4 Designing for interaction
4.2 Design principles
Reflexão crítica e fundamentada De 12 a 15 de Novembro de 2012
No dia 12 de Novembro de 2012 iniciei a minha 3ºsemana de Prática Pedagógica em contexto de Jardim- de-Infância. Ao longo desta semana apoiei a Educadora Cooperante nas suas atuações relativamente às rotinas diárias das crianças, bem como nas restantes atividades.
Também foi durante esta semana, mais propriamente nos dias 13 e 15 de Novembro de 2012, que concretizei propostas educativas elaboradas por mim e pela minha colega de estágio.
Após uma conversa na semana anterior com a Educadora da sala, esta falou-nos no Dia Nacional do Pijama (20 de Novembro) e que a EDP propunha a realização de atividades com as crianças antes do dia 20 de Novembro, por forma a sensibilizá-las para o facto de nem todas as crianças viverem com os seus pais e também para que estas percebessem qual o motivo de virem vestidas de pijama nesse dia para o Jardim de Infância.
Nos materiais deixados pela EDP existia um livro cujo nome era ―Todos de Pijama‖ e ainda umas maquetes para recortar e colar com as crianças, que davam origem a uma casa mealheiro, a ―Casa do Pijama‖.
Posto isto, decidimos, em conjunto com a Educadora Cooperante, trabalhar esta história e fazer as ―Casas do Pijama‖ com as crianças. Esta foi a atividade que desenvolvemos no dia 13 de Novembro. Também decidimos em conjunto, para a proposta de dia 15 de Novembro, construir uma boneca com um pijama que as crianças iriam decorar nesse dia (o pijama) e esse boneco passaria a ser como que uma mascote da sala, um boneco com que as crianças, um por dia, podiam dormir na hora da sesta.
Para a planificação do dia 13 de Novembro, fizemos um resumo da história original, focando os aspetos mais importantes, tentando reduzi-la ao máximo para que as crianças a conseguissem compreender, pois a história original era muito extensa e complexa para crianças de 3 anos. Uma história para crianças de 3 anos não deve ter mais de 100 palavras e esta tinha um número de palavras imenso de texto corrido. Visto isto, e como era impossível reduzir o texto a 100 palavras decidimos dramatizar a história com a ajuda de cenários e de fantoches feitos de cartão e assim foi. Penso que a forma como decidimos planificar esta atividade foi bem pensada, em termos estratégicos, pois conseguimos cativar a atenção das crianças e transmitir-lhes as ideias principais da história. Quanto à minha atuação nesta proposta penso que teve aspetos positivos, tais como, conseguir cativar a atenção das crianças com recurso aos materiais disponíveis e também colocando bem a vós. Após a dramatização da história, quando estava a tentar transmitir algumas ideias sobre o que era o Dia Nacional do Pijama não o terei conseguido na totalidade, pois a Educadora viu necessidade de intervir e de passar informação às crianças que eu não consegui transmitir. Nessa altura eu senti que era de facto inexperiente e que necessito de experimentar mais situações destas e aprender com as minhas falhas e com a observação do que foi dito pela Educadora. Nesta situação específica, eu senti-me um pouco perdida, sem saber bem o que dizer pois tive medo de transmitir ideias às crianças que elas não entendessem, será que crianças com 3 anos de idade conseguem entender que existem crianças que vivem em casas de acolhimento, sem os seus pais?!
Quanto à construção das ―Casas do Pijama‖ enviadas pela EDP essa também era uma atividade um pouco complexa de realizar com este grupo de crianças pois envolvia o corte preciso com tesoura, que estas crianças ainda não conseguem fazer pois ainda agora deram início a esta técnica. Depois também envolvia a dobragem precisa de pequenas partes da maquete, que as crianças também ainda não conseguem fazer, ou seja, a única coisa que de facto elas conseguiriam fazer, e que foi o que fizeram, era colocar a cola e com a nossa ajuda montar a caixa. Penso que esta atividade em si, não era proveitosa para as crianças, mas foi algo que nos foi imposto (estagiárias e Educadora) pela EDP para fazer com as crianças, mas a meu ver esta atividade faria sentido para crianças mais velhas e não para crianças tão pequenas. De qualquer das formas, tendo em conta os entraves que esta atividade nos colocava, nós optamos por fazermos nós o corte e a dobragem das maquetes.
Em relação à planificação do dia 15 de Novembro, nós anteriormente com tecido fizemos uma boneca que era a Milu, a personagem da história que vivia na casa de acolhimento, depois também em tecido branco fizemos uma camisola e umas calças de pijama e levamos para a sala. Por forma a cativar a atenção das crianças e a criar suspense e mistério, a boneca e o pijama foram dentro de um saco para que
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as crianças não soubessem o que estaria ali dentro. Sentados em grande grupo, na manta, as crianças começaram a questionar o que estava dentro do saco. Partindo disto questionamo-los sobre o que achavam que era. Aos poucos a boneca foi aparecendo. Tirei uma perna da boneca e as crianças começaram a dizer ―É um chouriço‖ ou ―Uma almofada‖. Será? Então saiu outra perna da boneca e as crianças imediatamente disseram ―É um coelho‖. Posto isto, foi aparecendo as restantes partes constituintes da boneca, até que esta saiu lá de dentro. Esta estratégia utilizada por mim teve um efeito muito positivo pois cativei as crianças e ao mesmo tempo pude observar as suas diversas reações. Mas faltava algo à boneca, ela estava despida. Não haveria mais nada no saco? As crianças questionaram isto mesmo. De dentro dele saiu então as duas peças do pijama e explicamos a atividade, o que iriamos fazer a seguir, que era pintar o pijama, as crianças adoraram a ideia e adoraram pintar o pijama, contudo como o espaço era pequeno não podemos deixar que a criança explorasse ao máximo, pois depois as restantes crianças não teriam essa mesma oportunidade. A finalidade desta boneca, de dormirem com ela, agradou muito às crianças e ainda nesse mesmo dia uma criança já pode dormir com a Milu e ouviu-se um comentário vindo desta ―Hoje este é o meu bebé!‖, um comentário que a mim me deixou muito feliz. A ordem pela qual as crianças dormirão com a Milu será por ordem alfabética. Irá ser construído posteriormente ao dia 20 de Novembro, um quadro que dirá ―Quem dorme hoje com a Milu?‖, por baixo desta frase estarão colocadas fotografias das crianças com a Milu, e uma seta que andará de menino em menino à medida que os dias vão passando e todos os dias, de manhã, no tapete, iremos ver ―Quem dorme com a Milu?‖.
Foi uma semana bastante boa e penso que o meu receio de como desenvolver as propostas com este número de crianças se desvaneceu um pouco.
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