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Market information and the role of networks in international markets

Nos dias atuais, “os ritos, rituais e as cerimônias passam a ser elementos estratégicos a serviço da construção e consolidação das imagens das organizações, apoiadas na credibilidade e aceitação social das ações e realizações desenvolvidas” (SILVA M., 2008, p. 2). Os termos ritos, rituais e cerimônias, estão presentes em nossos dias, são comumente interpretados por alguns como sinônimos. Entretanto, existe uma distinção entre ambos que será apresentada nesta reflexão. Primeiro, procuraremos compreender a seguinte inquietação: O que é rito? O termo rito pode ser compreendido como “um conjunto de atos e condutas individuais ou coletivas, com base corporal — verbal, gestual, postural —, caracterizando-se por sua repetitividade e simbologia, responsáveis pela adesão mental a valores sociais ...” (THISEN, 2014, p. 154). Os ritos, de acordo com Silva M. (2008), são formados de um aglomerado moderadamente preparado, dramático e planejado de atividades, que consolidam múltiplos modelos de expressão cultural em um fenômeno, que é executado mediante de interações sociais. Para esta autora,

Os ritos podem ser vistos como algo que não se resume em repetições das coisas reais e concretas do mundo rotineiro. Como coisa real e concreta consiste no que pode ser materializado e simbolizado. Exemplo disso é a troca de presentes entre personalidades de diferentes culturas ou o aperto de mão entre duas pessoas que se saúdam. (SILVA M., 2008, p. 5).

O rito para Thisen (2014), é compreendido como uma prática que acontece individualmente ou coletivamente, que constantemente, mesmo que seja bem flexível para acomodar um limite de improvisação, continua leal a determinadas regras que compõem com precisão o que há nele de ritual. O ritual, de acordo com Martins (2002), se configura numa forma essencial de interação. Mas o que é ritual? O termo ritual pode ser compreendido como “um conjunto de atos formais, expressivos, possuindo uma forte carga simbólica, marcando rupturas e descontinuidades, priorizando sua eficácia social” (THISEN, 2014, p. 155). Para esta autora, o ritual se configura como um conjunto de ações a desempenhar. Os rituais são definidos por uma estrutura que engloba “um espaço-temporal específico, envolvendo objetos, discursos, expressões, narrações, todos dotados de um sistema de linguagem, de comportamentos específicos e de signos emblemáticos cujo sentido se constitui um dos bens comuns de um grupo” (SILVA M., 2008, p. 5). Sendo assim,

[...] podemos lembrar que a definição operativa de ritual é “um sistema cultural de comunicação simbólica”, constituído dessa forma por sequências ordenadas de palavras, gestos e atos “caracterizados por graus variados de formalidade (convencionalidade), estereotipia (rigidez), condensação (fusão) e redundância (repetição). (THISEN, 2014, p. 155).

Em relação aos personagens do ritual, estes “tanto podem ser representados por um indivíduo como por um grupo, alcançado um novo status através do ritual e, em virtude disso, adquirem direitos e obrigações estruturais e definidas, devendo comportar-se conforme certas regras e padrões éticos”(THISEN, 2014, p. 155). O ritual, de acordo com esta autora, possui como um de seus propósitos; regular e alterar a experiência. Ritual, rito, bem como ritualizar, ritualismo, cerimônia, ritualização e mito, são termos que muitas vezes são confundidos como sinônimos. Neste sentido, esclareceremos as diferentes concepções sobre estes termos. O termo rito, de acordo com Thisen (2014) se refere a ação que ocorre numa composição de espaço e tempo. Desta maneira, segundo a autora, ao utilizarmos o termo ritual, estaremos fazendo menção a uma concepção geral da qual o rito é uma esfera particular. O ritualizar, de acordo com a autora, é caracterizado pela maneira como se constituem ou se formam ritos. Neste contexto, segundo a autora, é que acontece a passagem do ritualizar para o ritualismo, na qual se denota um tom negativo ao processo. O ritualismo, de acordo com a autora, está ligado a uma atitude estereotipada e, quase sempre, sem representação simbólica, acrescida de uma acepção negativa. Em consequência disso, segundo a autora, pode-se salientar que a ritualização expressa a cultura dos animais e que acena de forma universal para a totalidade, numa cultura ou semelhante ao universo animal, poderia se configurar como um ritual. A ritualização também é compreendida como “um processo que implica a encarnação de símbolos, associações simbólicas, mediante gestos, ações que signifiquem sentido especial para quem os pratica num dado contexto” (MARTINS, 2002, p. 24)

