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Mangfold og utvikling av profiler

4 Aktuelle problemstillinger knyttet til den samlede finansieringen av universiteter og høyskoler med

4.1 Mangfold og utvikling av profiler

A etapa seguinte foi a necessidade de se perceber como funcionava o controlo da qualidade para se detetarem possíveis ineficiências relacionadas à prevenção de defeitos. O controlo de qualidade é um processo de extrema importância por forma a diminuir, ou mesmo assegurar, que não existem reclamações por parte do cliente. Posto isto, analisou-se como este se processa, desde o controlo da matéria-prima até ao controlo do produto final.

O controlo da matéria-prima (malha em cru) é realizado aquando do desenrolar da malha, tendo os operadores destes equipamentos que estar atentos a possíveis defeitos. Caso sejam detetados defeitos sonantes, a supervisora é chamada a resolver o problema, podendo notificar o cliente, ou não, dependendo do problema que surgir. Um controlo de qualidade mais apertado apenas é efetuado nas vendas verticais, através de um plano de amostragem em que 10% de cada lote é inspecionado. A qualidade do produto em curso de fabrico é essencialmente realizada nos controlos de cor, na tinturaria aquando do tingimento, e no laboratório de qualidade aquando da saída da secadeira. Sendo também realizados controlos de gramagem, elasticidade, solidez do tinto à lavagem, encolhimentos, entre outros, segundo os cadernos de encargos de cada cliente.

Por fim, o controlo de qualidade final consiste na revista da malha em máquinas próprias, sendo identificados todos os defeitos existentes, e por fim, decidido se a malha está apta para aprovação do cliente, ou não. Os defeitos são registados informaticamente por cliente, sendo escolhidos de entre as várias hipóteses existentes e introduzida a quantidade de cada um. No Anexo X - Figura 72 encontra-se um resumo destes defeitos que podem ser encontrados no software “Gestão da produção”, podendo ser analisados no global, ou por cliente, e através da seleção de um período temporal específico.

Durante esta análise investigaram-se os defeitos mais comummente detetados no processo de revista, sendo que para isso se estudaram os defeitos registados na malha do Cliente I, no período de julho a dezembro de 2018 (Anexo XI - Tabela 46). Identificou-se que os principais defeitos apontados foram tecelagem e buracos. Tecelagem tem a ver com defeitos da malha em cru, provenientes da sua tecedura, e os buracos compreendem defeitos que podem advir tanto da malha em cru, como ser resultado de problemas no processamento da malha. Isto demonstra a ineficiência do controlo da malha à chegada, e a possível ocorrência de falhas nos processos, ou nos equipamentos.

Além disto, verificou-se que o controlo de qualidade da matéria-prima, do produto em curso de fabrico, do produto final, e o controlo de produção e de qualidade das amostras, são supervisionados pela mesma

pessoa, conduzindo a que diversas decisões importantes estejam dependentes de uma só pessoa, limitando a flexibilidade do controlo de qualidade. Isto também origina ineficiências na deteção de defeitos nas alturas devidas, verificando-se mesmo ineficiência no controlo da qualidade da matéria- prima.

A supervisora do controlo de qualidade comentou que apesar de serem realizadas todas as etapas de controlo, existiam falhas nas mesmas pelo facto de não serem realizadas ao nível que deveriam e, que, por isso, existem muitos custos imputados à empresa que poderiam ser evitados. Estes custos correspondem aos custos das reclamações e dos defeitos, que já foram calculados na secção 4.2.2.4, e na secção 4.2.3.2, respetivamente.

4.2.3.1 Falta de registo adequado e de tratamento de defeitos

Outra parte importante da análise das reclamações prende-se com a identificação e tratamento de defeitos no produto em curso de fabrico, na matéria-prima, e no produto final. Posto isto, decidiu-se analisar o processo de registo e tratamento de defeitos ao longo do percurso da malha na Acatel. Verificou-se que apenas eram registados no software “Gestão da produção” os defeitos internos aquando da revista, sendo que os mesmos não eram tratados estatisticamente, nem discutidos por forma a encontrar as causas e soluções. Estes registos apenas acontecem no final do processamento da malha, visto que a revista é das últimas operações a ser realizada, protelando a descoberta dos mesmos. Defeitos que possam surgir durante o processamento podem ou não ser detetados, dependendo da experiência do colaborador, do tipo de defeito ou da malha utilizada. Quando são detetados defeitos, não há registo deles se forem ligeiros e os colaboradores conseguirem corrigi-los, ou pode ser solicitada a ajuda da supervisora, ou dos chefes de setor ou de turno, quando são defeitos graves e que não podem ser resolvidos, ou não sabem como os resolver.

A empresa tem implementada a ISO 9001, mas apesar de os registos de defeitos produtivos, anormalidades nos processos, e reclamações serem realizados em função da norma, a avaliação destas não conformidades e a implementação de ações corretivas poderia ser alvo de melhorias. Quanto mais tarde forem descobertos os defeitos, maior é a dificuldade de os corrigir e mais dinheiro é gasto indevidamente em recursos. Estes recursos estiveram ocupados e/ou a consumir algum tipo de energia ou de material, que não trará retorno dada a existência do defeito, e novamente serão gastos dinheiro e tempo em retrabalho.

A ineficiência de registo de defeitos durante o processo produtivo leva a que não haja um estudo efetivo dos mesmos, nem estabelecida relação entre defeito, tipo de malha, processo, equipamento, colaborador e cliente.

4.2.3.2 Custos dos defeitos

Para quantificar monetariamente os defeitos, considerando-se que no período analisado foram processados 151.404 quilos de malha, e que 10.775 quilos tinham defeito, sendo o custo de retrabalho de 4,47€/kg, obteve-se um total de 48.164,00€ de custos com defeitos. Posto isto, pode inferir-se que são gastos indevidamente 94.749,00€ por ano, pela empresa, devido à ocorrência de defeitos. Estes cálculos encontram-se evidenciados na Tabela 15.

Tabela 15 - Custos dos defeitos

Defeitos Período em análise Período de 1 ano

Quantidade de defeito (unidade) 10775 21197

Defeito por kg 0,07 0,07

Quantidade de malha (kg) 151404 302808

Total malha com defeito (kg) 10775 21197

Custo defeito (€/kg) 4,47 4,47

Custo defeitos (€) 48.164,00€ 94.749,00€