6 From data to design
6.4 Management of the personnel
Reflexão Critica e Fundamentada Dias 02 e 03 de Abril de 2013
Durante os dias 02 e 03 de Abril decorreu a minha 4ª semana de intervenção em contexto de 1º Ciclo, mais precisamente com uma turma de 2º ano de escolaridade.
Estes foram os primeiros dias em que estive a atuar como Professora, trabalhando conteúdos correspondentes às diferentes áreas.
A nossa atuação, enquanto Professoras baseia-se num plano pré-estabelecido, mas que muitas vezes não é seguido na sua íntegra, servindo apenas como uma linha de orientação, um fio condutor, susceptível de ser alterado a qualquer momento, de acordo com necessidades, interesses, dúvidas dos alunos em questão. Desta forma, é fundamental que este seja um plano adequado e flexível. Mas isto não significa de modo algum que se perca o fio condutor que existe numa planificação. Esta deve permitir ao Professor inserir novos elementos, mudar de rumo, se o exigirem as necessidades e/ou interesses do momento. ―É de necessário salientar que o facto de se elaborar um plano é tão importante quanto é importante ser-se capaz de o pôr de lado. Uma aula deve "acontecer", ser viva e dinâmica, onde a trama complexa de inter-relações humanas, a diversidade de interesses e características dos alunos não pretende ser um decalque do que está no papel.‖
(Fonte: http://www.prof2000.pt/USERS/folhalcino/formar/outros/planifica.htm)
O plano por mim estabelecido para esta semana, serviu-me disso mesmo, de fio condutor, mas que eu senti necessidade de alterar, de acordo com o desenrolar das aulas, sendo preciso, por vezes, não seguir o ―caminho‖ pré-estabelecido, enveredando por exemplos e caminhos diferentes dos pretendidos. Também algumas sugestões, por parte da orientadora cooperante, fizeram com que introduzisse alterações a esse mesmo plano, por ser de facto mais proveitoso para a aquisição de conteúdos por parte dos alunos. Ainda durante esta semana, existiu um contratempo, em relação aos matériais preparados para a aula de Matemática, a ficha de consolidação de conhecimentos, que também levou a uma outra alteração ao planificado, dai que a planificação seja flexível e passível a mudanças.
As alterações por mim introduzidas, nestes dois dias foram: ―Registo de duas frases no quadro que envolva o grau dos nomes.‖ Este foi um dos pontos por mim alterados, em que senti necessidade de não só registar estas duas frases, como também outras frases, para que os alunos adquirissem e revissem melhor os seus conhecimentos. Contudo, nesta situação teria aprofundado mais e teria explicado às crianças, não só o que é o grau, grau normal, aumentativo e diminutivo, como também lhes teria explicado que existem palavras que quando colocadas no grau aumentativo ou diminutivo, seguem uma regra diferente de formação, não sendo a terminação em …ão ou …inho, o que senti que tinha faltado, reparando que num dos exercícios da ficha de consolidação de conhecimentos, existiam casos desta exceção à regra, como por exemplo: boca, que no grau aumentativo seria bocarra. Ainda relativamente a este ponto, fiquei bastante surpreendida por os alunos, na sua grande maioria, terem acertado na resposta. Um outro aspeto, em que também não segui o planificado foi na forma como lecionei o conteúdo de Português no dia 03 de Abril de 2013. O que constava no meu plano era ―Inicialmente será colocada a imagem de um Pescador no quadro. Depois serão mostradas algumas palavras como mar e barco que estão relacionadas com pescador, para além dessas, outras serão mostradas, que causem alguma confusão como mangueira por exemplo, destas teriam que me dizer as que se relacionam com pescador. Depois explicarei o que é uma família de palavras e juntos, utilizando a mesma estratégia, descobriremos a família de palavras de mar e barco, à medida que vamos dizendo as palavras vão sendo afixadas no quadro. Quanto à área vocabular, também irei explicar o conceito recorrendo a exemplos. Por fim, estará então construído no quadro um esquema explicativo destes dois conteúdos. Para terminar os alunos farão uma pequena ficha de consolidação de conhecimentos e respectiva correcção.‖. Em relação a este conteúdo, foi-me feita uma outra sugestão, diferente do planificado, pela Professora Cooperante. Esta alteração levou-me a encetar um diálogo com os alunos, para que fossem estes a chegar às palavras que eu tinha, como que a contar uma história, em que esta ia sendo construída e afixada no quadro. No final foi explicado o que era uma família de palavras, a área vocabular e respectivas diferenças. Como estes são
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dois conteúdos que se tornam um pouco confusos para as crianças, senti também necessidade de lhes dar novos exemplos.