O rito, de acordo com Silva M. (2008), é uma fala utilizada no mito. O termo “mito deve ser compreendido como uma tentativa de explicação da realidade. É aquilo que o sujeito efetua espontaneamente, ou seja, o sujeito não recebe passivamente as sensações exteriores, mas as enlaça com signos sensíveis e significativos” (SILVA M., 2008, p. 5). Para esta autora, o mito se configura num importante guardião de valores para uma sociedade ou associação. Segundo a autora, rito e mito são termos integrantes e mutuamente dependente, compondo uma unidade complexa, encarregada pelas propriedades individuais de cada cultura.

Já o termo cerimônia é entendido “como a manifestação de sentimentos ou atitudes em comum através de ações formalmente ordenadas. São de natureza essencialmente simbólica, sendo que, no contexto cerimonial, gestos, posturas corporais e objetos específicos

estão presentes” (SILVA M., 2008, p. 5). As cerimônias, de acordo com a autora, executam determinadas funções para um coletivo social, como por exemplo, contribuem para a transmissão, perpetuação e expressão de crenças e valores bem como estimulam a solidariedade dos integrantes.

Nos agrupamentos sociais, os ritos e rituais não só se apropriam da função privilegiada como também “se instauram e se mantêm coesos, como também são fundamentais para que as estruturas de poder sejam capazes de manter em funcionamento os diversos níveis de dependência nos quais se instalam os vínculos entre as pessoas” (SILVA M., 2008, p. 5). De acordo com esta autora, ritos e rituais, indicam múltiplas práticas de relacionamento. Ademais, se apresentam com bastante força na altura em que sucedem mudanças, na qual há passagem de um modo para o outro. O rito possui três fases estruturais.

[...] a primeira são os chamados ritos preliminares ou ritos de separação; a segunda são os ritos liminares, ou seja, rito executado no período de margem, limbo; a terceira são os ritos pós-liminares, rito de agregação ao momento posterior, ao novo status. Observa-se que as três fases fundamentais do rito se relacionam umas com as outras, visto possuírem um fim determinado. (THISEN, 2014, p. 156)

De acordo com esta autora, também pode-se ressaltar a existência de três distintas formas de rituais. Consideraremos primeiramente, segundo a autora, o ritual religioso, que nos conduz ao sagrado e está diretamente vinculada à prática humana. Em segundo, de acordo com a autora, o ritual profano, que ajuda o indivíduo a se integrar na vida social em sua cultura. Já o terceiro, segundo a autora, é o ritual de passagem, que nos possibilita discernir que a convivência em sociedade presume uma sucessão de passagens, como por exemplo, nascimento, puberdade, casamento, maternidade e morte, etc.

Neste contexto, percebe-se que “os ritos de passagem ou transição compreendem todas as mudanças na vida de um indivíduo, que, por sua vez, são responsáveis pela negociação a um novo status. Destaca-se que os rituais de passagem caracterizam-se por recomporem a ordem social”(THISEN, 2014, p. 156). Nas sociedades contemporâneas, segundo esta autora, o ritual atua para aumentar “a identidade social, construindo e ampliando seu caráter, conscientizando de algumas concretizações sociais profundas, que a sociedade considera como parte dos seus ideais”(THISEN, 2014, p. 156). Ritual, cultura, lazer, sociabilidade, são componentes fundamentais das relações humanas. Estes conceitos estão presentes nas relações humanas de todas as esferas sociais, inclusive na forma como as pessoas praticam o jogo Mancala. Sendo assim, compreendemos que as reflexões aqui apresentadas sustentam a nossa pesquisa.