5 Findings from the contextual inquiry
5.1 Findings from the first interview
Reflexão crítica e fundamentada De 19 a 22 de Novembro de 2012
No dia 19 de Novembro de 2012 iniciei a minha 4ºsemana de Prática Pedagógica em contexto de Jardim- de-Infância. Ao longo desta semana apoiei a Educadora Cooperante nas suas atuações relativamente às rotinas diárias das crianças, bem como nas restantes atividades.
Também foi durante esta semana, mais propriamente nos dias 20 e 22 de Novembro de 2012, que concretizei propostas educativas elaboradas por mim e pela minha colega de estágio. Esta já seria uma semana em que apenas uma de nós iria realizar as propostas com as crianças, contudo tal não nos foi possível devido a, no dia 20 se comemorar o Dia Nacional do Pijama, no qual o Jardim do Fraldinhas participou.
Em relação à atividade do dia 20 de Novembro, cujo tema era Festa do Pijama, posso dizer que as diversas atividades feitas ao longo do dia correram bastante bem, existindo no entanto uma atividade que não correu como eu idealizei.
A primeira coisa que fizemos com as crianças, nesse dia, foi vestirmos também nós o pijama e pintarmos as nossas caras, de palhaço. Colocamos dois catres na sala e fingimos que estávamos a dormir. Quando as crianças entraram na sala o meu coração disparou de nervosismo e de excitação. Tinha vontade de rir por ouvir o burburinho das crianças mas não podia. Enquanto mantive os olhos fechados só pensava, como é que as crianças estão? Estarão a olhar para nós? Irão reconhecer-nos? De repente abri os olhos, fiz palhaçadas com o corpo e lá estavam as crianças todas, como que em cima umas das outras, debruçadas a olhar para nós. Ao abrir os olhos ouvi um grito, ―Palhaços!‖, exclamaram as crianças. A partir desse momento tudo me saiu espontaneamente, os movimentos, aquilo que dizia. Fiquei fascinada e impressionada comigo mesma, nunca pensei ter tanto jeito para fazer de palhaço e para improvisar. Na realidade estava cheia de medo de não saber o que dizer nem o que fazer, mas tudo correu da melhor forma e os sorrisos das crianças, as gargalhadas, tudo isso me dizia isso mesmo, elas estavam a gostar. Depois passamos para o jogo seguinte, a ―Dança do Pijama‖, as crianças divertiram-se imenso, saltaram, dançaram com os seus bonecos, e algumas até fizeram algumas palhaçadas engraçadas. Quando reparei que as crianças já estavam, algumas delas, cansadas decidi que iriamos fazer a última parte do jogo. Quando a música parasse todos sentávamos no tapete e comíamos bolacha, e assim foi. Contudo, quando as crianças estavam a comer a bolacha chegaram mais crianças, como acontece normalmente no dia-a-dia. Eram apenas cerca de três ou quatro crianças, e eu fiquei triste porque estas não tinham assistido ao número de palhaçada nem tinham feito a ―Dança do Pijama‖, então pensei, porque não fazermos novamente mais um pouco da ―Dança do Pijama‖, e propus isso mesmo às crianças, contudo, estas estavam cansadas, já tinham gasto muita energia e não quiseram fazer novamente. E agora o que faço? Pensei eu. A meu ver não poderia obrigar as crianças a fazer novamente, então passamos à próxima atividade, a ―Pintura do pijama com pantufas‖, mas continuei triste por dentro, por não proporcionar esses momentos a essas crianças.
A ―Pintura do pijama com pantufas‖ não correu como eu tinha idealizado. As crianças queriam todas fazer ao mesmo tempo, depois as pantufas que trouxeram de casa eram novas e não velhas como tínhamos pedido aos pais, o que nos deixou meio reticentes, não queríamos estragar as pantufas. Acabamos por colocar uma pantufa em cada prato de tinta, em cada cor, e depois a criança escolhia a cor que queria e carimbava a pantufa. Por erro nosso, que pensamos que o espaço se poderia tornar pequeno para as crianças todas, não deixamos as crianças desfrutarem da atividade e do momento. Quando vi o pijama terminado fiquei um pouco desiludida pois afinal ainda havia tanto espaço para preencher, e tinha ficado tão bonito se tivesse sido todo pintado, mesmo que umas pinturas ficassem por cima das outras. Isto serviu-me para aprender com este nosso erro e para futuramente fazer as coisas de uma forma totalmente diferente.
Durante o dia ainda tivemos outras coisas que correram bem, mas que não foram ao encontro do que tínhamos planificado.
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Inicialmente planificamos que iriamos tirar fotografias com a Milu antes do lanche mas, como as crianças tinham dança, após o lanche, decidimos tirar antes do almoço.
Também o objetivo do lanche ser diferente e as crianças comerem um bolo em formato de pijama, que iriamos mostrar no tapete e conversar um pouco com as crianças, também não pode acontecer pois, na hora do lanche já iriam existir dois bolos de aniversário, e com o nosso seriam três. Então optamos por mostrar o bolo do pijama às crianças no refeitório, à hora do almoço, e depois partimos o bolo e distribuímos pelas crianças. Penso que o que aconteceu aqui foram aspetos bons e que nos mostram que a planificação é flexível e que temos de facto que arranjar estratégias para que as coisas corram da melhor forma possível.
Em relação à proposta educativa do dia 22 de Novembro de 2012, penso que esta correu bastante bem, contudo foi um pouco demorada. Quando estávamos a chegar ao fim da atividade, as crianças já se mostravam um pouco saturadas. Contudo, nunca pensei que estas conseguissem estar tanto tempo concentradas e empenhadas, o que acabou até por acontecer, talvez por estarem constantemente a aparecer elementos novos e coisas novas para fazerem, experimentarem e aprenderem.
Em relação a esta atividade nunca pensamos, ao planificar, que esta se estendesse por tanto tempo, e isso para mim foi algo que me ajudou a pensar em como devo fazer futuramente, em outras situações. Durante a tarde foram recolhidos, junto de algumas crianças, registos do que tínhamos estado a fazer, e foi bastante interessante perceber o que as crianças tinham sentido e apreendido daquela nova experiência.
A semana foi bastante boa, deu para ficar feliz com algumas coisas, na sua grande maioria, e também para aprender, enquanto futura educadora, com alguns pequenos erros que cometemos e que nos fazem pensar porque aconteceu assim e não de outra forma, como posso melhorar. Este estágio, a meu ver, serve para isto mesmo, para experimentar, acertar, errar e aprender com os meus erros, e desta forma, mesmo não conseguindo nunca que eles se dissipem, conseguir que cada vez sejam menos frequentes. Todos nós erramos e ninguém é perfeito, estamos sempre, todos os dias, a aprender, e mesmo um dia quando já tiver muitos anos de experiência sei que irei estar na mesma a errar e a aprender.
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