3 Research method
3.6 Evaluation approaches
Reflexão crítica e fundamentada De 29 a 31 de Outubro de 2012
No dia 29 de Outubro de 2012 dei início à minha Prática Pedagógica em contexto de Jardim-de-Infância. Foi na sala dos três anos que iniciei a semana de observação.
Quando fui para esta sala, ia já com algumas expetativas em relação à Prática Pedagógica neste contexto mas também com alguns receios.
O objetivo com que fui para esta observação foi o de seguir o desenvolvimento destas crianças dia após dia, tentando encontrar características próprias desta idade. Observando diretamente tentei ir compreendendo as fases que cada criança atravessa para futuramente, aquando da realização de atividades com as crianças, tentar fazer algo que de facto seja significativo para estas. Ao longo destes dias apreciei as suas capacidades e tentei antever o que se seguiria.
Observando e interagindo em simultâneo tentei estabelecer laços afetivos com as crianças de forma adequada, tendo expetativas realistas, pois com umas crianças a aproximação é mais fácil do que com outras. Posteriormente tentarei oferecer às crianças atividades apropriadas, e destas tirando ao mesmo tempo prazer aquando da partilha de vivências do seu dia-a-dia.
Mas não só as brincadeiras e atividades das crianças observei. Também observei as atividades diárias das crianças, ou seja, as suas rotinas diárias que seguem, tal como as outras, uma sequência de desenvolvimento e recorrem a competências de vários âmbitos. Durante estes três dias não só observei como estive também envolvida em tudo o que acontecia ao longo do dia.
―Seguindo no dia-a-dia a criança que desperta para os que a rodeiam, que adquire novas competências e que exprime a sua individualidade, o adulto torna-se a testemunha privilegiada dessa aventura
extraordinária de um ser humano em desenvolvimento.‖
(Ferland, 2006, p.27) Para além do grupo de crianças, também levava algumas expetativas em relação ao espaço da sala. Como estaria dividido? O que existiria lá dentro? Quais as diferenças da sala de dois anos para a sala de três anos?
Foram várias as diferenças que encontrei. A sala, tal como a de dois anos, estava dividida por áreas, mas esta onde agora me encontro a estagiar, tem mais áreas, é uma sala bastante mais preenchida em termos espaciais. As crianças já possuem ao seu dispor materiais para fazerem atividades de expressão plástica de forma autónoma, por exemplo, nesta área, existem folhas de desenho disponíveis e também canetas de feltro que as crianças podem utilizar livremente.
As crianças aqui já se centram mais na atividade que pretendem fazer, e sabem onde a devem fazer, ou seja, a título de exemplo temos os blocos da área das construções que não saem da mesma. Quando uma criança quer brincar com determinado objeto, sabe o sitio onde está esse mesmo e que pode brincar com ele ali, o que não se verificava na sala dos dois anos. Aqui as crianças já possuem uma noção espacial e de organização mais vincada.
Quanto aos meus receios, estes também eram alguns.
No primeiro dia, que fui para esta sala, já sabia que o número de crianças existentes na mesma era de vinte e sete. Tal número deixou-me assustada e um pouco reticente. Não seriam demasiadas crianças para uma sala? Como conseguiriam Educadora e Auxiliar gerir tudo o que envolve estas crianças? Como iria
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ser recebida pelas crianças? Que atividades conseguirei desenvolver com um grupo destas dimensões? Iria conseguir dar a mesma atenção a todas?
Pois bem, o grupo de facto é bastante grande e a sala torna-se um pouco pequena para todas. Quanto à gestão de tudo o que engloba estas crianças, esta é muito bem conseguida. Educadora e Auxiliar entreajudam-se, dividem tarefas e organizam-se entre si sempre com o propósito de conseguir dar o máximo de atenção a todas as crianças e as suas necessidades.
Já a receção por parte das crianças foi bastante boa. Durante estes dias consegui interagir com estas nas suas brincadeiras e nas suas rotinas, mas claro que existem algumas crianças que ficam um pouco mais apreensivas do que outras, à presença de um estranho no seu espaço.
Em relação ao tempo que disponibilizo com as crianças é igual com todas, não existe qualquer preferência por nenhuma criança, e como Educadora ou Auxiliar, a meu ver, isso nunca deve acontecer.
Em relação às atividades a desenvolver o receio mantem-se. Ainda não consegui encontrar nenhuma estratégia em concreto a utilizar para que as coisas resultem da melhor forma e sempre em prol dos interesses e motivações das crianças, bem como atendendo sempre ao seu desenvolvimento e aprendizagem. Contudo, penso que isso virá com o tempo e com a experiência.
Uma das mais poderosas competências práticas do dia-a-dia do trabalho com crianças, é observá-las e escutá-las. Durante esta semana tentei realizar observações significativas de forma a conhecer melhor cada criança e assim assegurar que as planificações que farei irão ao encontro dos interesses e necessidades destas.
Quanto à metodologia/estratégias por mim utilizadas ao longo destes três dias foi tentar desvendar as necessidades/interesses de cada criança, as suas personalidades, temperamentos, em que estados do desenvolvimento se encontram, pontos fortes, características próprias de cada uma e também a forma como se relacionam com o grupo de pares e com os adultos responsáveis.
Através destas observações que irei fazendo, planearei experiências significativas que ajudem a criança a se desenvolver em todos os sentidos, sendo estas mesmas propostas algo que irá sempre ao encontro dos interesses das crianças.
―… a infância tem as suas virtudes.
Serve para construirmos as bases dos nossos sonhos e das nossas vidas. É nesta memória que virás procurar as tuas forças,
perscrutar as tuas cóleras, manter as tuas paixões ,
e muitas vezes repelir as fronteiras dos teus medos e dos teus limites.‖
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