livsbetingelser: Utdanning og utdanning til
4.3. Et historisk blikk på kirkemusikkutdanning kirkemusikkutdanning
4.4.1. Mer om kirkemusikkutdanningens tilhørighet tilhørighet
A literatura contábil que investiga o valor informacional de medidas financeiras para reduzir problemas de incentivo geralmente exploram medidas contábeis, em especial, medidas de lucro contábil; foco esse que parece decorrer do extensivo uso dessas medidas nos planos de remuneração gerencial (BUSHMAN; SMITH, 2001; MURPHY, 1999).
Medidas de lucro contábil são normalmente criticadas por induzirem os gestores a comportamentos disfuncionais, tais como, orientação temporal de curto-prazo (FELTHAM; XIE, 1994; NARAYANAN, 1985). Dikolli e Vaysman (2006), por exemplo, mencionam que lucro contábil pode ser útil para fornecer informação relacionada ao esforço gerencial dedicado às tarefas que afetam o desempenho financeiro do período atual, mas que ele é um indicador insuficiente para refletir o esforço gerencial alocado às tarefas que afetam o desempenho financeiro futuro. Sliwka (2002) assegura que medidas de desempenho baseadas em lucro contábil resultariam em uma distorção na otimização do plano de remuneração gerencial, pois os gestores atribuiriam mais esforços às tarefas operacionais do que às tarefas estratégicas.
A mesma expectativa de indução dos gestores a uma orientação temporal de curto-prazo é esperada quanto ao efeito de outras medidas financeiras. Lambert e Larcker (1987), por exemplo, propõem que medidas de retorno sobre patrimônio líquido seriam menos úteis quando as consequências das ações desempenhadas no período atual pelos agentes tenderem a
ocorrer no futuro e não forem refletidas nos números contábeis do período atual. Hoskisson et al (1993) indicam que a ênfase em incentivos para desempenho financeiro por divisão e em incentivos para desempenho de curto-prazo (retorno sobre investimento) está negativamente relacionada com a intensidade de investimento em P&D.
Explorando o efeito de medidas financeiras utilizadas para acompanhamento do cumprimento de metas orçamentárias, Merchant (1990) indica que, quando os gestores se deparam com pressão para alcançar metas financeiras (lucro líquido e metas de despesas orçamentárias), eles tendem a manipular as medidas de desempenho, assim como a reduzir o nível de investimento de longo-prazo. Em uma extensão do estudo de Merchant (1990), Chow et al (1996) confirmam que um alto nível de rigidez no sistema de controle sobre os gestores de centros de lucro está positivamente relacionado com um excessivo foco no curto-prazo e com manipulação de medidas de desempenho.
Van der Stede (2000), por sua vez, sugere que rígido controle orçamentário, em que gestores são avaliados principalmente em termos de se atingiram ou não metas orçamentárias, induz os gestores a uma orientação temporal de curto-prazo através de uma redução na propensão para criação de reservas.
Adicionalmente, a pesquisa em contabilidade tem argumentado que o efeito de medidas financeiras sobre o comportamento gerencial irá depender de variáveis internas e externas à empresa.
Lambert e Larcker (1987), por exemplo, examinam o uso relativo de medidas de retorno contábil e de medidas baseadas no mercado como indicadores de desempenho para mitigar problemas de incentivo. Eles propõem que medidas de retorno contábil podem ser úteis quando as firmas não estão experimentando altas taxas de crescimento e quando medidas baseadas no mercado representam um elemento relevante como ‘outros’ componentes da riqueza do gestor (p. ex., o gestor possui ações da empresa).
Bushman e Indjejikian (1993) asseguram que a utilidade de medidas de lucros contábeis, como um indicador de desempenho utilizado no plano de remuneração gerencial, dependerá de quanta informação disponível ele reflete em comparação a uma medida baseada no preço de ação.
