinhos, podem ter sete ou mais diferentes camadas plásticas, cada uma executando funções de barreira estruturais ou adesivas (ANYADIKE, 2009).

As embalagens mais encontradas no mercado são as embalagens de polipropileno biorientado (BOPP) metalizado. Elas acondicionam uma ampla gama de produtos, pois agregam boas propriedades mecânicas e de barreira a gases de umidade. O processo de metalização consiste na impregnação do filme por uma fina camada de metal (alumínio). Essa aplicação é conseguida por meio do vapor de alumínio.

Todo o filme torna-se espelhado com uma excelente apresentação. Os produtos embalados em estruturas metalizadas oferecem um maior tempo de conservação, por melhorar as propriedades de barreira contra gases (ANYADIKE, 2009).