Ainda neste mesmo dia existiu um contratempo em que, devido à avaria da fotocopiadora, fiquei sem materiais para a aula de matemática, o que me deixou um pouco nervosa, pois não estava à espera desta situação. Com recurso a exemplos que constavam na ficha de consolidação de conhecimentos, trabalhei todos os conteúdos oralmente, com toda a turma, resolvemos problemas e exercícios, desenvolvendo o cálculo mental. ―A importância do cálculo mental torna-se evidente no dia-a-dia de cada um, quanto mais não seja, se pretendermos fazer compras ou efectuar as mais diversificadas relações entre grandezas e/ou equivalências que dispensam, por comodidade, o cálculo escrito. O próprio domínio do algoritmo é tanto mais fácil quanto maior for a capacidade de cálculo mental.‖ (Fonte: http://educamat.ese.ipcb.pt/0607/images/PDF/Mater_1C/calculo_mental.pdf)
Esta aula, tornou-se bastante mais interessante pois acabou por ser uma aula de grupo em que todos participavam e pensavam juntos.
Em relação à área das expressões também, no decorrer dos Jogos de Apresentação, fui introduzindo novas vertentes, diferentes do planificado, e que correram bastante bem, tais como, dizerem o seu nome ou o nome do colega com um tom de voz normal, mais fino, mais grosso, experimentando assim maneiras diferentes de produzir sons utilizando a própria voz existindo um feedback bastante positivo por parte das crianças. Também em relação ao jogo de apresentação das profissões, não só mimaram a profissão que querem exercer futuramente como outras, o que acabou por os envolver e tornar a actividade interessante e desinibidora.
Segundo as Orientações Curriculares e Programas Ensino Básico – 1º Ciclo, ―As actividades de exploração do corpo, da voz, do espaço, de objectos, são momentos de enriquecimento das experiências que as crianças, espontaneamente, fazem nos seus jogos.
A exploração de situações imaginárias, a partir de temas sugeridos pelos alunos ou propostos pelo professor, dará oportunidade a que a criança, pela vivência de diferentes papéis, se reconheça melhor e entenda melhor o outro.
Os jogos dramáticos permitirão que os alunos desenvolvam progressivamente as possibilidades expressivas do corpo — unindo a intencionalidade do gesto e/ou a palavra, à expressão, de um sentimento, ideia ou emoção. Nos jogos dramáticos as crianças desenvolvem acções ligadas a uma história ou a uma personagem que as colocam perante problemas a resolver: problemas de observação, de equilíbrio, de controlo emocional, de afirmação individual, de integração no grupo, de desenvolvimento de uma ideia, de progressão na Acção (…)‖.
―A variedade e a riqueza de sugestões, a nível do imaginário, devem ser características das situações propostas para explorar as possibilidades expressivas do corpo.
Através de jogos de imaginação, todos do agrado das crianças, deverão ser vivenciadas diferentes formas e atitudes corporais assim como maneiras pessoais de desenvolver um movimento.‖
A área em que os alunos demonstraram mais dificuldade foi no Português, conseguir distinguir família de palavras de área vocabular, solicitando que voltasse a explicar. Já a actividade em que verifiquei menos dificuldade foi na construção da tabuada da multiplicação por 6 pois, rapidamente, perceberam a forma como esta se formava e que existiam resultados, da mesma tabuada, que estavam contidos nas tabuadas já trabalhadas.
O domínio de intervenção, onde senti mais dificuldades foi na área da Língua Portuguesa, ao trabalhar o grau dos nomes por ser uma matéria em que exigia conhecimentos aprofundados.
A área onde senti menos dificuldade foi na Matemática, pois esta é onde me sinto segura tornando-se mais fácil exprimir ideias, transmitir conhecimentos e informações aos alunos.
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Em relação a todos os conteúdos que trabalhei senti necessidade de os aprofundar melhor. Apesar de serem conhecimentos que tinha, penso ser fundamental rever matéria, conceitos, arranjar termos adequados e formas de explicar, que sejam coerentes e fáceis para a sua compreensão. Para mim, é imprescindível fazer sempre uma revisão para que não cometa, nem exista, nenhuma lacuna nas ideias que transmito aos alunos.
Senti que fiz progressos na minha atuação, embora um pouco insegura mas à medida que ia trabalhando os vários conteúdos percebia que havia receptividade por parte dos alunos.
Um aspeto que preciso de melhorar é a forma como coloco a minha voz e como me expresso corporalmente.
Sinto-me bem neste papel de Professora, e penso que isso é fundamental. Mas também me sinto muito bem neste papel de aluna em que ainda tanto tenho para aprender.
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