Em termos dos efeitos de medidas financeiras de desempenho sobre OTG, Dikolli (2001) examina o efeito moderador da expectativa do gestor em permanecer na empresa sobre o relacionamento entre lucros contábeis e OTG. Destaca-se, dentre suas proposições, que um componente baseado no lucro receberá maior peso no plano de remuneração gerencial, para estimular esforço direcionado para o longo-prazo, quanto mais o período de tempo em que o gestor deseja permanecer na empresa se aproximar daquele de seu superior (DIKOLLI, 2001).
Dutta e Reichelstein (2003) indicam, por sua vez, que se superior e subordinado se comprometem a contratos de longo-prazo, o plano de remuneração gerencial poderá ser baseado apenas em informações financeiras, no caso em que problemas de risco moral não se alterarem ao longo do tempo.
Jacobson e Aaker (1993) percebem que o efeito da incorporação de informação relativa a lucros futuros (medidas de retorno sobre o investimento e de crescimento em vendas) sobre OTG é diferente para investidores japoneses em comparação com investidores norte- americanos. De modo semelhante, Chow et al (1996) mencionam que diferenças culturais afetam o relacionamento entre nível de rigidez no sistema de controle e OTG. Por fim, Hoskisson et al (1993) sugerem que o efeito de medidas financeiras de desempenho sobre OTG dependerá do horizonte de tempo considerado na análise, de forma que, quando um período de avaliação de cinco anos é utilizado, tais medidas de desempenho estão associadas com uma orientação temporal mais de longo-prazo.
Por outro lado, o estudo de Marginson e McAulay (2008) oferece evidências que indicam a inexistência de relacionamento entre orientação temporal de curto-prazo e o uso de informação contábil pelo sistema de mensuração de desempenho; sugerindo que esse resultado se deve ao fato de OTG ser, na verdade, uma manifestação da ‘mente organizacional’, ou seja, um reflexo dos valores e preferências que predominam em uma organização.
Embora esse resultado possa ir de encontro ao que é geralmente predito pela literatura contábil, percebe-se que Marginson e McAulay (2008) utilizam medidas orçamentárias de curto-prazo e indicadores não-financeiros para mensurar informação contábil, não deixando evidente a importância relativa de cada grupo de medidas nos resultados e, portanto, sendo
difícil afirmar se a não constatação de relacionamento se deve a uma ausência de efeito de curto-prazo dos indicadores orçamentários de curto-prazo ou a uma presença de medidas não- financeiras mitigando esse efeito.
Em síntese, a expectativa geral é de que medidas financeiras de desempenho induzam os gestores a uma preferência na alocação de esforço às tarefas que afetam resultados financeiros de curto-prazo, sendo elas adequadas para incentivar os gestores a desempenhar tais tarefas cujo efeito financeiro ocorrerá no curto prazo; entretanto, medidas financeiras provavelmente não são adequadas para incentivar os gestores a pensarem sobre as consequências financeiras de longo-prazo de suas ações, especialmente no caso de um período de avaliação de curto- prazo (HOSKISSON et al, 1993).
De fato, parece que o efeito de medidas financeiras de desempenho sobre OTG depende da percepção cognitiva dos gestores quanto aos impactos de longo-prazo. Se os gestores perceberem as consequências de longo-prazo de suas ações, como parece ser o caso em que eles têm uma perspectiva mais longa de permanência na empresa (DIKOLLI, 2001) e se comprometerem com contratos de longo-prazo (DUTTA; REICHELSTEIN, 2003), não se esperaria que medidas financeiras de desempenho induzissem a uma orientação temporal de curto-prazo ou que, pelo menos, esse efeito fosse mitigado pela referida percepção. Espera-se que o mesmo efeito cognitivo sobre OTG seja provocado pelo período de avaliação, já que, quando um período de avaliação mais de longo-prazo é utilizado, orientação temporal de curto-prazo é reduzida (HOSKISSON et al, 1993). Deste modo, é possível que o efeito dos indicadores financeiros de desempenho sobre OTG se deva, em parte, ao efeito cognitivo decorrente do uso de um período de avaliação de curto-prazo do que isoladamente ao efeito do indicador financeiro.